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Rádio Observador. Começa agora o Jornal do Meio-Dia, edição do jornalista Carlos Pedro. Carlos, em destaque o incêndio em Valpaços, no distrito de Vila Real. As chamas já obrigaram ao corte de estradas.
A Estrada Nacional 206, entre Valpaços e Boces, no Conselho de Mirandela, e também a Estrada Municipal 544, entre as localidades de Poçacos e Fornos do Pinhal, em Valpaços. As autoridades avisam que a alternativa para esta segunda via é a Estrada Municipal 543. Mais de 400 operacionais, apoiados por cinco meios aéreos, combatem as chamas que consomem uma zona de mato, sem localidades em perigo, diz a Proteção Civil. Ao longo da manhã, os meios de combate foram reforçados.
Já na Guarda, os bombeiros continuam a vigilância do incêndio que foi dominado na última madrugada.
O comandante da Proteção Civil, Marco Lucas, alerta para as previsões de aumento do vento e, por isso, avisa que a situação ainda exige muita atenção.
A previsão é mesmo mais ou menos como a de ontem, ou seja, que ao longo do dia o vento vai aumentar um pouquinho de velocidade e isso vai fazer com que nós tenhamos que redobrar a nossa atenção em todos estes pontos quentes. Foram consolidados bastante alguns durante a noite, mas vamos estender todo o dispositivo ao longo de toda a área, que é uma área muito grande, para não acontecer nada de grave. Contamos com 523 operacionais, apoiados por mais de 130 meios terrestres. Neste momento, estão dois meios aéreos no TO e, previsivelmente, vão estar mais nestas ações de consolidação e rescaldo.
O comandante Marco Lucas, da Proteção Civil, em declarações à RTP. Entretanto, as equipes enviadas pela Proteção Civil para ajudar no combate aos incêndios de Espanha e França estão de regresso ao país.
E precisamente em Espanha permanecem 10 incêndios florestais ativos. Pedro Sánchez diz que as próximas 12 horas vão ser decisivas.
O presidente do governo espanhol diz que as situações mais preocupantes, Ávila e Madri, estão agora mais favoráveis, mas Sánchez realça que as próximas horas serão decisivas graças à aproximação de uma nova onda de calor. O líder do executivo espanhol fez esta manhã um balanço dos focos que estão a afetar o país.
Nesta altura, temos 10 incêndios florestais ativos em Espanha. Continuamos a trabalhar. Creio que as próximas 12 horas vão ser muito importantes e decisivas no que diz respeito à consolidação do trabalho feito pelo Sistema Nacional de Proteção Civil. Esse é agora o nosso principal objetivo e a nossa prioridade.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, esta manhã de visita ao posto de comando avançado de Navalcarnero, em Madri.
E falamos agora do caso do alegado assalto ao gabinete de André Ventura, na Assembleia da República. PSD e Chega defendem mais medidas de segurança no Parlamento.
O deputado Diogo Pacheco de Amorim desvaloriza as declarações do líder do Chega, que sugeriu que este caso pode estar relacionado com a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Luís Neves. É um caso que esteve esta manhã em debate no Explicador da Rádio Observador. André Ventura afirma que foram roubados documentos relacionados com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e também outros documentos mais antigos sobre o primeiro-ministro. Mas agora o deputado do Chega, Diogo Pacheco de Amorim, considera que essa foi apenas uma hipótese levantada por Ventura.
O André Ventura, se entendeu que o devia fazer, fez. Foi uma hipótese que ele levantou, ele não veio dizer que foi, de certeza. Foi uma hipótese, entre várias. Poderá haver outras hipóteses, desde baderna selvagem até intimidação, o que quer que seja. Portanto, ele levantou essa hipótese como poderia levantar qualquer outra.
O deputado Diogo Pacheco de Amorim, que defende mais medidas de segurança na Assembleia da República para evitar situações semelhantes.
É evidente que há coisas que se podem melhorar. Tecnicamente, o Duarte disse, falou na questão dos cartões, que seria uma boa solução. E, portanto, a segurança completa é impossível.
Mas não será que aquilo que existe atualmente pode propiciar situações como a que ocorreu ontem?
Desproporciona seguramente. E, portanto, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a privacidade dos deputados e a segurança dos mesmos deputados e dos seus bens e haveres.
Também Duarte Pacheco, antigo deputado do PSD, considera que a segurança devia ser reforçada no Parlamento devido à quantidade de pessoas que circulam pelos corredores.
As medidas deviam ser acrescidas, quer ao nível de videovigilância, quer, porventura, ao nível de todas as portas de todos os gabinetes poderem ser trancadas facilmente, até com o cartão digital, porque o cartão digital permite perceber quem é que tem acesso e quem é que não tem. E essa era uma hipótese, como acontece nos hotéis.
