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Amanhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O deputado do PSD, António Rodrigues, acusa André Ventura de estar a tentar denegrir a imagem do ministro da Administração Interna a todo o custo. Em causa, as declarações de ontem do presidente do Chega sobre a operação Influencer.

André Ventura sugeriu que pode ter sido Luís Neves quem enviou a pen com dados de espiões, que foi encontrada no gabinete de Vítor Escária ao então primeiro-ministro António Costa. O líder do Chega não apresentou provas, mas a entrevista ao Canal Nou deixou esta sugestão de que Luís Neves, enquanto diretor da PJ, interferiu diretamente na Operação Influencer e que foi por isso que a Judiciária foi afastada do caso. Esta manhã, no Explicador, o deputado do PSD e ex-membro do Conselho de Fiscalização das Secretas, António Rodrigues, condena estas declarações de Ventura, acusa o Chega de estar apenas a montar uma campanha com o objetivo de minar a imagem do ministro da Administração Interna, isto só para Ventura manter-se relevante mediaticamente.

Está a ocupar o espaço público apenas e só. Já nos habituou a fazer isso todos os dois. Quando a atividade política diminui, e neste caso é ainda mais grave, porque lança anátemas relativamente a alguém que exerceu funções de respeito institucional durante um determinado período e hoje é membro do governo. Está a alimentar uma campanha que está a agir contra esse mesmo membro do governo, na época, director nacional da Polícia Judiciária, apenas e só para manter isto alimentado, para poder dizer que se fala do Chega, que se fala de André Ventura e que se fala de algo que eu estou convicto que a opinião pública também acha que não aconteceu.

O social-democrata António Rodrigues a condenar as declarações do líder do Chega de ontem ao Canal Nou sobre Luís Neves e a Operação Influencer.

O Explicador, que fica entretanto disponível em podcast. Seguimos com uma notícia Observador. O Tribunal de Contas perdoou uma série de infrações financeiras a Luís Neves quando era director nacional da Polícia Judiciária. A auditoria feita em 2023 revela várias irregularidades.

Em causa estão, sobretudo, contratos para a compra de combustíveis e viagens. O Tribunal de Contas concluiu que estes contratos não respeitaram as regras de contratação pública. Foram ainda levantadas dúvidas em relação a situações consideradas irregulares, detectadas, por exemplo, na utilização do cartão de crédito ou na atribuição de telemóveis. De acordo com o relatório da auditoria a que o Observador teve acesso, o veredito sobre as contas da PJ foi favorável, com reservas, ou seja, o Tribunal de Contas aprovou a gestão financeira, mas com reparos e recomendações. Luís Neves foi perdoado com base no mecanismo previsto na lei e que pode ser utilizado mediante três condições, como explica o jornalista João Paulo Godinho.

Quando há negligência, quando nunca tinha havido uma recomendação anterior e quando se trata da primeira falha, por assim dizer, do visado. Em suma, se não havia uma falha prévia, nós deixamos passar esta a primeira. É um pouco esse o espírito da lei. E com isso, tendo em conta que esta também foi, se eu não me engano, a primeira auditoria do Tribunal de Contas e até de um órgão de controle sobre a PJ, pelo menos durante o mandato do Luís Neves, estava sempre salvaguardado desse ponto de vista. Porque ele não tinha sido ainda fiscalizado, digamos assim, por esta entidade. Nos argumentos, eles próprios invocam isso, que era a primeira vez que a sua conduta estava a ser questionada e que só isso já atestava a sua boa fé, a sua probidade e o seu rigor na gestão.

As explicações do jornalista João Paulo Godinho na história do dia. Estão também incluídas nas irregularidades financeiras as verbas pagas à Constro Barcelos, do empreiteiro amigo de Luís Neves. O Tribunal de Contas não sanciona Luís Neves, mas formalizou uma série de recomendações. Sugere, por exemplo, uma revisão das normas e procedimentos internos na Judiciária.

Esta é a notícia que faz manchete a esta hora no site do Observador. Destaque agora para a crise migratória em Ceuta. O Livre enviou uma carta ao primeiro-ministro a formalizar o pedido para que Portugal não organize o Mundial de Futebol de 2030 com Marrocos.

O Livre volta a pedir a oposição do governo português à manutenção de Marrocos como país parceiro para a organização do Campeonato do Mundo. O partido repete o que tinha dito ontem. O porta-voz, Jorge Pinto, escreve nesta carta que Marrocos não tem condições de segurança nem de cooperação leal para manter-se nesta coorganização. De resto, os partidos com centro parlamentar continuam a dividir sobre o tema. Ontem, o PSD criticou a política do PS para a imigração, diz que está agora a corrigir esses erros. Na análise, o editor-adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, considera que este tipo de discurso não contribui para um debate que é essencial para Portugal.

Era importante que este tipo de batalha político-partidária pudesse dar lugar à discussão serena e sensata sobre os desafios da imigração. Toda a gente consegue compreender que precisamos de imigrantes, toda a gente percebe ou compreenderá que não podemos recebê-los nas condições em que em muitos casos os temos recebido. Portanto, quer aquilo que o Partido Socialista fez ao longo de toda a discussão sobre política de imigração, acusando o governo sistematicamente de estar refém da extrema-direita, quer este tipo de publicações por parte de destacados dirigentes do PSD, não contribuem para esse debate, que deveria ser um pouquinho mais elevado.

