Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Observador. O Jornal das 10 na Rádio Observador tem edição do José Rafael Lopes. José, começamos este Jornal das 10 com os Estados Unidos, que dizem ter abatido vários drones iranianos esta madrugada, que tinham como alvo navios no Estreito de Ormuz. Isto enquanto os dois países mostram-se próximos da assinatura de um acordo.
O Irão admitiu ontem que a paz nunca esteve tão perto. Ainda assim, o acordo só vai acontecer numa fase final. Primeiro, terá de ser assinado o memorando de entendimento entre os dois países, que pressupõe a reabertura do Estreito de Ormuz quanto ao dossiê nuclear. O assunto fica para uma fase final. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros admite que as exigências dos Estados Unidos não são, por agora, aceitáveis e avisa que as ameaças norte-americanas têm que acabar. O acordo será feito à revelia de Israel, a quem Abbas Araghchi acusa de estar a tentar minar as negociações. O Hezbollah afirma que o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão exige a retirada de Israel do território libanês, mas avança à Al Jazeera que Israel emitiu ordem de evacuação para 20 cidades e vilas do Líbano. Cita a Al Jazeera uma publicação das Forças de Defesa Israelitas na rede social X.
E o embaixador de Portugal na NATO garante que o compromisso dos Estados Unidos com o artigo quinto não está em causa.
É o artigo que define que um ataque a um membro da Aliança Atlântica é um ataque contra todos os aliados. A confiança na posição norte-americana é expressa por Paulo Vizinho Pinheiro, em entrevista à Lusa. O representante permanente de Portugal na NATO desvaloriza eventuais receios e para isso cita o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O compromisso do artigo quinto naquilo que é de expansão fundamental, que é o nuclear e todo o apoio convencional crítico, digamos assim, o apoio crítico que é o artigo quinto, esse não está em causa. E em todas as reuniões ministeriais, incluindo a última reunião que foi informal em Helsinborg, essa unidade foi reafirmada mais recentemente pelo secretário Rubio, que lá está. E essa unidade é que se tem mantido.
Paulo Vizinho Pinheiro à Lusa admite que a NATO tem passado por algumas crises desde a criação, mas garante que a Aliança Atlântica sai sempre reforçada dessas crises.
E José está oficialmente aberta em todo o país a época balnear. Há mais de 670 opções para os portugueses.
É o que indica o site da Agência Portuguesa do Ambiente, mais de 500 no continente. Há também praias onde a época balnear começa hoje nas regiões insulares. Chega a todos os conselhos do país e, como tal, junta-se a nós neste Jornal das 10, o presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, Alexandre Tadeia. Muito obrigado por ter aceitado este nosso convite. Muito bom dia. Portugal, no arranque desta época balnear, tem nadadores salvadores suficientes para responder às necessidades da época balnear?
Bom dia a todos. Essa é a pergunta que ninguém consegue responder, porque o sistema português tem uma legislação que nos diz que embora tenhamos mais de 5 mil pessoas formadas com o curso nadador-salvador em Portugal, e sendo a maioria estudantes universitários ou estudantes, neste momento, muitos deles não estão ainda disponíveis para trabalhar como nadadores-salvadores. E portanto, podemos até ter efetivamente pessoas, pelo menos para as praias portuguesas, mas a questão é que não sabemos se estão disponíveis ou não. Neste momento, o que temos é um feedback das várias associações de nadadores-salvadores em Portugal, que é um feedback preocupante, a dizer-nos que não estão a conseguir contratar os nadadores-salvadores que necessitam. Estão com muita escassez de nadadores-salvadores em Portugal. Isto é um reflexo daquilo que temos dito já há vários anos, de forma consecutiva, que é necessário melhorar o nosso sistema para dar-lhe mais atratividade, para reter nadadores-salvadores, porque nós estamos a perder muitos nadadores-salvadores. E isto requer que nós também repensemos, por exemplo, isto que estamos a falar hoje da época balnear. A realidade é que a época balnear nas praias é uma falácia, porque nós, como é óbvio, temos utilização das praias portuguesas durante todo o ano. E, portanto, é óbvio que nesta altura temos um pouco mais, mas temos utilização durante todo o ano. E, por outro lado, no interior até temos mais afogamento que no litoral. Portanto, todos estes dados nos dizem que temos que repensar toda esta nossa prevenção do afogamento, porque efetivamente ela é preocupante. Agora respondendo diretamente à sua pergunta, ninguém consegue neste momento dizer se vamos ter nadadores-salvadores suficientes ou não, porque efetivamente o sistema português assim está montado.
