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Observador.

Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes. Um grupo de 22 países europeus pede uma reunião extraordinária para coordenar as fronteiras externas da União Europeia.

Grupo liderado pela Itália e pela Dinamarca, que enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, ao presidente do Conselho Europeu e à Irlanda, que assumiu a presidência rotativa do Conselho da União. Estes países querem uma reunião extraordinária com os ministros da Administração Interna dos 27 Estados-membros, na sequência da crise migratória em Ceuta. Pedem uma avaliação comum da situação e um acordo sobre uma resposta europeia coordenada. O presidente do governo espanhol quer também uma reunião de urgência com os ministros da Administração Interna dos 27 e critica as reações divergentes de alguns Estados-membros.

Entretanto, o ministro do Interior de Espanha garante que a situação está a voltar ao normal em Ceuta.

Fernando Grande-Marlaska deixa uma mensagem de tranquilidade ao garantir que a normalidade em Ceuta está a ser reposta.

"Ontem, como já teve a oportunidade de manifestar o presidente do governo, aquilo que vivemos em Ceuta foi, sem dúvida alguma, um ataque à integridade territorial de Espanha, à integridade territorial de Ceuta e que não podíamos, de forma alguma, admitir. Por isso, imediatamente, dispusemos de todos os meios suplementares e necessários para fazer frente a esta situação. Nesse sentido, também estamos conscientes que em menos de 48 horas a situação em Ceuta não tem nada a ver com a que estava instalada e que a normalidade se está finalmente a alcançar."

Fernando Grande-Marlaska alerta que esta situação é obra de grupos criminosos de tráfico humano.

Os enviados especiais do Observador também descrevem um cenário muito diferente em Ceuta esta manhã.

A jornalista Inês André Figueiredo, enviada especial do Observador a Ceuta, dá conta de menos pessoas na rua e mais controlo.

O cenário é completamente diferente e há uma razão de ser para isso, porque quando Pedro Sánchez esteve aqui em Ceuta ontem, na sexta-feira, prometeu boias físicas no mar para impedir a passagem desses migrantes, dos marroquinos que tentam chegar a território espanhol, e é exatamente isso que vemos neste momento. Ontem à noite, por volta das duas da manhã, não existiam boias, que foi a hora a que saímos daqui, e neste momento essa boia gigante cor de laranja está colocada no mar, tem vários barcos à volta, porque os migrantes poderão tentar passar e essa zona já é muito mais funda e pode levar a outras mortes, como tem acontecido. Portanto, há essa segurança.

A reportagem da jornalista Inês André Figueiredo a partir de Ceuta. As autoridades estimam que quase 70 mil imigrantes voltaram a Marrocos. Já o número de mortos subiu para 67. Entretanto, Alberto Núñez Feijóo, o líder do PP, o Partido Popular e da oposição espanhola, está a chegar a Ceuta.

As autarquias que foram afetadas pelas tempestades no início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia e Coesão Territorial.

Mais de seis meses depois destas tempestades terem atingido sobretudo o centro do país, o fundo destina-se a financiar até 60% a reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas dos municípios, freguesias e entidades intermunicipais devem ser apresentadas às respetivas CCDRs até ao final do mês de novembro. O governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Central de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos.

Um apoio que surge numa altura em que há ainda pelo menos 25 pessoas desalojadas de casa e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria.

Com as Câmaras Municipais, Teresa Freire ainda a deixar um alerta para a falta de apoio ou atrasos no processo.

Seis meses depois, ainda há pelo menos 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristine, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.

A Teresa Freire com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há seis meses.

E hoje é dia de Supertaça. Havia uma ameaça de boicote por parte dos árbitros, mas Pedro Proença chegou a acordo com os juízes numa reunião que aconteceu esta madrugada.

E a ameaça foi levantada. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol esteve reunido com os árbitros em Tomar. O jornal A Bola avança que houve um entendimento para que a Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torriense aconteça sem percalços. Em causa, os polémicos áudios nos quais Pedro Proença critica a arbitragem em Portugal. De acordo com o jornal A Bola, a reunião durou cerca de hora e meia. Todas as partes envolvidas ficaram satisfeitas com o ponto de entendimento e acordaram que há condições para realizar a Supertaça. Antes, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol já tinha divulgado uma nota a garantir que tem toda a confiança nos árbitros e que a qualidade do setor é inquestionável.

Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torriense às 20h15. É esse o pontapé inicial desta partida. A emissão especial começa logo depois da síntese de notícias das 19h30. Por agora, Zé, vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora, 13h07.

O governo confirma que há muitos portugueses que perderam a casa e o negócio devido aos incêndios na zona de Bordéus, em França. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas explica que não recebeu, no entanto, qualquer pedido de ajuda. São palavras de Emídio Sousa aos jornalistas esta manhã na fronteira de Vilar Formoso, na habitual receção aos imigrantes. Os museus e monumentos de Portugal registaram quase 1 milhão e 700 entradas gratuitas entre junho do ano passado e maio deste ano. Dados revelados à Lusa pelo governo que indicam que cerca de 300 mil destas entradas foram utilizadas por visitantes estrangeiros. O total de entradas pagas e gratuitas chega quase a 4 milhões de entradas. O Benfica confirma que o jogo com o Académico de Viseu, da primeira jornada do campeonato, vai mesmo ser realizado à porta fechada. O Clube da Luz diz que cumpre o castigo de um jogo sem adeptos na sequência da decisão da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto. Na origem do castigo estão vários processos relacionados com o arremesso de pirotecnia desde a época 2022-2023. Além do jogo à porta fechada, o Benfica foi ainda multado em 150 mil €.

Jornal da Uma com José Rafael Lopes.