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Notícias. Jornal das 14h da Rádio Observador, edição do jornalista José Rafael Lopes. Já está na estrada a operação Páscoa 2026 da GNR. Foram registados 236 acidentes e quatro mortes nas últimas 24 horas.

Há ainda a registrar cinco feridos graves e 68 ligeiros. São dados da GNR. De acordo com o comunicado, dos 7 mil condutores fiscalizados, 32 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue que representa crime rodoviário. Nove pessoas foram ainda detidas por conduzirem sem carta. A GNR revela que foram detectadas quase 1400 contraordenações, das quais 400 foram por excesso de velocidade. Na Rádio Observador, o major João Gaspar, da Divisão de Comunicação da GNR, prevê um aumento do tráfego rodoviário nos próximos dias devido à Páscoa e afirma que estão previstos reforços na estrada para os próximos dias.

É previsto, sim, um aumento do tráfego rodoviário por todas as estradas portuguesas. Está a decorrer um esforço das ações de fiscalização e patrulhamento, orientado para os principais eixos rodoviários e também para os locais que estão mais associados a esta época festiva, de forma a poder garantir que estas deslocações decorrem em segurança, mas também para garantir que é possível gozar este período festivo junto das famílias e sem tragédias a lamentar.

Declarações do major João Gaspar, da GNR, na Rádio Observador. Foram registados 236 acidentes e quatro mortes nas últimas 24 horas na Operação Páscoa.

Já a PSP fez mais de 700 detenções.

Sendo que mais de 200 foram devido à condução sob o efeito de álcool. A PSP registou ainda perto de 4000 infrações rodoviárias. Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública destaca que foram registados 384 crimes rodoviários. Além da condução em estado de embriaguez, a PSP detetou casos de condutores que conduziam sem carta. São mais de 130. A GNR e a PSP vão estar na estrada até segunda-feira, com o aumento da fiscalização devido ao período da Páscoa. Neste período, a PSP promove ainda ações junto da população mais idosa e tem um plano de contingência para agilizar o controle de segurança nos aeroportos.

E este é um fim de semana prolongado de calor e, por isso, hoje a vigilância nas praias portuguesas começa a ser reforçada.

O projeto Sea Watch, da Polícia Marítima Nacional, quer colocar mais nadadores-salvadores no terreno. A Rádio Observador ouviu o presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, Alexandre Tadeia, que deixa alguns alertas.

A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores fez um alerta público para um período crítico que vamos viver nestas duas semanas, que segundo os dados do Observatório do Afogamento, já tem seguido a registar desde há pelo menos quatro anos, onde nestas duas semanas, normalmente estamos muito acima daquilo que é a média quinzenal de afogamento, que é cinco mortes, a nossa média portuguesa. E nestas duas semanas, normalmente temos o dobro e muitas vezes até quatro ou cinco vezes mais.

O responsável da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores afirma ainda que as praias portuguesas precisam de nadadores-salvadores durante mais tempo. Diz mesmo Alexandre Tadeia que o ideal seria durante todo o ano.

Um bom exemplo de Póvoa de Varzim, Nazaré, Carcavelos, Fonte da Telha, toda a zona também de Costa da Caparica e Fonte da Telha, a zona de Albufeira, com muito bom exemplo das Câmaras Municipais a ter nadadores-salvadores. A Autoridade Marítima vem também agora reforçar um bocadinho com mais seis viaturas também, mas obviamente que tudo isto é manifestamente pouco, porque o que deveríamos ter era efetivamente todas as praias portuguesas marítimas e também as do interior que têm frequência nesta altura, deveriam ter nadadores-salvadores.

O aviso do presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, a entrevista na Rádio Observador. A iniciativa da Polícia Marítima, o projeto Sea Watch, termina a 12 de abril.

O presidente do Governo Regional dos Açores defende que o acordo com os Estados Unidos para a Base das Lajes deve ser revisto. Ainda assim, José Manuel Bolieiro acredita que o momento não é o mais oportuno.

O presidente do Governo Regional entende que a utilização norte-americana da Base das Lajes provou a importância geoestratégica do arquipélago e, por isso, quando surgir o momento apropriado, o acordo que está em vigor deve ser revisto. É o que diz José Manuel Bolieiro, que admite que talvez seja melhor esperar pelo fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irão.

Eu entendo que, porventura, nesta fase, não seja propriamente o momento mais oportuno para se falar sobre negociações de acordos internacionais. O que quis pontuar, assim que surgir essa oportunidade, é de justiça, é adequado, face ao recrudescimento do valor geopolítico e geoestratégico dos Açores, no contexto não só da NATO, como também da relação transatlântica, que se possa revisitar este acordo.