Alexandre Tadeia, tendo em conta essa situação que relata, existem praias ou zonas balneares com falta de vigilância neste início de época?
Com toda a certeza, sim. Não conseguimos neste momento assegurar quais, nem se efetivamente vão, mas se este feedback que nos foi dado pelas associações de nadadores-salvadores nos dizem que estão todas com muita dificuldade em ter nadadores-salvadores, certamente isso irá acontecer. Ou então teremos nadadores-salvadores a trabalhar continuamente sem folgas, que é aquilo que também acontece muito nas épocas balneares e que leva depois também a que no ano seguinte, nós percamos mais ou menos metade dos nadadores-salvadores que trabalharam nesta época balnear. Porque efetivamente as condições de trabalho, com muitas horas de trabalho consecutivas, sem folgas, muitas horas seguidas, levam a que as condições de trabalho sejam muito degradantes. E isto faz com que estes jovens, que são a grande maioria dos nadadores-salvadores em Portugal, é óbvio que considerem se irão ou não querer trabalhar no ano seguinte e a grande maioria decide que não. Isso está muito ligado a esta falta de nadadores-salvadores e às consequentes muitas horas extraordinárias. Eu diria que já nem são horas extraordinárias, estamos a falar de pessoas que têm que trabalhar entre 60 a 70 horas por semana. Se nós disséssemos isto a um trabalhador de uma outra área, diriam que estaríamos doidos. Mas isto é a realidade dos nadadores-salvadores em Portugal já há muitas épocas balneares. E por isso é fundamental criarmos aqui, por exemplo, incentivos, criarmos estratégias nacionais, uma estratégia nacional para a profissão que possa levar àquilo que os americanos já fazem há muitos anos, e outros países, que é regularizar, ter vigilância durante todos os anos nas praias que de fato merecem, ter nadador-salvador a trabalhar durante todo o ano, termos incentivos para incentivar, termos uma estratégia nacional que seja diferente do que é neste momento em termos políticos.
Muito obrigado. Alexandre Tadeia, presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, a dar conta da situação no arranque da época balnear em todos os conselhos do país, mais de 500 opções no continente, mais de 80 nos Açores e 60 na Madeira.
É um sábado de calor em praticamente todo o país. Cento e quarenta conselhos de 12 distritos de Portugal estão em perigo máximo de incêndio este fim de semana.
Sobretudo a norte do país, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil garante à Rádio Observador que as autoridades estão preparadas para fazer face às exigências das altas temperaturas. Ainda assim, Mário Silvestre deixa alertas à população.
Relembrar que é proibido fazer queimadas extensivas. Nos dias de perigo de incêndio muito elevado a máximo, é proibido fazer queima de amontoados. Também com o mesmo risco de incêndio, é proibido utilizar fogo para a confeção de alimentos em todo o espaço rural, salvo fora das zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito. Portanto, ter todos os cuidados para evitar que existam ignições.
Mário Silvestre, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil. Várias autarquias anteciparam o aviso de risco de incêndio com a proibição de queimadas. Mário Silvestre saúda a decisão para evitar acendimentos.
10h08min. A seleção portuguesa já está nos Estados Unidos, onde realiza hoje o primeiro treino de preparação para a estreia contra a República Democrática do Congo. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol destaca a tranquilidade e a maturidade da equipe nacional.
