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As notícias. Edição do José Rafael Lopes e começamos com a presidente da Comissão Europeia, que saúda os aparentes progressos nas negociações entre Estados Unidos e o Irão.

Úrsula von der Leyen sublinha que qualquer acordo deve garantir uma verdadeira redução das tensões. A presidenta do Executivo Comunitário saúda o anúncio de Donald Trump de que um acordo de paz pode estar para breve. Ursula von der Leyen pede o fim das tensões e daquilo que descreve como ações destabilizadoras e ainda plena liberdade de navegação no estreito de Ormuz. Esta é, para já, a reação mais significativa a este possível acordo entre Estados Unidos e Irão. O presidente dos Estados Unidos fala num princípio de entendimento que vai consistir, sobretudo, na reabertura do estreito de Ormuz. É o que escreve numa publicação na Truth Social. Donald Trump diz que está tudo praticamente negociado, explica que os pontos finais do acordo ainda estão a ser discutidos, mas promete que vão ser anunciados em breve.

E na análise, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, avisa que é cedo para falar num acordo de paz entre Estados Unidos e o Irão. Zé, fala antes numa pausa temporária.

E explica os motivos que levam a este memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão e o porquê de surgir neste momento.

Estamos aqui a viver um período muito importante para os Estados Unidos, porque se aproxima o Mundial de Futebol, que começa daqui a três semanas. E não deve ser intenção do presidente estar a gerir o Mundial do Futebol e a potencializar, efetivamente, a sua imagem pública e a projeção dos Estados Unidos a nível global e a gerir simultaneamente uma guerra no Médio Oriente. Depois, inicia-se também esta semana a peregrinação a Meca. Então deverá ser de todo o interesse também esta paralisia agora simultânea. E depois, como nós sabemos, amanhã também se assinala o Memorial Day, que é um feriado federal dedicado aos militares americanos mortos em combate.

Palavras da especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, no programa Gabinete de Guerra, na Rádio Observador. O portal Axios avança com alguns detalhes que podem constar neste acordo. O cessar-fogo pode ser prolongado por 60 dias e o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do Irão vai ser levantado. O acordo prevê também o fim da guerra entre Israel e o Hezbollah, no Líbano.

É um tema em destaque a esta hora também em observador.pt. Mudamos de tema para falar do caso das crianças abandonadas em Alcácer do Sal. O padrasto dos menores foi transferido para a prisão anexa à PJ, em Lisboa.

Foi transferido ontem à tarde. Já a mãe dos menores está na cadeia de Tires. Os dois ficaram em prisão preventiva por decisão do Tribunal de Setúbal. O Observador está em Colmar, em França, onde a mãe vivia com as crianças. Foi de lá que saiu de carro com os menores em direção a Portugal. O jornalista Martim Andrade falou com alguns dos vizinhos desta mulher, que relatam que a mulher de 41 anos não aparecia em casa há algum tempo e conta também, Martim Andrade, o que os vizinhos disseram sobre este caso.

Aqui na Petite Rue les Blaises, no centro de Colmar, não existe muito movimento este domingo de manhã, à exceção dos diferentes órgãos de comunicação social portugueses, que vieram aqui à procura de pistas sobre a vida da mãe que abandonou as duas crianças em Alcácer do Sal na passada terça-feira. Marine Rousseau, uma sexóloga de 41 anos, vivia na casa número oito, no terceiro piso, e só estando aqui no local percebemos que já não vem à casa há algum tempo, pela quantidade de cartas que se vieram acumular na sua caixa de correio. Na vizinhança, daqueles que a reconhecem através de breves interações como "bom dia" ou "boa tarde", pouco mais do que isso, notam uma pessoa calma, reservada e sem qualquer comportamento que parecesse suspeito. O dono de um restaurante, no final desta rua, disse ao Observador que via Marine com os dois filhos todos os dias quando os ia levar à escola, mas que esta não tinha o hábito de interagir com as pessoas que encontrava na rua. Isto porque Marine só se terá mudado para Colmar no verão de 2025, portanto, há menos de um ano, depois de sensivelmente uma década na cidade de Troyes, mais no centro do país, onde vivia com o ex-marido e pai das duas crianças abandonadas. Já na região de Aube, onde a mãe das crianças viveu durante quase 10 anos, surge em manchete uma peça em que recolher o testemunho de um antigo colega de trabalho de Marine Rousseau, que a descreve como extrovertida, mas que por vezes apresentava comportamentos disfuncionais. Referem também que a sexóloga não se dava muito bem com os colegas de trabalho no hospital em que exercia e que não estava apta para trabalho em equipa.

