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Jornal das três da tarde, com edição do jornalista Miguel Vieira. E Miguel, o Presidente da República cumpre o segundo dia de presidência aberta, presta declarações a esta hora em Tomar.

E é para lá que seguimos de imediato, ao encontro do jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia, que acompanha esta presidência aberta de António José Seguro. Ainda fala a esta hora, Vasco, o Presidente da República.

Ainda fala o Presidente da República. Houve agora uma nova pergunta, todas focadas na recuperação do mau tempo nesta região Centro.

Eu espero que não aconteça isso. Todos desejamos que não aconteça nenhuma catástrofe neste verão. E eu chamei e alertei para a necessidade de se fazer esta limpeza dos caminhos florestais e dos aceiros há muito tempo. E, portanto, eu esperava que tivesse começado mais cedo, mas neste momento fico satisfeito de haver trabalhos em curso. Ainda ontem tive a oportunidade de visitar, no Conselho de Vila de Rei, precisamente, um trabalho que está a ser feito em articulação com as Forças Armadas. O que é importante, neste momento, é que todos os recursos do país, todas as instituições, todas as organizações possam convergir num propósito: prevenir os incêndios do próximo verão. Muito obrigado. Boa tarde. Até já.

Chego assim ao fim as declarações de António José Seguro, duraram cerca de quinze minutos e decorrem aqui em Mação, na localidade de Casais de Bispos. Declarações que se focaram apenas na recuperação do mau tempo nesta região Centro. E é importante frisá-lo, porque muitas das perguntas que António José Seguro aqui recebeu, e geralmente nesta presidência aberta e tem sido o estilo, apenas mostra disponibilidade para receber perguntas uma vez por dia, nesta única vez em que se mostrou disponível para isso, não quis responder a questões laterais ao tema que motiva esta presidência aberta e, por isso, não só não responde a perguntas sobre o acordo para o adiamento da escolha dos juízes para o Tribunal Constitucional entre os três maiores partidos do Parlamento, mas também não quer revelar o que vai falar hoje à tarde em Tomar com o primeiro-ministro. De qualquer maneira, diz que há perguntas que se fazem em privado, outras em público, e que tem feito as perguntas certas no que diz respeito ao mau tempo, por que é que os apoios demoram a chegar ao terreno, por que é que o país, ou grande parte do país, esteve tanto tempo sem telecomunicações. Diz que tem a obrigação, o chefe de Estado, de não deixar de fazer nenhuma dessas perguntas e de dizer que é preciso menos palavra, Miguel, e mais ação.

Será seguramente um tema a abordar nesse encontro a que fazias referência, Vasco, que António José Seguro vai manter esta tarde em Tomar com o primeiro-ministro Luís Montenegro. Segundo dia de presidência aberta de António José Seguro.

O Bloco de Esquerda diz que o não é não ao Chega, deve ser levado a sério. Os bloquistas criticam o acordo para a indicação de juízes para o Tribunal Constitucional, Miguel.

Numa declaração, há instantes, aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado único do partido diz que o não é não é um garante da democracia portuguesa e que o Chega procura ter uma extensão de André Ventura no Tribunal Constitucional.

É, aliás, a primeira vez que eu me recordo que um partido deixa tão claro que quer ter uma extensão da sua sede partidária no Palácio do Ratton. O Tribunal Constitucional é o bastião da nossa democracia e a democracia deve-se defender dos seus adversários, e André Ventura não esconde. Todos nós temos a obrigação de levar o não é não a sério. O não é não é uma condição de defesa, de proteção da democracia portuguesa. Nós vivemos tempos perigosos e é tempo dos democratas terem coragem.

É isso que diz Fabian Figueiredo, entre críticas a Luís Montenegro e ao PSD, por terem firmado este acordo, sendo que não há qualquer referência ao Partido Socialista, pese embora também o PS esteja envolvido neste entendimento. O deputado do Bloco de Esquerda pede uma mobilização do que enche o espaço democrático para impedir, dessa forma, a entrada do Chega no Tribunal Constitucional.

Numa altura, precisamente, Miguel, em que PSD, PS e Chega decidiram adiar a eleição dos novos juízes do Tribunal Constitucional.

A eleição estava agendada para a próxima semana, dia 16. O adiamento é justificado com o facto do presidente do Constitucional, José João Abrantes, deixar este órgão no próximo mês, o que obrigaria a uma nova eleição para o substituir. Assim, os três partidos entendem que faz mais sentido escolher nessa altura, em maio, os quatro juízes em falta e proceder apenas a uma eleição. O Observador apurou que há, de resto, um princípio de acordo entre os três partidos, o tal acordo a que fazia referência Fabian Figueiredo. Cada um dos três partidos vai indicar um nome, o quarto, que corresponde ao juiz que irá presidir ao Constitucional, vai ser sugerido pelo PSD, sendo que, segundo o PS, deve ser uma figura central, sem conotação partidária.

