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Uma hora. Jornal da Uma, com edição do Miguel Vieira. Miguel, Luís Marques Mendes queixa-se de ter sido alvo de um dos maiores ataques na história da democracia.
Numa manhã passada em Sintra, em jeito de balanço da campanha que hoje termina, o candidato apoiado pelo AD não identifica quem foi o autor do ataque, sendo que por altura dos debates televisivos, foi Gouveia e Melo quem mais questionou o passado profissional de Marques Mendes.
Acho que fui alvo de um dos ataques mais injustos que é possível na democracia portuguesa. Um ataque brutalmente injusto. Mas no momento em que alguns queriam atirar lama para o debate, eu quis colocar em primeiro lugar a decência política. Agora não tenho uma dúvida que fui alvo de um dos ataques mais injustos na democracia portuguesa.
Foi o que disse Luís Marques Mendes há pouco em Sintra. Também confrontado com as suspeitas que recaem no adversário João Cotrim de Figueiredo, Marques Mendes optou por não comentar. O candidato apoiado pelo PSD vai ter daqui a meia hora um almoço com mulheres e vai contar com a presença da ex-presidente do partido, Manuela Ferreira Leite.
E António José Seguro traz o tema da saúde para este último dia de campanha.
De visita ao Mercado do Bolhão, o candidato fez-se acompanhar pelo médico Fernando Araújo, antigo diretor executivo do SNS e cabeça de lista do PS pelo Porto nas últimas legislativas. A oportunidade para Seguro defender que quem tem mérito deve ser premiado a bem do país.
Quer dizer, quando as pessoas com talento são substituídas e que essa substituição não resulta de má avaliação dos resultados, então não se está a premiar a qualidade e a competência e as pessoas vão fazer outras coisas. Portanto, na saúde já há muita gente que provou que se pode, com os mesmos recursos, fazer melhor.
Mas está bom, não é o Luís?
Então retirar Fernando Araújo do lugar onde estava.
Na minha opinião, o Fernando Araújo é muito competente e eu espero que ainda dê muitos contributos ao país, não contributos regionais, mas contributos nacionais.
António José Seguro ao lado de Fernando Araújo, antigo diretor executivo do SNS, que saiu do cargo por decisão da atual ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Antes do Mercado do Bolhão, António José Seguro tinha apelado aos eleitores para irem votar. Diz que não basta seguir na frente das sondagens e as sondagens indicam que o candidato apoiado pelo PS deve chegar à segunda volta.
E neste último dia de campanha, Gouveia e Melo dramatiza e deixa um alerta à esquerda.
Diz Gouveia e Melo que se Seguro, precisamente, passar à segunda volta, o PSD deve liberdade de voto e a IL declarar o apoio a André Ventura, então este cenário pode representar uma situação perigosa para a democracia. Um alerta deixado pelo almirante durante uma visita a um mercado esta manhã, uma iniciativa de campanha acompanhada pela jornalista Nadine Soares. Nadine, Gouveia e Melo está preocupado com os eventuais cenários de segunda volta e se bem percebo, Nadine, com uma eventual vitória de André Ventura.
Sim, Gouveia e Melo admite preocupação com as oscilações de posições durante esta campanha e nesta fase, o almirante dramatiza o discurso, alerta mesmo para uma situação perigosa na segunda volta, precisamente com um cenário entre António José Seguro e André Ventura e aos jornalistas explica a preocupação.
Se a esquerda ganhar e passar à primeira volta e o doutor passar à segunda volta, o doutor André Ventura, face às situações que nós trazemos mais uma vez da Assembleia da República e da necessidade de apoios da Assembleia da República, pode ter um voto não dirigido e pode captar muitos votos e pode verdadeiramente, se o PSD dá liberdade de voto, por exemplo. A IL já disse que apoia o Chega. Nós estamos numa situação verdadeiramente perigosa para o sistema democrático.
A análise e preocupação de Gouveia e Melo, declarações aos jornalistas ainda de visita ao Mercado de Benfica, o almirante que ainda assim mantém a esperança de conseguir passar a uma segunda volta, porque diz que se vencer António José Seguro, a direita perde, se ganhar André Ventura, a esquerda perde e por isso considera que é necessário um presidente sem partidos para ser o verdadeiro equilíbrio. Fica aqui este registo de dramatização do discurso de Gouveia e Melo esta manhã. Para já, o candidato só volta a ter agenda já depois de almoço, vai visitar o museu da parte da tarde.
Momento que vai ser acompanhado pela jornalista do Observador, Nadine Soares.
E António Filipe começou o último dia de campanha a cumprir uma tradição do atual presidente da República, a beber uma ginjinha na margem sul do Tejo. E diz que, Miguel, há práticas que o atual presidente da República adotou que são para manter.
