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O Observador. Voltamos a atualizar as notícias na Rádio Observador, Jornal das duas, com o Luís Soares. E Luís, o primeiro-ministro volta a reforçar a importância da segurança para o país, incluindo a nível económico. Luís Montenegro considera que isso tem de ser gerido com responsabilidade e prudência.

Declaração feita por Luís Montenegro, de visita a uma empresa de semicondutores em Vila do Conde. Perante os trabalhadores, o primeiro-ministro reitera que a segurança é um fator diferenciador de Portugal para alavancar investimentos.

Nós quando falamos insistentemente e responsavelmente da necessidade de preservarmos Portugal como um dos países mais seguros do mundo, é a pensar nas pessoas, é a pensar na dinâmica social e na proteção das pessoas e dos seus bens, mas é também a pensar na competitividade econômica que nós podemos tirar em confronto com outros destinos, outras geografias, que têm igualmente algum potencial, mas têm esse problema de segurança.

Declarações de Luís Montenegro perante trabalhadores de uma empresa em Vila do Conde, a sublinhar a importância da segurança para a economia.

E os partidos da esquerda, PCP e Bloco, já voltaram a criticar o governo sobre o tema da segurança.

Desde logo, a coordenadora do Bloco, Mariana Mortágua, acusa o governo de promover ações de propaganda, de instrumentalização policial, que não garantem a segurança. Já sobre os desacatos de ontem no Martim Moniz, a líder do Bloco defende que a lei deve ser igual para todos.

O que provam estes incidentes é que as ações de propaganda que instrumentalizam a polícia para fazer a política do governo não trazem segurança. A segurança é trazida quando sabemos que a lei se aplica igualmente a todas as pessoas e que todas as ocorrências, todas, aconteçam em Arroios ou na Quinta da Marinha, são geridas da mesma forma. E é assim que nós garantimos a segurança em Portugal. Não é com ações de instrumentalização da polícia, que não trazem segurança.

Estas críticas de Mariana Mortágua ao governo, em declarações aos jornalistas esta manhã na sede do partido em Lisboa.

Também o PCP criticou Luís Montenegro em matéria de segurança.

Paulo Raimundo acusa o governo de partilhar a agenda do Chega e de alimentar a percepção de insegurança. Em declarações na sede do Partido Comunista, o líder do partido considera que o primeiro-ministro está a tentar desviar atenções no que diz respeito a esta temática.

Eu não acompanho a teoria daqueles que afirmam que o PSD se está a deixar arrastar pela agenda do Chega. Eu acho que o nosso maior problema é que esta agenda é a agenda do PSD e do CDS. E, portanto, o senhor ministro está a fazer o papel dele, está a tentar desviar as atenções e está a tentar, se me permitem, desculpem a expressão, sacudir a água do capote. Porque quem deu centralidade a este problema, quem deu centralidade à chamada insegurança, também foi o senhor primeiro-ministro. Chamou a si como principal protagonista deste processo e agora está a gerir, naturalmente, os danos que está a causar. Vai-lhe rebentar nas mãos, este problema vai-lhe rebentar nas mãos.

Já sobre os incidentes de ontem na zona do Martim Moniz, em Lisboa, Paulo Raimundo desvaloriza a retórica de que os problemas só acontecem naquela zona de Lisboa.

E o ministro da Economia acredita que a inflação em Portugal está contida. É a reação aos dados do Instituto Nacional de Estatística, conhecidos hoje.

A taxa de inflação média em Portugal no ano passado situou-se nos 2,4%, o que compara com a taxa de 4,3% registada em 2023. O INE sublinha que ao longo do ano a taxa registou alguma estabilidade, com o valor mínimo de 1,9% em agosto e o máximo de 3% em dezembro. Em declarações aos jornalistas, também durante a visita do governo a uma empresa em Vila do Conde, Pedro Reis diz acreditar que estes são números positivos.

Eu diria que o número carrega dois aspetos, o indicador. Primeiro, o fato de ser 2.4 em relação à projeção em termos homólogos, 2.6, mostra que alguns indicadores que está algo contida a inflação. Isto impacta diretamente depois nos custos financeiros das empresas, na taxa de juros que pagam e até no escalar dos fatores de produção. Portanto, é positivo isso, porque uma inflação contida é uma boa chave para a manutenção e criação de emprego e de investimento.

Pedro Reis, ministro da Economia, em declarações esta manhã em Vila do Conde.

Na Justiça, o Ministério Público pede a condenação dos seis arguidos julgados por crimes de homicídio no processo de derrocadas de uma estrada em Borba, que vitimou cinco pessoas.

