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Notícias. Começa agora o Jornal da Uma, edição do jornalista Carlos Pedro. Carlos, o Ministro da Administração Interna dá esta tarde, pela primeira vez, esclarecimentos públicos sobre as polémicas que o envolvem.

É uma conferência de imprensa marcada para às 18h, no Ministério da Administração Interna, e que vai ser acompanhada aqui na Rádio Observador. Mais de duas semanas depois do início da polêmica, é a primeira vez que Luís Neves vai prestar esclarecimentos públicos sobre as polémicas que decorreram da investigação da TVI, CNN Portugal e o jornal Nascer do Sol. Uma hora antes desta conferência de imprensa, Luís Montenegro, primeiro-ministro, recebe José Luís Carneiro em São Bento. O líder do PS tinha pedido ontem uma reunião urgente com o chefe do governo para debater este tema.

E Miguel Relvas acusa o ministro da Administração Interna de querer arrastar um problema ao adiar a apresentação de documentos.

O antigo deputado e ministro do PSD foi um dos convidados do Contracorrente desta manhã na Rádio Observador. Fala num momento trágico que o país está a atravessar perante um ministro que adia consecutivamente as explicações.

A sensação que temos hoje, ao ler os jornais, fiquei com a certeza de que se está a tentar arrastar um processo, para cansar as pessoas, convencidos que dentro de um mês, em setembro ou em outubro, mais ninguém se lembre desta questão e que o assunto está ultrapassado. Estão enganados, porque estamos a arrastar as instituições para um poço sem fundo e para um caminho sem retorno. Eu nunca imaginei que fosse possível que uma pessoa fizesse com que o sistema ficasse refém dela.

Ora, os esclarecimentos de Luís Neves devem chegar esta tarde. O antigo deputado Miguel Relvas lança também farpas ao presidente da República. Diz que falta atitude a António José Seguro.

Se o presidente da República, numa matéria como estas, não toma uma decisão, e não tem que ser pública, se não toma uma decisão, o presidente da República não tem que governar, não tem que gerir o dia a dia, mas tem que zelar pelo prestígio e pelas instituições. O silêncio do presidente da República assusta-me. Porque ou sabe algo que nós não sabemos, ou sabe algo que nós não sabemos, e isso obriga-o a intervir.

Miguel Relvas, antigo deputado e ministro do PSD, esta manhã, no Contracorrente da Rádio Observador, aconselha António José Seguro a quebrar o silêncio e a zelar pelo prestígio das instituições.

E falamos agora do caso do alegado assalto ao gabinete de André Ventura, na Assembleia da República, PSD e Chega defendem mais medidas de segurança no Parlamento.

E o deputado Diogo Pacheco de Amorim desvaloriza as declarações do líder do Chega, que sugeriu que este caso pode estar relacionado com a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Luís Neves. É um caso que esteve esta manhã em debate no Explicador da Rádio Observador. André Ventura afirmou ontem que foram roubados documentos relacionados com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e também outros documentos mais antigos sobre o primeiro-ministro. Mas agora o deputado do Chega, Diogo Pacheco de Amorim, considera que essa foi apenas uma hipótese levantada por Ventura.

André Ventura, se entendeu que o devia fazer, fez. Foi uma hipótese que ele levantou, ele não veio dizer que foi de certeza. Foi uma hipótese, uma entre várias. Poderá haver outras hipóteses, desde mera selvageria até intimidação, o que quer que seja. Portanto, ele levantou essa hipótese como poderia levantar qualquer outra.

Diogo Pacheco de Amorim defende ainda mais medidas de segurança na Assembleia da República para evitar situações semelhantes.

É evidente que há coisas que se podem melhorar. Tecnicamente, o Duarte falou na questão dos cartões, que seria uma boa solução. A segurança completa é impossível.

Mas não será que aquilo que existe atualmente pode propiciar situações como a que ocorreu ontem?

Desprovisia seguramente. E, portanto, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a privacidade dos deputados e a segurança dos mesmos deputados e dos seus bens e haveres.

Também Duarte Pacheco, antigo deputado do PSD, considera que a segurança devia ser reforçada no Parlamento, devido à quantidade de pessoas que circulam pelos corredores.