Não brindou à vitória, apenas à candidatura e aos valores de abril, e confessa que gosta desta tradição inaugurada por Marcelo Rebelo de Sousa, mas avisa que quem estiver em Belém não se pode ficar pelos afetos. Um traço da presidência de Marcelo.
Não todas as práticas são más. Há práticas do alto presidente que são estimáveis. O contacto direto com as pessoas, eu acho que sim, eu acho que o presidente da República deve manter essa prática, eu acho que a proximidade é importante. Mas não seja só uma proximidade física, de afetos, seja uma proximidade ao conhecimento dos problemas, à compreensão dos problemas e à solidariedade para com a resolução dos problemas. Eu acho que essa proximidade é muito importante.
E nesta última oportunidade para apelar ao voto, neste último dia de campanha no Barreiro, António Filipe fez um balanço da campanha, considera que foi positiva.
Eu creio que a campanha, posso dizer, correu bem Correu de acordo com as minhas melhores expectativas e obviamente que os portugueses decidirão. Eu creio que o bom resultado da minha candidatura é um bom resultado para o país, para a democracia, para a afirmação dos valores de Abril, para o novo rumo que é preciso para o nosso país, um novo rumo no sentido da valorização dos valores do progresso, dos valores da justiça social e é essa a mensagem fundamental desta candidatura.
O balanço é feito pelo candidato apoiado pela CDU, que não, João, não esteve na tua terra, no Barreiro, mas na Baixa da Banheira. À tarde vai estar com o secretário-geral comunista Paulo Raimundo, na tradicional descida do Chiado.
E sobre a escolha de domingo, ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa sublinha que o sucessor não vai ter tarefa fácil.
Vai ser, segundo Marcelo, um mandato bem mais complicado.
O mundo está mais imprevisível, a Europa está mais imprevisível e isso torna a política mais difícil, torna as decisões económicas e sociais mais difíceis, obriga as pessoas, elas próprias, ao pensar na sua vida, a terem preocupações maiores do que tinham antigamente. Portanto, olhando para o presidente que vai ser eleito este fim de semana, ou pelo menos a primeira votação será este fim de semana, é mais difícil a tarefa que ele tem do que aquela que eu tive.
É essa a expectativa de Marcelo Rebelo de Sousa, declaração do chefe de Estado que se seguiu ao encontro que teve esta manhã com o presidente estónio, que hoje termina uma visita de dois dias a Portugal.
E as sondagens têm sido um elemento importante nesta campanha eleitoral e até que ponto, Miguel, podem ou não contribuir para a decisão dos eleitores na hora de votar?
Foi essa a pergunta que fizemos a António Costa Pinto, politólogo e professor universitário.
Alguns eleitores menos preocupados com clivagens ideológicas, cuja motivação de voto muitas vezes é de caráter conjuntural, têm tendência a votar no vencedor. É um efeito conhecido, estudado e trabalhado.
António Costa Pinto sublinha ainda a este propósito que há uma evidente falta de literacia. À pergunta sobre se o povo português sabe interpretar sondagens, o politólogo é taxativo.
Não, não sabe. E não sabe também, por exemplo, a diferença entre sondagens e tracking poll.
Explica que as tracking poll servem apenas para mostrar tendências, responsabiliza os candidatos, mas também a comunicação social pela leitura pouco precisa dos estudos de opinião. Dá como exemplo as sondagens em que os candidatos estão separados por uma margem muito pequena.
E houve títulos de jornais que diziam: "Em primeiro". Bem, a diferença não estava sequer no intervalo, não estava sequer na margem de erro. Era 0,1, que é uma coisa estatisticamente nula.
Sobre o despacho das eleições do próximo domingo, António Costa Pinto salienta que a taxa de indecisos é elevada e pode ajudar a definir o resultado eleitoral.
Está tudo em aberto. Uma hora e oito minutos, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade.
Foi por telefone. Vladimir Putin conversou hoje com o presidente do Irão. É isso que revela o Kremlin, que avança também que mais detalhes desta conversa vão ser divulgados em breve. Para já, sabe-se apenas, segundo a agência russa Ria Novosti, que Putin e Massud Peseskiyan discutiram os protestos no Irão e formas de apaziguar o clima de tensão no país. Foi também definido que os dois países vão estreitar os laços económicos. A circulação no metro do Porto está a ser afetada por uma greve no fornecedor de manutenção de material circulante. A paralisação já obrigou à supressão de viagens. Há menos comboios, menos composições a circular. Num comunicado, a Metro do Porto diz que é alheia a esta greve e confirma que os constrangimentos podem sentir-se ainda durante alguns dias. A empresa lamenta os transtornos causados e garante que está a desenvolver todos os esforços para mitigar os impactos desta greve.
Miguel Vieira e o Jornal da Uma.