O acidente aconteceu há mais de seis anos numa estrada para duas pedreiras em Borba. Agora o Ministério Público pede a condenação dos seis arguidos por crimes de homicídio, por omissão e violação das regras de segurança. Entre eles, está o presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Borba, também dois funcionários da Direção-Geral de Energia e Geologia. A procuradora do Ministério Público alega que todos conheciam o perigo de derrocada desta estrada municipal, sendo que a sociedade trabalhava em condições ilegais com um plano que estaria desatualizado de 1993. Acrescenta ainda que existiam alternativas para evitar o deslizamento do talude da pedreira e da derrocada da estrada, mas os autarcas preferiram, segundo a procuradora, empurrar o assunto com a barriga e não quiseram tomar qualquer decisão. O acidente causou a morte de dois operários da pedreira e de outros três homens que estavam no troço da estrada que colapsou.

E Luís, está escolhido o projeto vencedor para a reabilitação do Estádio Nacional em Lisboa. O mítico Jamor vai ganhar uma pala da bancada central e maiores acessibilidades.

É um projeto que pretende modernizar o palco da final da Taça de Portugal, uma cerimônia que foi acompanhada pelo jornalista André Maia.

Novas entradas no recinto, mais e melhores acessibilidades, casas de banho, bares e principalmente uma cobertura na tribuna presidencial. O Estádio Nacional vai ganhar nova cara e com o objetivo declarado pelo arquiteto Manuel Aires Mateus: não retocar demasiado a obra-prima.

O estádio não é só um estádio do ponto de vista funcional. O estádio também é um monumento nacional. Portanto, esse equilíbrio entre o que é preservar o monumento e o que é dar condições a este monumento, foram ponderados, penso que muito bem.

Por isso mesmo, a capacidade do estádio não vai mudar e ideias para uma cobertura completa também estão fora dos planos.

Há uma parte significativa do público que estará agora coberto, outra não está, mas não seria possível aumentar mais esta cobertura.

O povo pode continuar à chuva, mas pelo menos já pode entrar. Para Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, é uma espécie de 25 de Abril para o Jamor.

A democracia chegou muito tarde ao chamado Estádio Nacional e ao Complexo Desportivo do Jamor. Sempre foi visto pelos dirigentes do desporto nacional como uma espécie de quinta dos funcionários designados pelo governo para fazerem a gestão daquele espaço.

E o espaço vai continuar a ter essa gestão, mas do governo chega a garantia do secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias.

São vocês, estas entidades, que estão a fazer acontecer e nós não vamos estorvar. E vão concretizar a reabilitação do Estádio Nacional.

Resta saber quando, porque por enquanto não há datas para arranque e fim de obras, mas do lado de António Laranjo, líder da candidatura ibero-marroquina, há a esperança de que no Mundial 2030 em Portugal, o Estádio Nacional já possa ajudar de cara lavada.

Não tenho dúvida que este será um estádio em condições para poder ser utilizado como um dos centros de treino para uma das seleções que o venha a acolher.

Agora é pôr mãos à obra, obra que deve ficar nos 25 milhões de euros, com 6% a ser pago com dinheiro do Estado.

Jornalista André Maia e a apresentação do projeto de requalificação do Estádio do Jamor, em Lisboa. Também estiveram presentes Carlos Lopes e Éder. Já Fernando Gomes, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, deixou um agradecimento especial a António Costa pelo arranque do projeto.

Luís, vamos agora a outros temas que marcam a atualidade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, vai representar Portugal na tomada de posse do presidente moçambicano. É o que adianta à Rádio Observador fonte do Ministério Português dos Negócios Estrangeiros. A tomada de posse de Daniel Chapu está marcada para quarta-feira. Na tomada de posse de Filipe Nyusi, Portugal tinha-se feito representar por Marcelo Rebelo de Sousa. Na sexta-feira, o chefe de Estado português afirmou que aguardava uma proposta do governo português sobre uma eventual ida à posse de Daniel Chapu, possibilidade que agora é afastada. Paulo Rangel poderá aproveitar também para fazer alguns contactos com a comunidade portuguesa nesta visita a Moçambique. No sudoeste do Japão, foi registado um sismo de magnitude 6.8 na escala de Richter, com o abalo sentido por volta das nove da noite, hora local, menos nove horas em Lisboa, epicentro a 49 km de profundidade. Um segundo abalo já foi registado cerca de 20 minutos depois, com uma magnitude mais baixa. Ainda não há dados sobre vítimas ou danos causados, mas as autoridades emitiram alerta de tsunami para duas zonas de maior risco.

Notícia de fecho do Jornal das Duas.