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À uma da tarde.

Jornal da Uma, na Rádio Observador, com José Rafael Lopes. O presidente da Liga dos Bombeiros aguarda pela conclusão do inquérito que investiga a causa do despiste que matou um bombeiro da Corporação de Odemira.

A viatura dos Bombeiros de Odemira, que sofreu esse despiste fatal no dia 1 de janeiro, tinha anomalias identificadas antes do acidente. A informação foi avançada ontem pelo Correio da Manhã e pelo Jornal de Notícias. Foi aberto um inquérito pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para averiguar o que causou o acidente que culminou na morte de um dos cinco bombeiros que seguiam na viatura. António Nunes sublinha que é imperativo que haja condições de segurança nas viaturas.

Há um inquérito aberto pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Nós temos que aguardar que esse inquérito termine para saber o que é que lá vem. A viatura é uma viatura que é da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que foi colocada à disposição dos bombeiros e, portanto, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil é que tem que se pronunciar sobre isso. Eu acredito que as viaturas tenham sido construídas de acordo com aquilo que são as especificações técnicas, mas eu não consigo dizer se elas têm ou não têm, porque não fui ver, não é o momento para se ver. Certamente que na próxima semana nós iremos ver.

António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros, em declarações aos jornalistas em Odemira, antes das cerimônias fúnebres de Dinis Conceição. De acordo com o Jornal de Notícias, a anomalia está alegadamente relacionada com o encarroçamento. Contudo, a empresa nega qualquer responsabilidade no acidente. As cerimônias fúnebres de Dinis Conceição estão marcadas para daqui a cerca de meia hora em Odemira. Vão contar com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da República, bem como alguns membros do governo, como a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco.

Na saúde, o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada revela que está a aumentar a procura das urgências dos hospitais privados.

Óscar Gaspar fala mesmo num aumento significativo da procura e numa maior pressão sobre os serviços. Em entrevista aqui na Rádio Observador, garante ainda que a situação está controlada e explica que o aumento da procura das urgências privadas é normal nesta altura do ano e que não está relacionada diretamente com os problemas no SNS.

Eu não diria que a pressão dos hospitais privados decorra dos problemas do SNS. Aquilo que nós sentimos à data de hoje, nos últimos dias, é que há, de facto, um aumento bastante significativo da atividade, nomeadamente uma procura muito elevada nas urgências, também uma maior pressão sobre o internamento, mas digamos que isto não é um fenômeno inesperado. É algo que decorre desta altura do ano e, portanto, eu diria que a atividade dos hospitais privados neste momento é muito elevada, está sob pressão, mas não é nada de diferente daquilo que aconteceu nos anos anteriores.

Declarações de Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, em declarações na Rádio Observador, a reforçar também que é normal haver um aumento da procura das urgências nos hospitais privados, fruto da época do ano.

Um problema que, claro, também está a afetar muito os hospitais do SNS.

O Santa Maria, por exemplo, chegou esta manhã às 17 horas de tempo de espera para doentes urgentes. O segundo hospital com maior tempo de espera é o de Vila Franca de Xira, com 08h30. Segue-se o Hospital Amadora-Sintra, com sete horas de espera. Já o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, apresenta quatro horas de espera na urgência geral para doentes triados com pulseira amarela. A grande afluência deve-se, sobretudo, a casos graves de infecções respiratórias.

E José, falamos agora da corrida a Belém. Adalberto Campos Fernandes vê a candidatura de André Ventura à Presidência da República como um possível problema para a direita, caso Almirante Gouveia e Melo também avance para a corrida.

André Ventura fez saber que é candidato numa carta enviada aos deputados do CHEGA. Adalberto Campos Fernandes admite não ter ficado surpreendido. O ex-ministro da Saúde do PS fala numa crônica candidatura e prevê uma luta de território à direita entre André Ventura e Henrique Gouveia e Melo. Por isso, acredita que uma eventual candidatura de Pedro Passos Coelho seria a solução ideal para a direita.

A candidatura de André Ventura não traz nenhuma novidade. Diria que é a crônica de uma candidatura anunciada. É um problema, sobretudo, para a direita. Vamos lá ver, André Ventura tem esta vantagem do ponto de vista da polarização do fenômeno eleitoral, porque vai unir mais a ideia do centro-esquerda e até da direita democrática de encontrar uma solução que seja uma solução que estabilize o regime, que respeite os valores da liberdade, da democracia. Se o almirante Gouveia e Melo aparecer, há um problema de disputa de algum território que em alguma parte pode ser comum, território, digo eu, eleitoral. A direita só resolvia o seu problema de uma única forma: era com a candidatura de Pedro Passos Coelho. Eu penso que se Pedro Passos Coelho avançasse, resolveria estas questões todas, quer porque neutralizaria muito facilmente este avanço de André Ventura, mas também o próprio eleitorado em torno do almirante Gouveia e Melo.

