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A manhã de sábado. As notícias na Rádio Observador, com edição do José Rafael Lopes. Albufeira está a ser levada ao limite. Ano após ano, há cada vez mais jovens a procurar a cidade algarvia para aquilo que é chamado de turismo do álcool.

Uma tendência cada vez mais frequente, um pouco por todo o mundo, que consiste na procura de um destino de férias com o objetivo de cometer excessos. Este tipo de fenômeno tem vindo a agravar-se, especialmente em Albufeira, onde a Câmara Municipal já foi obrigada a criar um código de comportamentos para travar a desordem na noite. O Observador esteve em Albufeira para acompanhar a GNR durante uma noite de verão e perceber a situação em que está a cidade. E João Costa Campos, apesar das novas medidas, os excessos continuam na noite algarvia.

É meia-noite, a equipe da GNR de Albufeira, liderada pelo capitão Carlos Frausto, junta-se ao dispositivo já montado no epicentro da animação noturna algarvia.

Vamos então até a zona da Ora. É de esperar uma grande concentração de pessoas. É esta hora que também estamos a iniciar o nosso maior reforço de meios, apesar de termos lá meios durante todo o dia.

Assim que chegamos, cinco minutos bastam para a primeira ocorrência.

Nós mal chegamos aqui à rua, tínhamos aqui um indivíduo a consumir produtos estupefacientes junto a nós. Depois de uma revista, encontrámo-lo na posse, efetuando o respetivo auto de consumo.

À medida que a madrugada avança, os ânimos aquecem e os excessos são evidentes.

Acionamos a Cruz Vermelha, que se encontra também em serviço aqui na Avenida Sá Carneiro, para prestar assistência a um indivíduo que se encontra inconsciente, caído no chão.

Os excessos na noite algarvia são uma constante. É um cenário que se repete vezes sem conta entre maio e setembro e não deixa ninguém indiferente. Lúcio Pescada é presidente da Associação de Tuk-Tuks de Albufeira, não tem dúvidas quanto a este tipo de turismo.

Só serve para alguns estabelecimentos de animação noturna faturarem.

Já Vítor Sacramento, que tem uma empresa de artesanato no centro da cidade, também apontou dedo à economia da noite.

Os excessos não estão nas pessoas, estão nos bares que vendem bebida a pessoas já alcoolizadas.

País barato, com sol, praias decentes, lugar ideal para recuperar de uma longa noite de bebida. É desta forma que Albufeira é descrita num site de viagens inglês. Um tipo de publicidade inadmissível para José Carlos Rolo, presidente da Câmara de Albufeira.

Para isto ser começado, tem que haver alguém que compra e alguém que vende. O quê? O destino turístico desta maneira.

Para o autarca, há principais responsáveis.

Os empresários têm uma grande responsabilidade nisto. Podem estar aqui a permitir uma série de coisas que não deveriam permitir.

A resposta parece estar a chegar. A Câmara Municipal de Albufeira avançou com o novo código de comportamentos, uma tentativa de dissuadir a conduta desordeira. As coimas podem chegar aos 1.800 € e bares e discotecas também podem ser sancionados.

A reportagem do João Costa Campos, ano após ano, há cada vez mais jovens a procurar a cidade algarvia de Albufeira para aquilo que é apelidado como turismo do álcool.

E esta reportagem está em destaque a esta hora no site do Observador. Vai passar depois também na íntegra, às 18h, aqui na Rádio Observador. A violação vai passar a ser considerada um crime público. A proposta foi ontem aprovada no Parlamento. A Associação de Apoio à Vítima, a APAV, reconhece que o número de denúncias vai aumentar.

Mas que isso não significa um aumento do crime em si. Carla Ferreira esteve no Explicador esta manhã aqui na Rádio Observador, espera um aumento das denúncias e recorda o que aconteceu quando a violência doméstica passou a ser considerada também ela um crime público.

