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São 10h. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Está a ser restabelecida a atividade no Hospital Amadora-Sintra. As urgências foram encerradas ontem à tarde. Houve um problema no sistema informático, houve uma falha de refrigeração, foi essa a explicação dada oficialmente. Agora, em comunicado conhecido há instantes, há a indicação de que os serviços estão normalizados. Vamos conferir isso mesmo com a repórter do Observador, Maria João Brás, que está desde manhã muito cedo junto às instalações do hospital. Maria João, já tens indicação sobre a forma como estão a funcionar os serviços de urgência?
A indicação que nos foi dada foi dada precisamente através de um comunicado que afirma que as atividades nas urgências do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, também conhecido como Hospital Amadora-Sintra, está a ser restabelecida. O problema foi solucionado e os sistemas encontram-se novamente operacionais. No entanto, afirma-se que as equipes técnicas continuam a monitorizar e a reavaliar o funcionamento dos sistemas hora a hora e de forma preventiva. E por isso os utentes devem, como habitual, contactar previamente o SNS 24, que avaliará a situação clínica e orientará para o serviço mais adequado. Portanto, mantêm-se aqui alguns constrangimentos e tem sido precisamente os constrangimentos que têm marcado a manhã. Mais um dia aqui no Amadora-Sintra, com vários utentes a dirigirem-se aos serviços de urgência sem saberem o que se está a passar e a não serem naturalmente atendidos, como é o caso de um destes utentes com quem falámos e que acabou por ser reencaminhado mesmo para outro serviço.
Não tinha a mínima ideia que as urgências estavam fechadas. Daí depois ter feito uma chamada para a Saúde 24, vou ser reencaminhado e atendido depois no centro de saúde da área local.
Esta deslocação causa-lhe transtorno, não tendo sido atendido?
Causou bastante, porque como disse, é uma dor na perna. Tive que me deslocar daqui até lá acima, que as urgências não são perto aqui da entrada do hospital. Neste caso, vou ter que retomar até ao centro de saúde e as deslocações mesmo de subida e descida, no meu caso, que venho de autocarro, também não é fácil. Portanto, fui apanhado aqui desprevenido.
No que diz respeito às consultas, exames e cirurgias, ao longo da manhã também temos tido alguns relatos de que, por exemplo, os exames e as consultas estão a ser realizadas, algumas, outras efetivamente continuam a ser remarcadas, adiadas. Não sabemos em que moldes é que estes exames e estas consultas estão a acontecer, uma vez que os serviços informáticos, estando em baixa, podem não permitir então que estas consultas sejam feitas com naturalidade. Aliás, ontem, em comunicado, a ULS do Amadora-Sintra admitia que os funcionários, alguns deles, estavam a trabalhar com recurso ao papel, portanto, ferramentas mais rudimentares do que aquelas normalmente utilizadas através desses serviços informáticos. Naturalmente, a situação vai sendo atualizada hora a hora, tal como lemos no comunicado enviado pelo Hospital Amadora-Sintra. Já está, portanto, retomada, restabelecida estes serviços informáticos. No entanto, pelo que percebemos, a situação ainda não está totalmente normalizada e, portanto, ainda podem ser registados alguns constrangimentos.
Percebemos então, Maria João Brás, que lentamente a normalidade há de começar a chegar ao Hospital Amadora-Sintra. Este comunicado conhecido há instantes explica que as equipes técnicas do Hospital Fernando Fonseca continuam a monitorizar e a reavaliar o funcionamento dos sistemas de forma preventiva. Aguarda-se, por isso, que a atividade nas urgências comece a partir de agora a ser restabelecida.
E há novos casos a envolver dermatologistas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Pelo menos quatro médicos prescreveram medicamentos de forma irregular no maior hospital do país.
E foram assim abertos processos de inquérito aos quatro dermatologistas. A notícia está a ser avançada pela CNN. O caso foi descoberto ontem, depois do presidente do Conselho de Administração, Carlos Martins, ter começado um processo de investigação interna ao serviço de dermatologia. Perante estas irregularidades, Carlos Martins mandou abrir quatro inquéritos e diz aguardar por respostas nas próximas 24 horas. Recorde-se que ainda esta semana o diretor do serviço de dermatologia do hospital pediu a demissão depois de ter sido notícia que um só dermatologista do Santa Maria faturou €400 mil em cirurgias adicionais.
Luís Montenegro diz que a prioridade portuguesa para o Conselho Europeu de hoje é a dinamização da economia.
O primeiro-ministro quer também declarar guerra à burocracia na Europa. Declarações há minutos à chegada à reunião do Conselho Europeu.
