Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Boa tarde. Este é o Jornal da Uma, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque o ministro adjunto e da Reforma do Estado, que diz que não se sente visado pelas críticas de Pedro Passos Coelho à falta de ímpeto reformista do atual governo.
No mês passado, o antigo primeiro-ministro criticou as reformas do Estado feitas apenas para comunicação política. Pedro Passos Coelho defendeu que a reforma do Estado não se faz com apresentações PowerPoint, nem exigem ministros dedicados. Pedro Passos Coelho disse o seguinte: "quem vai para o governo e chama as pessoas para preparar uma grande reforma, o que vai gerir é a comunicação política. Não é preciso nomear um ministro para esse efeito". Confrontado com essas declarações na Rádio Observador, Gonçalo Matias, ministro adjunto e da Reforma do Estado, respondeu assim:
Não, de maneira nenhuma. Eu concordo com o doutor Pedro Passos Coelho sobre o diagnóstico, que aliás foi feito também pelo professor Cavaco Silva esta semana no Expresso, que é, no fundo, o diagnóstico de que Portugal precisa fortemente de uma reforma do Estado, de uma profunda reforma do Estado. Portanto, eu concordo com essa análise e com esse diagnóstico. Repare, eu fui secretário de Estado do doutor Pedro Passos Coelho, justamente no ministério que se chamava Modernização Administrativa, que é, no essencial, reforma do Estado e que tinha um ministro para esse efeito.
Gonçalo Matias, no Explicador da Rádio Observador. O ministro adjunto e da Reforma do Estado falou também sobre o clima de crispação entre PS e PSD para dizer que não acredita que o Partido Socialista seja irresponsável ao ponto de chumbar o Orçamento do Estado.
A posição do governo tem sido a de negociar com todos os partidos no Parlamento. O Partido Socialista, como partido responsável, como partido do arco da governação, não acredito que não seja responsável nos momentos certos. E repare, não é apenas no Orçamento do Estado. Estamos, por exemplo, a falar da própria reforma do Estado, em que algumas das medidas, recordo a lei do Tribunal de Contas e outras medidas muito importantes para o país, medidas reformistas, e contamos, evidentemente, com o apoio dos principais partidos que estão no Parlamento.
Acha, portanto, não há o risco de o Partido Socialista chumbar o próximo Orçamento do Estado?
Eu acho que isso seria muito irresponsável por parte do Partido Socialista e não acredito que o Partido Socialista esteja nesse nível de irresponsabilidade.
E garante Gonçalo Matias que o governo mantém a intenção de dialogar e encontrar soluções com os socialistas.
E a greve dos mediadores culturais da AIMA causou constrangimento esta manhã nas delegações deste organismo.
Sim, aconteceu em várias delegações. A Rádio Observador acompanhou o que aconteceu na delegação dos Anjos, em Lisboa. Abriu parcialmente, só mesmo para agendamentos. Cerca de duas centenas de pessoas estavam à espera já durante a noite para serem atendidas nessa delegação da AIMA, mas depois das portas abrirem, quase todas desistiram. Só mesmo quem tinha agendamento é que pôde ser atendido. A Federação Nacional dos Sindicatos em Funções Públicas e Sociais, que convocou esta greve, diz que é necessário mais ações deste gênero para melhorar o serviço e as condições dos trabalhadores. Falou à Rádio Observador o dirigente Artur Sequeira, que apela à compreensão.
Espero, logicamente que espero. Porque as pessoas têm que perceber que a AIMA, o funcionamento da AIMA, em grande parte não funciona porque não tem o número de trabalhadores suficientes e não tem os serviços a funcionar como deve ser.
Declarações do dirigente sindical ao final desta manhã, declarações à Rádio Observador. Nesta altura ainda não é possível adiantar dados da adesão a esta greve dos trabalhadores da AIMA.
Não há negociações diretas entre o Irão e os Estados Unidos. Esta frase continua a ser repetida, Miguel, pelas autoridades iranianas.