O secretário-geral do PS, entretanto, acusa o governo de estar a ganhar dinheiro à custa dos sacrifícios dos portugueses.

Numa alusão ao aumento das receitas de IVA que decorre da subida da inflação. José Luís Carneiro visitou esta manhã o mercado de Benfica, precisamente para abordar o tema do aumento do custo de vida e apresentou 15 medidas para aliviar a carteira das famílias, desde logo, a redução do IVA.

Avançar com o IVA zero num cabaz de bens alimentares essenciais. Em segundo lugar, avançar com apoios para a redução do custo com os combustíveis, por um lado, e também com os custos com eletricidade e com o gás. As medidas que o governo adotou são medidas claramente insuficientes.

Sobre a sustentabilidade das propostas agora apresentadas, José Luís Carneiro faz as contas.

Eu quero dizer que as propostas que estamos a apresentar, se forem adotadas até o final do ano, terão custo adicional do PIB de cerca de 0,4%, o que significa que temos as contas muito bem feitas. Agora, eu considero que é imoral

O Governo estar a ganhar dinheiro à custa do sacrifício dos portugueses. Isso é inaceitável.

Por conta do aumento das receitas provenientes de IVA, que decorre da subida da inflação, do aumento generalizado de preços.

Ainda na política nacional, o Chega força um debate de urgência no Parlamento, precisamente por causa da nova subida dos preços dos combustíveis.

Já amanhã, o grupo parlamentar apresentou um requerimento potestativo, quer um debate sobre o agravamento do custo de vida que decorre da guerra no Médio Oriente, sobretudo por causa do impacto no cabaz alimentar e na habitação. O Chega quer que sejam adotadas medidas urgentes para responder à pressão que este conflito está a ter sobre as famílias em Portugal.

Na atualidade internacional, Miguel, Donald Trump sobe o tom das ameaças ao Irão, avisa que uma civilização inteira vai morrer esta noite.

"Para nunca mais voltar", escreve o presidente norte-americano na rede Truth Social. Ressalva que não quer que tal aconteça, mas ao mesmo tempo diz que provavelmente vai acontecer. Faltam apenas algumas horas para terminar o prazo que Donald Trump deu aos líderes iranianos para cederem e facilitarem um acordo de cessar-fogo, que deve passar pela livre navegação no estreito de Ormuz. Nesta declaração, o presidente dos Estados Unidos deixa também um recado em modo de apelo a uma reação favorável do Irão. Sublinha que "agora que o regime tem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicais", estou a citar Donald Trump, pode ser que talvez algo revolucionário possa acontecer. O presidente dos Estados Unidos reforça que só esta noite se saberá se as ameaças se concretizam ou não.

E Miguel, entretanto, o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, confirmou o ataque das forças norte-americanas à ilha de Khark.

A ilha que é considerada a joia da coroa do Irão, por onde passa 90% do petróleo do regime. A agência Mehr, agência de notícias, denuncia várias explosões. Não revelou mais detalhes. O vice-presidente dos Estados Unidos confirma que, de facto, os Estados Unidos atacaram a ilha.

J. D. Vance, que aterrou esta manhã em Budapeste para reunir com Viktor Orbán e não poupa nos elogios ao primeiro-ministro húngaro.

Esta visita é uma demonstração de apoio a Orbán nas vésperas das eleições legislativas agendadas para domingo. O J. D. Vance vai ficar dois dias na Hungria. Foi recebido no aeroporto pelo chefe da diplomacia. Entretanto, já se encontrou com o líder húngaro pela primeira vez e desfez-se em elogios a Orbán. Confessou, inclusive, que tanto ele como Donald Trump amam o primeiro-ministro húngaro por ser dos poucos que torna a Europa forte.

"A relação de amizade entre a Hungria e os Estados Unidos é muito importante para nós, em parte porque adoramos os húngaros e a cultura do país, mas também porque o presidente o ama. E eu também, porque você é uma parte tão importante daquilo que torna a Europa forte e próspera. Eu diria que é dos poucos Estados na Europa com quem podemos falar."

