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As notícias com Carla Jorge Carvalho. Dezenas de bombeiros sapadores participam a esta hora numa marcha pacífica que vai do Terreiro do Paço até à Assembleia da República. Isto numa altura em que se mantém o impasse nas negociações com o governo. O protesto não está ligado a nenhuma plataforma sindical, foi organizado entre vários bombeiros. Dezenas de profissionais concentraram-se esta manhã junto ao Ministério da Administração Interna, no Terreiro do Paço. A marcha começou há instantes. A Maria Miguel Duarte está a acompanhar este protesto. Maria, os bombeiros levam também presentes para o governo.
Isso mesmo, Carla. Cada um dos profissionais que estão aqui neste protesto tem presentes para entregar na Assembleia da República, mas não só. O protesto já arrancou desde a Praça do Comércio e agora paramos aqui em frente à Câmara Municipal de Lisboa, onde os bombeiros sapadores já depositaram alguns destes presentes, que o Ricardo Alis explicou à Rádio Observador. Ricardo Alis, que é do Regimento dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, explica qual é o simbolismo destas caixas que são em forma de presente.
Vamos retribuir ao governo os presentes que hoje nos têm oferecido, que são nada. São caixas vazias, o que nós temos aqui hoje, porque é o que o governo tem oferecido. Uma mão cheia de nada.
É o que explica Ricardo Alis, que é uma das dezenas de bombeiros sapadores que seguem agora até ao Parlamento. Explica que o objetivo é mostrar que as propostas do governo são insuficientes.
O que nós pretendemos é desconstruir um bocadinho aquela retórica e falácia do governo, que tem apresentado propostas para valorizar a carreira. Efetivamente, as propostas que o governo tem apresentado são de desvalorização. Tem é se esquecido de dizer os itens em que tem apresentado. Na última proposta, o governo colocava lá que os bombeiros sapadores teriam que fazer 31 horas, ponto cinco, de trabalho extraordinário de maneira gratuita. Isto sendo decretado por entidade patronal, que seria a qualquer data, a qualquer hora e para qualquer finalidade que assim o pretendesse, o que faz com que seja uma proposta de desvalorização da carreira.
São as declarações de Ricardo Alis, do Regimento dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, à Rádio Observador. Estes profissionais, que saíram há pouco da Praça do Comércio, estão agora aqui em frente à Câmara Municipal de Lisboa, onde também deixaram alguns destes presentes. A maior crítica que se ouve por parte destes profissionais é mesmo relativamente ao subsídio de risco. Este é um protesto que eles apelidaram de caminhada pacífica e que vai seguir esta manhã até à Assembleia da República.
Maria Miguel Duarte, vais continuar a acompanhar o arranque desta marcha pacífica dos bombeiros sapadores, recordando que no início deste mês o governo suspendeu as negociações com estes profissionais, depois da manifestação que ficou marcada por momentos de tensão e do lançamento de pirotecnia junto à reunião do Conselho de Ministros que decorria. O vice-presidente da Asprocivil elogia a escolha para o novo presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. José Manuel Moura vai suceder a Duarte da Costa na liderança do organismo. O atual presidente vai deixar o cargo. Duarte da Costa vai integrar a equipe de suporte à candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como conselheiro para a Proteção Civil e Catástrofes junto da Embaixada Portuguesa nas Nações Unidas. Esta informação é avançada pelo Diário de Notícias. O vice-presidente da Asprocivil, Jorge Silva, considera que a decisão está na linha de uma estratégia do governo em ter uma nova visão para esta autoridade. Considera também que José Manuel Moura tem competências para assumir o cargo.
É algo que não é nada de extraordinário. Está na linha de uma estratégia do governo, provavelmente, em ter uma visão diferente para a Proteção Civil em Portugal. Essa visão passa também pela escolha de José Manuel Moura. Tem competências e conhecimento. José Manuel Moura foi comandante operacional nacional e conhece perfeitamente o Sistema Nacional de Proteção Civil e é isso que espero, que ele pegue nessa informação e consiga propor ao governo alterações de forma a que melhore todo o sistema. É isso que nós esperamos que um presidente de Proteção Civil a nível nacional possa trazer de novo.
