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Agora que são 14h em ponto. Jornal das 2 da Rádio Observador, tem edição do jornalista Carlos Pedro e começamos com um incêndio em Linda-a-Velha, no Conselho de Oeiras. Carlos, as chamas consomem uma zona de mato por ali.

No local estão mais de 60 operacionais e 20 viaturas dos bombeiros. O alerta para o fogo foi dado já durante o início desta tarde. A Rádio Observador está no local. Agora, em direto, Martim Madeira, falaste com o presidente da Junta de Freguesia de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada, que deixou críticas ao Ministério da Defesa.

Sim, acima de tudo, porque este terreno é do Ministério da Defesa, é o dono deste terreno, e não só o presidente da Junta de Freguesia, como também Isaltino Morais, já há uns dias, dia 13 de julho, tinha feito uma publicação no Instagram a pedir ao Ministério da Defesa para limpar esta zona de mato, que está com uma vegetação muito densa e muito alta, a pedir ao Ministério da Defesa para fazer essa limpeza, porque poderiam haver riscos de incêndio. Ora, é isso que se verifica neste preciso momento. Mais um incêndio, é o segundo este mês, foi o que nos deu conta também o presidente da Junta de Freguesia de Linda-a-Velha, Algés e Cruz Quebrada. E neste preciso momento, o incêndio já está a descer praticamente para a zona de estradas, para uma zona residencial. Está cada vez a descer mais, mas pareceu, pelo menos há pouco, minimamente controlado. Agora abriu uma nova zona com fogo e que está a ser apagada pelos bombeiros aqui da zona. Também o presidente da Junta de Freguesia deu-nos conta de que esta zona em específico foi solicitada ao Ministério da Defesa várias vezes pela Junta e pela Câmara de Oeiras para criar uma zona de habitação e uma zona também onde poderia ser a sede da própria Junta de Freguesia de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada. Entretanto, o Ministério da Defesa nunca cedeu este terreno, que está parado há alguns anos, foi o que nos deram conta. Nunca cedeu este terreno à Junta, nem à Câmara Municipal de Oeiras. E então aqui, agora a suceder um incêndio, de acordo com o presidente da Junta e com Isaltino Morais, por não existir a limpeza desta zona de mato. Ao que tudo indica, pelo menos do que consigo ver agora, parece estar um bocadinho mais controlado, mas ainda há chamas a dirigirem-se para as zonas mais residenciais e, neste caso, para a estrada principal.

O jornalista da Rádio Observador, Martim Madeira, desde Linda-a-Velha, onde o incêndio vai consumindo uma zona de mato no Conselho de Oeiras, a dar-nos conta também das críticas do presidente da Junta de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada. Críticas essas que não são recentes e que já tinham sido feitas pelo presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais. Ainda sobre os incêndios, o fogo que mais preocupa as autoridades nacionais a esta altura está no norte do país, com mais de 800 operacionais a combaterem as chamas em Valpaços. O mais recente ponto de situação feito pela Proteção Civil indica que 80% do perímetro do incêndio está dominado. Quatro meios aéreos ajudam os bombeiros no combate a este fogo, que já chegou a Mirandela, no distrito de Bragança.

Neste jornal das 14h, olhamos agora para outro incêndio, Carlos, este que esta manhã afundou uma embarcação de recreio. Esteve então a arder no rio Tejo, em frente a Algés. O único ocupante do barco escapou, felizmente, sem ferimentos.

Exatamente. A notícia foi primeiro avançada pelo Correio da Manhã e entretanto confirmada pelo Observador junto da Capitania do Porto de Lisboa. O incidente ocorreu em frente à zona de Algés. Dentro da embarcação seguia apenas um tripulante, um pescador de 72 anos, diz a SIC Notícias, e que está fora de perigo. À Rádio Observador, o comandante do Porto de Lisboa, Nuno Mota Moreira, conta o que se passou.

Foi um incêndio que houve numa embarcação de recreio com apenas um tripulante, um pescador, que se incendiou por causas que ainda não conseguimos apurar. Ele foi prontamente recolhido e já está em terra, está bem de saúde. E entretanto a embarcação afundou-se. Está afundada, portanto já não há ninguém em risco, não há vidas em risco. E iremos apurar logo possível as causas do incidente.

O comandante do Porto de Lisboa, Nuno Mota Moreira, à Rádio Observador. As imagens que circulam na internet mostravam uma grande nuvem de fumo no rio Tejo.

Abrimos agora a página da atualidade política neste jornal das 14h da Rádio Observador, com o grupo parlamentar do CHEGA a apresentar um requerimento para a constituição de uma comissão permanente na Assembleia da República para ouvir o ministro da Administração Interna e também a ministra da Justiça.

