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Notícias das duas, com a edição do Miguel Vieira. E Miguel, continua internado o ministro das Finanças. Joaquim Miranda Sarmento sofreu um acidente isquémico transitório.

Um problema de saúde diagnosticado pelos médicos do Hospital de Santa Maria, onde o ministro deu entrada esta manhã com suspeitas de AVC, uma possibilidade descartada depois dos exames a que foi sujeito. O médico neurologista Rui Araújo explicou ao "Moura", aqui na antena do Observador, o que é um acidente isquémico transitório, que pode ter sintomas semelhantes a um AVC, mas as consequências são diferentes.

É quando existem sinais, sintomas neurológicos, ou seja, quando a pessoa pode ter uma alteração da fala, uma alteração da força muscular, alguma coisa que seja localizável ao sistema nervoso, mas não existe dano permanente, ou os sintomas revertem. Portanto, isso habitualmente não é considerado um AVC, o acidente vascular cerebral, mas sim um AIT, ou seja, um acidente isquémico transitório.

O médico acrescenta que, ao contrário do AVC, o acidente isquémico transitório não deixa sequelas.

Sendo um acidente isquémico transitório, ou seja, à partida o que se espera é que não haja qualquer tipo de sequelas associadas, ao contrário do AVC, em que essas sequelas podem acontecer.

O antigo vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia acrescenta que, por norma, o acidente isquémico transitório conduz a internamentos de curta duração.

E a partir de amanhã passa a ser obrigatório ligar para a linha SNS 24 antes de aceder às urgências de obstetrícia e ginecologia.

Até hoje, só nos hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, Leiria e Caldas da Rainha é que era obrigatório contactar a linha telefónica do SNS para recorrer a estas urgências. Mas a partir de amanhã, a regra estende-se a todos os hospitais de Portugal continental. A medida foi dada a conhecer através de uma publicação no Diário da República, em que o governo explica que a decisão resulta de avaliação positiva do projeto-piloto que foi implementado há pouco mais de um ano. No diploma assinado pela ministra da Saúde, o governo afirma que esta medida vai promover uma utilização mais adequada e proporcional das urgências. A obrigatoriedade de ligar para o SNS 24 antes das utentes se dirigirem a uma urgência não vai ser exigida em situações de risco de vida ou quando as utentes são encaminhadas por outros profissionais de saúde.

Ricardo Salgado vai mesmo ser julgado na Operação Marquês. O pedido de suspensão ou extinção do processo por causa da doença de Alzheimer foi negado.

A decisão é do Tribunal da Relação de Lisboa, que rejeitou o recurso da defesa do ex-presidente do BES. Ainda assim, o tribunal salvaguarda que caso Ricardo Salgado venha a ser condenado, então aí sim, vai ser tido em conta o estado de saúde do ex-banqueiro relativamente às condições em que terá de cumprir a pena. A defesa de Salgado argumenta que o estado de saúde do antigo presidente do BES o impede de exercer o direito de defesa e de compreender o objeto do processo e acusação. No entanto, o coletivo de juiz entende que o Código de Processo Penal não prevê a interrupção do procedimento criminal por anomalia psíquica surgida após os fatos que motivam o julgamento. No âmbito da Operação Marquês, Ricardo Salgado está acusado de 11 crimes, entre os quais corrupção e branqueamento de capitais.

E o governo decidiu incluir novos municípios na situação de calamidade decretada na sequência do mau tempo.

Vários autarcas de municípios que também se debateram com estragos avultados e que ficaram de fora deste estado de exceção, vieram reivindicar o mesmo tratamento que tiveram 68 concelhos afetados pela depressão Christine. No despacho agora publicado em Diário da República, o governo recorda que os ministros da Economia e da Administração Interna estavam autorizados a identificar outros concelhos que também deviam ser abrangidos pela situação de calamidade. São então 22, essencialmente dos distritos de Santarém, Leiria e Coimbra. O jornalista João Lourenço conversou com o presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos. É um dos municípios agora incluído na situação de calamidade. Carlos Alves está satisfeito com a decisão, embora diga também que peca por tardia.

Houve aqui uma perda de tempo. Houve aqui um conjunto de semanas em que podíamos ter avançado nessas candidaturas, que os nossos municípios podiam ter avançado e que isso não foi possível, porque não estávamos abrangidos por esta situação de calamidade. Não estando abrangidos por essa situação de calamidade, as candidaturas não poderiam entrar nas plataformas porque não havia apoios para a situação do território de Arruda dos Vinhos, como outros. Portanto, peca por tarde, mas finalmente, este decreto faz justiça.

A reação do presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos é um dos concelhos que passa a estar abrangido pela situação de calamidade.

E Miguel, o Livre tem dúvidas quanto ao investimento financeiro no PTRR.

Foi o último partido a ser recebido da parte da manhã na residência oficial do primeiro-ministro. Luís Montenegro recebe contributos dos diferentes partidos com assento parlamentar para a elaboração do programa que vai servir para ajudar as regiões do país atingidas pelo mau tempo. Depois de uma reunião que durou mais de uma hora, Rui Tavares manifestou aos jornalistas preocupações sobre o envelope financeiro que acompanha este programa de recuperação, mas também sobre a forma como o apoio vai ser concedido a famílias e empresas.