Declarações de Jorge Silva, vice-presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil, à Rádio Observador. Duarte da Costa tomou posse em novembro de 2020, foi nomeado pelo governo socialista. José Manuel Moura sucede na liderança. Ele já foi comandante operacional nacional da Proteção Civil de 2012 a 2016, tendo sido afastado pelo então governo socialista, quando Constança Urbano de Sousa era a ministra da Administração Interna. A PSP alerta que os acidentes na estrada com veículos, com bicicletas ou trotinetes duplicou no último ano. O Automóvel Clube de Portugal apela a um maior respeito entre ciclistas e condutores. A segurança rodoviária foi o tema do Explicador desta manhã, depois do presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livrários, Pedro Sobral, ter morrido este fim de semana vítima de uma colisão entre um automóvel e a bicicleta em que seguia em Lisboa. O superintendente João Ramos, da PSP, fala em números preocupantes.
Na área da responsabilidade da PSP, de 2023 para 2024, os acidentes com velocípedes duplicaram e os acidentes que resultaram em colisões com velocípedes triplicaram. Assim como depois, o número de vítimas também sofreu um aumento bastante significativo
Sendo que os feridos leves, em relação a 2023 ao mesmo período de 2024, praticamente duplicaram.
O subintendente João Ramos entende que estes aumentos se devem também a um maior número de pessoas a circular em bicicletas e destaca o excesso de velocidade dos condutores de automóveis. A PSP apela a um maior cuidado de todos. O mesmo apelo é feito pelo presidente do Automóvel Clube de Portugal. Carlos Barbosa considera que na estrada portuguesa ninguém respeita ninguém. O ACP diz que é preciso mais respeito entre todos os utilizadores da estrada para diminuir o número de acidentes. Destaca também que há muitos ciclistas que não andam nas ciclovias e que isso constitui um perigo.
Hoje em dia as bicicletas são completamente diferentes. Nós vemos que antigamente ninguém andava com bicicletas de corrida na estrada. Hoje em dia as bicicletas de estrada são todas bicicletas de corrida. São bicicletas que andam depressa, que têm velocidades grandes. Os ciclistas não utilizam as ciclovias, utilizam a estrada, porque dizem que as ciclovias não é para eles, que a ciclovia é só para os andadores e é só para os chamados "gnaros" que andam em cima das bicicletas, porque eles consideram-se todos profissionais e vencedores da Volta a Portugal em bicicleta e portanto vão para a estrada. E aí, efetivamente, quer os automóveis, quer os ciclistas, não se respeitam ainda uns aos outros, o que é pena, porque há uma falta de civismo total dos dois lados, não é só de um lado.
No Explicador desta manhã esteve também José Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo. Apela que a Justiça seja mais dura para os condutores de automóveis que atropelam ciclistas na estrada, a começar pelo caso da morte de Pedro Sobral. Isto é um caso flagrante, é alguém que vem da noite e há um atropelamento mortal e fuga. As autoridades têm que elencar as alterações ao Código da Estrada e retirar a carta de condução a pessoas que conduzem desta maneira. O automóvel não é inimigo público, quem o conduz é que se torna o inimigo público quando o conduz. Temos que apelar à Justiça que seja dura com este tipo de crime. Porque tem havido demasiada impunidade e os casos de ciclistas atropelados estão a aumentar. A Segurança Rodoviária que esteve em discussão no Explicador desta manhã, Pedro Sobral, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, morreu aos 51 anos quando circulava de bicicleta em Belém. A operação da PSP no Martim Moniz também continua a gerar muitas críticas. Luís Montenegro é acusado por um grupo de 21 personalidades de atacar o Estado social e de direito para ganhar votos. Personalidades ligadas à política e à Justiça, sobretudo da área da esquerda, falam numa instrumentalização da PSP e num tratamento degradante dos imigrantes. Numa carta aberta ao primeiro-ministro, divulgada pelo jornal Público, os subscritores afirmam que a situação é inaceitável. Rui Casanova.
Os subscritores da carta aberta ao primeiro-ministro acusam o governo de não compreender o sentido profundo de Estado social, nem de Estado de direito. As 21 personalidades, a maioria da área política de esquerda, falam numa situação intolerável. Defendem que ações policiais desproporcionais violam a lei e a Constituição. Alertam também que a imagem que mostra dezenas de imigrantes encostados à parede lembra tempos antigos. Denunciam assim uma exposição inaceitável das pessoas visadas na operação da PSP e alertam para um tratamento degradante proibido pela Constituição. Os subscritores sugerem ainda que a PSP está a ser instrumentalizada pelo governo, falam mesmo em exibições de autoritarismo e denunciam que Luís Montenegro está a seguir uma estratégia eleitoralista, que já foi testada noutros países, em que os governos criam perceções de insegurança para ganhar votos. Mas as 21 personalidades alertam: os resultados são desastrosos e só trazem mais desigualdade, mais exclusão social e mais violência.