Um pedido entregue esta manhã pelo líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, depois de ontem André Ventura ter deixado muitas críticas à conferência de imprensa de Luís Neves. Anunciou também uma comissão de inquérito com caráter potestativo. Ora, neste pedido mais recente do CHEGA, o partido alega que os esclarecimentos do ministro foram insuficientes e contraditórios e em alguns casos configuram a confissão de ilegalidades praticadas. O CHEGA quer, por isso, chamar também à Assembleia da República a ministra da Justiça, que tutela a PJ, para também esclarecer os deputados sobre os fatos relacionados com Luís Neves. O partido quer que a audição do ministro ou dos ministros aconteça já no início do próximo mês, entre terça e quarta-feira da próxima semana. Também a Iniciativa Liberal já tinha apresentado uma iniciativa no mesmo sentido. Na altura, contou com o chumbo de PSD e CDS.

Seguimos em frente agora neste jornal das 14:00, com destaque para o vice-presidente do PSD, André Coelho Lima, que entende que a autoridade do Ministro da Administração Interna está em causa neste momento.

Apesar dos esclarecimentos de ontem de Luís Neves, André Coelho Lima diz que o ministro não reúne todas as condições para continuar no cargo.

É aquilo que mais me custa, digo pessoalmente que me custa, até porque tenho não só simpatia por Luís Neves, como sobretudo admiração por aquilo que ele fez enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, é um servidor público de excelência, mas efetivamente aquilo que ontem revelou com toda a franqueza e frontalidade, é preciso reconhecer isso, põe relativamente em xeque a sua autoridade policial.

Enquanto ministro.

Enquanto ministro.

André Coelho Lima, antigo vice-presidente do PSD, esta manhã no explicador da Rádio Observador, diz também que Luís Neves merece uma segunda oportunidade, apesar de admitir que a autoridade do ministro foi colocada em xeque. Já o antigo líder desta pasta da Administração Interna pelo PS, Eduardo Cabrita, diz que cabe ao primeiro-ministro a decisão quanto à continuidade ou não de Luís Neves no governo. O socialista traça semelhanças com a estratégia adotada neste caso em relação também à polêmica da Spinoviva.

Luís Neves é vítima, de algum modo, daquilo que é o padrão Luís Montenegro de degradação da ética política e de degradação da forma de prestação de contas que o primeiro-ministro seguiu no chamado caso Spinoviva, de termos um primeiro-ministro que desenvolve uma atividade empresarial enquanto já é primeiro-ministro.

Já Teresa Nogueira Pinto, ministra-sombra do Chega, diz que os esclarecimentos da conferência de imprensa de Luís Neves não foram suficientes e acusa o ministro de achar que está acima da lei.

A ideia que fica é de que há aqui um conjunto de leis que ora Luís Neves desconhece, sendo MAI e tendo sido polícia, é grave, ora acha estar acima delas, o que me parece, até no atual contexto político, ainda mais grave. E, portanto, não me parece que possamos ter ficado contentes com aquilo que foi aquela conferência de imprensa.

Teresa Nogueira Pinto, Eduardo Cabrita e também André Coelho Lima, ouvidos esta manhã no explicador da Rádio Observador.

Passam oito minutos das 14:00. No final deste jornal das 14:00, Carlos, olhamos para as outras notícias que marcam a atualidade informativa e começamos por uma taxa temporária criada pelo governo.

Exatamente, uma taxa temporária sobre os lucros extraordinários das petrolíferas, uma medida aprovada hoje em Conselho de Ministros, a criação desta contribuição de solidariedade temporária sobre o setor petrolífero é aplicada às empresas dos setores do petróleo bruto e da refinação. Tem também caráter excepcional e vai incidir sobre a parte dos lucros das empresas que excedam, em larga medida, a média registrada nos anos anteriores. Isto acontece numa altura em que as atividades de extração e refinação de petróleo registam ganhos extraordinários resultantes da subida dos preços dos combustíveis. O governo português condena os recentes ataques russos contra a Ucrânia, destaca ainda a violação do espaço aéreo da Polônia. Foi através de uma publicação na rede social X que o Ministério dos Negócios Estrangeiros fala em atos que evidenciam a ameaça direta à segurança europeia. Também na mesma rede social, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, condena os ataques que ameaçam a segurança da Europa. O CEO da Air France KLM está confiante de que a proposta apresentada pela empresa para a privatização da TAP é suficiente para ser aceito pelo Estado português. A notícia é da Agência Lusa, que cita uma resposta de Benjamin Smith, o líder da Air France KLM, diz que o grupo só avançou com a candidatura porque considera ter apresentado a melhor proposta. A empresa mostra-se ainda impressionada com os resultados da TAP e por isso convidou os gestores da transportadora aérea portuguesa a ficarem no cargo caso ganhem a companhia aérea.

Carlos Pedro e o Jornal das duas da Rádio Observador.