José Manuel Bolieiro a defender que os Açores têm provado o valor geoestratégico para a NATO. O acordo das Lajes foi revisto pela última vez em 1995, tendo na altura caído as contrapartidas financeiras na ordem dos 40 milhões de dólares que os Açores recebiam pela utilização da infraestrutura militar por parte dos Estados Unidos da América.

As declarações de José Manuel Bolieiro surgem precisamente quando voltou a aterrar um drone militar norte-americano na base das Lajes.

O aparelho aterrou pouco depois das três da manhã, hora de Lisboa. É a segunda noite consecutiva em que a infraestrutura no arquipélago dos Açores recebe este tipo de equipamentos. Trata-se de um drone militar de combate, o MQ-9 Reaper, que tem cerca de 11 metros de comprimento e 20 de envergadura. Pode carregar até oito mísseis de precisão, ou seja, é considerado o mais potente e versátil drone utilizado em combate. Desde 18 de fevereiro que o movimento de aeronaves militares na base das Lajes se intensificou. Aeronaves militares que vêm dos Estados Unidos da América.

E na análise, o especialista em Relações Internacionais, Orlando Sá Mões, afirma que Portugal tem estado a fazer um equilíbrio difícil entre o cumprimento do direito internacional e a parceria com os Estados Unidos.

Ainda assim, Orlando Sá Mões refere que os drones são armas e por isso o acordo de utilização da base das Lajes pode estar a ser violado.

Esses drones já têm características que nos fazem pensar serem mais de ataque e, portanto, parecem ir um bocadinho além daquilo que seria o acordo inicial. Mas, por outro lado, também notamos que não há uma posição muito clara da União Europeia. Portanto, não creio que Portugal esteja até a preterir um lado dos seus acordos nos Estados Unidos do que em relação à União Europeia, porque a União Europeia também continua a debater e há sensibilidades diferentes.

O especialista em Relações Internacionais recorda que o presidente dos Estados Unidos tem atirado críticas a vários aliados da NATO, como a Espanha e Inglaterra, mas Orlando Sá Mões destaca o fato de Portugal não estar representado na lista negra de Trump.

O presidente dos Estados Unidos já destratou bastantes aliados, mas não foi o caso de Portugal. O que também significa, mais uma vez, que se calhar algum respeito para com os aliados é algo extremamente necessário numa guerra, principalmente quando a guerra começa e que estranhamente esta administração norte-americana, talvez por muita falta de tradição e de conhecimento político, neste caso da parte do próprio presidente, não tenha começado da melhor forma e agora está completamente furioso.

A leitura de Orlando Sá Mões no Gabinete de Guerra aqui na Rádio Observador, numa altura em que voltou a aterrar um drone militar norte-americano na base das Lajes.

E na Ucrânia, um ataque russo com mais de 50 drones causou cortes de energia de emergência.

É o que denuncia um operador de eletricidade ucraniano, bem como as autoridades de Kiev. No Telegram, o governador da região informou que pelo menos uma pessoa morreu, outra ficou ferida na sequência deste bombardeamento. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia classificou o ataque como uma resposta brutal de Moscovo à proposta de Kiev de uma trégua durante a Páscoa. A AFP diz que a empresa de energia elétrica ucraniana está a anunciar cortes de emergência de energia em várias regiões do país.

E falamos agora da reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Irão avisa contra qualquer ação provocadora no Estreito de Ormuz.

Por causa do projeto de resolução apresentado pelo Bahrain, de acordo com o programa oficial do Conselho de Segurança, o projeto propõe autorizar o uso de força defensiva para proteger a navegação em Ormuz de ataques iranianos. A Associated Press escreve ainda que a versão final atenua significativamente esta proposta. A votação estava marcada para hoje, foi adiada, deve acontecer apenas amanhã. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros diz que qualquer ação provocadora por parte do Conselho de Segurança da ONU só vai complicar ainda mais a situação à volta do Estreito de Ormuz.

E no desporto, o Futebol Clube do Porto joga amanhã com o Famalicão. Francesco Farioli deixa elogios ao adversário minuto.

O jogo está marcado para as 20h30 da noite, amanhã, no Estádio do Dragão. Futebol Clube do Porto de regresso às provas nacionais depois da pausa para as seleções. Na conferência de imprensa antes do jogo, Francesco Farioli diz que a equipe portista vai precisar de dois aliados para vencer o Famalicão.

"A partida vai exigir a nossa melhor versão em termos de atitude e de espírito. Têm sido os nossos melhores amigos até agora e amanhã têm de estar lá. Amanhã contamos com um Dragão cheio, por isso todas as condições estão reunidas para ser um jogo importante".

Francesco Farioli em conferência de imprensa. O Futebol Clube do Porto e Famalicão joga-se amanhã às 20h30 da noite. Há relato e análise aqui na Rádio Observador.

E fica por aqui o Jornal das duas, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já.

Até já, Rita.