O lucro da Nos, excluindo efeitos não recorrentes, subiu 21,7% nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2025, para 216,4 milhões de euros, anunciou esta terça-feira a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores (CMVM), o grupo adianta que “o resultado líquido consolidado, excluindo efeitos não recorrentes, apresenta um crescimento de 21,7% face ao período homólogo de 2025, para 216,4 milhões de euros”.

No período em análise, a receita consolidada aumentou “2,3% face aos primeiros nove meses de 2025 para 1.399 milhões de euros, impulsionada pela expansão do segmento de TI (+21,6%), Cinema & Audiovisuais (+14,8) e das receitas de telecomunicações do segmento empresarial (+3,3%)”.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) “melhorou 1,9% face ao mesmo período do ano passado para 634,9 milhões de euros, com contributos positivos de todos os segmentos de negócio”.

As receitas de telecomunicações ascenderam a 1.179,6 milhões de euros, “praticamente em linha com o período homólogo, apesar do ambiente competitivo”, sendo que o “crescimento de 3,3% no segmento empresarial ajudou a compensar as descidas no Wholesale (-13,4%) e no Consumo (-0,3%)”.

Por sua vez, as receitas de tecnologia de informação (TI), que agregam Nos e Claranet Portugal, subiram “21,6% para 162,3 milhões de euros face ao período homólogo, com um crescimento de 5,5% nos serviços e de 57,3% na venda de equipamentos e licenças”.

Já o segmento de Cinema & Audiovisuais “teve um desempenho muito positivo, com as receitas a subirem 14,8% para 85,8 milhões de euros face a 2025”.

A unidade de negócio de Cinema “beneficiou de um maior volume de sucessos de bilheteira face ao período homólogo”, adianta a NOS, tendo agosto sido o melhor mês de sempre em número de bilhetes vendidos.

Nos primeiros nove meses, a Nos adicionou “209,4 mil serviços, um crescimento de 1,9% face ao período homólogo de 2025, num contexto de forte concorrência”.

No móvel, a empresa registou “206,9 mil novos serviços face ao final de setembro de 2025, representando um crescimento de 3,6%”.

No final de setembro, a Nos “prestava 5,893 milhões de serviços”. O número de serviços de clientes empresariais “aumentou 53,0 mil (+3,1%) para 1,755 milhões face ao mesmo período do ano passado”.

No que respeita à rede fixa de última geração da Nos, esta “chega a 6,3 milhões de lares e empresas em todos os municípios portugueses, mais 331,6 mil face ao período homólogo”.

Em setembro, a Nos registava 1,6 milhões de acessos únicos, um crescimento homólogo de 1,6%.

Resultados sólidos da Nos dão condições para continuar a investir em Portugal, diz CEO

O presidente executivo (CEO) da Nos, Miguel Almeida, afirma que os resultados sólidos registados até setembro dão condições à empresa para continuar a investir em Portugal, na inovação e na qualidade do serviço aos clientes.

“Neste terceiro trimestre mais portugueses escolheram a Nos. Somámos 111 mil novos serviços e ultrapassámos a marca dos 11 milhões num mercado muito competitivo”, refere Miguel Almeida, citado no comunicado dos resultados dos primeiros nove meses da empresa.

Atualmente, “a nossa rede 5G cobre 99,6% da população portuguesa e a rede fixa de nova geração chega a 6,3 milhões de casas, mais de 5,8 milhões das quais já com fibra ótica. Só nos primeiros nove meses do ano, investimos 254 milhões de euros”, acrescenta.

A NOS está a usar a inteligência artificial (IA) “para servir melhor”, sendo que “os nossos assistentes digitais já respondem a mais de 50 mil pedidos por mês na app e no site”.

No apoio telefónico “resolvem muitos pedidos de imediato e com clientes mais satisfeitos”, refere.

Nas empresas portuguesas, “reforçámos o nosso papel de parceiro tecnológico, com um crescimento expressivo da área de tecnologias de informação” e “no cinema vivemos um verão histórico”, já que “agosto foi o melhor mês de sempre nas salas Nos, com 1,3 milhões de bilhetes vendidos”.

No trimestre “foram 2,8 milhões, mais 44% do que há um ano”.

Estes resultados “sólidos dão-nos condições para continuar a investir em Portugal, na inovação e na qualidade do serviço aos nossos clientes”, remata Miguel Almeida.