O mais presente só se foi mesmo no fato do aumento das comunicações. Ou seja, não quer dizer que vá passar a haver mais criminalidade, mas sim uma maior presença nas denúncias. E é um pouquinho, olhando para o paralelismo da violência doméstica, que é aquilo que é mais fácil trazer aqui para análise. Se calhar, quando o crime de violência doméstica foi tornado público, no início havia poucas denúncias. Por quê? Porque era um crime que continuava a ser, de fato, ocultado. Havia aquela ideia de que a pessoa que conhecia a situação não tinha que se intrometer. E agora temos aqui a mesma lógica, ou seja, sim, poderemos ter um aumento e é expectável que esse aumento aconteça.

Carla Ferreira, da APAV, no Explicador, esta manhã na Rádio Observador. O Parlamento aprovou ontem, na generalidade, as propostas que consagram a violação como um crime público. Contou apenas com a abstenção do PS e do PCP, apesar de 12 deputados do PS terem votado a favor. Carla Ferreira concorda com as preocupações que foram levantadas e reconhece que há um risco de a vítima ser deixada de fora no processo. Enquanto crime público, qualquer pessoa pode denunciar uma violação e não apenas a vítima.

Na saúde, o PCP acusa o governo de querer encerrar de forma permanente a urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro.

Hospital que vai ter as urgências de obstetrícia e de ginecologia encerradas durante 10 dias, ou seja, até o próximo fim de semana, dia 19 de julho. Paulo Raimundo participou esta manhã numa concentração à porta do hospital que contesta essa decisão. O secretário-geral do PCP, o Partido Comunista, acredita que o governo tem as prioridades trocadas no que diz respeito à saúde.

Olha, ainda ontem à noite, mais um bebê que nasceu a caminho de Almada, num carro particular, nem foi numa ambulância, foi num carro particular. Isto não pode continuar assim. Eu diria assim, acrescenta ainda a gravidade a isso, não só o fato de ela estar fechada durante 10 dias, encerrada, como diria que o grande objetivo do governo é encerrá-la permanentemente. É justa esta ação, é justa esta afirmação de contestação a esse caminho. O caminho não é fechar, o caminho não é encerrar, o caminho não é concentrar, porque no ridículo, se quiséssemos, então que se abra só uma maternidade em Lisboa, toda a gente vai nascer em Lisboa.

Registo captado aqui pela CNN Portugal. Paulo Raimundo a acusar o governo de querer desmantelar o Serviço Nacional de Saúde a favor da saúde privada.

E precisamente num fim de semana em que há vários serviços de urgência encerrados, a maioria ginecologia e obstetrícia.

Dados do portal do Serviço Nacional de Saúde indicam isso mesmo. As urgências de obstetrícia e de ginecologia dos hospitais do Barreiro, de Vila Franca de Xira, de Leiria e de Aveiro vão estar fechadas durante todo o fim de semana, ou seja, quer hoje, quer amanhã. As do Hospital das Caldas da Rainha só estão fechadas no sábado, enquanto as do Hospital Garcia de Orta e as de Santarém só encerram no domingo. O Hospital de Vila Franca de Xira tem ainda também encerradas as urgências pediátricas.

12h07. Já a seguir, novo episódio de Cinco Continentes. Esta semana com o Bruno Cardoso Reis e também com o Jorge Fernandes. Mas antes, Zé, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Os dois agentes da PSP que foram detidos esta quinta-feira por suspeitas do crime de tortura ficam em prisão preventiva. A Procuradoria-Geral de República não esclarece quais os crimes de que estão indiciados os dois arguidos. No momento da detenção, a PGR denunciava suspeitas de crime de tortura, ofensas à integridade física e também falsificações. A área ardida este ano quase que triplicou em relação ao mesmo período do ano passado. A Liga dos Bombeiros pede melhores condições de trabalho. O número de fogos rurais aumentou 68%. São dados do novo portal do sistema de gestão integrada de fogos rurais para a população. António Nunes, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, reforça que os bombeiros já fizeram um pedido para melhorar os meios de combate e aumentar o número de colaboradores.