Este é um ano onde nós estamos focados em dinamizar a economia, em atrair investimento, em simplificar, sabendo que isso é condição depois para a execução das políticas sociais, para podermos reforçar o Serviço Nacional de Saúde, para podermos reforçar o nosso sistema de educação, para podermos cumprir os objetivos no que diz respeito à habitação, à mobilidade. E, portanto, eu acho que este Conselho Europeu, não obstante todas as questões geopolíticas, todas as questões que têm vindo também a marcar as reuniões anteriores, a continuidade do apoio à Ucrânia, tem esta centralidade nas questões econômicas, que a nosso ver, é importante para a Europa e é importante para Portugal.
Luís Montenegro revela também que conversou com o presidente norte-americano, reiterando a importância das relações entre Portugal e os Estados Unidos.
Outros líderes europeus começam também a chegar ao local da reunião.
O chanceler alemão Friedrich Merz quer ver esforços para que se chegue a um acordo com os Estados Unidos. Já o primeiro-ministro dos Países Baixos assume que tem grandes expectativas em que seja alcançado hoje um acordo para um novo pacote de sanções à Rússia. Por outro lado, o primeiro-ministro húngaro volta a afirmar que será um erro incluir a Ucrânia na União Europeia. Viktor Orbán considera que a adesão de Kiev representa um perigo para todos os Estados-membros por ainda estar em guerra com a Rússia.
Em antevisão ao Conselho da Europa, que se realiza esta manhã, António Costa diz querer priorizar a discussão em torno da substituição do papel dos Estados Unidos na defesa europeia.
Foi numa entrevista ao jornal Político. O presidente do Conselho Europeu diz que a Europa tem de assumir uma maior responsabilidade no setor da defesa e, por isso, quer discutir com os líderes dos 27 formas de negociar com os Estados Unidos. Quer também chegar a acordos comerciais com a Casa Branca, de forma a evitar as tarifas que têm sido ameaçadas por Donald Trump.
A NATO chegou ontem a acordo para atingir os 5% do PIB em defesa. Agora, o especialista Vítor Gabriel Oliveira diz que a Aliança Atlântica precisa definir uma estratégia.
E que não chega a um acordo entre os Estados-membros. No Gabinete de Guerra desta manhã, Vítor Gabriel Oliveira, que é secretário-geral da Sedes Europa, diz que Donald Trump foi o principal vencedor da cimeira de ontem e que agora os aliados precisam saber como gastar o dinheiro na área da defesa.
Terá que haver uma avaliação contínua destes valores nos orçamentos de NATO de cada país. E temos que saber agora, principalmente, qual é a estratégia de cada país, e nomeadamente de Portugal, para atingir este patamar. Porque é sobretudo preciso ter uma estratégia na área militar, como nas infraestruturas. É preciso saber que infraestruturas pretendemos construir ou servir a organização militar, mesmo que sejam infraestruturas híbridas, ou seja, que possam também servir à parte civil, e que tipo de investimento queremos ter.
Análise esta manhã no Gabinete de Guerra de Vítor Gabriel Oliveira.
O Procurador-Geral da República garante que, se houver fundamento, vai abrir um inquérito ao caso Spin on Viva. Em entrevista ao Observador, a primeira entrevista de fundo desde que assumiu funções, Amadeu Guerra nega qualquer tipo de proximidade com o primeiro-ministro.
O Ministério Público tem o caso Spin on Viva em mãos. Amadeu Guerra garante que as regras são iguais para todos e que, se necessário, o primeiro-ministro não vai escapar a uma próxima fase da investigação.
Se houver fundamento para abrir inquérito, nós abriremos inquérito, como é evidente, como acontece para todos os cidadãos. As pessoas conhecem-me, sabem o tempo que estive no DCIAP, que processos mediáticos é que eu tive. Nunca fui pressionado por ninguém para não acusar ou não andar com processo ou não denunciar. Para mim, as regras são iguais para todos os cidadãos.
O Procurador-Geral da República garante também que não é amigo de Luís Montenegro, tem apenas uma relação institucional com o primeiro-ministro.
Falei já com ele, cumprimentei-o, encontro-me com ele nas cerimónias públicas. Estive na posse do primeiro-ministro, cumprimentei-o, desejei-lhe felicidades e pedi-lhe para colaborarmos no que for necessário para melhorarmos a Justiça. Ele sabe que existe a averiguação preventiva e também sabe os documentos que juntou. Nós não andamos à procura de documentos. Eu não preciso lhe dizer, porque ele sabe quais é que são os documentos que lá estão. Eu estive muitos anos sem o ver. Quando o vejo, cumprimentei-o. Não é um amigo seu. Não, os amigos são para nós almoçarmos juntos, o que não significa que não possa vir a acontecer, como é evidente.
