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Horas. Jornal das duas com edição do Miguel Videira. Miguel, há mais eleitores a votar do que nas últimas eleições presidenciais.

Sim, assim é. Os dados divulgados há pouco, há cerca de uma hora, por parte da Comissão Nacional de Eleições, revelam que até ao meio-dia votaram 21,18% dos eleitores recenseados. São dados divulgados pela CNE, dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Em comparação com as eleições presidenciais de 2021, à mesma hora havia uma taxa de participação de 17,07%. Feitas as contas, a taxa de participação sobe mais de quatro pontos percentuais, dados conhecidos esta manhã.

E só falta votar o candidato Manuel João Vieira, todos os outros já votaram.

Com uma mensagem comum, o apelo à participação dos eleitores no ato eleitoral deste domingo foi o que fizeram André Ventura e Henrique Gouveia e Melo, os candidatos que votaram mais recentemente, os dois em Lisboa, André Ventura no Parque das Nações.

Votem, independentemente em quem, saiam de casa e votem. Ou seja, nós não podemos passar o ano inteiro a criticar as coisas ou a década toda a criticar as coisas, mas depois ficar no sofá no dia em que somos chamados a decidir.

O apelo de André Ventura, quase em simultâneo, votou Henrique Gouveia e Melo.

Desejo sinceramente que hoje seja um dia que é um hino à democracia com a votação massiva dos portugueses. Isso é o que eu desejo, que os portugueses venham exercer a sua cidadania, que venham votar e em consciência façam as suas opções.

O desejo de Henrique Gouveia e Melo, comum, de resto, a todos os outros candidatos.

Com Marques Mendes, por exemplo, a manifestar a convicção de que a taxa de abstenção deve baixar face às presidenciais de 2021.

É essa a expectativa do candidato, que votou ao final da manhã em Caxias.

Estou confiante no resultado da minha candidatura, estou confiante numa boa participação eleitoral, estou confiante que a abstenção baixe, até por uma razão que há nestas eleições que não havia tanto em anteriores eleições, que é a situação internacional.

Um dos fatores que, para Marques Mendes, deve contribuir para a mobilização dos eleitores. Também António José Seguro antecipa uma boa participação.

Acredito que os portugueses vão mobilizar e vão votar, porque cada um vai querer decidir e contribuir para o futuro do nosso país. E, portanto, eu acredito no bom senso dos portugueses e também acredito que os portugueses não vão desperdiçar esta oportunidade para decidir, do seu ponto de vista, qual é o futuro do nosso país.

A convicção de António José Seguro, que votou nas Caldas da Rainha.

E em Amarante, distrito do Porto, votou Jorge Pinto.

Com um pedido dirigido a todos aqueles que estão recenseados.

É importante que os portugueses votem, votem massivamente, votem em consciência. Da minha parte, muita tranquilidade, muita felicidade, sentimento de dever cumprido e de consciência tranquila por ter conseguido ou ter trabalhado para isso e levar o debate, marcar a agenda com debates que interessam aos portugueses e agora, com toda esta informação, que os portugueses votem livremente, é tudo o que eu posso esperar.

Com sentimento de dever cumprido, está também António Filipe.

Fiz uma campanha honesta, com seriedade, com convicção, procurando estar próximo das pessoas e dos seus problemas, dizendo aquilo que do meu ponto de vista é aquilo que é necessário para o país. E estou de consciência tranquila e amanhã estarei aqui com a mesma convicção com que estou hoje.

Ainda entre os candidatos do espectro da esquerda, Catarina Martins convoca tantos quanto possível para um dia que é, sublinha, de celebração.

É um dia que é muito importante ir votar e sim, é um dia que deve ser de celebração, de celebração dos direitos de toda a gente, dos direitos de toda a gente a participar da democracia e a escolher como é que quer que seja o futuro de Portugal.

O apelo feito por Catarina Martins ao final desta manhã.

Uma manhã de sol em jeito de convite para que os eleitores se desloquem às assembleias de voto.

Foi o argumento invocado por João Cotrim de Figueiredo.

O dia está magnífico. Eu gosto muito de eleições, é o dia em que a democracia se torna viva, que as pessoas escolhem o seu futuro e não há melhor ocasião para escolher o futuro do que um dia como este, particularmente porque aquilo que está em escolha em Portugal hoje para um presidente da República é algo importante para as pessoas. Portanto, o apelo é: venham votar.

O pedido do candidato bem apoiado pela iniciativa liberal.

