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As notícias na Rádio Observador com Miguel Cordeiro. Donald Trump anunciou esta madrugada a mais ousada missão de resgate da história dos Estados Unidos. Envolveu centenas de militares das Forças Especiais. Mas Miguel, o Irão fala de uma derrota humilhante para os norte-americanos.

Sim, são versões diferentes dos Estados Unidos da América e do Irão da mesma história de uma operação de resgate que aconteceu durante esta madrugada. É o resgate de um piloto que estava a bordo do F-15 norte-americano que foi abatido pelo Irão na sexta-feira. Donald Trump recorreu às redes sociais para anunciar uma operação com muito sucesso. Este militar estava retido em território inimigo, nas montanhas do Irão. Foi resgatado, escreve Donald Trump, são e salvo. O New York Times também escreve sobre este assunto e acrescenta alguns detalhes. Acrescenta, por exemplo, que o piloto foi transportado para o Kuwait e que é aí que vai receber tratamento médico. O resgate só aconteceu depois de um tiroteio entre as forças norte-americanas e as forças do Irão. Dois aviões de transporte norte-americanos ficaram presos numa base remota do Irão, foram depois destruídos pelo exército dos Estados Unidos da América para impedir que caíssem em mãos iranianas. Esta é a versão norte-americana.

O Irão nega esta versão da história, diz mesmo que a tentativa de resgate do piloto falhou e que três aviões militares dos Estados Unidos foram destruídos.

Sim, o Irão assegura que a operação de resgate não teve sucesso. Diz que foi a Guarda Revolucionária destruiu as aeronaves militares norte-americanas que foram destruídas. Um governador local conta também à agência de notícias Tasnim que pelo menos cinco pessoas morreram na operação desta madrugada e, em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irão descreve o incidente como uma nova derrota humilhante para os Estados Unidos da América.

O especialista em defesa Rui Vilar acredita na versão dos Estados Unidos da América. Fala na operação que aconteceu esta madrugada como uma demonstração do poder norte-americano.

Esteve esta manhã no programa Gabinete de Guerra e diz Rui Vilar que a operação dos Estados Unidos prova que o espaço aéreo iraniano é controlado pelo exército norte-americano.

Esta missão é uma missão, de facto, de uma demonstração de força, mais uma vez americana, muito grande. Mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de pilotos altamente treinados para este tipo de cenários. Eu olho para isto de uma forma muito pragmática e sem laivos. Olho para isto na ótica da estratégia que cada país está a ter em termos militares. Há uma supremacia absoluta no espaço aéreo iraniano por parte dos Estados Unidos, com apenas um caça abatido. Neste tempo todo de intervenção, demonstra que o espaço aéreo é completamente controlado por parte dos americanos e esta extração também demonstra esta capacidade.

Já sobre esta guerra de narrativas em torno desta operação de extração norte-americana, Rui Vilar defende que há mais razões para acreditar na versão norte-americana.

Neste conflito, mas também na história recente, diz-nos que a informação americana é alvo de muito maior escrutínio e por isso é bastante mais fidedigna. Isto é um facto. Portanto, estamos em crer que, de facto, os americanos conseguiram resgatar o segundo piloto que se tinha ejetado do caça F-15.

Análise do especialista em defesa Rui Vilar no Gabinete de Guerra desta manhã aqui na Rádio Observador, sobre este resgate do segundo piloto do caça abatido pelo Irão.

Cinco ministros das Finanças pediram este sábado uma nova taxa sobre os lucros extraordinários das empresas de energia. Algo parecido foi feito em 2022 para responder à guerra na Ucrânia, mas Miguel, não teve grandes resultados.

Quando foi criada uma taxa sobre os lucros das empresas de energia e de distribuição alimentar, que apresentavam na altura lucros excessivos à custa da subida dos preços. A taxa de 33% incidia sobre as contas de 2022 e de 2023. Esta taxa europeia foi adotada em Portugal. O governo de António Costa chamou-lhe Contribuição de Solidariedade Temporária. Quando anunciou esta medida, o governo socialista projetava uma arrecadação de receita entre 50 e 100 milhões de euros. Embora não seja conhecido o valor concreto arrecadado no setor de energia devido a esta taxa, o encaixe para o Estado foi pouco significativo. Na verdade, ao que o Observador apurou, esta taxa só chegou a ser aplicada a uma empresa, a Galp. No setor de distribuição, em dois anos, foram arrecadados apenas oito milhões de euros.

O Papa Leão XIV celebrou hoje a sua primeira missa de Páscoa. O líder da Igreja Católica pede aos fiéis que mantenham a esperança, apesar de o mundo estar marcado por violência e pela guerra.

Foi durante a missa na Praça de São Pedro, no Vaticano. O Papa Leão XIV defende que a Páscoa é um tempo de esperança, mesmo perante um mundo de injustiça, maldade e crueldade. A primeira Semana Santa e Páscoa de Leão XIV decorre em pleno conflito, em plena guerra, e o Papa manifestou esperança de que o presidente norte-americano Donald Trump possa encontrar uma saída para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

Em fim de semana de Páscoa, as operações da PSP e da GNR registaram 18 mortes em mais de 2 mil acidentes. Além das vítimas mortais, há registro de 42 feridos graves e 670 feridos ligeiros.

