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Jornal das quatro, edição do Luís Soares. Em Penela do Castelo, distrito de Viseu, os operacionais continuam com grandes dificuldades no combate às chamas. O vereador da Proteção Civil fala mesmo de um cenário descontrolado.

O primeiro alerta para o fogo foi dado ontem, às 11 da noite, no Conselho de Fornos de Algodres, um incêndio que tem agora uma extensão de cerca de 10 km. Entretanto, as chamas passaram pelos conselhos de Penela do Castelo e Aguiar da Beira, sendo que o vento e a morfologia do terreno estão a ser os principais inimigos dos operacionais. Na última hora, à Rádio Observadora, o vereador da Proteção Civil de Penela do Castelo, Pedro Monteiro, falava num cenário descontrolado.

O problema está completamente descontrolado, porque o incêndio atingiu uma frente entre quatro a seis quilómetros e o problema é o vento forte que se faz sentir e as fortes projeções também, que estão a dificultar que os meios terrenos e os meios aéreos possam ajudar neste combate. Está aqui uma situação muito preocupante, muito alarmante mesmo. Está muito perigoso.

A preocupação de Pedro Monteiro, o vereador da Proteção Civil de Penela do Castelo. Antevê que as próximas horas vão ser também difíceis para os operacionais e população, devido à força das chamas. A esta hora, no terreno estão quase 400 operacionais, 100 meios terrestres e quatro meios aéreos.

O Ministério Público recorreu para o Tribunal Constitucional da decisão que autorizou a ativista Renata Cambra a acampar no Rossio e defende que este recurso deve ter efeitos suspensivos da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa.

Em causa a decisão do tribunal, da juíza, que considerou que a proibição de manifestações para lá da meia-noite e meia, prevista na Lei das Manifestações de 74, viola o princípio constitucional da proporcionalidade. Por isso mesmo, o Ministério Público era obrigado a recorrer para o Constitucional e defende que este recurso deve suspender a decisão do Tribunal Administrativo, como explica o redator principal do Observador, Luís Rosa.

O Ministério Público entende que o recurso tem efeito suspensivo. O que isso significa? Significa que a eficácia da decisão tomada pelo Tribunal Administrativo de Lisboa fica suspensa, ou seja, não é executado. Significaria que Renata Cambra não pode acampar na Praça do Rossio. Essa posição vai ter que ser avaliada pela juíza Ana de Campos, que foi a juíza que tomou a decisão de ontem.

Do Tribunal Administrativo.

Por quê? Porque é a lei geral, em termos de administração da Justiça. Um juiz toma uma decisão, essa decisão é passível de recurso, e quem recorre, entrega o recurso ao juiz que tomou a decisão.

E que deve decidir o quanto antes, é pelo menos essa a expectativa, se efetivamente o recurso tem ou não efeito suspensivo, se Renata Cambra pode ou não acampar na Praça do Rossio. A defesa de Renata Cambra discorda do Ministério Público, defende que o recurso não deve suspender a decisão.

Sobre o tema da habitação, perto de 50 personalidades ligadas a vários partidos subscrevem um manifesto para recentrar o debate.

E daí o nome do manifesto, "Isto Ainda é Sobre Casas para Viver". Os promotores são o antigo líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, e também o dirigente do PS, Pedro Costa. Os subscritores vão desde figuras ligadas ao PS como ao PSD, estão preocupados com o fato do debate se estar a afastar da habitação e a concentrar-se na ordem pública. O ex-deputado social-democrata Duarte Pacheco é um dos subscritores, defende que o governo e a oposição devem dialogar e consensualizar soluções.

Claro que há uma medida que está agora em cima da mesa, onde o governo tem que mostrar capacidade de diálogo com os partidos da oposição. E os partidos da oposição têm que mostrar abertura para dar os seus contributos para que surja uma solução que, como o senhor presidente da República já o disse, possa ser estável no tempo. Sobre o resto, nomeadamente sobre a construção pública, tudo o que tenha a ver com a revisão da Lei dos Solos, que até agora teve um impacto praticamente nulo. E o ideal é que isso seja alcançado através de um consenso alargado.

O ex-deputado do PSD, Duarte Pacheco, pede que não haja arrogância, nem da parte do governo, nem da parte da oposição, para fazer face à crise da habitação.

Passam agora cinco minutos das 16h. Hora também de atualizarmos outras notícias que vão marcando a atualidade.

Pelo menos 17 aviões foram alvo de ameaças ou operações de segurança nas últimas 24 horas, incluindo um voo da Ryanair que aterrou em Roma, proveniente de Lisboa. Os incidentes envolveram várias companhias aéreas e levaram à alteração de rotas, à realização de buscas a bordo e à mobilização de forças policiais e militares, incluindo a escolta de algumas aeronaves por caças. Foram todos alarmes falsos. Na Liga dos Campeões de Futebol, o Porto tem amanhã um desafio importante para a Liga, frente aos italianos do Nápoles. Francisco Farioli desvaloriza as baixas que existem na formação adversária e o treinador alerta que o Nápoles também tem alternativas fortes.

Eles têm alguns jogadores de fora e em dúvida, mas têm qualidade para meter os jogadores certos no campo e ter uma equipa forte. Eles são capazes de ajustar e preparar uma equipa muito competitiva. É um clube que ganhou dois campeonatos nos últimos anos e por isso a exigência vai ser alta.

A previsão de Francesco Farioli para o jogo de amanhã do Porto frente ao Nápoles, que tem início às 20h. Hoje é a vez do Sporting entrar em campo para a quarta jornada da fase liga, da Liga dos Campeões. O jogo às 17h45 frente ao Shakhtar Donetsk, para ouvir com relato indireto aqui na rádio. E hoje é terça-feira, dia de mais um episódio do mais recente podcast pelo Observador, chama-se As Sombras de Duarte Lima.

É uma série para ouvir em seis episódios, que reconstitui toda a investigação à morte da portuguesa Rosalina Ribeiro.

E revela também como Duarte Lima acabou por ser acusado do crime pela Justiça brasileira, assim como os últimos passos de Rosalina Ribeiro.

Rosalina abre a porta de casa. As imagens de videovigilância no interior do prédio mostram que enquanto o elevador desce, segura uma pasta com documentos debaixo do braço direito. Na mesma mão, leva um casaco e a mala. Se não fosse encontrar-se com alguém conhecido, o mais certo é que tivesse usado uma das estratégias habituais que tinha para não ser assaltada.

Tinha até um hábito que eu achava muito engraçado. Ela botava a bolsa dentro de sacola plástica.

Apesar de a cliente ter medo de sair à rua sozinha, Duarte Lima não a vai buscar à porta de casa.

Um excerto do terceiro episódio do mais recente podcast pelo Observador, que já está disponível.

As Sombras de Duarte Lima é uma série em podcast narrada pelo ator João Reis, com música original de Filipe Raposo. A investigação e os guiões são do jornalista Carlos Diogo Santos. E este jornal das quatro foi da autoria do Luís Soares.