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É meio-dia. Está no ar o Jornal do Meio-Dia com o jornalista João Gama. João, Arganil ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, devido ao incêndio que está a lavrar na zona do Piódão. Duas aldeias terão já sido evacuadas.

Está a ser reforçado o combate às chamas nesta região de Coimbra. Numa publicação nas redes sociais, o autarca de Arganil indica que foi necessário ativar o Plano Municipal de Emergência. É um dos incêndios que mais preocupa a esta hora. A SIC indica que duas aldeias da freguesia de Piódão foram evacuadas nos últimos minutos, Foz d'Égua e Chãs d'Égua, uma informação já confirmada ao Observador. O autarca Luís Paulo Costa explica que o fogo está a afetar também a freguesia de Pomares. O alerta foi dado pelas 06h. De acordo com a Proteção Civil, estão no terreno mais de 400 operacionais no teatro de operações, apoiados por 10 meios aéreos. Atenções viradas também para as chamas em Trancoso, no distrito da Guarda. Houve uma reativação durante a madrugada por causa de trovoada seca, um fogo que continua a mobilizar mais meios em Portugal continental. Estão no terreno, a esta hora, quase 600 operacionais, 170 viaturas e quatro meios aéreos.

E em Viseu, Tabuaço, mantém-se ativa uma frente e há uma segunda, João, que já está dominada.

Desde domingo, as chamas estão a lavrar nesta região. Uma das frentes foi dominada, a outra mantém-se ativa. O comandante do Comando Sub-Regional do Cávado, Bruno Silva, dizia que espera ver este incêndio resolvido ainda no dia de hoje. Há também registro de fogos em Setão, na região de Viseu, que está a lavrar desde as 06h. Estes dois incêndios estão a mobilizar quase 500 operacionais, 150 viaturas e nove meios aéreos.

E em Siraralhos, no distrito da Vila Real, o combate ao incêndio trouxe progressos.

A dimensão da única frente ativa diminuiu graças ao combate que foi feito durante a madrugada. As temperaturas desceram, isso também ajudou. Ouvimos esta manhã David Lobato, subcomandante do Médio Tejo, a explicar que durante a manhã, apesar dos progressos, as chamas continuavam muito próximas de uma localidade.

Temos o incêndio ainda a ser contra ativo. Não conseguimos debelar aquilo que foi todo o perímetro. Temos uma grande maioria do seu perímetro já em rescaldo e consolidação, mas temos aqui uma das zonas que ainda não conseguimos, devido à orografia, devido àquilo que são as condições meteorológicas, que agora começam a se fazer sentir mais adversas. Mas também tivemos aqui alguma ajuda daquilo que foram estas condições meteorológicas durante a noite, com alguma umidade a entrar.

Mantém-se esta frente ativa de cerca de 2 km ou, entretanto, hoje já são mais?

Não, são menos, são muito menos. Estamos a falar de uma frente, possivelmente com 500 m, mais coisa, menos coisa, junto à aldeia de São Martinho.

Ponto da situação feito aos jornalistas esta manhã. O fogo dura há 11 dias, já esteve em conclusão, já teve duas reativações, já percorreu 27 aldeias. No terreno estão 430 operacionais, 150 viaturas, dois meios aéreos. O governo prolongou até sexta-feira à noite o estado de alerta por causa do risco de incêndio.

E o Sindicato dos Médicos da Zona Sul afirma que o novo hospital de Sintra não é uma alternativa viável ao Hospital Amadora-Sintra.

Pelo menos por agora. A dirigente sindical Tânia Russo acusa o governo de não ter planeado corretamente a abertura desta unidade hospitalar, que foi aberta com o objetivo de aliviar a pressão das urgências do Amadora-Sintra. No entanto, Tânia Russo diz que o Hospital de Sintra não tem capacidade para prestar um serviço adequado.

Com a abertura do novo Hospital de Sintra, que funciona, infelizmente, com muito poucos recursos e isso é um problema de falta de planeamento a nível de gestão e é um problema também de planeamento político. Portanto, não foi uma situação para a qual não tivesse sido chamada a atenção, mas que, quer o conselho de administração, quer o governo, não tomaram as devidas precauções e acabaram por abrir um hospital sem ainda ter os recursos suficientes em termos de profissionais de saúde.

Declarações da dirigente da FNAM e do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, Tânia Russo.

E João, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul diz ainda que os cuidados de saúde materno-infantil têm piorado.

Num ano em que existiram mais de 40 partos fora de maternidades, a dirigente sindical refere que esta é uma situação impraticável.

É necessário que as grávidas saibam onde podem ir, quando podem ir e não viverem nesta incerteza. E, claro, não terem que se confrontar com situações de dar à luz na rua, dar à luz em ambulâncias. Isso é um tremendo retrocesso nos cuidados que nós temos em termos de saúde materno-infantil.