Ter, desde logo, um envelope financeiro que seja à escala, porque senão a economia sofre o embate e produz menos do que poderia produzir e acabamos a perder dinheiro pelo receio de não gastar ou de gastar a mais no início, e tem que ter uma agência que seja publicamente responsabilizável por aquilo que está a acontecer e que seja temporária e, portanto, que dure de três a seis anos.

Rui Tavares, em declarações aos jornalistas depois do encontro com Luís Montenegro, a partir das 15h, daqui a menos de uma hora, são recebidos os quatro maiores partidos, os partidos com maior representação parlamentar, começando pela Iniciativa Liberal. À mesma hora, arranca no Parlamento um debate sobre as medidas de resposta às tempestades das últimas semanas.

No desporto, todos os holofotes estão hoje na capital espanhola. O Benfica joga com o Real Madrid num duelo que decide o acesso aos oitavos da Liga dos Campeões.

Dois gigantes europeus. São os dois clubes com mais participações na história da Champions. Foi há 61 anos que o Benfica jogou a última vez na casa do Real Madrid. O Observador está na capital espanhola, logo há relato em direto deste encontro entre águias e merengues. Em Madrid, há um forte apoio dos adeptos do Clube da Luz. O jornalista Miguel Cordeiro, que nos vai trazer as emoções deste Real Madrid contra Benfica, conversou com um espanhol que é fanático pelo Benfica.

Olá, sou Toni Gutiérrez, sou de Valência, Espanha, e meu clube é o Benfica.

Toni é do Benfica, mas não é desde pequenino.

Foi em 2010, porque Aimar é meu ídolo. Eu convenci meus pais a viajar a Lisboa para vê-lo e me apaixonei loucamente pelo Benfica.

Agora, com 31 anos, Toni Gutiérrez diz-se apaixonado pelo Benfica. Nas redes sociais, já soma dezenas de milhares de seguidores, até porque é um adepto fervoroso e assíduo.

Estive na França, estive na Itália, estive nos Estados Unidos, na Sérvia, na Espanha.

Estiveste no Mundial de Clubes.

Estive no Mundial de Clubes. Estive nos jogos da fase de grupos e foi lindo, porque encontramos benfiquistas de todo o mundo, que o Benfica é um pouco isso. Nascido em Lisboa, mas é do mundo.

Toni viu os dois jogos com o Real Madrid esta época na Luz. Agora, em Madrid, mantém confiança no apuramento. Sobre o que se passou na semana passada.

Todos estamos contra o racismo, ou seja, isso não deve existir nos dias de hoje, mas igual que a gente daqui crê em Vinicius, eu, hoje, ainda não vi o contrário, creio para este ano.

E quanto às bancadas?

No estádio eu não vi nada. Sim, é verdade que todos, e não vamos negar, vimos as imagens de depois. E isso é para erradicar.

Perante o mediatismo deste caso, Toni diz que é algo natural.

Sim, o Madrid é o clube mais midiático, o maior não, porque o maior somos nós, mas o mais midiático do mundo. E tudo que acontece com o Madrid é visto em todo o mundo.

Toni Gutiérrez espera uma reviravolta das Águias no Bernabéu. Vai estar nas bancadas a agitar uma bandeira da Espanha com o símbolo do Benfica ao centro, porque, para este espanhol, o Benfica é uma paixão.

A minha vida, tudo. É o amor mais lindo que senti e pelo Benfica daria tudo, daria a vida.

Não há idioma para ser adepto de um qualquer clube, neste caso do Benfica, é o que nos diz em castelhano Toni Gutiérrez. Um trabalho do jornalista Miguel Cordeiro, enviado especial do Observador a Madrid. Vai trazer-nos mais logo, a partir das 8:00 p.m., o relato desse jogo da segunda mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, Real Madrid contra Benfica, no jogo de há uma semana. Na Luz, o Benfica perdeu por 1 x 0. A emissão especial arranca logo a seguir, às 19:30.

Nove minutos para lá das 14:00. Miguel, vamos a outros temas em destaque.

O presidente da República eleito, António José Seguro, torna público que cessou todas as funções acadêmicas, empresariais e cívicas que desempenhava. Numa nota enviada à Agência Lusa, António José Seguro adianta que doou aos dois filhos as participações que detinha nas sociedades Amarcor Limitada e Mimos da Beira Limitada. Desta forma, o presidente da República eleito deixa de ser gerente destas duas sociedades, além de abandonar também o cargo de vice-presidente da associação Nossa Europa e a presidência da associação Movimento o Portugal. Agora, António José Seguro deixa também de ser professor associado convidado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e na Universidade Autônoma de Lisboa. 2.105 € foi o valor mediano por metro quadrado da avaliação das casas no mês de janeiro. É o novo máximo histórico. São dados revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Representa um aumento de 18,7% relativamente ao mesmo mês do ano passado. De dezembro para janeiro, registou-se uma subida de 24 €.

Miguel Vilela com o Jornal das duas.