É o que diz J. D. Vance nessa reunião com Viktor Orbán. Entretanto, foi concedida uma conferência de imprensa. Houve uma conferência de imprensa em que surgiram os dois, o primeiro-ministro da Hungria e J. D. Vance. Dar-lhe-emos conta do que disseram na edição das 16h.

Olhamos agora para o desporto nesta edição das 15h. Tique-taque para o Sporting voltar a jogar os quartos de final da mais importante competição de clubes da Europa. A antiga glória leonina, Carlos Xavier, lembra que eliminar o Arsenal, Miguel, não será inédito.

Pois não, aconteceu há três anos, quando os Leões eliminaram os Gunners nos oitavos de final da Liga Europa. Agora, o desafio é outro. O Sporting tem acumulado recordes sob a batuta de Rui Borges. Há dias, o clube de Alvalade chegou às 17 vitórias consecutivas em casa, algo que não acontecia há 53 anos. Ouvido pela Rádio Observador, o antigo médio do Sporting, que esteve naquela eliminatória dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus, perdida contra a Real Sociedad na década de 80, deixa rasgados elogios ao atual técnico do Sporting.

Seguramente é um treinador que ficará na história do clube pela conquista do bicampeonato, pelo trajeto que está a fazer, pelo apuramento que conseguiu direto na Liga dos Campeões. Tem todo o mérito em ser um dos melhores treinadores que passou pela história do Sporting, se bem que muitas vezes é criticado, mas isso também tem tudo a ver com a sua maneira de ser uma pessoa humilde, simpática.

O elogio de Carlos Xavier ao atual treinador do Sporting, Rui Borges. A visita do emblema londrino proporcionou o regresso de Gyökeres a Alvalade. Pelos Leões, o sueco marcou quase uma centena de gols e deixou marca, pois claro, na história do clube. Um grande avançado, reconhece Carlos Xavier, que quis, a este pretexto, lembrar outra glória leonina.

Nós tínhamos o Rui Jordão na altura. E o Rui Jordão foi, para mim, o melhor ponta de lança que eu vi atuar em Portugal no meu tempo. E era realmente um jogador que fazia a diferença. Um bocadinho ao estilo do Gyökeres, mas com mais técnica, com o pé esquerdo, pé direito, o melhor jogo aéreo de cabeça, era completo. Só que o Gyökeres também é um poço de energia, é um jogador muito forte e um-para-um é realmente demolidor.

A atenção da defesa do Sporting. Carlos Xavier à conversa com o jornalista Ricardo Lopes. A recordar Rui Jordão e Gyökeres. Rui Jordão, autor de 184 gols com a camisola do Sporting. Sporting, Arsenal, quartos de final, primeira mão da Liga dos Campeões, mais logo, 20h, emissão especial aqui na Rádio Observador, logo a seguir à síntese das 19h30.

3 horas, 12 minutos. Miguel Vilela, é tempo de olharmos para as notícias de âmbito local.

O Tribunal de Contas recusou o visto prévio a um contrato de €6,5 milhões da autarquia do Barreiro para a instalação de painéis fotovoltaicos. Os juízes do tribunal consideram que o processo violou as regras da contratação pública. Também manifestou dúvidas acerca da duração do contrato. Nas Caldas da Rainha, um homem de 30 anos foi detido por tráfico de droga. Segundo o comunicado, os militares da guarda abordaram o condutor num veículo que exalava um forte odor. Durante uma ação de patrulhamento no local, a GNR apreendeu mais de 80 doses de cannabis. Já no domicílio do suspeito, as autoridades detetaram mais de 2700 doses da mesma droga. Esta manhã, um incêndio destruiu um restaurante em Lisboa, o espaço gastronômico pertence ao chefe Ljubomir Stanisic. O fogo consumiu grande parte do interior do restaurante. As autoridades ainda não revelaram qual a origem do incêndio. Em Matosinhos, a autarquia aprovou uma ajuda financeira superior a €320 mil para a realização do Festival Era Invictus. A iniciativa vai decorrer nos concelhos do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, em junho deste ano. Já em Matosinhos, a zona da Praia do Titã vai ser palco de noites temáticas com música e espetáculos. Em Leiria, Agir, Bárbara Bandeira, Calema, Cuca Roseta e Tony Carreira vão dar um concerto junto ao Estádio de Leiria. Uma iniciativa intitulada "Concertamos Juntos" é de entrada livre. A organização explica que se trata de um contributo para homenagear a força, resiliência e a união da comunidade. O evento acontece no próximo dia 23 de maio.

As notícias de âmbito local. A fechar o jornal das 15h, foi a atualização de notícias na Rádio Observador pela voz do jornalista Miguel Vilela.