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Em Faro. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Paulo Saragoça da Mata considera que o protesto do Chega na Assembleia da República não constitui um crime. O advogado entende, por isso, que a investigação por parte do Ministério Público não vai ter efeito prático. Análise feita no explicador desta manhã. Na sexta-feira, o Chega ergueu faixas no Parlamento contra o fim do corte salarial de 5% dos salários dos políticos. Este protesto foi contestado por todas as bancadas parlamentares, da esquerda à direita. A SIC avança que o Ministério Público vai investigar, depois da Procuradora-Geral da República ter recebido uma queixa anônima. Para o advogado Paulo Saragoça da Mata, não existe conduta criminal na ação do partido de André Ventura.

Eu penso bastante nesta situação e diria que uma conduta criminal não me parece que esteja verificada. A dignidade da Assembleia poderá ser posta em causa de alguma maneira, porque não é próprio aquilo que aconteceu, e não me parece que seja nenhum caso nem de dano, nem de uma apropriação ou utilização abusiva, seja do que for de domínio público. Pode haver uma ilicitude. Agora, o Estatuto dos Deputados, que eu saiba, não prevê uma sanção disciplinar nem criminal para este tipo de conduta.

Paulo Saragoça da Mata explica que para haver responsabilidade civil, teria de ter existido dano patrimonial, o que considera não ter acontecido. O advogado conclui assim que a queixa anônima ao Ministério Público e a investigação noticiadas pela SIC não têm pernas para andar. O que se pode fazer para evitar este tipo de situações, diz Saragoça da Mata, é mudar o Estatuto dos Deputados. Também ouvido no explicador, o especialista em direita radical, Ricardo Marques, considera que mesmo que o Parlamento tivesse censurado o protesto do Chega, a mensagem do partido teria passado na mesma. Através de outras formas, como nas redes sociais e nos média tradicionais, tal como acontece nos restantes países da Europa.

Nós temos estudos em Portugal, em particular do meu colega Jorge Fernandes, que demonstra como, por exemplo, uma plataforma X, retuitar constantemente as iniciativas do Chega, mesmo de uma forma crítica, acaba por favorecer o Chega. Portanto, mesmo que dentro do Palácio não se tivesse falado do assunto, teria se falado do assunto nos media, nos órgãos de comunicação social e principalmente nas redes sociais. Pronto, o Chega, em qualquer dos casos, teria capitalizado o evento. E isso acontece, repito, também em outros países europeus acontece a mesma coisa.

Ricardo Marques no explicador desta manhã. No entender deste especialista, o tema do salário dos políticos é favorável ao Chega porque cai bem em diferentes eleitorados, não só à direita. André Ventura percebe isso, daí tomar este tipo de ações, é a análise deixada por Ricardo Marques. A partir de hoje, o dispositivo especial de emergência pré-hospitalar conta com mais 91 ambulâncias. Este reforço é feito pelos bombeiros. A medida tem como objetivo reforçar a resposta do INEM para fazer face ao inverno. António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros de Portugal, adianta que até o final da semana vão estar a postos 100 equipas dos bombeiros, distribuídas de acordo com as necessidades de cada região.

Este dispositivo, constituído por 100 equipas dos bombeiros, está pronto. Noventa e uma equipas estão a funcionar a partir de hoje e há nove equipas que nós estamos a tentar perceber melhor quais são os conselhos onde há uma afluência maior de chamadas para podermos alocar essas equipas. Todos os distritos têm pelo menos uma equipa ambulância, mas estão mais nas zonas onde há o maior número de solicitações, que têm a ver com a população.

O presidente da Liga dos Bombeiros de Portugal, António Nunes, avisa, no entanto, que esta medida por si só não é suficiente para os próximos meses serem tranquilos no SNS. O presidente da Liga dos Bombeiros explica que é necessário que também haja planeamento na resposta do INEM e dos hospitais. E depois de durante o fim de semana terem sido recolhidas mais de 2 mil toneladas de alimentos, o Banco Alimentar contra a Fome começa a esta hora a organizar os produtos. A campanha passou por mais de 2 mil supermercados, contou com cerca de 40 mil voluntários. Cerca de 380 mil pessoas vão agora beneficiar desta ajuda. A Maria João Braz está na sede do Banco Alimentar, em Lisboa. Está a acompanhar os trabalhos de organização. Maria, como é que este processo está a decorrer agora?

Bom dia. Depois de um fim de semana trabalhoso, o trabalho continua aqui durante a semana e neste momento já se começam a dividir os produtos angariados pelas instituições. Neste momento, a prioridade é fazer chegar os alimentos com uma validade mais reduzida pelas várias instituições. Hoje vão receber doações já a 10 instituições que vêm carregar aqui à sede do Banco Alimentar, então, estas doações. Comigo tenho a Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome. Pergunto-lhe se o número de pedidos de ajuda tem aumentado este ano.

Bom dia. O número de pedidos de ajuda não tem diminuído e isso causa-nos muita preocupação, porque têm sido adotados um conjunto de medidas sociais e aquilo que vemos é que, apesar de, por exemplo, os idosos hoje terem um complemento às suas baixas reformas, há outras famílias que têm muitas vezes filhos e que têm o trabalho, mas que não chega para as despesas de todo o rendimento de todo o seu agregado familiar e que têm que se desmultiplicar em buscas, seja pescados, seja o que for, para poder levar mais dinheiro para casa. E portanto, essas famílias pedem ajuda alimentar.

Portanto, temos assistido a uma mudança do perfil das pessoas que chegam aqui todos os dias. É isso?