A análise do editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, esta manhã no "Juventude". O governo de Espanha afirma que neste momento a prioridade é retirar os menores da rua em Ceuta. É o que avança o representante do executivo em Ceuta, numa entrevista à rádio Cadena Ser. Há a estimativa de que cerca de 500 crianças ainda estejam no enclave espanhol. Já o número de mortos subiu para 79. É o mais recente balanço.

Donald Trump diz que as negociações com o Irão estão a avançar muito bem e que nas próximas horas pode haver novidades.

Nomeadamente no que diz respeito à abertura do estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos diz mesmo que esse é um cenário que vai acontecer mais tarde ou mais cedo. Em entrevista na Fox News, Trump acusa ainda os responsáveis iranianos de mentirem quando dizem que não estão a falar com os Estados Unidos.

Estamos a ter conversas maravilhosas, apesar deles não o admitirem. É desconcertante quando temos conversações e alguém do Irão vem dizer que não estamos a falar. É mentira, mas o estreito de Ormuz vai abrir em breve, a bem ou a mal. Se não colaborarem, vamos voltar a atacá-los com muita força.

Entretanto, nas últimas horas, o Comando Central Norte-americano afirma que a passagem sul pelo estreito de Ormuz continua aberta à navegação comercial. Tehran tem mantido a tese de que a navegação em Ormuz está fechada a embarcações inimigas.

E tal como fizemos no jornal das 9h, voltamos a olhar para o espaço, porque um foguete da SpaceX colidiu esta manhã com a Lua, sem impacto para a Terra, mas há especialistas a alertar para o excesso de lixo espacial.

Foi já durante esta manhã que o foguete Falcon 9, lançado no início do ano passado, colidiu com a superfície da Lua, depois de ter alunado no local em março do mesmo ano. Um dos elementos que fazia parte da composição do foguete soltou-se e embateu contra a Lua. O fragmento pesava pelo menos quatro toneladas e viajava a quase 9000 km/h. Carlos Pedro, sem qualquer perigo para a Terra, mas há outros riscos associados a este acidente.

Sim, está a provocar uma reflexão sobre o aumento do lixo espacial. É para já a maior consequência deste embate de um foguete da SpaceX com a Lua. Diz a BBC que o acidente de hoje fez subir para 3000 os objetos feitos pelo homem que estão agora na Lua. Este pesa quatro toneladas, mas no total estarão à volta de 190 toneladas em objetos na Lua, isto desde setembro de 1959. É necessário esclarecer que, ao contrário do que acontece, por exemplo, com a poluição na Terra, estes detritos não representam uma ameaça para o ecossistema, já que a Lua não possui atmosfera ou biosfera que possam ser danificadas. No entanto, há outros problemas levantados por especialistas: o aumento do lixo espacial, que pode dificultar a realização de outras missões, a proteção de locais históricos, como as zonas de aterragem da Apollo, que podem ser danificadas pela chegada de outras missões, e ainda outra que se prende com a história geológica da Lua, portanto, diz respeito à preservação de áreas valorizadas por estarem intocáveis.

E Carlos, que foguete é este e que causas são apontadas para esta colisão com a Lua?

O Falcon 9 da SpaceX é um foguete reutilizável de dois estágios, que foi lançado como parte de uma missão conjunta dos Estados Unidos e do Japão, com o objetivo de levar dois módulos de pouso lunar e equipamentos científicos para a Lua. Como é normal, parte do foguete regressa à Terra, outras partes ficam presas em órbita, a menos que, como aconteceu neste caso, choquem com outro corpo celeste. É preciso dizer também que a secção que colide com a Lua é um dos tais fragmentos que não estão previstos regressar à Terra.

Carlos Pedro, com as atualizações sobre o foguete da SpaceX, que colidiu com a Lua. A NASA garante que não há perigo para a Terra.

E este é um assunto também em destaque a esta hora no site do Observador. São 10h09, já a seguir o Controcorrente. Primeiro, Carla, tempo para as outras notícias que marcam a atualidade.

Na Ucrânia, Volodymyr Zelensky volta a pedir aos aliados mais sistemas antimísseis. É a reação do presidente ucraniano ao ataque desta madrugada, que fez 17 mortes e mais de 50 feridos. O ataque russo a Kiev foi feito com recurso a mísseis balísticos. Volodymyr Zelensky afirma que a falta de sistemas antimísseis na Ucrânia leva a perdas humanas. O governo do Brasil está a reduzir a presença diplomática na Argentina, depois de novas críticas do presidente Javier Milei. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Brasil afirma que Milei chamou a Lula ladrão três vezes só desde domingo. Esta situação está a causar uma nova tensão diplomática entre os dois países. E agora vamos recordar os nossos tempos de faculdade. Lembram-se de terem tido um professor particularmente jovem, assim quase da vossa idade?

Não. Eram todos.

Não, não era tão jovem. Naquela altura também...

Naquela altura, até parece que foi há muito.

Foi há quase três ou quatro anos. Mas na altura toda a gente nos parecia muito mais velho, mesmo que tivesse 30 anos.

É verdade.

Não acontecerá, de certeza, com um professor universitário na Flórida, da Universidade da Flórida, que tem 18 anos.

Pois, não tinha nenhum com essa idade, não.

Começou a faculdade aos 10 anos, tornou-se professor na área de engenharia aos 18 e foi certificado pelo Guinness como o professor universitário mais jovem de sempre.

Está a crescer, se calhar. É que é a altura que está a crescer o bigodinho.

Ficam aqueles pelinhos.

Autoridade.

Este daqui é o professor.

O querido é este. É isso.

É.