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Com 10 e quatro. Ainda não foi assinado, mas já começa a tremer o acordo entre Estados Unidos e Irão. Israel anuncia que vai permanecer no Líbano, apesar de Teerão ter anunciado também o fim do conflito em Beirute. Primeiro o Paquistão, depois o Irão. Ambos os países anunciaram que o fim das hostilidades contemplava também o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, no Líbano. A posição é contrariada agora pelo ministro israelita da Defesa, Israel Katz, e não é o único, Carlos Pedro.
Sim, a mesma posição é partilhada também pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que considera que o acordo não vincula Tel Aviv. Vai mais além, recusa a ideia de que Israel está subordinado a Washington e diz que os ataques contra a capital libanesa podem manter-se se o Hezbollah, aliado do Irão, não parar com os ataques contra o norte de Israel. O mesmo ministro recusa a associação de Israel a este acordo porque considera que o memorando de entendimento não garante a segurança do país. É, portanto, uma posição contrária ao que tinha sido destacado pelo Supremo Conselho de Segurança do Irão. Teerão já disse por diversas vezes que só apoiará um cessar-fogo e a reabertura do estreito de Ormuz quando os ataques pararem no Líbano. Também Donald Trump já manifestou descontentamento com Netanyahu pela escalada de tensão em Beirute. Apesar destas recentes informações, a imprensa do Médio Oriente mostra esta manhã imagens de deslocados libaneses a regressarem às suas aldeias.
Muita tinta ainda para correr até sexta-feira, já percebemos. Precisamente a data anunciada ontem pelos dois países para a assinatura formal deste memorando de entendimento. Carlos, o que prevê esta primeira fase do acordo?
Desde logo, a reabertura do estreito de Ormuz, fechado desde o início deste conflito e, por consequência, vai ser também levantado o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos. Seguem-se depois cerca de dois meses de um processo negocial que terá como ponto fundamental a questão nuclear. Teerão aceita não desenvolver armas nucleares e manter o estado atual do programa nuclear, ou seja, sem enriquecer mais urânio. Quanto ao que já está enriquecido, é um processo para ser decidido ao longo dos tais 60 dias de negociações. Já do lado norte-americano, Washington prepara-se para levantar as sanções ao petróleo e libertar US$ 25 bilhões em ativos iranianos que estavam bloqueados.
Este é apenas o primeiro passo rumo a um acordo de paz e a Europa já reclama uma participação na segunda fase do processo.
É uma possibilidade, Carla, e quem a levantou foi mesmo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas. A diplomata admite que a União Europeia está pronta para contribuir para uma resolução sustentável, desde a influência económica até aos conhecimentos especializados em matéria nuclear. É uma das prioridades deste acordo. Também Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, já reagiu. Aponta para a necessidade de o acordo ser implementado o mais rápido possível, sobretudo no que diz respeito à reabertura de Ormuz. Antes disso, António Costa, o presidente do Conselho Europeu, também saudou o acordo entre Washington e Teerão.
Carlos Pedro, com o acordo entre Estados Unidos e Irão ameaçado agora por esta recusa de Israel em abandonar o Líbano. Importante dizer que tanto o governo português como o Presidente da República já reagiram. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e António José Seguro desejam que esta trégua seja o início de uma paz duradoura na região e no mundo. Na análise, o economista António Nogueira Leite considera que ainda é cedo para pensar que a inflação pode descer com este entendimento entre Estados Unidos e Irão. Foi um dos convidados do Explicador desta manhã. O economista explica por que ainda é cedo para perceber o que pode acontecer.
Da mesma maneira que resultou neste problema, também pode ter algum alívio e esse alívio pode levar a que o número, o timing e a dimensão desses ajustamentos seja diferente. Portanto, neste momento temos que olhar para a situação geoestratégica, olhar para a situação política no Golfo e ir vendo em que medida é que as economias também evoluem. Olhar para os dados, que quer o BCE, quer a Federal Reserve têm insistido que estão particularmente atentas a toda a informação relativa ao processo de difusão da inflação nas economias europeias e norte-americanas e, enfim, nas outras haverá processos idênticos. Portanto, eu acho que ainda é cedo.