Rui Casanova, com a carta aberta enviada por 21 personalidades ao primeiro-ministro, divulgada pelo jornal Público. Assinam esta carta nomes como Augusto Santos Silva, ex-presidente da Assembleia da República, Alexandra Leitão, líder parlamentar do PS e Joaquim Sousa Ribeiro, antigo presidente do Tribunal Constitucional. Também os líderes do LIVRE e do PAN são subscritores, assim como a juíza Maria João Antunes e o constitucionalista Jorge Reis Novais. Os estafetas das plataformas de entrega de comida denunciam que há máfias a ameaçar e agredir trabalhadores. O objetivo é garantir as melhores entregas. A PSP está atenta. Estes grupos organizados querem assegurar os melhores pontos de recolha junto a restaurantes e estabelecimentos comerciais em Lisboa e, para tal, recorrem à violência, agridem colegas e vandalizam as motas e equipamentos utilizados nos serviços. Na semana passada, a PSP identificou 14 suspeitos de envolvimento numa rixa que aconteceu em agosto junto ao Centro Comercial Vasco da Gama. O Observador sabe que este não é caso único, como explica a jornalista Rita Pereira Carvalho.
O que existe neste momento são grupos que dominam esses tais pontos e que impedem outros estafetas de trabalhar ali. Com estes grupos, os pedidos acabam por ser distribuídos sempre ou quase sempre pelas mesmas pessoas. E há outros que ficam, obviamente, impedidos de recolher pedidos. Só para dar um exemplo, no McDonald's de Meim Martins, há um grupo que só permite a entrada de 18 estafetas naquele ponto de recolha e, portanto, impedem todos os outros de ficar naquele lugar. E alguns estafetas que trabalham naquela zona dizem ter assistido a casos como pneus furados, motas partidas, por exemplo, e há relatos em muitos pontos da cidade de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, e as descrições são sempre as mesmas.
Rita Pereira Carvalho, jornalista do Observador, na história do dia desta segunda-feira. A PSP está a investigar as agressões entre estafetas que aconteceram em agosto. O Observador sabe que este é o único inquérito aberto até ao momento relativo a este tipo de casos São agora 10:12, Carla. Antes do Contracorrente, que outras notícias estão em destaque a esta hora? O Sindicato dos Médicos da Zona Sul exige a intervenção urgente do governo por causa da falta de pediatras em Faro e Portimão. Alerta para a possibilidade de um agravamento da situação nos próximos dias. Em comunicado, este sindicato diz que o Ministério da Saúde é responsável por não travar a falta de médicos na ULS do Algarve. O Sindicato dos Médicos da Zona Sul pede a intervenção da ministra Ana Paula Martins e uma reunião com o Conselho de Administração da ULS do Algarve, para a qual diz que ainda não obteve qualquer resposta. Nos últimos três dias, a GNR registou cerca de 700 acidentes, dos quais resultaram oito mortos e mais de 200 feridos. São dados provisórios da Operação Natal e Ano Novo. Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana adianta ainda que os militares fiscalizaram mais de 31 mil condutores. Foram ainda detidas 73 pessoas por conduzirem sem carta de condução. E não é que o Pai Natal já anda por aí? Têm surgido vários vídeos. Ainda não vi. Não? Tens que estar atenta, porque ele anda por aí. Estou a limpar a lareira. Há imagens. Deixa-me ir. Já? Ótimo. E já tens os bolinhos e as cenouras para as renas também? Também. Pronto, é preciso, porque já há muitos vídeos deste senhor a andar no mundo a distribuir presentes. Já está safado. Já. Olha, por exemplo, no Rio de Janeiro já foi visto a fazer mergulho com os tubarões. Corajoso. Corajoso. Na Venezuela, visitou um dos bairros mais pobres de Caracas e entregou presentes a crianças carenciadas. Aqui mais perto, em Espanha, também já esteve o Pai Natal. Há vídeos do Pai Natal em Valência, a cidade que foi atingida pelas chuvas há dois meses, e esteve aí a falar com as crianças que foram afetadas por esta tempestade. O que isto quer dizer? Que nesta altura, nesta época, as ações solidárias vão-se repetindo com a imagem do Pai Natal. Eu não te queria dizer, mas ele a esta hora está em tua casa. Achas que sim? Está a tratar do bacalhau. Ótimo, o jeitaço que me dá.