O primeiro-ministro desejou esta terça-feira que as buscas efetuadas na Polícia Judiciária pelo Ministério Público possam contribuir para que “rapidamente a situação possa ser clarificada” e resultem numa maior confiança da sociedade nas instituições.

Luís Montenegro falava à comunicação social em Nova Iorque no final de um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, que termina em dezembro o segundo e último mandato à frente da organização.

O primeiro-ministro foi questionado se está preocupado com as buscas realizadas esta terça-feira pelo Ministério Público na Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do inquérito em que o diretor da instituição, Carlos Cabreiro, é suspeito de falsas declarações e abuso de poder.

“Se nós perguntarmos a cada português se gosta de ver as suas instituições afetadas por processos de investigação, nós não gostamos, sejam elas instituições políticas, instituições da nossa administração e, no caso concreto, de uma instituição de investigação criminal”, começou por afirmar.

O chefe do Governo acrescentou, em seguida, que “perante denúncias, perante suspeitas, perante queixas”, tudo deve ser investigado.

“Com normalidade deve ser investigado, independentemente do destinatário dessas queixas – pode ser um político, pode ser um polícia, pode ser um cidadão comum”, defendeu.

O primeiro-ministro afirmou que espera que “rapidamente a situação possa ser clarificada e, no fim, se estabeleça com a sociedade mais confiança nas instituições, porque se retiraram as dúvidas do panorama que estava inicialmente criado”.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro foi questionado sobre acusações que têm sido feitas pelo líder do Chega, André Ventura, com base em notícias de que a compra de ações da elétrica poderia ter beneficiado membros do Governo. “Isso é um disparate”, limitou-se a responder o chefe do Governo PSD/CDS-PP.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]