Há ainda muita incerteza, é a análise deixada esta manhã no Explicador pelo economista António Nogueira Leite. E perante o entendimento alcançado entre Estados Unidos e Irão, é provável que haja uma descida acentuada do preço dos combustíveis já na próxima semana. O preço do barril de Brent caiu cerca de 4% desde que foi anunciado o acordo. O petróleo, o Brent, que serve de referência para o mercado português, está a ser negociado a cerca de US$ 83 o barril, já esteve acima dos 100. Trata-se do valor mais baixo desde o início de março, dias logo após o início dos ataques dos Estados Unidos ao Irão. E por isso o analista de mercados Pedro Lino prevê uma descida do preço dos combustíveis na próxima semana em Portugal.
O preço de petróleo não deve baixar muito mais do que os US$ 80, deve baixar até aos US$ 75, quanto muito. Quatro cantos do conflito trouxe à volta dos US$ 75, mas pelo menos vamos ter um alívio muito substancial e já não é aquela pressão do preço acima de US$ 100. Por isso, para a semana, finalmente vamos ter um grande alívio no preço dos combustíveis.
A previsão deixada esta manhã aqui na Rádio Observador pelo analista de mercados Pedro Lino. O histórico socialista João Soares diz que a atual legislatura da AD tem todas as condições para ir até o fim. O socialista acredita que o atual mandato não vai cair antes de tempo. Convidado do programa Comissão de Inquérito da Rádio Observador, João Soares admite ainda que não tem qualquer tipo de antipatia por Luís Montenegro.
Acredito que este mandato pode cumprir-se. Não é nada de espantoso. E até desejo que ele se cumpra para depois não haver álibis em relação a incapacidades e falhanços que já são hoje completamente evidentes em áreas vitais, como saúde, etc. E sobretudo O incumprimento de compromissos que foram claramente assumidos, sem ambiguidades nenhumas durante a campanha eleitoral e no início do mandato do Luís Montenegro. Eu, aliás, não tenho pessoalmente nenhuma antipatia por ele. Reconheço que ele tem qualidades de comunicação.
O João Soares afirmou também que não está de acordo com a posição sugerida por Ferro Rodrigues de que o PS não viabiliza o próximo orçamento de Estado. O João Soares entende que é suposto o Parlamento deixar o governo governar. Foi o nosso convidado da comissão de inquérito desta manhã, um episódio que fica entretanto disponível em podcast. A seleção portuguesa volta esta tarde aos treinos no Relvado, depois de ontem ter sido obrigada a recolher a um abrigo por causa de um aviso de tempestade. O treino em Palm Beach foi cancelado. A equipe portuguesa teve de recolher para um local seguro por causa de um aviso de tempestade que previa chuva intensa, trovoada e também a possibilidade da queda de raios. Um momento testemunhado pelo enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro.
Os jornalistas começaram a perceber isto um pouco cedo, porque muitos jornalistas chegaram cedo à conferência de imprensa. A Federação Portuguesa de Futebol pediu para que fossem para os carros porque estava a começar a ser ativado esse protocolo de segurança para tempestades. Os jornalistas recuaram depois de receberam a informação que a conferência de imprensa não se iria realizar. O treino ainda estava condicionado, iam esperar para perceber se era possível treinar. E depois, já passado alguns minutos da hora prevista para o treino, recebemos essa informação de que não houve treino, os jogadores fizeram apenas ativação num pavilhão.
O relato do jornalista Miguel Cordeiro no Diário do Mundial desta manhã. A sessão de trabalho da equipe portuguesa também sofreu alterações. Vai voltar a treinar por volta das 15h, hora de Lisboa, 15 minutos antes, há uma conferência de imprensa com um jogador português. São agora 10h12, antes do Contracorrente, Carla Queirots, notícias merecem destaque. A Ordem dos Médicos exige esclarecimentos urgentes aos serviços partilhados do Ministério da Saúde, em causa perturbações nos sistemas informáticos do SNS na última sexta-feira, que foram registadas nas unidades de saúde de todo o país. Em comunicado, a Ordem dos Médicos indica que mais de 150 mil consultas e atos clínicos programados ficaram sem registro informático em tempo real. Esta é a segunda falha grave em menos de um mês nos sistemas de informação do SNS, que é tida como um sinal de preocupação por parte da Ordem dos Médicos. O Reino Unido vai juntar-se à Austrália na proibição do acesso de menores de 16 anos às redes sociais. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro britânico na rede social X. Este é um dos vários temas que vão ser discutidos na Cimeira do G7. Quatro mortos em Kiev e cinco em Kharkiv é o resultado do ataque da Rússia contra a Ucrânia esta madrugada, com recurso a 70 mísseis e a mais de 600 drones. Há ainda 30 feridos em todo o território ucraniano. Da madrugada, também registo de três mortes e vários feridos num ataque ucraniano à Rússia.