Pedro Proença fala numa equipe com qualidade e bons jogadores, ainda assim, pede que a ambição seja moderada.
Aquilo que eu lhes disse foi exatamente aquilo que disse na presença do presidente da República, do primeiro-ministro, que obviamente há uma ambição contida, mas legítima de quem quer chegar muito longe. A equipe está muito bem, está mentalizada, está tranquila, sente-se uma grande tranquilidade, uma grande maturidade. E essa transmissão de maturidade de jogadores, de equipe técnica, de estrutura da federação, que está habituada a esses grandes torneios, é perceber que até se pode começar menos bem, e muitas vezes as equipes que começam menos bem, terminam muitíssimo bem. Caso lembre-se do último Campeonato do Mundo. Portanto, temos que estar preparados para todos os cenários.
Pedro Proença, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, na chegada aos Estados Unidos. Portugal treinou hoje pela primeira vez em Miami, quase à meia-noite. Pelas 11:00 p.m., um jogador português vai fazer uma conferência de imprensa. A estreia nacional de Portugal está marcada para a próxima quarta-feira, o jogo com a República Democrática do Congo.
E quem também já está nos Estados Unidos é o enviado especial do Observador ao Mundial, o Miguel Cordeiro, que testemunhou que a seleção portuguesa é uma das mais acompanhadas em solo americano.
E muito devido à presença de um homem, Cristiano Ronaldo. O capitão da equipe portuguesa atrai multidões em todos os cantos do mundo, logo nos Estados Unidos também não é diferente. Ainda assim, entre os adeptos que estiveram junto ao quartel-general da seleção portuguesa, muitos são colombianos, sendo que a Colômbia é um dos adversários de Portugal no Campeonato do Mundo. Ainda assim, o Miguel Cordeiro explica-nos que há muitos corações divididos na Colômbia.
À porta do hotel da seleção portuguesa, eu diria que 20% das pessoas eram da Colômbia. E praticamente todos disseram que preferem apoiar Portugal, principalmente por causa de Cristiano Ronaldo. Ora, Portugal joga com a Colômbia no terceiro jogo da fase de grupos e quando estes adeptos foram confrontados com isso, quase todos os colombianos com quem falei disseram que apoiam Portugal, principalmente por causa de Cristiano Ronaldo. Portanto, podemos dizer que a seleção portuguesa é aqui em Palm Beach, em Miami, um autêntico fenômeno.
A reportagem do enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro, a partir dos Estados Unidos, aqui com os destaques para os muitos colombianos em apoio à seleção portuguesa. E João Miguel, antes de fecharmos o jornal das 10:00 a.m., vamos até Alfama. Porque é festa.
Calma, não é para marchar, senhor José Rafael Lopes. Não seria digno.
Alfama, grande vencedora da Noite das Marchas, não é?
Precisamente, este é o tema "Os Santos Devem Estar Loucos".
Deixa ouvir.
A festa que vai fazendo João Miguel Santos, o tema "Os Santos Devem Estar Loucos", retrata o contraste entre a tradição da marcha e as mudanças sentidas no bairro. Foi este tema que levou Alfama à conquista da edição deste ano das Marchas Populares, numa das noites mais emblemáticas da cidade de Lisboa. Áurea e Paulo Batista foram os padrinhos desta marcha. Cerca de 2 mil pessoas participaram neste desfile, em representação dos 20 bairros lisboetas. Saiu Alfama por cima, quebrou um certo domínio de Alcântara, era bicampeã, digamos assim, Alcântara, que ficou em segundo lugar nesta edição. O pódio fechou com o terceiro lugar entregue à Marcha da Madragoa. O grande vencedor foi o bairro de Alfama.
E é caso para dizer: "Yé, yé, yé, Alfama é que é".
"Não te esqueças de onde vens, nem queres ser de outro lugar. Não te esqueças de onde vens, nem queres ser de outro lugar."
Alfama, grande vencedora das Marchas de Lisboa.