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Notícias. Jornal das três, com edição do José Rafael Lopes e começamos com uma notícia de última hora: a Liga dos Bombeiros Portugueses vai rescindir o acordo de cooperação com o INEM.
Informação dada à Agência Lusa pelo presidente da organização. Está em risco o acordo para a prestação de socorro pré-hospitalar. A Liga dos Bombeiros Portugueses explica que a decisão foi aprovada hoje, por unanimidade, no Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses e vai efetivar-se daqui a 120 dias, depois do INEM ser notificado da rescisão. Acontece devido a uma dívida de cerca de €20 milhões do INEM às associações humanitárias dos bombeiros. É uma notícia com poucos minutos. Na Rádio Observador, junta-se a nós António Nunes, é presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. Obrigado por ter aceitado este nosso convite. António Nunes, o que é que fica em causa com esta decisão? E pergunto: vamos deixar de ter ambulâncias?
Boa tarde. Não, não vamos deixar de ter ambulâncias. A questão que se tem vindo a colocar é que há um ano nós assinamos um acordo de cooperação e parceria com o INEM e há uma série de cláusulas que não estão a ser cumpridas por parte do INEM e os bombeiros, cansados de que isso esteja a acontecer, designadamente o não pagamento atempado do ressarcimento das despesas que nós fazemos diariamente no transporte de doentes para os hospitais e também outras questões que têm a ver com a operacionalização da nossa prestação de serviços no âmbito do sistema de emergência pré-hospitalar, deliberamos que se há uma parte que não cumpre um acordo, então não vale a pena ter esse acordo e, portanto, vamos notificar, de acordo com aquilo que está escrito, o INEM a dizer que rescindimos esse acordo de cooperação e parceria.
O que espera agora, António Nunes, por parte do INEM e também por parte da ministra da Saúde?
Nós já há algum tempo que temos vindo a alertar o INEM para a necessidade do cumprimento daquilo que está escrito. Nós não podemos ter associações humanitárias de bombeiros voluntários que estejam 90 dias a aguardar que o INEM faça o ressarcimento dessas despesas, como também não podemos estar sistematicamente a não cumprir com o acordo que dizia que havia uma atualização automática a partir do dia 1 de janeiro, que não tem ocorrido. Ou seja, nós o que esperamos é, num princípio de serviço público, que todos nós desejamos, é que haja condições para a renegociação de um novo acordo com outras cláusulas e que quando o INEM não faça o cumprimento dos seus acordos, também seja penalizado. Aliás, nós chegamos ao ridículo de este mês o INEM aplicar penalizações de €2 a uma associação humanitária de bombeiros voluntários. Ora, isto não é forma de nós trabalharmos e, portanto, rejeitamos totalmente qualquer responsabilidade e o que vai passar a acontecer se não houver um novo acordo chapéu de parceria, que o INEM vai ter que negociar com cada associação humanitária, há 236 associações, e cada uma estabelecerá o valor que entender para prestar esse serviço ao INEM. Uma coisa é certa-
António Nunes, é essa a consequência prática deste fim de acordo?
É esta a consequência prática, que tem uma consequência de uma carga burocrática muito elevada do ponto de vista do próprio Estado e acima de tudo, deixa de haver um referencial para que haja uma certa equidade no transporte de doentes. E, portanto, a partir desse momento, cada associação pode, de acordo com a sua localização, com a distância ao hospital, com as vulnerabilidades até locais que possam existir, estabelecer ou tentar estabelecer um valor diferenciado de associação para associação, o que vai traduzir num grave problema administrativo por parte do INEM e do Ministério da Saúde.
António Nunes, caso essa dívida de cerca de €20 milhões seja paga, a Liga dos Bombeiros Portugueses admite voltar atrás com esta decisão?
Não, esta decisão é irrevogável. Aquilo que nós admitimos é poder fazer um novo acordo de parceria e cooperação. Agora, este vai ser rescindido na próxima segunda-feira com uma carta registada com aviso de receção, de acordo com aquilo que está escrito. Se quiserem negociar um novo acordo, nós estamos disponíveis para isso.
Muito obrigado, António Nunes, com as explicações por parte da Liga dos Bombeiros Portugueses, que vai avançar com a rescisão do contrato de cooperação com o INEM, decisão tomada hoje após decisão do Conselho Nacional por unanimidade, vai efetivar-se 120 dias depois do INEM ser notificado. É uma notícia com poucas horas e neste jornal das 15h vamos avançar, até porque, como prometido, vamos até ao centro de estágios do Seixal, onde José Mourinho está já a fazer a conferência de imprensa antes do derby de amanhã frente ao Sporting. João Lourenço, agora em direto, já fala o treinador do Benfica.
