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Começamos com o caso da turista baleada em Lisboa. A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina concorda com a vontade da Câmara Municipal de Lisboa de colocar mais videovigilância nas ruas da cidade para aumentar a segurança.

Posição transmitida por Manuel de Sousa Lopes, o presidente da associação, no Explicador desta manhã. Reitera que o episódio da mulher baleada é um caso isolado, mas admite a necessidade de dar mais meios à polícia para reforçar o controle da capital. Por isso, aplaude a vontade do executivo camarário de colocar mais 500 câmaras de videovigilância em algumas zonas de Lisboa.

E nós aplaudimos, porque não está em causa a liberdade das pessoas, não é isso que nós defendemos. A liberdade das pessoas é uma conquista que não é discutida. Eu nem gosto de falar disso, porque não tem discussão possível. Agora, o que nós precisamos, de facto, é de meios que a polícia possa ter, meios articulados com uma vigilância permanente, em que possa, efetivamente, na zona mais crítica da nossa cidade, estar lá ou, pelo menos, aproximar-se rapidamente.

Manuel de Sousa Lopes, presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, reforça que a cidade é segura e que casos como o da turista baleada são isolados. Ouvimos também no Explicador o advogado Paulo Saragoça da Mata, que concorda que a situação não é para entrar em pânico. Aponta, no entanto, o dedo a Carlos Moedas, pela forma como o autarca veio criticar o facto de um dos alegados envolvidos no tiroteio ter sido detido, mas não ter ficado em prisão preventiva. Paulo Saragoça da Mata diz que foi uma declaração incendiária da opinião pública e que um político não deve fazer considerações sobre a decisão de um juiz sem conhecer todo o processo.

Um titular de um cargo político não deve tecer considerações sobre a decisão de um juiz. O senhor Carlos Moedas pode tecer as considerações que quiser sobre o que lhe apetecer. O senhor presidente da Câmara de Lisboa não pode. Uma decisão de um juiz sobre uma medida de coação está municiada de uma série de conhecimentos que nós, público, não temos. Nós podemos questionar dizendo: "O que se terá passado para não ter ficado em prisão preventiva?" Mas uma crítica vinda de um titular de um cargo público, que não tem os dados todos que o juiz tinha para decidir, nunca o autoriza a tecer considerações sobre uma decisão de um órgão de soberania.

O comentário do advogado Paulo Saragoça da Mata. A presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior também tem pedido mais meios de vigilância e alerta que moradores e comerciantes dão conta de um aumento da insegurança na zona.

Paulo Muacho considera que Luís Neves tem mostrado ser um bom ministro e pede cautela na abordagem às polémicas. O deputado do LIVRE quer aguardar pelas conclusões da auditoria à Polícia Judiciária. Alerta que o mecanismo da Comissão Parlamentar de Inquérito está a ser banalizado.

Paulo Muacho reconhece que há muitas dúvidas em torno do mandato de Luís Neves como diretor nacional da Judiciária e considera que o mais sensato é esperar pela auditoria interna anunciada pela ministra da Justiça. O convidado da Comissão de Inquérito desta manhã, o deputado do LIVRE, considera que polémicas à parte, Luís Neves tem feito um bom trabalho no governo.

Quando nós olhamos para aquilo que tem sido o trabalho de Luís Neves no cargo até o momento, comparando com anteriores responsáveis da pasta, estamos muito melhor neste momento do que estávamos há uns meses com as ministras anteriores.

Ou seja, Luís Neves é um bom ministro.

Eu acho que até o momento tem mostrado que é um bom ministro da Administração Interna. Claro que a sua autoridade e a sua capacidade de ser um bom ministro pode ser posta em causa pelas questões pessoais e pela forma como geriu a Polícia Judiciária. Isso é óbvio e não defendo de todo que se mantenha um ministro em funções, apesar de todas essas questões. Mas eu acho que é indiscutível que tem sido um bom ministro até o momento.

Paulo Muacho alerta também que a Comissão Parlamentar de Inquérito defendida pelo Chega não vai contribuir para um escrutínio saudável.

Eu acho que é um mecanismo que está a ser um pouco usado em excesso. Banalizado e abandalhado, se quiserem. Tudo em prol de ir atrás de mais algum título de jornal, mais algum anúncio para se fazer, mais alguma coisa para ocupar o espaço mediático. E depois nós vemos que o produto daquilo que sai das Comissões Parlamentares de Inquérito tem sido muito pouco.

Paulo Muacho, convidado do programa Comissão de Inquérito, da Rádio Observador, adianta também que o LIVRE ainda não recebeu resposta à carta enviada ao governo a pedir a exclusão de Marrocos da coorganização do Mundial de 2030, por causa da crise migratória em Ceuta.

Há hospitais do Serviço Nacional de Saúde em que mais de 60% das primeiras consultas de especialidade foram realizadas fora do tempo clinicamente adequado.

É o que se pode retirar dos dados consultados pelo Observador. Entre janeiro e maio deste ano, cerca de metade do total de primeiras consultas de especialidade no SNS foram realizadas fora dos tempos máximos de resposta garantidos. Ainda assim, os números representam uma ligeira melhoria em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, Carlos Pedro, há pelo menos um hospital em que 70% das consultas não são realizadas no tempo recomendado.