As medidas deviam ser acrescidas, quer ao nível de videovigilância, quer, porventura, ao nível de todas as portas de todos os gabinetes poderem ser trancadas facilmente, até com o cartão digital, porque o cartão digital permite perceber quem é que tem acesso e quem é que não tem. E essa era uma hipótese, como acontece nos hotéis.

Nos hotéis, por exemplo, claro.

Ou noutras empresas de maior dimensão, que também têm um código ou têm o cartão digital e só àquele corredor, só tem acesso quem tem aquele código.

Duarte Pacheco, do PSD, e Diogo Pacheco de Amorim, do Chega, ouvidos esta manhã no Explicador da Rádio Observador.

E em destaque também neste jornal, o incêndio em Valpaços, no distrito de Vila Real. As chamas já obrigaram ao corte de estradas e o nevoeiro está a dificultar o combate ao fogo.

A Estrada Nacional 206, entre Valpaços e Bossa, no Conselho de Mirandela, está cortada. Também a Estrada Municipal 544, entre as localidades de Poçacos e Fornos do Pinhal, em Valpaços, também está cortada. As autoridades avisam que a alternativa para esta segunda via é a Estrada Municipal 543. Mais de 400 operacionais, apoiados nesta altura por cinco meios aéreos, combatem as chamas, que consomem uma zona de mato sem localidades em perigo, diz a Proteção Civil. Ao longo da manhã, os meios de combate foram reforçados, mas o nevoeiro não dá tréguas e dificulta o trabalho dos meios aéreos. É o que indica Artur Mota, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso.

Estamos com muito pouca visibilidade. Só temos ali uma parte no flanco esquerdo que temos alguma visibilidade. Conseguimos empinhar lá os meios aéreos que estavam Destinados para este teatro de operações. Estão todos a fazer combate nessa zona, porque é a única que é possível neste momento. Mesmo assim, tínhamos mais meios aéreos já previstos e a caminho do TO, tivemos que dar volta porque não conseguem atuar, não há condições de segurança. Temos esperança que agora, a seguir ao almoço, que levante um bocadinho a neblina e que se consiga meter os meios ao combate.

Artur Mota, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, aqui em declarações captadas pela Sic Notícias. Entretanto, dizer que as equipas enviadas pela Proteção Civil para ajudar no combate aos incêndios de Espanha e França estão de regresso ao país.

E precisamente em Espanha permanecem 10 incêndios florestais ativos. Pedro Sanchez diz que as próximas 12 horas vão ser decisivas.

O presidente do governo espanhol diz que as situações mais preocupantes, Ávila e Madriz, estão agora mais favoráveis, mas realça que as próximas horas serão decisivas graças à aproximação de uma nova onda de calor. O líder do executivo espanhol fez esta manhã um balanço dos focos que estão a afetar o país.

Nesta altura, temos 10 incêndios florestais ativos em Espanha. Continuamos a trabalhar. Creio que as próximas 12 horas vão ser muito importantes e decisivas no que diz respeito à consolidação do trabalho feito pelo Sistema Nacional de Proteção Civil. Esse é agora o nosso principal objetivo e a nossa prioridade.

O presidente do governo espanhol, esta manhã, de visita ao posto de comando avançado de Navalcarnero, em Madriz.

E agora, 13h09, vamos conhecer outras notícias a marcar a atualidade.

O número de passageiros transportados pela Carris cresceu 3% no primeiro semestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado. Cerca de 67 milhões de pessoas viajaram na empresa municipal de Lisboa nos primeiros seis meses do ano, foi hoje revelado. De acordo com a Carris, em comunicado, os clientes regulares representam cerca de 90% do total dos passageiros transportados. A Polícia Judiciária apreendeu 61 quilos de cocaína e deteve duas pessoas no aeroporto de Lisboa. De acordo com a PJ, a cocaína vinha de um país da América Central. Os dois detidos por suspeitas de tráfico na operação escala improvável, têm 35 e 54 anos. Vão agora aguardar por julgamento em prisão preventiva.

E fica por aqui o jornal da Uma Edição, do jornalista Carlos Pedro. Está de regresso à 13h30. Até já!