Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
É meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Vidar. Miguel, em jeito de homenagem, as letras e as músicas de Jorge Palma vagueiam a esta hora pela zona de Belém. A Presidência da República decidiu transmitir, através do sistema de som do Palácio Presidencial, alguns dos temas do cantautor.
Que morreu esta madrugada, aos 76 anos, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória. Numa nota publicada no site da Presidência, António José Seguro sublinha que Portugal se despede-se de um dos ícones do país, um dos grandes poetas da nossa música, da nossa sensibilidade, escreve o presidente. Às palavras, o chefe de Estado junta esta forma de homenagem, a difusão a partir do Palácio de Belém de alguns dos muitos êxitos de Jorge Palma. O que se ouve a esta hora em Belém, Miguel Pina-Andrade.
Terminou agora a Canção de Lisboa, o "Ma Ma Ma Mã" de Jorge Palma. Tem-se ouvido vários êxitos do cantor português que nos deixou hoje, à semelhança do que tinha acontecido em julho, quando Luiz Represas morreu. A homenagem, Miguel, é arrepiante, os êxitos de Jorge Palma ecoam pelos jardins à frente do Palácio de Belém. Arrisco mesmo dizer que junto ao rio se ouvem as músicas do cantor português. O clima é de grande comoção e nostalgia. Isto apesar de a maioria das pessoas que por aqui passam serem turistas, por isso ou tiram os telemóveis, ou fazem vídeos, ou perguntam que música é que está a tocar a partir da residência oficial do Presidente da República e o porquê de estar a acontecer. Há pouco, ao som de Bairro do Amor, falava com Carlos Baltazar, que estava a passar de mota quando ouviu a voz de Jorge Palma.
Eu ouvi aqui no palácio a tocar o Jorge Palma e resolvi parar pra ouvir.
Era um fã do artista?
Gostava muito.
Carlos Baltazar gostava muito de Jorge Palma e considera que o legado do artista representa aquilo que é ser o povo português.
A nossa história, nós portugueses, a nossa vida, o nosso sacrifício, a nossa luta. Representa o povo português, acho que é.
Carlos Baltazar, uma das pessoas que vai ouvindo as músicas de Jorge Palma. Há pouco falei também com Patrícia Zagalo, que afirma que esta é uma iniciativa da presidência, de louvar.
Acho que é uma excelente ideia. Aliás, estava a falar há bocado com um funcionário da presidência que estava aqui a tirar umas fotografias. Acho que é uma iniciativa muito sensibilizante. Acho que é de louvar.
Qual é que era a sua música favorita de Jorge Palma?
"Frágil".
E hoje o mundo da música e da cultura portuguesa ficou um pouco mais frágil. Ficam aqui dois dos testemunhos de pessoas que vão ouvindo as músicas que ecoam a partir do Palácio de Belém, que com certeza vão continuar a homenagear o legado e a vida de Jorge Palma durante o resto do dia.
Miguel Pina-Andrade, jornalista do Observador, a esta hora junto ao Palácio Presidencial. É o ponto de difusão de alguns dos êxitos de Jorge Palma, uma forma de homenagem da Presidência da República ao cantautor.
E também aqui na antena do Observador, escutámos ao longo desta manhã palavras elogiosas de quem conviveu de forma próxima com Jorge Palma. O caso de Álvaro Covões, promotor musical, que compara Jorge Palma a Cristiano Ronaldo.
Pelo facto de Jorge Palma, sublinhou o diretor da promotora de espetáculos Everything Is New, não ter construído a carreira apenas com base no talento.
É evidente que pra ser artista tem que ser uma pessoa extraordinária, tem que ter um talento inato. Mas ele fez uma coisa que muitos artistas não fazem ou não fizeram: ele estudou. Ele tinha o curso superior de piano, ele sabia solfejo. Ele aprendeu a escrever letras em português com homens tão extraordinários como José Carlos Ary dos Santos, e isso tornou-o ainda melhor. Acho que podemos dizer que ele era o Cristiano Ronaldo da música, porque tinha um talento inato, mas trabalhou muito. E trabalhar não é só ensaiar, trabalhar também é estudar.
Um talento trabalhado. Álvaro Covões destaca também a vertente poeta plasmada nas letras do autor e muito em particular, a capacidade de transmitir, através da música, aquilo que é ser português.
Recordamos agora uma entrevista de Jorge Palma ao Observador em 2022. Na altura, o cantor e compositor estava a celebrar 50 anos de carreira e com uma série de concertos.
