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Da Saúde. Está a começar o "Jornal da Uma" na Rádio Observador, com edição do Miguel Videira. Miguel, começamos este jornal com o presidente da Ucrânia, que volta a pedir aos aliados sistemas de defesa antimíssil. O Financial Times revela que o Donald Trump recusou o pedido, feito na semana passada por Volodymyr Zelensky, para o envio de mísseis de defesa Patriot.
Por falta de estoque. De acordo com as fontes contactadas pelo Financial Times, Trump explicou ao presidente da Ucrânia que os mísseis que os Estados Unidos têm disponíveis são necessários para defender as bases e ativos norte-americanos no Médio Oriente. De acordo com a imprensa dos Estados Unidos, os estoques de mísseis de defesa aérea estão em níveis baixos. Já foram utilizados 80% dos mísseis THAAD e 50% dos Patriot, os tais mísseis de defesa pedidos pela Ucrânia.
Um pedido feito hoje, outra vez por Volodymyr Zelensky, depois do ataque russo da última madrugada contra a capital ucraniana.
E que provocou a morte a 17 pessoas. A Força Aérea da Ucrânia admite que não conseguiu interceptar nenhum dos 28 mísseis lançados pelas forças russas. Entretanto, a presidenta da Comissão Europeia já vem condenar os ataques. Ursula von der Leyen fala em atrocidades horríveis e anuncia um novo pacote de ajuda financeira, mais de 1,4 mil milhões de euros, verba que corresponde aos juros dos ativos russos congelados na Europa. Ursula von der Leyen diz que Moscovo tem de pagar pela destruição que está a causar em território ucraniano.
E António José Telo, historiador, professor catedrático da Academia Militar, considera que os ataques mais intensos de Moscovo dos últimos dias visam ganhar força na mesa das negociações.
Chegar à mesa negocial numa posição mais vantajosa, sem olhar a meios.
Inserte-se numa prática que infelizmente já dura há muito tempo, que é a prática de intensificar os ataques sobre as zonas urbanas e sem grandes preocupações sobre os alvos atingidos. A Rússia aposta tudo nestes ataques de saturação e faz isto também na perspetiva de eventuais negociações que poderão abrir em breve, para transmitir uma mensagem de que, apesar de sua fraqueza no campo de batalha, continua a poder infligir danos significativos à Ucrânia.
António José Telo, convidado do Gabinete de Guerra desta manhã, considera que o intensificar das ações militares russas contra o território ucraniano são uma forma de procurar ganhar força em eventuais negociações que possam ocorrer em breve.
Em Espanha, o governo da região de Navarra está disponível para acolher os menores que chegaram a Ceuta.
O governo regional apela ainda a outras regiões autónomas que cumpram o mecanismo de distribuição acordado entre as administrações e apoiado pela Lei da Imigração. A ministra com a pasta dos Direitos Sociais de Navarra, Carmen Maeztu, lembrou às comunidades que recusaram participar no acolhimento de menores que o cumprimento da lei e dos acordos firmados entre as administrações públicas é uma obrigação. As declarações surgem na altura em que o governo central de Espanha dá conta que nesta altura a prioridade é mesmo retirar os menores da rua. Há a estimativa de que cerca de 500 crianças ainda estejam em Ceuta. Já o número de mortos subiu para 79, é esse o mais recente balanço.
E entretanto, Miguel, pode estar a ser preparada uma nova entrada em massa de imigrantes em Ceuta e já daqui a 10 dias.
É, pelo menos, a informação que começa a circular nas redes sociais. Há cada vez mais informações de que estão a ser divulgadas informações, disseminadas informações sobre uma possível nova tentativa de entrada em Ceuta de milhares de imigrantes. Vemo-la no dia 15 de agosto, é o que se pode ler num grupo seguido por mais de 23 mil pessoas e destinado a pessoas interessadas precisamente em imigrar de Marrocos para a cidade autónoma espanhola de Ceuta. Ainda assim, muitos acreditam que a chamada é falsa e ainda não há também confirmação oficial por parte dos governos de Espanha e de Marrocos sobre a existência de um plano organizado para uma migração em massa para Ceuta.