Entre quinta-feira e a meia-noite de sábado, a GNR Só a GNR registou cerca de 600 acidentes, dos quais resultaram 12 mortos. São dados ainda provisórios e mostram que foram fiscalizados mais de 22 mil condutores, mais de 250 pessoas foram detidas. Já a PSP tem um balanço num período mais alargado, fez 950 detenções, a maioria por crimes rodoviários. Na operação da PSP, que começou já na semana anterior, foram registados 1400 acidentes, morreram seis pessoas. No global, somando estas duas operações, chegamos a este valor já impressionante: 18 mortes em mais de 2 mil acidentes em Portugal neste período da Páscoa.

No futebol, surpresa no Estádio do Dragão. Nesta última noite de sábado, o Futebol Clube do Porto escorregou e empatou a dois gols com o Famalicão.

Os dois últimos gols deste encontro surgiram já para lá do minuto 90. O Futebol Clube do Porto marcou por Fofana aos 90+1. O Famalicão empatou por Rodrigo Pinheiro aos 90+9. Farioli diz que não gostou da exibição dos jogadores do Futebol Clube do Porto e também não gostou da prestação do árbitro.

Como já vos disse, a área de interpretação está sempre a mudar muitas vezes. Há um momento em que o puxão é suficiente e na semana seguinte já não é suficiente. Mas o maior problema é a direção que esta decisão toma. E eu já vos disse, e até podem tirar daqui um bom título, a zona cinzenta tem estado a tornar-se verde. Aliás, é verde desde o início da época.

Farioli queixa-se de um possível penalti a favor dos Dragões que não foi assinalado.

Pedro Henriques, ex-árbitro internacional e comentador da Rádio Observador, não dá razão a Francesco Farioli.

Diz que esse penalti de que se queixa Farioli não existe, uma falta, neste caso, sobre Dennis Güler, e diz sim, Pedro Henriques, que o Famalicão foi prejudicado pela arbitragem. Explica que antes do lance que é apontado por Farioli, há uma falta idêntica de Alberto Costa que, nesse caso, poderia ser assinalada a favor do Famalicão. E fora esses dois lances, há um penalti e um vermelho que ficou por mostrar ainda na primeira parte, em situações que seria o Famalicão a sair beneficiado.

O Zaidu ao saltar para encetar e cabecear a bola, acaba por levantar o braço direito e movimenta o seu braço, mais concretamente a zona do cotovelo, na direção da cabeça, vamos chamar aqui parte de trás da cabeça, na zona da nuca, do Gustavo Sá. E fica claramente um pontapé de penalti por assinalar, porque é uma entrada negligente na maneira como aborda. E depois, amarelo ou vermelho, conforme se for excessivo, cartão vermelho, quando a entrada é só negligente, é punido com cartão amarelo. Ora, claramente penalti, claramente cartão amarelo por esta entrada negligente usando o braço, e neste caso concreto, o cotovelo, acertando em cheio na nuca, com movimento que é deliberado e no sentido dessa mesma nuca e portanto, faltou aqui a intervenção do VAR.

A análise de Pedro Henriques na edição do "Sem Falta" de análise à arbitragem deste Futebol Clube do Porto e Famalicão.

São 11h10, Miguel. Já a seguir português suave, mas antes outras notícias em destaque.

Em Itália, já se está a limitar o abastecimento em quatro aeroportos devido à falta de combustível. Afeta, por exemplo, aeroportos de Bolonha, Milão e Veneza, aeroportos que têm ligação a Portugal. É um racionamento no reabastecimento de aviões, vai manter-se em vigor até quinta-feira desta semana. A Agência Espacial Europeia e a Academia Chinesa de Ciências vão lançar no dia 9 de abril uma missão espacial para examinar a forma como a região magnética à volta da Terra protege o planeta da radiação solar. O objetivo é colocar a nave espacial a mais de 120 mil quilómetros de altura acima do Polo Norte. Para fechar, mais uma recomendação musical para este domingo de Páscoa e é a pensar nos fãs de U2.

O que é que aí vem, Miguel Cordeiro? Eu sei que há novidades, não é?

Sim, é mais um EP, é já o segundo. Estão muito ligados às datas religiosas. O primeiro deste ano saiu na quarta-feira de Cinzas, a 10 de fevereiro de 2027, e agora há um álbum a sair no período de Páscoa. Chama-se "Easter Lily" e estamos a escutar uma das canções, "In a Life". "Easter Lily" conta com seis canções e quer lançar este EP a discussão sobre as questões relacionadas com a fé, a amizade e a perda de esperança.

E já sabia que eles estavam a trabalhar num novo álbum. Isso não vai atrapalhar nada, os fãs podem ficar descansados?

Podem ficar descansados. Depois de um período muito longo, sem novas canções, há agora dois novos EPs e Bono garante que o lançamento destes EPs surpresa não vai atrasar o lançamento do novo álbum ainda este ano.

É com os U2, "In a Life", música nova, que fechamos este jornal das 11.