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Uma da tarde. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Luís Soares. Luís, o Ministério Público pediu a condenação dos seis arguidos julgados por crimes de homicídio no processo da derrocada de uma estrada em Borba, no Alentejo, e que vitimou cinco pessoas.
Um acidente que aconteceu há mais de seis anos numa estrada para duas pedreiras em Borba. Agora o Ministério Público pede a condenação dos seis arguidos por crimes de homicídio por omissão e violação das regras de segurança. Entre eles, está o presidente e o vice-presidente da Câmara Municipal na altura, também dois funcionários da Direção Geral de Energia e Geologia. A procuradora do Ministério Público alega que todos conheciam o perigo de derrocada da Estrada Municipal 255 e que a sociedade trabalhava em condições ilegais com um plano de pedreiras atualizado de 1993. Acrescenta ainda que existiam alternativas para evitar o deslizamento do talude da pedreira e da derrocada da estrada, mas os autarcas preferiram, segundo a procuradora, empurrar o assunto com a barriga e não quiseram tomar nenhuma decisão. O acidente causou a morte de dois operários da pedreira e de outros três homens que estavam no troço da estrada que colapsou.
E o primeiro-ministro voltou a reforçar a importância da segurança, nomeadamente para o setor da economia.
São declarações de Luís Montenegro, que falava esta manhã durante uma visita a uma empresa em Vila do Conde. No discurso, falou de segurança como uma dinâmica social e propulsora da economia.
Nós quando falamos insistentemente e responsavelmente da necessidade de preservarmos Portugal como um dos países mais seguros do mundo, é a pensar nas pessoas, é a pensar na dinâmica social e na proteção das pessoas e dos seus bens, mas é também a pensar na competitividade econômica que nós podemos tirar em confronto com outros destinos, outras geografias, que têm igualmente algum potencial, mas têm esse problema de segurança muito.
Luís Montenegro a sublinhar a importância da segurança também para a economia, em declarações em Vila do Conde, na visita a uma empresa onde esteve também o ministro da Economia. Aos jornalistas, Pedro Reys falou sobre inflação, no mesmo dia em que o INER revelou que a taxa média em Portugal no ano passado se situou nos 2,4%. Ora o ministro diz que a inflação está contida.
Eu diria que o número carrega dois aspetos, o indicador. Primeiro, o fato de ser 2,4 em relação à projeção em termos homólogos 2,6, mostra que alguns indicadores que está algo contida a inflação. Isto impacta diretamente depois nos custos financeiros das empresas, na taxa de juros que pagam e até no escalar dos fatores de produção. Portanto, é positivo isto porque uma inflação contida é uma boa chave pra cri-- pra manutenção e criação de emprego e de investimento.
Pedro Reys, o ministro da Economia, esta manhã em Vila do Conde, durante a visita a uma empresa, a sublinhar a ideia de que a inflação está agora contida.
Eleições presidenciais, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, defende que uma, ou defende uma candidatura forte à esquerda e deixa críticas a Gouveia e Melo e também a António José Seguro.
A líder do Bloco sublinha que tem que existir um nome forte na esquerda para combater esses nomes.
Nós estamos empenhados, eu estou particularmente empenhada pra que a esquerda possa ter uma candidatura forte. Cada candidato que vai surgindo e cada ideia que vai surgindo desses candidatos, reforça mais a necessidade de ter uma, uma candidatura forte à esquerda. Temos, de um lado, um protocandidato que acha que é tempo de voltarmos a enviar soldados pra morrer na guerra e receber os seus caixões, que acha que é tempo de deixar de investir na saúde, na educação e no estado social para investir em armas e na militarização. Temos um outro protocandidato, que diz que acha que é tempo do Parlamento português deixar de votar o, o orçamento do Estado.
Nestas declarações aos jornalistas esta manhã, Mariana Mortágua acusa também o governo de promover ações de propaganda, de instrumentalização policial, que não garantem a segurança. Já sobre os desacatos de ontem no Martim Moniz, a líder do Bloco defende que a lei deve ser igual pra todos.
O que provam estes incidentes é que as ações de propaganda que instrumentalizam a polícia pra fazer a política do governo não trazem segurança. A segurança é trazida quando sabemos que a lei se aplica igualmente a todas as pessoas e que todas as ocorrências, todas, aconteçam em Arroios ou na Quinta da Marinha, são geridas da mesma forma. E é assim nós garantimos a segurança em, em Portugal. Não é com ações de instrumentalização da polícia que não trazem segurança.