E o Tribunal de Contas detetou uma série de infrações financeiras associadas ao período em que Luís Neves desempenhou as funções de diretor nacional da Polícia Judiciária. A auditoria reporta ao ano de 2023.
Em causa estão, sobretudo, contratos para compra de combustível e viagens. O Tribunal de Contas conclui que essas operações não respeitaram as regras de contratação pública. São ainda suscitadas dúvidas relativamente a situações consideradas irregulares, detetadas, por exemplo, na utilização do cartão de crédito ou na atribuição de telemóveis. De acordo com o relatório da auditoria a que o Observador teve acesso, o veredito sobre as contas da PJ foi favorável, mas com reservas, ou seja, o Tribunal de Contas aprovou a gestão financeira, mas com reparos e recomendações. As infrações detetadas podiam ter dado origem a sanções, não deram. O jornalista do Observador, João Paulo Coutinho, explica que o perdão foi concedido com base numa disposição da lei que implica o cumprimento de três condições.
É quando há negligência, quando nunca tinha havido uma recomendação anterior e quando se trata da primeira falha, por assim dizer, do visado. Em suma, é: se não havia uma falha prévia, nós deixamos passar esta a primeira. É um pouco esse o espírito da lei. E com isso, tendo em conta que esta também foi, se eu não me engano, a primeira auditoria do Tribunal de Contas e até de um órgão de controle sobre a PJ, pelo menos durante o mandato do Luís Neves Estava sempre salvaguardado desse ponto de vista.
Porque ele não tinha sido ainda fiscalizado, digamos assim, por esta entidade.
Nos argumentos, eles próprios invocam isso, que era a primeira vez que a sua conduta estava a ser questionada e que só isso já atestava a sua boa-fé, a sua probidade e o seu rigor na gestão.
As explicações do jornalista João Paulo Godinho, convidado da edição desta quarta-feira do podcast do Observador História do Dia.
Vamos poder escutar de novo depois da síntese da 13h30. Para já, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?
Uma retificação: há pouco falava em 5,5%, não. A taxa de desemprego desceu para 5,3% no segundo trimestre do ano, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. São menos 0,8 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego desceu 0,6 pontos. Os dados revelam que entre abril e junho a população empregada aumentou 1,9%. Os dados agora conhecidos do INE apontam para uma taxa de desemprego trimestral mais baixa desde o ano de 2011. A Polícia Judiciária apreendeu cinco toneladas de cocaína num navio porta-contentores que ontem foi alvo de buscas em Sines. Foram detidos dois passageiros em situação clandestina e irregular e um elemento da tripulação suspeito de estar envolvido num esquema de tráfico de droga. É isso que se pode ler num comunicado divulgado esta manhã pela Polícia Judiciária. A operação Sky Drop contou com a cooperação da Marinha e da Força Aérea. Em França, cerca de 800 bombeiros continuam mobilizados e em alerta máximo na região de Var. Os operacionais combatem um incêndio perto da serra de Gros Besilons. As chamas já consumiram cerca de 1850 hectares. Já na região de Rome, foram mobilizados, durante a noite de terça-feira, perto de 500 bombeiros. De acordo com o ministro do Interior de França, mais de 400 pessoas foram detidas por suspeita de ligação aos incêndios florestais. Na Grécia, o Fundo Mundial para a Natureza estima que a área ardida possa ter chegado aos 20 mil hectares. Os fogos obrigaram à retirada de milhares de pessoas. Houve casas danificadas, campos agrícolas queimados. O Fundo Mundial para a Natureza expressa preocupação face à dimensão dos estragos provocados pelos incêndios. Saída, 15h, arrancou hoje mais uma edição da Volta a Portugal em Bicicleta, 1422 km distribuídos por 10 etapas e um prólogo. A edição número 87 da Volta a Portugal em Bicicleta está a partir daqui a mais um pouco na estrada. Participam na prova deste ano 119 corredores distribuídos por 17 equipas. A partida é em Lisboa, na Praça do Império, em Belém, prólogo 6,5 km. O primeiro corredor sai para a estrada por volta das 15h. Às 14h, daqui menos de uma hora, haveremos de ter reportagem aqui na antena do Observador.
Miguel Vieira e Jornal da Uma.