As declarações da dirigente Tânia Russo à margem de uma visita que aconteceu esta manhã no Hospital Amadora-Sintra.

E o antigo líder do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque Dacunha, pergunta: onde anda o diretor-executivo do SNS? Lamenta que Álvaro Almeida ainda não se tenha pronunciado sobre o caso da mulher que deu à luz na rua, no Carregado.

Roque Dacunha sugere também ao Partido Socialista que ponha a mão na consciência quando pede a demissão de Ana Paula Martins. Lembra que os problemas começaram no tempo de Marta Temido.

Eu não posso deixar de achar estranhíssimo que um líder político venha hoje exigir, desde já e imediatamente, a demissão da ministra da Saúde, porque nós sabemos que esta situação tem muito a ver com a circunstância de doutora Marta Temido, Bloco de Esquerda e o Partido Comunista terem terminado com as parcerias público-privadas em Vila Franca de Xira e no Hospital de São Francisco.

Ainda ontem, Eurico Brilhante Dias, líder do grupo parlamentar do PS, disse que Ana Paula Martins é o peso morto do governo. Jorge Roque da Cunha, médico do SNS, antigo deputado do PSD, reagiu desta forma ao caso da grávida que deu à luz na rua na passada segunda-feira no Carregado. A mulher contactou a linha SNS 24 e o 112, mas a demora na resposta fez com que a grávida tivesse a filha em plena luz do dia com a ajuda de familiares. O antigo presidente do SIM sempre pergunta ainda o porquê de Álvaro Almeida, diretor executivo do SNS, ainda não se ter pronunciado sobre este caso.

Não entendo a ausência do senhor diretor executivo, que tem como responsabilidade efetiva esta tarefa e este silêncio é, de facto, um silêncio ensurdecedor.

O antigo presidente do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, que esteve esta manhã aqui na Rádio Observador. Entretanto, os serviços partilhados do Ministério da Saúde admitem que houve um erro humano que levou à chamada de socorro da grávida, que teve o parto na rua, não fosse encaminhada para o INEM. O Hospital de Santarém informa também, por onde foram encaminhadas a mãe e a filha, que as duas estão bem de saúde e devem ter alta ainda hoje.

Na política, o candidato à Câmara de Vila Franca de Xira, Paulo Núncio, entende que não existiu o entendimento com o PSD para a autarquia e desvaloriza a coligação com a iniciativa liberal.

PSD e CDS têm candidaturas conjuntas à maioria das autarquias do país. Vila Franca de Xira é uma exceção. Paulo Núncio é o cabeça de lista dos centristas. O líder parlamentar desvaloriza e recusa qualquer mal-estar entre os dois partidos, explica que o plano autárquico é diferente e acredita que o CDS vale por si só.

Que as estruturas locais dos dois partidos não chegaram a acordo. Para haver um acordo, tem que haver benefício de ambas as partes. E em segundo lugar, porque o CDS entendeu que deveria ter uma candidatura própria neste conselho, porque eu entendo que o CDS tem que estar presente, com a cabeça erguida e não se compara com nenhum outro partido, repare, porque o CDS não se esgota na AD. O CDS não se pode esgotar na AD. No plano autárquico é completamente diferente. Como eu dizia há pouco, são 108 eleições. Há conselhos em que as estruturas locais entendem que é importante irem em coligação, há outros conselhos em que os dois partidos decidem ir em listas próprias. É perfeitamente normal, sem qualquer tipo de drama.

As declarações de Paulo Núncio, convidado do Explicador desta manhã quanto ao chumbo do Tribunal Constitucional da Lei de Estrangeiros. Paulo Núncio defende que é uma matéria que merece mais interpretações e acusa a instituição de ter tomado uma posição ultr restritiva sobre o reagrupamento familiar.

12:09, João, que outras notícias estão a marcar esta quarta-feira?

O Presidente da República e Primeiro-Ministro reúnem-se hoje na Câmara Municipal de Faro, às 18h. A reunião semanal entre Marcelo e Luís Montenegro acontece assim em Faro, em vez de se realizar, como é tradicional, no Palácio de Belém, uma vez que estão os dois de férias no Algarve. Foi divulgada primeiro pela Presidência da República e um minuto depois, pelo gabinete do Primeiro-Ministro. Este é o primeiro encontro entre os dois depois de o Tribunal Constitucional chumbar a lei de estrangeiros e Marcelo ter devolvido o diploma ao Parlamento. O índice de emprego abrandou, mas continua a crescer. De acordo com os dados do INE, divulgados hoje, foram registados menos 0,3 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado, representando assim um crescimento de 2,9%. No entanto, mais de metade dos desempregados registados no primeiro trimestre do ano continuaram sem emprego até o mês de junho.

João Gama e o Jornal do Meio-Dia.