Amadeu Guerra, em entrevista aos jornalistas do Observador, Luís Rosa e João Paulo Godinho. Ele que espera que a conclusão do caso Spin on Viva possa ser conhecida antes do início das férias judiciais, que começam a 15 de julho, mas admite também não saber se vai ser possível. O procurador diz ainda que pretende mudar a política de comunicação da PGR e deixar de anunciar a abertura de averiguações preventivas e de inquéritos criminais.
Quanto à Operação Marquês, o Procurador-Geral da República diz que a Justiça deve dar a oportunidade para José Sócrates provar que é inocente.
Amadeu Guerra reconhece as ineficiências que ditaram o prolongamento do caso. Ainda assim, diz que algumas das críticas que se fizeram ao Ministério Público nos últimos anos foram injustas.
Passaram oito anos e ainda não passámos desta fase. O Ministério Público, na altura, foi muito criticado e acho que não posso deixar de dizer isso. Nós fizemos o nosso papel. Apesar de ser um megaprocesso e de me apelidarem do pai dos megaprocessos, nós conseguimos fazer em três anos uma acusação daquele âmbito e tamanho. Também há ineficiência em termos gerais, mas não nos acusem a nós deste processo. Nós fomos os primeiros e eu penso que o engenheiro José Sócrates sempre disse que queria ser julgado neste processo para provar a sua inocência. Portanto, acho que devemos dar essa oportunidade ao engenheiro José Sócrates para provar a sua inocência.
Já quanto à Operação Influencer, que ditou a demissão do governo de António Costa em 2023, o Procurador-Geral da República revela que não definiu um prazo para a conclusão do processo, mas diz que vai no próximo mês voltar a inteirar-se do caso.
Esta é uma entrevista que faz esta hora manchete no site do Observador e já está disponível em podcast. A Associação Portuguesa de Centros Comerciais alerta para o cenário catastrófico que pode atingir a economia se o Parlamento aprovar os projetos de lei para a alteração dos horários destes estabelecimentos.
Esses projetos, um do Bloco de Esquerda, outro de um grupo de cidadãos, são discutidos hoje na Assembleia da República, propõem o encerramento dos centros comerciais aos domingos e feriados e impor também um horário de fecho mais cedo. O projeto de lei tem, ao que tudo indica, o chumbo garantido, com os votos contra de AD, Chega, PS e Iniciativa Liberal. É um cenário que agrada a Associação Portuguesa de Centros Comerciais. A diretora executiva, Carla Pinto, diz que alterar a lei seria muito mau para a economia nacional.
Há um grande risco, que é para a economia do país, porque nós estaríamos a favorecer e a estimular as compras online através de plataformas internacionais, como por exemplo a Temu e a Shein, que são empresas que neste momento estão na mira das entidades europeias. Porque nós sabemos exatamente, levámos a cabo um estudo, e nos países onde existem restrições horárias no comércio, as compras online disparam nas horas em que as lojas físicas estão encerradas. Isto contribui para o aumento das importações, uma perda de receita fiscal e, portanto, é catastrófico para o país.
Carla Pinto diz ainda que a medida que é hoje votada no Parlamento poderia colocar em causa 40 mil postos de trabalho. São agora 10h13. Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam a manhã? O presidente de Moçambique disse hoje, em Maputo, que as relações com Portugal são extraordinárias. Declarações que vêm depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter ontem participado nas comemorações que assinalam os 50 anos da proclamação da independência de Moçambique. Daniel Chapo aponta para uma relação histórica de cooperação e até de fraternidade e familiaridade. Uma tempestade em França provocou a morte de duas pessoas e mais de 10 feridos. Os danos maiores ocorreram no interior do país devido ao vento, à chuva forte e à trovoada. Esta manhã, quase 100 mil casas estão sem energia. Entre as duas vítimas mortais, está uma criança de 12 anos. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica diz estar extremamente preocupado com a relutância do Irão em retomar as inspeções às instalações nucleares depois dos ataques de Israel e dos Estados Unidos. Numa entrevista a uma rádio francesa, Rafael Grossi diz ainda que não recebeu resposta aos pedidos de inspeção, que pediu ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Teerão. O diretor da agência sublinha que as inspeções são uma obrigação legal e uma responsabilidade internacional do Irão enquanto membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear.