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Do Miguel Videra. Jornal das 10, numa altura em que as delegações dos Estados Unidos já estão na Suíça para as negociações de paz. O primeiro ponto, Miguel, na agenda será o conflito entre Israel e o Hezbollah.
O tema terá sido acrescentado à agenda, tendo em conta a urgência que representa para as negociações entre os dois países. É isso que avança à CBS News, um diplomata que marca presença nestas negociações. O tema será ainda assim discutido sem a presença de Israel, do Líbano ou de representantes do Hezbollah. Quem já está na Suíça é J. Defense, o vice-presidente norte-americano. Antes de partir para a Europa, o republicano elencou as duas prioridades para este encontro: a questão nuclear, o programa nuclear iraniano e o cessar-fogo no Líbano. A delegação do regime de Teerão também já chegou ao local. Teerão faz-se representar pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que vai mediar este encontro, também já está na Suíça.
E Miguel, entretanto, surgem novas ameaças por parte de Donald Trump.
Sim, João, Trump ameaça impor portagens norte-americanas no Estreito de Ormuz, caso não seja alcançado o acordo final com Teerão dentro do prazo definido de 60 dias. O chefe da Casa Branca reitera que em circunstâncias normais não haverá portagens em Ormuz depois dessa negociação, a não ser que haja acordo. Aí, avisa Trump, as taxas serão desta vez impostas pelos norte-americanos. Recordar que Teerão anunciou ontem o encerramento do canal, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, na sequência de novos ataques de Israel ao Líbano.
É um tema para ser abordado já a seguir a este jornal, no gabinete de guerra desta manhã, na Rádio Observador, com o investigador sênior do Instituto Português de Relações Internacionais, Luís Tomé. A esta hora já se vota para a eleição dos órgãos nacionais do PSD. Sebastião Bugalho vai passar a vice-presidente e porta-voz do partido. Carlos Moedas e Pedro Duarte também vão passar a vices.
Os dois autarcas das duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto. Linor Beleza mantém-se como primeira vice-presidente, Hugo Soares como secretário-geral e a ex-ministra e atual comissária europeia Maria Luísa Albuquerque, em que desce a lista de Luís Montenegro ao Conselho Nacional. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do partido, no primeiro dia de congresso, Sebastião Bugalho. Para além da vice-presidência, como referiste, João, assume o papel de porta-voz, mas admito que não está Vasco Malterno Correia na montra para suceder a Montenegro.
O dia de Sebastião Bugalho começou assim.
Para saudar a vencedora do Nobel da Paz. Já passou o tempo. Tem a certeza? Aqui não há estrelas. Para frente. Aqui não há estrelas, senhor presidente, porque somos sete lá em Bruxelas, somos todos iguais. Aqui são as estrelas do Rui Veloso. Muito bem.
Mas apesar do puxão de orelhas de Miguel Albuquerque, que preside ao Congresso do PSD, bastaram apenas algumas horas para a sorte mudar.
Como vice-presidente da Comissão Política Nacional, proponho o Sebastião Bugalho, que será também porta-voz do partido.
Além de Sebastião Bugalho, também Carlos Moedas e Pedro Duarte, dois nomes na linha de sucessão a Montenegro, vão passar a vices do PSD. O eurodeputado desvaloriza.
Eu acho que se há coisa que este congresso mostrou, e se há coisa de que qualquer pessoa que esteja a apoiar Luís Montenegro está convencida, é que a questão da sucessão não se coloca de todo.
E deixa um aviso à navegação.
Eu sou muito irrequieto para estar numa montra.
O novo porta-voz garante também que a promoção dentro do partido não serve de trampolim para um outro posto.
A lógica da formação das direções do Luís Montenegro desde o congresso anterior é não integrar pessoas que estão no governo. Portanto, se essa questão se colocasse, certamente que não teria sido incorporado na direção nacional neste momento. Ouça, não tive nenhuma conversa sobre isso, mas também não vou ter nenhuma conversa sobre isso.
Quem também não está a pensar na sucessão de Montenegro para o imediato é outro dos novos vices, Carlos Moedas, que tem outros planos em mente.
Ganhámos Lisboa duas vezes. A primeira por 2294 votos. A segunda vez ganhámos por uma diferença 10 vezes maior. E hoje deixo-vos aqui em primeira mão que em 2029 vamos ganhar por muito mais, com mais margem, com uma grande maioria absoluta.
Já Pedro Duarte faz um caminho semelhante ao de Carlos Moedas, o autarca do Porto, que já tinha sido nomeado para o Conselho de Estado por Luís Montenegro, também se junta à direção nacional do partido. O atual líder passa a sentar-se ao lado de três possíveis sucessores.
Vasco Maltado Correia, com as alterações na direção nacional do PSD. O dia de ontem ficou também marcado pelo anúncio do regresso de Pedro Santana Lopes à militância dos social-democratas. O antigo líder do partido não pede desculpa por ter abandonado o PSD, embora reconheça que é bom estar de volta. Está de volta oito anos depois da saída.
