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Observador, 10 e um. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Portugal vai enviar oito toneladas de medicamentos para a Venezuela. O voo, Carla, parte a esta hora do Aeroporto Humberto Delgado.

É destinado a apoiar a resposta à emergência humanitária por causa dos sismos que atingiram a Venezuela. Em direto do Aeroporto Humberto Delgado está o repórter Ricardo Lopes. Ricardo, o voo já partiu para Caracas?

Deve estar para breve, Carla. Não consigo confirmar se efetivamente já partiu. Consigo confirmar, sim, que já chegou o secretário de Estado da Gestão da Saúde, que vai assistir ao momento. Portanto, estará certamente para breve. Esta é uma iniciativa que acontece como expressão de cooperação e solidariedade entre os dois países, depois de já terem regressado as equipes de resgate e de ajuda humanitária que Portugal enviou para auxiliar também nas buscas nas zonas mais críticas na Venezuela. O Estado português envia agora oito toneladas de medicamentos para o país afetado por dois sismos há cerca de três semanas, no 24 de junho. Esta ação é da responsabilidade de um conjunto de entidades, entre elas o Infarmed, a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde e o Instituto Camões. O objetivo é apoiar a resposta das autoridades de saúde. Vão ser entregues estes medicamentos ao Ministério da Saúde venezuelano para reforçar a capacidade de resposta do sistema de saúde do país perante este cenário que se verifica de emergência humanitária. Esta operação de doação vai seguir a bordo de um avião da TAP, parte aqui do aeroporto de Lisboa. Como falei, para assistir ao carregamento do avião e assinalar este momento estará presente, está presente, aliás, porque já chegou, o secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão. Já chegou, cruzou-se com os jornalistas, trocamos umas breves impressões, mas o secretário de Estado remeteu as declarações sobre esta operação para o final, quando estiver concluída. São declarações que certamente, Carla, vamos escutar nos próximos jornais.

É claro que sim. Contamos contigo, Ricardo Lopes, para nos dar conta das explicações do governo quando estará por minutos a partida de um voo com oito toneladas de medicamentos para a Venezuela. O Ministério dos Negócios e dos Estrangeiros dá, entretanto, conta de 114 mortos de portugueses ou lusodescendentes e de 54 desaparecidos da comunidade portuguesa na Venezuela. As autoridades de Caracas falam num total de 4490 vítimas mortais.

Ainda sobre o Aeroporto de Lisboa, a PSP garante que o tempo de espera no controle de fronteiras melhorou de forma significativa.

Faz hoje uma semana que foi reforçado o número de agentes no aeroporto. Praticamente metade do novo grupo de agentes formados foi destacado para Lisboa e, de acordo com o comandante responsável pela Unidade Especial da Polícia, destacado no Aeroporto de Lisboa, Tony Teixeira, diz que já se notam os efeitos desse reforço.

O foco principal da Polícia de Segurança Pública é a segurança. Portanto, os constrangimentos, os tempos de espera, é uma consequência deste trabalho que temos de fazer de fronteira. De qualquer das formas, com este reforço, tanto a nível de boxes manuais como de e-gates, como de polícias, porque são precisos polícias para trabalhar nas boxes, temos notado uma redução significativa dos tempos de espera.

A garantia deixada pelo comandante responsável pela Unidade Especial da Polícia no Aeroporto de Lisboa. O reforço foi feito há precisamente uma semana.

Estamos em semana de debate do Estado da Nação. A Rádio Observador está a promover uma série de debates setoriais, hoje sobre saúde. O PS diz que o governo tem de refletir sobre a reforma realizada no setor.

E a começar pelo regime de complementaridade entre público e privado. Para a deputada socialista Susana Correia, usar o privado sem ser para complementar o SNS pode fragilizar o serviço. Por isso, pede que o governo olhe novamente para a reforma que foi feita.

O mais importante é a senhora ministra da Saúde e o senhor ministro fazerem uma avaliação séria desta grande reforma e efetivamente mostrar o que tem de novo para fazer e para melhorar. Continuar a dizer que as coisas não estão bem e não fazer nada de diferente também não será um bom caminho. Usar o serviço privado para a pergunta que me fez, não sendo em complementaridade, como nós sempre defendemos, fragiliza o Serviço Nacional de Saúde em todos os meios que ele tem e acabamos por os deixar dispersar. E a senhora ministra tem dito que não é o seu objetivo. Na prática, precisamos mesmo que ele funcione como complementaridade.

Já a deputada do Chega, Marta Silva, acusa o governo de não ter conseguido resolver o maior problema estrutural no SNS.

O governo aumentou a produção, sim, mas não conseguiu transformar essa produção em acesso real. Sabe por quê? Porque continuam sem resolver aquele que é o maior problema estrutural do SNS, e que são os profissionais. Continuo a dizer que o maior equipamento do Serviço Nacional de Saúde não são os hospitais, são os profissionais. E continuamos, dois anos depois, sem saber retê-los. Nós sabemos que o PSD herdou uma herança pesada, mas já não serve de desculpa para tudo.