Nos hotéis, por exemplo, claro.
Ou em outras empresas de maior dimensão, que também têm um código ou têm o cartão digital e só àquele corredor, só tem acesso quem tem aquele código.
Duarte Pacheco, do PSD, ouvido no Explicador desta manhã na Rádio Observador. Ainda na análise a este caso, o editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, considera que André Ventura deve ser criticado pela forma como abordou este tema.
Líder da oposição, fazer uma associação direta entre aquilo que estaria no seu gabinete e um alegado plano para o intimidar, promovido sabe-se lá por quem. Quer dizer, eu acho que nós ultrapassamos sistematicamente o grau zero e achamos sempre que é impossível piorar, mas André Ventura consegue sempre surpreender-nos nesta matéria e não é por fazê-lo várias vezes que nos deve fazer com que achemos normal. Este tipo de declarações não são normais e André Ventura não as deveria fazer. Portanto, acho que é preciso algum sangue frio. André Ventura merece ser criticado por aquilo que disse
A análise de Miguel Santos Carrapatoso, editor adjunto de política do Observador no "E o vencedor é..." desta manhã, na Rádio Observador.
E este é o tema que faz manchete a esta hora no site do Observador. Destaque para outro caso que está a marcar a atualidade, a polêmica em torno de Luís Neves. Miguel Relvas acusa o ministro da Administração Interna de querer arrastar um problema ao adiar a apresentação dos documentos.
O antigo deputado e ministro do PSD foi um dos convidados do Contracorrente desta manhã. Fala num momento trágico que o país está a atravessar perante um ministro que adia consecutivamente as explicações.
A sensação que temos hoje, ao ler os jornais, fiquei com a certeza de que se está a tentar arrastar um processo, para cansar as pessoas, convencidos que dentro de um mês, em setembro ou em outubro, mais ninguém se lembra desta questão e que o assunto está ultrapassado. Estão enganados, porque estamos a arrastar as instituições para um poço sem fundo e para um caminho sem retorno. Eu nunca imaginei que fosse possível que uma pessoa fizesse com que o sistema ficasse refém dele.
Miguel Relvas condena a atitude do ministro da Administração Interna e sublinha que a ética é vivida e não deve ser autorizada por ninguém e acusa PS e PSD de se unirem para proteger Luís Neves. O antigo deputado lança ainda farpas ao presidente da República. Diz que falta atitude a António José Seguro.
Se o presidente da República, numa matéria como estas, não toma uma decisão, e não tem que ser pública, se não toma uma decisão, o presidente da República não tem que governar, não tem que gerir o dia a dia, mas tem que zelar pelo prestígio e pelas instituições. O silêncio do presidente da República assusta-me. Porque ou sabe algo que nós não sabemos, e isso obriga a que ele tenha que intervir.
Miguel Relvas, antigo deputado e ministro do PSD, esta manhã, no Contracorrente da Rádio Observador, aconselha António José Seguro a quebrar o silêncio e a zelar pelo prestígio das instituições.
E agora com oito minutos para lá do meio-dia, que outras notícias marcam a atualidade, Carlos?
A taxa de desemprego fixou-se no último mês de junho nos 5,6%, exatamente o mesmo valor registrado no mês anterior, em maio. Ainda assim, os dados provisórios divulgados hoje pelo INE dão conta de uma descida de 0,4 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano passado. Quatro pessoas foram detidas nos últimos dias por crimes relacionados com o incêndio que continua a afetar a região francesa de Gironde, anunciou hoje a Polícia Nacional de França, citada pelo Le Monde. Uma mulher foi apanhada na posse de um saco de joias, ferramentas e vários objetos cuja origem não conseguiu justificar. Em Bordeaux, dois homens foram detidos depois de terem roubado alimentos destinados às pessoas desalojadas e ainda um homem que fez se passar por um psicólogo voluntário e terá dado consultas a vítimas dos incêndios em situação de vulnerabilidade. Subiu para 18 o número de mortos no sismo que atingiu ontem o Japão. É o que diz o novo balanço das autoridades nipônicas. As equipes de resgate continuam a tentar encontrar sobreviventes presos sob os escombros de edifícios. Há ainda quase 37 mil pessoas sem eletricidade e 9500 pessoas sem gás. Os serviços de comboio de alta velocidade e algumas operações aeroportuárias continuam suspensas.
E é o ponto final no jornal do meio-dia, edição do jornalista Carlos Pedro. Já a seguir vamos ter uma edição especial do programa Sem Falta com Pedro Henriques, figuras dos três grandes. Moderação de Miguel Cordeiro.