Mariana Mortágua, em declarações aos jornalistas na sede do partido esta manhã. Também o PCP acusou esta manhã o governo de partilhar a agenda do Chega. Considera que o primeiro-ministro deu centralidade à temática da insegurança e diz o PCP, Luís Montenegro está agora a tentar sacudir a água do capote.
E na saúde, a adesão à vacina contra a COVID-19 está a cair 17% nesta época vacinal. São dados consultados pelo Observador na página da Direção Geral de Saúde.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, vacinaram-se menos trezentas mil pessoas, mas a tendência de quebra não se verifica, no entanto, no caso da vacinação contra a gripe. Desde o início do ano, ou melhor, desde o início da época vacinal, a 20 de setembro até a última terça-feira, foram vacinadas 1.520.000 pessoas contra a COVID-19, um número que compara com 1.824.000 que tinham sido vacinadas até o início de janeiro do ano passado. Esta dimi-diminuição, cerca de 17%, verifica-se em todos os grupos etários acima dos 100 anos, a idade a partir da qual a vacinação é recomendada.
E Luís, para o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, a quebra na adesão à vacina contra a COVID-19 não é surpreendente.
No entanto, Bernardo Gomes avisa que isso pode ter impacto, nomeadamente, no aumento de casos de doença grave provocados pelo vírus da COVID-19.
Nós sabemos que a própria vacinação também acaba funcionando como uma forma de proteção contra formas arrastadas de manifestação de
Nomeadamente a chamada long COVID. Portanto, há sempre um aumento de probabilidade de ocorrência populacional destes fenómenos com uma quebra na vacinação.
O especialista admite que é natural que, perante uma perceção de menor gravidade, as pessoas acabem por dizer que não querem aderir a esta vacina. A explicar então a Bernardo Gomes que a falta desta vacinação pode ter impacto em casos mais graves de COVID-19.
Pode ler mais no artigo assinado pelo jornalista Tiago Caeiro em observador.pt. E Luís, está escolhido o projeto vencedor para a reabilitação do Estádio Nacional em Lisboa. O mítico Jamor vai ganhar uma pala na bancada central e melhores e maiores acessibilidades.
É um projeto que pretende modernizar o palco habitual da final da Taça de Portugal em futebol. Depois de um ano de avaliação de 13 candidaturas, foi anunciado o projeto vencedor, um consórcio de 13 empresas. Na apresentação do projeto esta manhã, o arquiteto coordenador Manuel Aires Mateus destacou a construção da pala da bancada central e explicou por que é impossível cobrir todo o estádio.
Eu penso que nós podemos dizer que esta cobertura é uma cobertura já muito ambiciosa para o estádio. O estádio não é só um estádio do ponto de vista funcional. O estádio também é um monumento nacional. Portanto, esse equilíbrio entre o que é preservar o monumento e o que é dar condições a este monumento foram ponderados, penso que muito bem, pela federação e, portanto, o resultado deste concurso é um equilíbrio entre todas essas condições. Há uma parte significativa do público que estará agora coberto, outra não está, mas não seria possível aumentar mais esta cobertura.
Aires Mateus, o arquiteto responsável pelo projeto de remodelação do Estádio Nacional, diz também que não há datas nem prazos para as obras, ficando a incógnita sobre se o projeto estará pronto a tempo do Mundial de 2030, realizado em Portugal. Ora, o responsável máximo da candidatura ibero-marroquina está otimista e admite até que o Jamor possa acolher o estágio de alguma seleção.
Uma hora e oito minutos, Luís, que outras notícias vão marcando a atualidade?
Uma notícia dos últimos minutos: um sismo de 6.8 na escala de Richter foi registado no sudoeste do Japão. Já era noite no país, de acordo com o Sistema Geológico Norte-Americano, que avalia o abalo em 6.8. As autoridades japonesas emitiram o alerta de tsunami para duas prefeituras. O abalo foi sentido eram 9:00 p.m da noite, hora local, menos 9:00 p.m. em Portugal continental. Em Moçambique, pelo menos três pessoas terão morrido hoje durante os protestos contra a tomada de posse dos deputados, que decorre na Assembleia da República de Moçambique, de acordo com o responsável de uma plataforma eleitoral Decide, que confirma essas mortes nas redes sociais e também ao Observador. Uma dessas mortes aconteceu de madrugada.
Luís Soares e o Jornal da Uma.