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Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, a edição é do José Rafael Lopes. Terminaram há pouco as cerimônias fúnebres de Diogo Jota e André Silva, no Cemitério de Gondomar.
O enterro foi apenas acompanhado por familiares e amigos dos dois irmãos, numa cerimônia privada. O cortejo fúnebre começou às 10h e as urnas foram levadas para a Igreja Matriz de Gondomar. Seguiram depois para o Cemitério de São Cosme. Junta-se a nós, em direto, a Maria Rego, que esteve acompanhando estas cerimônias fúnebres. Maria, foram muitos os amigos, familiares e personalidades do futebol que se juntaram a estas cerimônias fúnebres.
É verdade. Há poucos minutos, posso dar a nota de que falou aos jornalistas Roberto Martínez, selecionador da Seleção Nacional. Ele, que é também uma das figuras que marcou presença para esta despedida, explicou aos jornalistas que todos são uma família e que este é um momento de união. Transmitiu esta mensagem, quer em português, inglês e até espanhol, uma vez que são vários os jornalistas, vários os meios de comunicação que se encontram por aqui. As cerimônias fúnebres fechadas à família, no cemitério e aqui na Igreja Matriz, terminaram há pouco, como dizias. Vimos passar por aqui, neste momento de despedida, várias figuras do futebol nacional e internacional. Consigo dizer que já saíram Rúben Dias, Bruno Fernandes, Danilo e ainda mais membros da Seleção Nacional, como Fernando Santos, antigo selecionador da seleção. Todos por aqui passaram sempre com expressões, claro, de grande tristeza, de uma despedida para sempre de Diogo Jota e André Silva. As pessoas que estavam a assistir permanecem aqui. Neste momento, dou nota também de que foram abertas as barreiras que separavam estas pessoas, os desconhecidos que se juntavam por aqui também para assistir a esta cerimônia. Abriram agora as barreiras. Estas pessoas estão agora todas a dirigirem-se até ao cemitério para o último adeus. São dezenas e dezenas de pessoas. É, de facto, um momento triste, uma despedida desoladora. É um dia que certamente não será esquecido, desta despedida, deste último adeus a Diogo Jota e André Silva.
A reportagem da Maria Rego junto à Igreja Matriz de Gondomar, onde ocorreu esta manhã o funeral de Diogo Jota e também do irmão André Silva.
O companheiro de seleção de Diogo Jota, Bernardo Silva, recorda o percurso do jogador, feito por caminhos difíceis.
Em declarações à CNN Portugal, Bernardo Silva lembra as memórias que ficam de um grande amigo.
Jota, que era um grande amigo de todos nós e que a sua carreira, ainda que não sendo o mais importante, fala por si, fala pela paixão. Às vezes pelos caminhos mais difíceis. Não fez formação em nenhum dos grandes, acabou por ir pelos caminhos mais difíceis e a sua paixão, a sua vontade, a sua garra, triunfar na vida, fez com que ele conseguisse triunfar na vida, tivesse feito uma carreira brilhante. E mais importante do que isso, como pessoa, as memórias que ficam, o Jota ficará para sempre no nosso coração, estará sempre presente.
As palavras de Bernardo Silva, jogador do Manchester City e da Seleção Nacional, esteve presente no funeral de Diogo Jota e também de André Silva.
Luís Pinto Coelho, comentador da Rádio Observador, relembra que Diogo Jota tinha um impacto nacional e internacional muito grande.
Ouvido esta manhã na Rádio Observador, Luís Pinto Coelho recorda o longo percurso de Diogo Jota.
O impacto internacional, principalmente neste caso, Diogo Jota tinha e muitas vezes nós não temos essa percepção, até porque temos um jogador na nossa seleção que é um bocadinho planetário e que ofusca um bocadinho todos os outros pela sua grandeza. Mas jogadores como o Diogo Jota, como o Bernardo Silva ou um Bruno Fernandes, têm um patamar enorme e muitas vezes nós nem conseguimos perceber isso. E foi através desta tragédia que tivemos um bocadinho essa percepção do que Diogo Jota representava no mundo do futebol internacionalmente.
Luís Pinto Coelho considera que Diogo Jota ainda tinha muito para oferecer depois de vencer a Liga Inglesa e a Liga das Nações, a Liga Inglesa pelo Liverpool, a Liga das Nações por Portugal. Diz também que André Silva tinha um longo caminho pela frente e acreditava que o irmão de Diogo Jota ia conseguir chegar à Primeira Liga, ele que jogava atualmente ao serviço do Penafiel na Segunda Liga.
Seguimos com outras notícias, com a atualidade política. O presidente da República quer os partidos alinhados no que diz respeito às alterações à Lei da Nacionalidade.
As propostas do governo que visam apertar as regras para imigrantes baixaram ontem à fase de especialidade, sem serem votadas na generalidade. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, espera agora que os partidos compatibilizem posições.
A ideia, digo-vos francamente, minha, é esta: é um tema em que todos os partidos vão fazer os possíveis e os impossíveis para tentar encontrar uma solução que compatibilize, por um lado, as preocupações que justificam as iniciativas legislativas com aquilo que é uma visão estratégica geral do país e, como sabem, está a pensar sobretudo nos países de língua oficial portuguesa, que é naturalmente uma fraternidade e uma comunidade muito importante.
Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, à chegada a Cabo Verde, para uma visita oficial, por causa dos 50 anos de independência do país. O presidente da República reagiu também às notícias que dão conta da oposição do primeiro-ministro à consulta pública de elementos da declaração de rendimentos. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que é importante esperar pela decisão do Tribunal Constitucional.
Falamos agora de saúde. O plano criado pelo Governo para acelerar cirurgias está a falhar. Desde que foi criado, Zé, pouco mudou.
O Governo criou um programa para reduzir o número de utentes à espera de cirurgia não oncológica, fora dos tempos máximos de resposta garantida, uma medida integrada no Plano de Emergência e Transformação da Saúde. A portaria foi publicada em novembro. Nessa altura, estavam a aguardar cirurgia cerca de 18 mil pessoas. Até maio, o número pouco se alterou, só reduziu em 3%. É uma diferença de cerca de 500 utentes.
E a direção executiva do SNS admite dificuldades em fazer baixar as listas de espera.
"Devido à elevada procura, que tem sido superior à capacidade de resposta", é o que diz a direção executiva do SNS ao Observador. Já o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares diz não estar surpreendido com os fracos resultados do plano até este momento. Ao Observador, Xavier Barreto fala em medidas paliativas que não resolvem o problema de fundo, que é, no entender de Xavier Barreto, a falta de profissionais de saúde no SNS.
Meio-dia e sete, já a seguir cinco continentes. Já está conosco em estúdio Bruno Cardoso Reis, mas antes, Zé, há outras notícias em destaque.
José Luís Carneiro acusa o Governo de ir para os braços da extrema-direita. São declarações do secretário-geral do PS há pouco, na reunião da Comissão Nacional do PS. O novo líder socialista repete que Luís Montenegro se concentra em problemas virtuais e que ignora os problemas reais dos portugueses. A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia denuncia pressões por parte da ANA para facilitar o controle no aeroporto de Lisboa. A ASP afirma ainda que o Governo está a ceder aos interesses de uma privada, que tem como único objetivo aumentar os lucros. É o que se pode ler numa nota divulgada esta manhã.