Adalberto Campos Fernandes, em declarações na Rádio Observador. Continuamos nesta análise. Junta-se a nós Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras. Isaltino Morais, obrigado por ter aceitado o nosso convite. Avança André Ventura. Como é que olha para esta intenção do líder do CHEGA e que impacto pode ter, por exemplo, numa possível candidatura do almirante Gouveia e Melo, que o Isaltino Morais já disse apoiar?

Bom, em primeiro lugar, bom dia a todos e bom ano. A cessação do mandato do almirante Gouveia e Melo naturalmente que, independentemente da vontade dele, acelerou o processo político das presidenciais. E naturalmente que André Ventura, com seu sentido oportunístico, não podia deixar de aproveitar esta oportunidade, onde ainda há tantas indecisões, quer à esquerda, quer à direita. Naturalmente que ele pode fazê-lo porque sendo líder de um partido, pelos vistos Todos os dias fala que aspira a liderar o país. Mas a verdade é que ao longo de toda a nossa história, os líderes dos grandes partidos, aqueles que realmente aspiram sempre a ser ministros, nunca foram candidatos a Presidente da República. Houve situações de ex-líderes que foram candidatos, mas na liderança, candidato a Presidente da República, em nenhum caso. E ele realmente pode fazê-lo porque vê aqui um vazio e não quis deixar o campo, porque independentemente do almirante Cova e Melo dizer que é candidato ou não é candidato, a cessação do mandato colocou realmente em todo o processo político a discussão das presidenciais, que repare, sendo depois das autárquicas, fala-se muito pouco nas autárquicas e vai se falar muito nas presidenciais. Naturalmente que me parece que o André Ventura, nesta altura, repare, ele aparece com uma agenda que está expressa na carta que dirigiu aos deputados, que na realidade não tem nada a ver com as presidenciais. Os problemas de segurança, os problemas de imigração, são agenda de governo, dos governos, não são do Presidente da República. O sistema político português clarifica muito bem as funções de cada um dos órgãos de soberania e ele realmente quer aproveitar esta oportunidade para se manter no espaço mediático todos os dias, porque não quis deixar isso apenas ao almirante. Obviamente que quando o almirante anunciar a sua candidatura, quando o PSD definir a sua candidatura e o PS, o Partido Socialista, fizer o mesmo, os outros pequenos partidos, provavelmente irão ter candidatos próprios para desistirem na proximidade das eleições. Julgo que essa clarificação vai se fazer e não me parece que André Ventura seja um problema para o almirante Cova e Melo, por uma razão: é que ele nem é de esquerda, nem é de direita. Por muito que queiram catalogá-lo aqui ou além, na realidade, ele é um homem que se situa transversalmente e eu diria que o situaria no centrão.

Isaltino Morais, já falamos aqui da direita, do centrão, como refere, coloca agora o almirante Cova e Melo. Gostaria também de olhar para a esquerda política, está ou não mais pressionada agora para apresentar um candidato?

Agora vai depender muito do almirante Cova e Melo. Obviamente que deixar o André Ventura a falar sozinho, nós sabemos que a comunicação social, a agenda da comunicação social, muitas vezes na ausência de informação, naturalmente que é um espaço que o André Ventura não quer desperdiçar. Obviamente que se a simples cessação do mandato do almirante determinou uma aceleração do processo político, o aparecimento em cena agora do André Ventura anunciar a sua candidatura, é provável que acelere outras candidaturas. Porque como nós sabemos, depois aqui há as eleições a funcionar. Isso é como o reflexo do Pavlov. Quer dizer, dada a altura, não querem deixar de ficar em cena. Agora, será importante saber como é que o almirante Cova e Melo se vai comportar. Na minha opinião, ele deve resistir à tentação de entrar de imediato no espaço político, por uma razão muito simples: diga ele o que disser, ou mesmo que não diga nada, ele continuará a ser falado, como tem sido até aqui. Eu julgo que neste momento, este aparecimento do André Ventura não é novidade absolutamente nenhuma. Era de esperar, porque ele tem um sentido oportunístico extraordinário e ele cobre tudo aquilo que é a contenção do politicamente correto, aquilo que o Partido Socialista ou o PSD não são capazes de fazer. Naturalmente que ele resolve os problemas todos do mundo, e é mais uma antena que ele tem agora todos os dias para falar das presidenciais. E enquanto candidato a presidente da República, o doutor André Ventura vai resolver tudo.

Obrigado, Isaltino Morais, pela análise após André Ventura ter apresentado a candidatura à Presidência da República, candidatura essa que deverá ser formalizada a 28 de fevereiro, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

E continuam a decorrer as homenagens da Fundação Eça de Queiroz ao escritor antes da trasladação para o Panteão Nacional.