Reportagem do enviado especial do Observador a Colmar, em França, Martim Andrade, que adianta que a imprensa regional está a dar muito eco a este caso. O casal francês que ficou ontem em prisão preventiva são suspeitos dos crimes de ofensa à integridade física agravada, exposição e abandono.

E vamos à taça. Dia de final no Jamor, sendo que a festa já sai fazendo a esta hora, Zé, pela Mata do Jamor.

É uma das grandes tradições da final da Taça de Portugal, a festa antes do jogo está marcado para às 17h15. Sporting e Torriense medem forças nesta final, mas antes é a altura de celebrar o futebol com o habitual piquenique na Mata do Jamor. Ao longo da manhã temos vindo a ouvir os adeptos e agora, Martim, em direto a partir da Mata do Jamor, estás do lado dos adeptos torrienses, onde também se faz a festa, como não acontecia há 70 anos, e há música para acompanhar esta festa.

Há música, Zé, parece um carnaval vezes dois. É o mesmo, um grande palco com vários DJs, está um estaminé muito bem montado. Uma coisa que tenho que dizer que é: o Torriense pelo menos tem um palco, ainda do lado do Sporting, quando estive lá embaixo, não consegui ver nenhum palco, nenhuma música, eram só as pessoas que estavam a pôr a própria música, mas aqui no Torriense há DJ, há tudo. E até estou aqui com o adepto do Torriense, Rui Prônio. Rui, é a primeira vez que está a vir a esta festa da Taça, é como se fosse um Carnaval 2.0. Como é que está a viver esta festa?

Muito bem. Isto é o Carnaval 2.3, porque este ano já tivemos dois carnavais

Torres Vedras é isto: é animação, é festa, é alegria. E é com esse espírito que nós vimos para aqui para o Jamor, porque somos torriense.

Apesar do facto de o Torriense estar a jogar alguns jogos, jogou agora o playoff contra o Casa Pia, tem agora a Taça pelo meio. Tive aqui adeptos do Torriense que já me disseram que abdicavam da Taça para subir de divisão. Concorda?

Nós não abdicamos de nada. O que nós gostávamos era que a federação tivesse o cuidado de olhar para o calendário e perceber que há duas competições que são muito importantes, que é a subida à primeira divisão e a final da Taça, e permitir que as duas equipas tivessem a igualdade de circunstâncias, que neste momento não estão.

O Torriense não vem a uma final da Taça há muitos anos, nem se deve lembrar da última vez que isso aconteceu. Pergunto-lhe o que é que é preciso o Torriense fazer para vencer este Sporting, que o ano passado foi campeão nacional e que é o detentor da Taça?

Calma, cabeça e raça.

É tudo?

É isso que nós precisamos para vencer o Sporting.

Pronto, aqui está. Obrigado, Rui. O mote para o Torriense, dado por um adepto, calma, cabeça e raça para o Torriense vencer esta final da Taça contra o Sporting, que se joga às 17h15. E Zé, aqui ainda se faz a festa aqui no Jamor, neste lado do Torriense, pelo menos, apesar da grande subida que se tem que fazer até cá acima, de cansar as pessoas, a animação continua e está muito animado. É um carnaval 2.3.

Em contagem decrescente para a final da Taça, a reportagem do Martim Madeira a partir da Mata do Jamor, onde se vai fazendo a festa.

Ao som de Némanus.

Ao som de Némanus, exatamente, João. Onde se vai fazendo a festa da Taça para esse jogo, que começa às 17h15. Há emissão especial ao longo da tarde aqui na Rádio Observador.

É isso mesmo. E fica por aqui o Jornal do Meio-Dia.