Desta vez é uma garantia deixada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão. Declarações na Agência de Notícias Tasnim, em que o porta-voz do ministério afirma que o Irão recebeu apenas mensagens indiretas de intermediários, mensagens que dizem que os Estados Unidos da América estão dispostos a negociar. Esmael Baghaei diz também que as propostas que foram dadas pela administração norte-americana são propostas excessivas, irrealistas e sem qualquer tipo de lógica. Diz que a posição do Irão é clara, este porta-voz, o país está sob agressão militar e, portanto, os esforços estão, nesta altura, na defesa do país. Mais cedo, Donald Trump também já tinha reforçado algumas ameaças ao Irão. Disse que os Estados Unidos da América podem tomar muito facilmente a Ilha de Karg e ficar com o petróleo de Teerão. Estas declarações aconteceram numa entrevista ao jornal Financial Times, este dia em que se assinalam 30 dias desde o início do conflito no Irão.
Sol e calor, com temperaturas acima do normal para esta altura do ano, é a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para esta semana de Páscoa.
Amanhã e quarta-feira, algumas regiões do país podem mesmo chegar aos 26 graus. Ângela Lourenço, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, deixa a previsão para esta semana de Páscoa.
Temperaturas a menos durante o dia, temperaturas baixas durante a noite, portanto, esta característica que durante a noite arrefece sempre um pouco, principalmente nas zonas do interior, nas zonas de planície do Alentejo, portanto, as noites ainda são frias. Ter em conta também que pode haver o vento a soprar com alguma intensidade, principalmente no litoral oeste e nas terras altas.
Avisos do IPMA para diferenças da temperatura entre a noite e o dia e para essa intensidade do vento em alguns locais do país. A partir de quinta-feira, as temperaturas começam a descer. Páscoa ainda vai ser de sol e temperaturas altas para esta altura do ano. A chuva deve regressar na segunda-feira, depois do domingo de Páscoa. Deixar também a nota sobre o que está a acontecer na Madeira, onde o vento forte está a condicionar o normal funcionamento do aeroporto. Segundo dia consecutivo de condicionamentos. Hoje, 11 voos cancelados entre chegadas e partidas. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca a Ilha da Madeira sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte.
Uma hora e seis minutos, Miguel, que outras notícias marcam a atualidade desta segunda-feira?
Cerca de uma centena de trabalhadores da rádio pública manifestou-se hoje contra a mudança de identidade destas estações de rádio. O protesto aconteceu em frente às instalações da RTP. A partir de hoje, a Antena 1, Antena 2 e Antena 3 deixam para segundo plano esses títulos, em detrimento da marca única RTP, introduzida no início de cada um dos nomes destas estações. Os trabalhadores consideram que é um ataque à rádio pública e que implica a perda de identidade destas estações. Volodymyr Zelensky quer uma trégua energética e fez essa proposta à Rússia para ajudar a responder também à crise petrolífera provocada pelo conflito no Médio Oriente. Aos jornalistas, Zelensky prometeu uma pausa nos ataques ao setor energético da Rússia, se Moscou fizer o mesmo em território ucraniano. Diz Zelensky que a Ucrânia recebeu recentemente vários sinais de parceiros que pediram que se reduzissem os ataques contra o setor petrolífero russo. Para fechar, João, já estão a caminho do espaço os seis satélites portugueses que foram lançados a partir dos Estados Unidos da América esta manhã.
Tivemos direito a um "Houston, temos descolagem?"
Neste caso, foi parecido. A frase foi: "ignição e descolagem", ouviu-se ao 12:02. Foi tudo transmitido em direto no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Um momento que foi acompanhado com entusiasmo, com dezenas de pessoas, vários aplausos. Estes seis satélites foram lançados da base de Vandenberg, na Califórnia, foram a bordo de um foguetão Falcon 9 da SpaceX, sendo que quatro destes satélites têm nomes de escritores portugueses. Neste momento, há um Camões, uma Agustina, um Pessoa e um Saramago já no espaço.
Muito bem, eles já andam por aí, mas que missão é que têm estes satélites portugueses, Miguel?
Vão ser uma espécie de Waze dos oceanos. Quem o diz é o diretor executivo da Lusospace. Ele é responsável por este projeto. Os satélites portugueses vão juntar-se a um grupo que vai permitir criar um serviço de navegação marítima para dar informações aos navios em tempo real. Os primeiros dados devem estar disponíveis daqui a três meses, sendo que ainda faltam satélites para completar este projeto. O serviço só vai estar a 100% no próximo ano, quando forem lançados os restantes satélites. Para já, seguem estes seis portugueses a mais de 28 mil km/h.
Uau! Seis satélites portugueses no espaço a fechar o jornal da uma.