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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques da imprensa russa com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, Vladimir Putin apela ao voto nas eleições legislativas e garante unidade dos russos contra o que considera serem tentativas de minar o país.
Declarações do presidente russo, citadas pela agência de notícias TASS. Com as eleições à porta já no próximo fim de semana, Vladimir Putin apela ao voto, justifica que a participação representa o apoio da população aos militares que combatem na Ucrânia e garante resiliência perante quaisquer tentativas de dividir os russos. Putin sublinha que estas são as primeiras eleições realizadas nas condições de uma operação militar especial e destaca a participação de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhzhia no ato eleitoral, depois da anexação dos territórios ucranianos em 2022. Do mesmo modo, o presidente russo ressalta que a participação nas eleições é tão importante para a vitória da Rússia na Ucrânia como os combates militares.
E o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia avisa que se a Europa atacar território russo, a guerra será muito curta e completamente diferente.
É um alerta deixado por Sergei Lavrov num discurso no Festival Internacional da Juventude, na cidade de Ecaterimburgo. O ministro reiterou a ideia de que a Rússia não procura um conflito direto com a Europa. Ainda assim, o chefe da diplomacia russa avisa que se a Europa, que fala diariamente em preparar-se para uma guerra contra a Rússia, atacar Moscovo, será uma guerra completamente diferente e muito curta. De acordo com a agência de notícias RIA, no mesmo discurso, Sergei Lavrov admitiu também que quando os conservadores de direita e realistas voltarem ao poder na Europa, tudo voltará ao normal nas relações entre a Rússia e os países europeus. Já sobre a Ucrânia, o ministro referiu que para resolver a situação, exige-se cumprir as tarefas que foram definidas no início da Segunda Guerra Mundial e que visam eliminar as causas profundas da crise. Sergei Lavrov voltou também a fazer referências a um alegado regime nazi na Ucrânia e acusou os países europeus de o quererem proteger.
E o drone que violou o espaço aéreo da Lituânia é russo e tinha como alvo a Ucrânia.
A informação é avançada pelo presidente da Lituânia. De acordo com o Moscow Times, o governante afirma que tratava-se de um drone do tipo Gerbera, um drone russo com destino à Ucrânia, que terá sido desviado da rota devido às medidas de guerra eletrónicas ucranianas. O presidente lituano explica que embora o engenho carregado de explosivos tenha entrado em território da Lituânia, sobre o distrito de Kaunas, não se tratou de um ataque deliberado. Vários caças da NATO abateram ontem um drone no espaço aéreo da Lituânia, depois da detecção da aeronave ter acionado os alarmes. Apenas alguns minutos antes, as autoridades lituanas tinham emitido um alerta amarelo de drone potencialmente detetado para vários distritos do país.
E a Rússia suspendeu a operação de duas refinarias na sequência de ataques ucranianos.
A empresa russa petrolífera Rosneft suspendeu a operação das refinarias de Syzran e Saratov depois de ataques ucranianos com drones durante este mês. A informação é avançada por três fontes da indústria, que dizem que as operações em Saratov foram suspensas na sexta-feira, enquanto as de Syzran foram suspensas ontem depois de um novo ataque. Na central de Syzran foi danificada a principal refinaria de petróleo, que representa mais de 70% da capacidade da produção e cuja reparação pode demorar pelo menos um mês. A instalação secundária estava a ser reparada quando foi ontem alvo de um ataque. Quanto à central de Saratov, que foi obrigada a fechar várias vezes durante o verão, tem capacidade de produção de sete milhões de barris de petróleo por dia, enquanto a de Syzran produz 150 mil barris de petróleo também por dia.
E fica por aqui mais uma edição da "Guerra Traduzida", esta noite com a jornalista Laura Figueiredo.