Segundo e último dia de iniciativas promovidas pela Fundação Eça de Queiroz, o objetivo é homenagear o escritor antes da trasladação para o Panteão Nacional. A urna que contém os restos mortais de Eça de Queiroz vai estar em Câmara Ardente, em Baião, na Casa de Tormes, até às 16h30, hora para a qual também está marcado um protesto de habitantes que estão contra a trasladação, Maria Rigo.

É considerado um dos maiores escritores da língua portuguesa, mas não é a obra que está no centro do debate. José Maria de Eça de Queiroz, natural de Baião, no Porto, vai este fim de semana ser trasladado para o Panteão Nacional, depois de mais de 100 anos da morte. Mas a decisão criou furor entre alguns habitantes da região. É o caso de António Fonseca, que diz não compreender a necessidade de mexer no que está quieto.

Parece-me uma negociata que foi feita à volta dos restos mortais de Eça de Queiroz.

Uma negociata que vem já dos tempos em que esteve à frente da freguesia.

Eu era presidente da União de Freguesias de Santa Cruz Douro e Santo Medo de Couvelas e não fui consultado. Só soubemos depois da proposta ter sido aprovada na Assembleia da República.

Aos olhos de António Fonseca, o próprio Eça de Queiroz não quereria sair de Tormes.

Quem lê o livro "A Cidade e as Serras", fá-me-á justiça se eu disser que havia nitidamente uma vontade muito grande da parte do escritor de estar no local que ele entendia que era paradisíaco, como é Santa Cruz do Douro.

Opinião diferente tem Afonso Reis Cabral, presidente da Fundação Eça de Queiroz.

A sede da Fundação Eça de Queiroz é em Baião. Isso, sim Marca a presença de Eça de Queiroz.

Uma certeza que garante estar alinhada com a maioria dos habitantes.

Eu penso que a região vê este momento como uma dádiva generosa ao país e não como algo que prejudica a região.

Ainda assim, está agendado para este domingo um protesto contra a transladação, que parece provar o contrário. Afonso Reis Cabral certifica que nada vai parar as homenagens.

De maneira nenhuma conseguem manchar uma celebração como esta. Portanto, este é o momento do futuro e não do passado.

Do passado, repleto de várias obras, manuscritos e até desenhos pessoais que estão em exposição este fim de semana na casa de Eça de Queiroz.

Um trabalho da jornalista Maria Rego. Eça de Queiroz vai ser trasladado para o Panteão Nacional na quarta-feira. Até esta tarde, ainda decorrem na Casa de Tormes as iniciativas da Fundação de Eça de Queiroz para homenagear o escritor. Numa altura em que passam três minutos para lá da 13h, José Rafael Lopes, que outras notícias estão em destaque?

Tempestades de neve estão a causar grandes perturbações nos transportes no Reino Unido e na Alemanha. Os aeroportos das cidades inglesas de Manchester e Liverpool tiveram de encerrar. A neve e a geada também provocaram atrasos e cancelamentos de voos nos aeroportos da Alemanha, incluindo Munique, Frankfurt e Estugarda. As autoridades ucranianas começaram uma nova ofensiva na região russa de Kursk, que faz fronteira com a Ucrânia, anúncio feito esta manhã pelas autoridades ucranianas. Ainda assim, entretanto, as tropas russas dizem ter conseguido evitar esta ofensiva. E João Costa e Silva, trago-te aqui uma história que acho que vais gostar. O Natal já passou.

É verdade.

Esta manhã já falámos aqui qual seria a melhor altura para desmontar a árvore de Natal.

É amanhã, dia 6.

Amanhã, dia 6, defendes tu. Não és o único a defendê-lo, mas já pensaste o que é feito às árvores? Não estamos a falar das árvores-

De casa, não é?

De casa. Estamos a falar de árvores verdadeiras, que claro, não são vendidas.

Por acaso não sei. Mas vais me dizer, não é?

Vou, porque o Jardim Zoológico de Berlim encontrou uma solução no mínimo inovadora.

Ok, vamos a isso.

As árvores que ficaram por vender, por causa da altura do Natal, foram dadas aos elefantes do Zoo de Berlim para se alimentarem.

Ok.

Assim, não são desperdiçadas, os pinheiros de Natal, e vão para uma boa causa. Os tratadores explicam que pinheiros são árvores boas para comer, no caso dos elefantes, e que os elefantes também utilizaram depois essas árvores, além de comer, usaram-nas para brincar.

Então e foi só para os elefantes, foram os únicos sortudos no meio disto tudo.

Não, os tratadores aplicaram depois este tratamento às árvores de Natal, que foram doadas, também às girafas. Só uma é que não gostou muito e não comeu.

É irreverente. Eu gosto dessa irreverência. Acho que faz parte. É o ponto final no jornal da 13h, edição do José Rafael Lopes.