Vamos falar do Mundial desta edição de 2026. As críticas ao plantel da seleção portuguesa marcaram os últimos dias no quartel-general da equipe das Quinas em Miami. Ontem, Diogo Dalot revelou que os jogadores tiveram uma conversa sobre o tema ainda antes do empate na jornada inaugural. O Observador sabe que foram os atletas a promover essa discussão.
O lateral-direito do Manchester United foi o escolhido para falar aos jornalistas na conferência de imprensa de ontem e questionado, confrontado com as críticas feitas à seleção depois do empate frente à República Democrática do Congo. Diogo Dalot diz que o grupo estava blindado e que o tema foi discutido em conjunto antes mesmo desse encontro. O Observador sabe que a reunião aconteceu em Palm Beach, teve um efeito importante no plantel, com testemunha o enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Corda.
Não foi uma conversa planeada pela Federação Portuguesa de Futebol. Acabaram por ser os próprios jogadores a preparar-se para o que viria, a preparar-se para as críticas, para as ondas de choque que surgem também a partir das redes sociais
E Diogo Dalot falou sobre isto. Falou até da naturalidade de muitos jogadores serem estrelas midiáticas, incluindo Cristiano Ronaldo, e que quando se tem Cristiano Ronaldo no plantel, é preciso estar preparado para o alarido fora do normal. Aqui já estou a citar Diogo Dalot, que disse: "Daí termos tido esta conversa, daí a mensagem de que o grupo está blindado. Sabíamos que íamos passar por isto e acabou por acontecer". Foi isso que disse Diogo Dalot nesta conferência de imprensa. "O Observador" apurou que todos os jogadores participaram nesta reunião, que aconteceu em Palm Beach, logo nos primeiros dias do estágio nos Estados Unidos da América, quando começaram a chover críticas sobre a presença de jogadores na praia. Diogo Dalot disse que o lado positivo é que tudo isso aconteceu cedo e que assim também conseguiram matar o assunto e seguir em frente.
Miguel Cordeiro é enviado especial do Observador, acompanha este mundial no lado de lá do Atlântico. O Miguel Cordeiro, que todos os dias nos traz o diário mundial. O diário deste domingo já está disponível em podcast.
E hoje voltamos a ter festa em Miami. Depois do empate histórico, Cabo Verde volta a entrar em campo para enfrentar o Uruguai. O jogo está marcado para as 11:00 p.m. E Miguel, a cidade de Miami já vive a festa ao som do ritmo africano.
É o momento histórico para a equipe cabo-verdiana, que se estreia em fases finais do Campeonato do Mundo. Cabo Verde tornou-se um dos principais pontos de interesse deste Campeonato do Mundo, depois do empate frente aos campeões da Europa, a Espanha. Hoje joga com o Uruguai, mas a região de Miami já está desde sexta-feira a vibrar com a festa dos cabo-verdianos. O Miguel Cordeiro, enviado especial do Observador, esteve este sábado em Fort Lauderdale, a poucos minutos do estádio de Miami, numa festa em que não faltou funaná, cachupa, pois claro, e muito crioulo.
No Esplanade Park, em Fort Lauderdale, há tubarões azuis por toda a parte. A estreia de Cabo Verde em mundiais é vivida em festa, com direito a funaná e cachupa.
Essa é a cachupa, somente $20. E também temos jagacida, também $20. Milho, feijão, carne, baba. Cachupa rica leva tudo.
Jaira venda cachupa em caixas de plástico prontas a servir. Sócrates Carvalho, cabo-verdiano que vive em Boston, é o organizador.
Tínhamos que aproveitar. Eu vou dizer que vamos ter aqui 2 mil a 3 mil pessoas. É uma oportunidade única.
A comida típica: há churrasco, oferta de camisolas, cachecóis e chapéus, e claro, há muita música. Até os polícias dançam. É um misto de alegria e emoção.
Está sendo espetacular. Cabo Verde está fazendo uma boa campanha, está no máximo. É festa, é muita brasa.
Estou a adorar, só o fato de estarmos aqui. E Cabo Verde não veio só para estar presente, Cabo Verde veio para jogar. Uma coisa impensável, nunca pensava nisso. É uma alegria enorme.
Horas antes do jogo frente ao Uruguai, nota-se o carinho deste povo pela Seleção Nacional. É o primeiro mundial desta equipa. Vozinha é agora a estrela da companhia e até encanta os norte-americanos, como o Jeff.
Because Vozinha is the GOAT, man. So when I knew I was coming to Miami, I had to represent Vozinha all the way.
Sempre a bater o pé, nem a chuva travou esta festa. É um mundial histórico para Cabo Verde, um país que entrou no mapa dos norte-americanos para nunca mais sair.
Agora sabem e já vão encontrar no mapa.
Quando chegou aqui a bandeira da nossa seleção, todo mundo já sabe o que é Cabo Verde. Agora sabem quem é o Vozinha.
Vozinha, o herói da primeira jornada do jogo de estreia de Cabo Verde no Campeonato do Mundo, responsável pelo empate frente à Espanha no primeiro jogo. Hoje, Cabo Verde volta a entrar em campo, é frente ao Uruguai, às 23:00 horas, jogo com a seleção sul-americana. Escutamos a reportagem do enviado especial do Observador a este mundial, Miguel Cordeiro.
E fechamos assim o jornal das 10 com Miguel Videra.