Temos hoje pessoas mais novas, pessoas que trabalham, que por vezes têm um segundo emprego, mas que é um emprego muito precário. Não sabem o que é que vão receber no final de cada mês. Então não podem fazer contas à vida. E isso é muito preocupante, porque não sabem com aquilo que contam, mas a única coisa que sabem é que o peso da habitação, com esse contam e é sempre crescente.

Este fim de semana, a campanha do Banco Alimentar contra a Fome angariou mais de 2000 toneladas de alimentos. Eu pergunto se este número, em comparação com campanhas anteriores, nesta mesma altura do ano, foi superior, inferior, e se podemos fazer um cálculo também em termos de porcentagem.

Foi uma campanha espetacular. Primeiro, houve muitos voluntários e isso ajuda a interpelar as pessoas que vão às compras. Mas, por outro lado, nesta campanha registámos uma quantidade incrível de produtos, mais de 2200 toneladas de produtos. Em dezembro de 2023 tinha sido um bocadinho mais alto, mas foram três dias, e agora tivemos dois dias e, apesar de tudo, fizemos esta recolha extraordinária. São mais de 2 milhões e 200 mil quilos de alimentos doados.

Muito obrigada, Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome. Os bens angariados durante este fim de semana vão ser distribuídos por mais de 2400 instituições de solidariedade social e cerca de 380 mil pessoas também vão receber estes apoios.

É reportagem direta com a Maria João Brás. Muito trabalho que está a ser feito a esta hora na sede do Banco Alimentar, em Lisboa. Este fim de semana foram recolhidas mais de 2000 toneladas de alimentos. Auricular, INEM, polícia ou imigração são algumas das palavras candidatas a Palavra do Ano 2024 e, Carla, a cerimónia está a decorrer no Mercado do Bolhão, no Porto. É uma iniciativa já com história da Porto Editora. A lista foi apregoada há pouco por uma vendedora do Bolhão. Esta cerimónia está a ser acompanhada pela Maria Rego. Maria, como é que foi esse momento dos pregões?

Bom dia, Carla. Tal como disseste, foi apregoada há pouco tempo a lista por uma das comerciantes do Mercado do Bolhão, que deixou o apelo para as pessoas votarem na Palavra do Ano.

Olá, bom dia, minha senhora. Venha votar na Palavra do Ano. Bom dia. Bom dia, minha querida. Quer votar na Palavra do Ano? Bom dia.

Na lista composta por 10 palavras, estão auricular, conflitos, INEM, jovem, fogos, liberdade, imigração, polícia, inclusão e transporte. Nesta última hora já foram algumas as pessoas que vieram votar. Entre as palavras preferidas, para já está a palavra conflitos, está também imigração e inclusão. Recaem essas escolhas da maior parte das pessoas que foram votando. Esta iniciativa já acontece há algum tempo. Na última hora falámos com a porta-voz da Porto Editora, que explica como é feito o processo de seleção.

Nós, ao longo de todo o ano, recebemos mais de 5000 sugestões no site palavradoano.pt e esta lista de 10 candidatas surge a partir dessas sugestões, mas também, obviamente, da análise que fazemos daquilo que vai acontecendo ao longo de todo o ano e também das palavras mais pesquisadas no dicionário on-line de língua portuguesa, na Infopédia.

Ficamos com as palavras de Catarina Tomé, que é a porta-voz da Porto Editora, a explicar um bocadinho de como funciona esta seleção. Este concurso decorre agora ao longo do mês de dezembro, on-line, e fica aqui no Bolhão hoje até às 15h. O anúncio é feito em janeiro de 2025.

A reportagem da Maria Rego está no Mercado do Bolhão, no Porto, onde foram apresentadas as 10 palavras candidatas à Palavra do Ano. Recordo-se, no ano passado a palavra foi professor. Se recuarmos um pouco mais, em 2022 foi guerra, vacina em 2021, saudade em 2020. Agora são 10h10, Carla, já a seguir o Contracorrente Primeiros, as outras notícias que estão em destaque nesta manhã. É um alerta da Associação Nacional dos Médicos: mais de 300 internos rescindiram contrato e não prosseguem a formação no SNS. Em comunicado, a FNAM demonstra preocupação com a falta de ocupação de vagas, especialmente em especialidades como medicina geral e familiar e saúde pública. Mais de 30% das vagas ficaram por preencher. A razão estará, segundo a FNAM, na falta de condições de trabalho que não asseguram formação de qualidade. O almirante Cova I. Melo lidera com larga vantagem a mais recente sondagem sobre as eleições presidenciais. Tem a preferência de mais de 23% dos inquiridos num estudo da Intercampus para o Correio da Manhã e Jornal de Negócios. Em segundo aparece Pedro Passos Coelho, em terceiro, Marques Mendes. A sondagem mostra ainda que há um elevado número de indecisos. Nos Estados Unidos, prestes a terminar o mandato, Joe Biden concedeu um indulto presidencial ao filho, depois de ter dito que nunca o iria fazer. O ainda presidente dos Estados Unidos poupa assim Hunter Biden a uma possível pena de prisão por condenações por posse de armas e fuga aos impostos. E agora, Maria João, vê se te lembras deste clássico. Muito bem, sabes quem é. Santos e Pecadores. Aqui ao vivo. Ao vivo, e vão regressar aos palcos 11 anos depois. E vão apresentar o espetáculo As Canções de Amor dos Santos e Pecadores. E para quando é que está agendado este regresso, Carla? Números do amor, Maria João. Fevereiro. Concertos no Campo Pequeno e no Coliseu do Porto, com bilhetes à venda.