Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das 5, edição do Luís Soares. A Câmara de Lisboa propõe três locais alternativos para a acampada de Renata Cambra. Em causa, a necessidade de compatibilizar o protesto com o mercado de Natal, mas o movimento recusa abandonar a Praça do Rossio.
A autarquia liderada por Carlos Moedas reuniu-se em separado com Renata Cambra, uma das líderes da acampada de Lisboa e com os comerciantes da Baixa, propondo locais alternativos para a continuação dos protestos pela habitação. Em comunicado, a Câmara de Lisboa adianta que os três novos locais propostos, alternativos ao Rossio, foram o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz e os Restauradores. A Câmara de Lisboa assegura que mantém toda a disponibilidade para prosseguir o diálogo com as partes envolvidas, com o objetivo de alcançar uma solução equilibrada e que mantenha as tradições da cidade, valorize o comércio local, a participação cívica e também a vivência do espaço público. Em resposta, a acampada de Lisboa recusa abandonar o Rossio para permitir a instalação do mercado Natal, propõe à Câmara que desloque o evento para outro local. Em comunicado, a organização da acampada refere que a recusa de abandonar o Rossio foi transmitida à autarquia durante a reunião desta tarde. Como alternativa, os representantes dos protestos propuseram que o mercado natal seja instalado em outro local, considerando que a mudança do evento permitiria salvaguardar tanto a continuidade do protesto como os interesses dos pequenos comerciantes.
O deputado do LIVRE, Paulo Muacho, recusa que a esquerda esteja a instrumentalizar as manifestações pela habitação.
Depois de vários deputados do LIVRE, do PS e do Bloco de Esquerda terem feito um cordão humano antes da carga policial de sábado, Paulo Muacho rejeita que exista um aproveitamento político por parte da esquerda. Diz que tem marcado presença para fazer a ponte entre a rua e as instituições.
Os protestos são sempre políticos. Não são necessariamente partidários e acho que a transversalidade também das forças políticas que quiseram marcar presença mostram que não é necessariamente uma questão partidária. Mais uma vez, este protesto também é muito específico desse ponto de vista, de não se deixar também instrumentalizar por agendas partidárias, e acho que isso é positivo. Acho que durante demasiado tempo os movimentos sociais podem ter sido canibalizados por agendas partidárias. Tentamos sempre manter a distância saudável de respeitar o protesto. E do nosso ponto de vista, essa é também uma forma de, no fundo, canalizar para as instituições este protesto e esse descontentamento.
Entrevistado no sofá do Parlamento, Paulo Muacho acrescenta ainda que não teme a concorrência à esquerda, depois de Renata Cambra, dirigente de um pequeno partido à esquerda, ter saltado para a ribalta com a ação no Tribunal Administrativo de Lisboa. Para o deputado do LIVRE, a decisão judicial é também uma crítica à atuação da polícia na Praça do Rossio, o que para Paulo Muacho tem subvertido o espírito da lei que existe sobre as regras para as manifestações.
Eu acho que a lei não tem nenhum problema, eu acho que a lei não tem absolutamente questão nenhuma de constitucionalidade. Acho que ela tem estado a ser interpretada de forma correta até agora. Nunca levantou esses problemas, e, portanto, eu não acho que haja aqui um problema de ambiguidade ou de falta de clareza. Essa clareza sempre existiu durante 50 anos.
Está a ser mal interpretada.
Está a ser mal interpretada, está a ser deturpada e subvertida por vontade política. Isso é que é grave.
O deputado do LIVRE, Paulo Muacho, entrevistado no sofá do Parlamento, pede ainda o fim da proposta do governo para a lei do arrendamento e o início de um novo processo de revisão desta lei.
A Câmara do Porto chumbou uma proposta que apelava ao governo que acabasse com as intervenções violentas nos protestos pela habitação do movimento Acampada.
O documento apresentado pelo PS e votado numa reunião de Câmara, à porta fechada, queria que a autarquia pedisse ao governo para intensificar o diálogo e para exprimir preocupação com a presença de um agente da autoridade que exibiu uma arma na madrugada de domingo. De acordo com a Agência Lusa, à margem da reunião, o presidente da autarquia justificou o voto contra por já ter sido aprovada uma recomendação do PS a solicitar a intervenção da Provedoria de Justiça para avaliar a primeira investida da PSP na Praça do João I. Pedro Duarte diz ainda que este novo documento se baseia apenas em imagens avulsas.
E o debate de urgência sobre a atuação policial nas manifestações pela habitação, requerido pelo PCP, não reuniu consenso entre os partidos.
Um debate que iria implicar uma alteração do calendário de discussão do orçamento. O CDS opôs-se e fonte do partido referiu à Agência Lusa que não há precedente na Assembleia da República para se alterar o calendário de discussão do orçamento para se encaixar um outro debate. Ontem, o presidente da Assembleia da República pediu aos partidos que esclarecessem, no prazo de 24 horas, se davam consenso para a marcação de um debate sobre a habitação requerido pelo PCP, aceitando uma alteração do calendário de discussão do orçamento. O debate só poderia ser marcado se nenhuma força política manifestar sua oposição à alteração da agenda parlamentar. Essa oposição acabou por ser protagonizada pelo CDS. Na comunicação enviada às diferentes bancadas, o gabinete de Daguar Branco refere que só o CDS se opôs. PSD, Chega e Iniciativa Liberal não apresentaram pronúncia no prazo estabelecido. Os restantes partidos estavam a favor desta alteração do calendário. Assim, o calendário não vai ser alterado para acomodar o debate de urgência pedido pelo PCP.
No incêndio nos distritos de Viseu e Guarda, a Proteção Civil garante que a situação já está mais calma.