Ora, o deputado do PSD, Miguel Guimarães, reconhece que há mais por fazer no setor da saúde, mas faz um balanço positivo da ação do governo.

O governo não ficou apenas pelo acesso. O governo introduziu mais vacinas, o governo introduziu mais rastreios, apostou forte nos rastreios, mais prevenção, mais investimento em infraestruturas e equipamentos, mais acesso a medicamentos e inovação terapêutica e tecnológica e, obviamente, fez logo no início aquilo que é a valorização das várias profissões da saúde, nomeadamente médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de emergência pré-hospitalar, etc. Ou seja, houve aqui uma forte aposta. Os problemas estão todos resolvidos? Não

Miguel Guimarães do PSD, que juntamente com a deputada do Chega, Marta Silva, e a deputada socialista Susana Correia, estiveram no Explicador desta manhã. A Rádio Observador está a promover uma série de debates setoriais na semana em que os deputados vão discutir o Estado da Nação.

O Governo afastou todos os dirigentes da Segurança Social nomeados durante os anos de governação do Partido Socialista. A remodelação feita pelo Executivo da AD faz com que 15 dos atuais 18 diretores distritais sejam militantes do PSD.

Sendo que dois terços assumiram funções sem terem sido avaliados pela CReSAP, porque foram colocados em regime de substituição. Falamos de 12 diretores. À medida que os dirigentes nomeados por António Costa terminaram funções, o Executivo de Montenegro começou a promover trocas. O processo acelerou em fevereiro, graças à nova lei orgânica para o Instituto da Segurança Social. Ora agora, não há nenhum dirigente nomeado pelo PS em funções. Carlos Pedro.

O governo mudou, a cor política também e com isso começaram a cair alguns nomes para dar lugar a outros. Quando o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, entre os 18 diretores distritais da Segurança Social, 15 tinham ligações conhecidas ao Partido Socialista. Dois anos depois das primeiras mexidas operadas pela ministra do Trabalho, Palma Ramalho, o cenário inverteu-se. Continua a haver três diretores distritais sem ligações partidárias conhecidas, mas os restantes 15 dirigentes são agora do PSD.

E com histórico dentro do partido, Carlos.

Sim, o Observador apurou que são militantes sociais-democratas que ocuparam todo o tipo de cargos de representação, desde deputados a dirigentes de estruturas locais, passando por autarcas ou candidatos eleitorais. Na maioria dos casos, vieram substituir militantes e simpatizantes do Partido Socialista, que foram nomeados durante os oito anos da era António Costa.

Mas o governo também indicou nomes sem filiação partidária. Falamos de três diretores independentes escolhidos pelo governo da AD.

Em Lisboa, onde é mantida esta tradição de escolher independentes com vários anos de casa, o nomeado foi Ricardo Antunes, ainda em regime de substituição. Já no Porto, a escolha recaiu sobre Fernando Paulo, eleito vereador pelas listas do PS nas últimas eleições para a Câmara do Porto. Antes tinha assumido pelouros com a Rui Moreira, também na Invicta. Ainda em Braga, com Carla Vasconcelos, não lhe sendo conhecidas quaisquer ligações partidárias.

Carlos Pedro, com esta dança de cadeiras no Instituto da Segurança Social. Já em relação à direção do instituto, tanto a presidente do Conselho Diretivo, Ana Vasques, como também a vice-presidente, saíram do governo em divergência política com Luís Montenegro, ainda em 2024. O novo presidente nomeado, em regime de substituição, Pedro Corte-Real, não tem ligações partidárias conhecidas. Já o vice-presidente foi deputado do PSD, Telmo Antunes.

Este é o artigo que está em destaque a esta hora no site do Observador e assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos. São agora 10h10. Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã de segunda-feira?

O ministro da Educação vai hoje reunir-se com vários organismos do setor sobre a correção dos exames nacionais, no dia em que o PCP anuncia que quer chamar Fernando Alexandre ao Parlamento para o dia previsto para a divulgação das notas dos exames do ensino secundário, a próxima sexta-feira. Os comunistas querem ouvir o ministro num debate de urgência potestativo. O grupo parlamentar do PCP escreve que não aceita que o ministro se furte a prestar esclarecimentos. No Médio Oriente, foi mais uma madrugada de ataques entre Estados Unidos e Irão. Pelo menos uma pessoa morreu, quatro ficaram feridas em ataques norte-americanos que atingiram oito cidades iranianas. Entretanto, o Irão respondeu com novos ataques a bases norte-americanas no Golfo Pérsico, no Bahrain, Koweit e na Jordânia. Morreu o ator neozelandês Sam Neill, conhecido pelas participações em filmes como Parque Jurássico ou em séries como Peaky Blinders. Sam Neill tinha 78 anos, lutava contra um linfoma desde 2023. Em comunicado, a família não esclarece a causa da morte.

Carla Jorge Carvalho, com as principais notícias desta manhã de segunda-feira. Notícias que voltamos a atualizar no Jornal das 11h.