E em cada atuação recordava as histórias de um álbum. Foi este o mote para uma entrevista de vida de Jorge Palma ao jornalista de cultura do Observador, Gonçalo Correia. Conta, por exemplo, a história de uma das músicas mais conhecidas, "Encosta-te a Mim". Jorge Palma explica que na altura não atribuiu grande importância a esta criação musical. Só quando deu a ouvir o tema a outros artistas, como Rui Veloso ou Tim, é que percebeu o potencial que ali estava.
Quando eu dizia pra artista: "Um baladozinho." "Estás maluco, pá." Essa música eu não escrevi um arranjo. Os músicos entenderam. Quando eles gravaram a base toda, eu nem sequer estava no estúdio, estava no hotel, no Porto.
Começaram um bom jantar depois disso.
Estava a dormir. No dia seguinte, quando cheguei ao estúdio, eu vi aquela coisa. Pô, obrigado.
Chefe, uma entrevista devida a Jorge Palma, entrevista ao Observador em 2022, uma entrevista do jornalista de cultura Gonçalo Correia, por ocasião dos 50 anos de carreira.
Jorge Palma, que nos deixou na última madrugada, tinha 76 anos. Seis minutos para lá do meio-dia, mercado de habitação, agora, o mercado das casas, Miguel, continua a subir, mas a um ritmo mais lento. Há uma desaceleração pelo segundo trimestre consecutivo.
Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, relativos ao período entre abril e junho, o preço da habitação aumentou, mas menos 1,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Isto na comparação homóloga. Esta é a segunda desaceleração após o índice de preços da habitação ter registado um abrandamento no primeiro trimestre do ano. De resto, o primeiro em dois anos. Ainda assim, regista-se uma subida, na comparação com o mesmo período do ano anterior, do preço das casas de 16,5%.
E a poucas horas do arranque da Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que o mundo perdeu a confiança na ONU.
Declarações do chefe da diplomacia iraniana, depois de ter aterrado em Nova Iorque para participar nessa cimeira, nessa Assembleia Geral das Nações Unidas. À chegada, Abbas Araqchi afirma que a delegação do Irão pretende defender os direitos e interesses do povo iraniano na Assembleia, reitera que o país está a defender de uma guerra cobarde lançada pelos Estados Unidos. Salienta também: a confiança dos países nas Nações Unidas foi perdida, sentenciou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, por causa daquilo que define como a ineficácia da instituição para garantir a paz e segurança internacionais.
Declarações em Nova Iorque, onde já está também o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Sim, chegou esta madrugada a Nova Iorque. De acordo com uma mensagem divulgada na X, tem 20 reuniões em agenda, destaque para o encontro desta tarde com Donald Trump.
Meio-dia e oito, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?
No final do ano passado, moravam em Portugal quase 1,6 milhões de cidadãos estrangeiros. O número foi revelado há pouco pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo, dá conta de um aumento de 38 mil pessoas face ao ano anterior. Neste relatório, Migrações e Asilo, a AIMA refere que se trata de um aumento ligeiro, em comparação com os aumentos registados em anos anteriores. A agência explica também que estes dados refletem a estabilização das novas entradas em território nacional e a consolidação de uma comunidade estrangeira integrada na vida económica e social do país. A taxa Euribor subiu a seis meses, quase para os 3%. Atingiu o novo máximo desde outubro de 2024. Baixaram os prazos a três e 12 meses. O lateral direito oposto Martim Fernandes foi dispensado dos trabalhos da seleção de sub-21. O atacante azul e branco foi avaliado pela Direção de Saúde da Federação e já não está ao serviço do técnico Luís Freire. Para o lugar de Martim Fernandes, foi chamado o jogador do Gil Vicente, José Silva. De saída desta edição do Meio-Dia, recordamos mais um dos imensos temas, grandes êxitos de Jorge Palma. Há pouco ouvimos alguém que passou esta manhã pelo Palácio de Belém, dizer que um dos temas que mais gostava era o tema "Frágil", de Jorge Palma. É precisamente o tema com que vamos fechar esta edição do Meio-Dia, marcada e com grande destaque, precisamente para essa despedida de Jorge Palma. Morreu esta madrugada o canto-autor, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Eu procurava aqui esse tema de Jorge Palma, "Frágil", fica para outra edição ao longo da tarde. Agora, "Deixa-me Rir".
"Deixa-me rir. Essa história não é tua. Falas da festa, do sol e do prazer. Mas nunca aceitaste o convite. Tens medo de mudar. E não é teu o que queres vender, não".
"Deixa-me Rir", Jorge Palma, a fechar o jornal do Meio-Dia.