É a ULS do Tâmega e Sousa, que abarca os hospitais de Penafiel e Amarante. Entre janeiro e maio deste ano, mais de 73% das consultas nesses hospitais foram realizadas fora dos prazos máximos. Em Matosinhos, a porcentagem baixa para 77%. Já no centro, em Leiria A ULS da região não teve os tempos máximos de resposta cumpridos em 65% das primeiras consultas. Para fechar o top cinco, resta-nos ainda a ULS do Médio Tejo, com 65%, e a ULS do Oeste, com 64%. Segue-se a ULS de Matosinhos, da qual faz parte o Hospital Pedro Hispano e onde se registaram 67% fora dos tempos máximos.

Entre as justificações mais utilizadas por estes hospitais contactados pelo Observador, Carlos, está a falta de médicos.

Sim, o Observador contactou estas cinco unidades hospitalares. O pior resultado, a Tâmega e Sousa não quis responder às perguntas do Observador, mas a ULS do Médio Tejo acrescenta outro motivo para além da falta de médicos. Neste caso, fala do crescimento dos pedidos de consultas. De facto, comprova o Observador, estes pedidos cresceram na casa dos 9%. Há ainda outro dado realçado pela ULS do Médio Tejo: os cancelamentos provocados pelas intempéries do início do ano. Em Matosinhos, a ULS já tem em andamento medidas para mudar o cenário, tais como consultas em período adicional e também aos sábados.

Já no topo da tabela do desempenho, está o Hospital de Cascais.

Onde apenas 11,9% das primeiras consultas foram realizadas fora dos tempos recomendados. Segue-se depois o IPO de Coimbra, com apenas 13,6% de incumprimento. Já o IPO do Porto contou com pouco mais de 16% das primeiras consultas realizadas fora dos tempos máximos. Dizer ainda que no IPO de Lisboa, a porcentagem de primeiras consultas oncológicas feitas para lá do prazo máximo foi de quase metade, foi de 46,5% nos primeiros cinco meses deste ano.

Carlos Pedro, e esta notícia assinada pelo jornalista Tiago Caeiro, que faz manchete no site do Observador. Sessenta por cento das primeiras consultas de especialidade hospitalar são realizadas fora do tempo clinicamente adequado em alguns dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Que é elogiado por Marcelo Rebelo de Sousa, fala numa instituição de prestígio depois de ser internado no Hospital de Faro. O ex-presidente da República teve alta ontem à noite, depois ter sofrido uma indisposição.

Sentiu-se mal ontem à tarde, quando estava de férias em Monte Gordo, no Algarve. Foi assistido pelo INEM, internado no Hospital de Faro, teve alta ontem à noite e deixou uma palavra de elogio e reconhecimento ao SNS e a todos os profissionais que cuidaram dele.

Queria agradecer muito ao INEM pela prontidão e eficiência. Queria agradecer muitíssimo também ao hospital, à direção clínica, ao responsável clínico que acompanhou e todo o pessoal. Foram vários exames que foram feitos e, portanto, por isso demorou este tempo todo, mas revelando uma preocupação de escrutínio que é prestigiante para o Serviço Nacional de Saúde.

O ex-presidente da República explica também o que aconteceu para motivar esta indisposição.

Sinto-me bem.

Vai continuar a ir à praia?

Sim, espero ir à praia, claro. Obrigado.

Tem que ter alguns cuidados especiais.

Vamos ver. Eu hoje tive um dia muito intenso de praia e, de facto, foi um exercício físico num dia quente, grande. E, portanto, vou ter cuidado acrescido em matéria de hidratação.

Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas ontem à noite, depois de ter tido alta do Hospital de Faro. A ULS do Algarve também agradece a todos os profissionais envolvidos no tratamento de Marcelo Rebelo de Sousa e destaca a resposta e o acompanhamento prestado ao ex-presidente da República.

São agora 10h11, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, tempo para as outras notícias que estão em destaque a esta hora.

Foi encontrado sem vida um dos portugueses que estava desaparecido após o naufrágio de um barco na Croácia. O corpo terá sido encontrado esta manhã a partir de um helicóptero da polícia. Entretanto, um outro português continua desaparecido. Eram quatro no total, dois foram resgatados com vida. As buscas ainda decorrem. Este grupo de portugueses navegava num barco insuflável quando foi surpreendido por uma tempestade. Um dia depois de Donald Trump ter dito que os Estados Unidos tinham o controle total do estreito de Ormuz, Teerão vem agora dizer o contrário. O ponto marítimo estratégico está sob o controle e a gestão do Irã, garantia deixada por uma fonte do exército. Trump tem repetido que o estreito de Ormuz está sob controle norte-americano. A presidenta da Câmara de Bragança garante que o eclipse teve um enorme retorno econômico para a região. Isabel Ferreira destaca a importância do fenômeno para a hotelaria, restauração e comércio local, face à grande afluência de visitantes nos últimos dias. Este fenômeno foi visto de forma parcial em todo o país e a 100% no Parque Natural de Montesinho, em Bragança, onde o dia virou noite por uns segundos ao final da tarde.