João Cotrim de Figueiredo, que é um dos 11 nomes de candidatos elegíveis que constam dos boletins de voto, mas não são os únicos.

Sim, João, há mais três: Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, que protagonizam candidaturas que acabaram por não ser aceites pelo Tribunal Constitucional. No entanto, os nomes já estavam impressos nos boletins, fato que merece o lamento do candidato, de facto, André Pestana.

Estão três protocandidatos que nunca chegaram a efetivar. Ou seja, acho que isso, de facto, não abona a favor da nossa democracia, porque é mais um contributo para a confusão. Eu acho que era necessário haver a maior clareza possível e, nomeadamente, a nível dos debates, o direito igual para todos, para os 11, e depois, obviamente, no boletim de voto, nunca poderiam estar quem não cumpriu os requisitos legais.

André Pestana e o lamento relacionado com a questão dos boletins de voto. E só falta ouvirmos o último dos candidatos, que já votou. Foi também o mais madrugador. Humberto Correia votou logo por volta das 09h, uma hora depois da abertura das assembleias de voto. E para dizer que aconteça o que acontecer, já ganhou.

Eu atingi o meu objetivo, que era concorrer e conseguir. Os portugueses têm que ter orgulho de ser português E faço um apelo ao povo português, que é: sigam sempre o caminho do bem, que esse é o melhor caminho e é o caminho que eu sigo.

O apelo de Humberto Correia, que votou no sul do país, em Olhão.

E escutados os candidatos a Belém, ouçamos agora um antigo inquilino do palácio presidencial.

Cavaco Silva, que sublinha a importância da eleição deste domingo, num contexto muito particular.

Eu penso que é um tempo internacional em que o Presidente da República, um dos contributos que pode dar é precisamente captar internacionalmente apoios para a defesa dos interesses de Portugal. Neste momento, a única coisa que eu posso dizer aos portugueses e aconselhar, é que não deixem de votar.

O pedido de Cavaco Silva, que procurou chamar a atenção para a importância das eleições na atual conjuntura internacional.

E Miguel, o primeiro-ministro também já votou.

E espera que muitos mais sigam o exemplo.

Tenho uma expectativa positiva acerca disso. Creio que esta é uma eleição altamente disputada, com muitos candidatos e com um interesse, eu diria, acrescido face às anteriores, relativamente aos resultados e à imprevisibilidade desses mesmos resultados. Portanto, é natural que possa haver também maior atrativo para que haja uma grande participação e é importante que haja, porque esta é uma decisão soberana dos portugueses.

O apelo ao voto do primeiro-ministro.

Que nestas declarações aos jornalistas, abordou também o tema das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos países que se opõem à anexação da Gronelândia.

Sem se alongar em comentários.

Nós temos acompanhado esse tema de forma permanente, mas eu agora não falarei mais nada para não desfocar a atenção hoje dos portugueses naquilo que é a sua decisão soberana de escolher o próximo presidente da República.

O tema também foi abordado por José Luís Carneiro, com o secretário-geral do PS a elogiar a posição assumida pelo presidente do Conselho Europeu sobre este tema.

A declaração do presidente do Conselho Europeu, António Costa, foi uma declaração muito clara, uma declaração que reafirma o compromisso comum da Europa de defender a soberania e a integridade territorial dos Estados à luz do direito internacional e à luz da Carta das Nações Unidas. E foi importante ver uma voz tão assertiva e tão clara na voz do presidente do Conselho Europeu.

José Luís Carneiro sobre a posição assumida pela União Europeia em relação a esta ameaça de Donald Trump de aplicar tarifas aos países que se opõem à anexação da Gronelândia. Para esta tarde está, de resto, agendada uma reunião dos embaixadores junto à União Europeia. É uma reunião de emergência.

Duas horas e oito minutos, tempo ainda neste jornal das duas para o desporto. A seleção nacional de andebol pode hoje, Miguel, apurar-se para a ronda principal do Europeu.

Portugal joga com a Macedónia do Norte a partir das 17h, encontro da segunda jornada do grupo B. No primeiro jogo, Portugal bateu a Roménia e a equipa portuguesa pode assegurar já hoje o apuramento para a próxima ronda, main round. Basta para isso? Basta. Como se fosse simples conseguir uma vitória. Portugal, como disse, está no grupo B, Dinamarca, Roménia e Macedónia do Norte. A seleção nacional chega a este Europeus depois de ter alcançado o quarto lugar no Campeonato do Mundo de Andebol.

Já estou a roer as unhas. Foi o Jornal das Duas com edição do Miguel Vieira.