Durante a manhã, as chamas cruzaram vários concelhos, passaram de Fornos de Algodres para a Guarda Beira e também Penava do Castelo. Neste último concelho, o vereador da autarquia alertava esta tarde para uma situação que estava descontrolada. Na última hora, a rádio observador, o comandante do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra das Estrelas, João Rodrigues, explica que o cenário está agora mais tranquilo, mas antevê muito trabalho nas próximas horas.
As próximas horas ainda serão de trabalho. Ainda temos uma frente ativa.
Qual é a extensão?
A extensão é de cerca de 700 metros, 800 metros, mas uma zona de declive acentuado, uma zona de aumento de De Pinheiro Bravo. Neste momento, o incêndio já não está a ter um comportamento de vento e, portanto, está a permitir-nos ter outras oportunidades de intervenção.
João Rodrigues explica também que, para além de propagar as chamas com grande rapidez, o vento não tem facilitado o trabalho dos meios aéreos.
Este incêndio é um incêndio de vento e tivemos durante a noite e durante o dia de hoje, uma coluna de fumo bastante baixa, portanto, a intensidade do vento não permitia que o fumo subisse e isso afeta a visibilidade dos operacionais que combatem em terra e afeta também a visibilidade dos meios aéreos. Portanto, há alguma limitação até para a eficácia e a rentabilidade do meio aéreo.
João Rodrigues, Comandante Sub-regional de Emergência de Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela. A esta hora, no local, no combate a este incêndio, estão cerca de 400 operacionais, apoiados por mais de 100 viaturas terrestres.
Passam agora sete minutos das 17h. Atualizamos também outras notícias que marcam a atualidade, Luís.
Desde logo, nos Estados Unidos, já decorrem as votações para as eleições intercalares. Vai ser definida a composição do Congresso, a Câmara dos Representantes e o Senado, nos últimos dois anos do mandato do presidente Donald Trump. As primeiras urnas começam a fechar às 23h, hora de Lisboa. É o primeiro jogo pós-Rui Borges para o Sporting e logo num compromisso europeu. Os Leões jogam daqui a pouco mais de 40 minutos em Londres, casa emprestada aos ucranianos do Shakhtar Donetsk, em jogo a contar para a quarta jornada da Liga dos Campeões e com o treinador interino Tiago Fernandes ao leme. Diogo Varela, aqui em estúdio, o Sporting muda não só no comando técnico, mas também na tática.
É verdade, Luís. Regressa a um esquema de três defesas centrais. O Sporting vai se apresentar em 352, regressando um pouco àquele estilo de Rúben Amorim. Agora, Tiago Fernandes, com uma defesa composta por Gonçalo Inácio, Eduardo Felicíssimo e também Eduardo Quaresma. Na baliza, Rui Silva, em detrimento de Kaique, depois dois alas, Max Araujo à esquerda e Jannick Kakuta à direita, três homens de meio-campo, Issa Doumbia, Sergio Altimira e ainda Silas Anderson e dois pontas de lança, Luís Suárez ao lado de Foti Ioannidis. Quanto à equipe ucraniana, orientada pelo antigo internacional turco Arda Turan, tem Rybka na baliza, depois Tobias, Bondar, Matviyenko e Enrique, ainda Nazarina, Alisson, Ochereдко, Gomes, Mendoza e também Elias. As duas equipes que se defrontam no oeste de Londres, no Estádio Stamford Bridge, casa emprestada ao Shakhtar Donetsk, a equipe ucraniana que devido ao conflito na Ucrânia, joga fora de portas. Nota final apenas, Luís, para a presença de Rodrigo Zalazar no banco de suplentes, ele que está novamente de volta às opções do Sporting, depois de regresso por lesão.
Diogo Varela com o 11 do Sporting, agora com Tiago Fernandes, após a saída do antigo treinador Rui Borges. Os Leões jogam daqui a menos de uma hora, às 17h45, frente ao Shakhtar Donetsk. A emissão especial começa depois das 17h30 aqui na rádio. As Sombras de Duarte Lima é o mais recente podcast Plus Observador e, como bem sabemos, o terceiro episódio já está disponível.
É a história de uma herdeira milionária, de um assassino violento no Brasil e de um suspeito chamado Duarte Lima.
Uma série que revela toda a história da investigação ao homicídio de Rosalina Ribeiro, em 2009, no Brasil, e com recurso a vários testemunhos.
Quero ir almoçar consigo, que eu quero lhe falar muitas coisas. Precisamos conversar muito. Eu disse: "Está bem, então eu faço um almocinho gostoso".
Rosalina fala também com Rosemary sobre tudo que a tem vindo a incomodar. A amiga ouve-a e fica preocupada. Mas quando Rosalina lhe pede que a acompanhe ao encontro que vai ter no dia seguinte com o advogado Duarte Lima, diz-lhe que não, não pode. Já tem coisas combinadas.
É, ela sempre estava naquela preocupação, de vez em quando, que ela falava. Eu acredito que ela não tenha comentado com ninguém mais desse encontro, porque ela disse pra mim que era sigiloso e ela não podia falar com ninguém.
Um trecho do terceiro episódio de As Sombras de Duarte Lima, o novo podcast Plus Observador, uma série narrada pelo ator João Reis, música original de Filipe Raposo, investigação e os guiões a cargo do jornalista Carlos Diogo Santos.
E como sempre, nas próximas semanas há novo episódio, todas as terças-feiras no site do Observador, nas plataformas de podcast e no YouTube. Se for assinante Standard ou Premium, tem também acesso antecipado a todos os episódios no site ou na aplicação do Observador.