As declarações do técnico do Benfica.
Então há muita maneira de olhar para estes empates, mas depois, de uma maneira muito objetiva, eu diria, uma equipa que não está nem nunca esteve à frente do campeonatoPrecisa de ser resiliente, precisa de ser séria, precisa de ser honesta, precisa de ser respeitadora dos valores do clube, precisa de ser respeitadora dos sentimentos dos adeptos. E isto, esta equipe representou sempre até agora, lutando sempre. Se não ganho, não perco, mas vamos com tudo até o fim de cada jogo. Neste sentido, acho que é muito positivo. O lado negativo da coisa é exatamente nós olharmos para alguns jogos tipo Santa Clara em casa, Rio Ave em casa, Casa Pia fora. Há alguns jogos em que nós olhamos e dizemos: "Isto são derrotas, isto não são pontos ganhos, são pontos perdidos." E pontos perdidos que depois, na tabela, têm obviamente significado. Depois, há um aspecto que esconde um bocadinho a época com alguns contornos positivos que nós estamos a fazer, que é o facto de nós termos os mesmos pontos que o Benfica tinha na época passada, exatamente à mesma jornada. Pontos esses que permitiram ao Benfica lutar pelo campeonato até praticamente ao último minuto do último jogo e que este ano, em função do número de pontos que o Porto tem feito, deixa o Benfica a sete pontos do primeiro classificado. Eu digo sempre que as classificações dizem muito sobre o teu mérito ou demérito, mas dizem também muito do mérito ou demérito dos teus adversários mais diretos. E o Porto, se eu não erro, tem 17 pontos a mais do que aquilo que tinha na época passada. O Sporting não terá 17, mas terá também dois, três ou quatro, a andar por aí. Ou seja, nós tendo feito até agora uma época não boa, porque no Benfica épocas boas ganham campeonatos, mas uma época que em condições normais estaríamos numa situação diferente. Se tu me perguntares diretamente se me dá muito prazer não ter derrotas até agora, não me dá muito. Preferia ter um par de derrotas, menos empates e mais pontos, mas como eu dizia anteriormente, diz qualquer coisa de positivo sobre esta equipe.
A Bola. Peço que tentem fazer apenas uma questão, para gerirmos o tempo e as oportunidades.
Nuno Paraldas, do jornal A Bola. Boa tarde.
Boa tarde.
Num tom menos filosófico, talvez mais leve, embora também sério, já disse que assinaria por 10 anos por Benfica e eu gostava de saber se seria capaz de dizer, como um político português há 25 anos, que se candidatou para a Câmara Municipal de Lisboa, também se tornou célebre pela demissão irrevogável, se é capaz de dizer: "Eu fico."
Eu não, não posso dizer. Como é que eu posso dizer uma coisa dessas?
Por quê não pode dizer?
Porque não depende só de mim. É óbvio. Um treinador, um jogador, um diretor de imprensa, um roupeiro, um fisioterapeuta, todos nós numa estrutura de um clube, da mesma maneira como eu acho que você, como jornalista da Bola, não pode garantir que vai estar na Bola nos próximos 10 anos. Não pode. Se calhar você quer, mas você não pode garantir. Obviamente que não posso garantir.
Rádio Observador. Boa tarde.
Olá.
João Lourenço, Rádio Observador. Faço-lhe uma questão acerca concretamente do jogo e das opções que o Benfica, neste momento, tem para a partida de amanhã. Pergunto se Aursnes e Tomás Araújo já estão disponíveis a jogo e, se sim, o que é que o meio-campo do Benfica ganha com o médio norueguês em campo?
O Aursnes treinou a semana toda. Já viram que ele jogou 15 minutinhos no jogo contra o Nacional, que foi, no fundo, o culminar de uma semana não a full time, mas o culminar de uma semana já de algum trabalho. Depois, esta semana, trabalhou a semana toda sem qualquer tipo de limitação. Está bem, está para jogar e vai jogar. E o que eu acho que ele pode dar? Ele dá-nos muita coisa, depende da posição em que jogue, mas dá-nos muita coisa. Uma das coisas que nos dá é equilíbrio. É um jogador de uma inteligência muito específica, importante. Sabe ler o jogo como poucos, sabe jogar em diferentes posições, em diferentes contextos, em diferentes conceitos. E vai jogar, porque eu considero um jogador fundamental. O Tomás treinou conosco sem limitação ontem e hoje. Apesar de termos amanhã ainda uma breve sessão de manhã, eu considero que ele também está em condições de poder jogar.
TSF.
Boa tarde, José Mourinho. António Porter para a TSF. Os clássicos esta época têm sido um bocado aborrecidos, muito fechados, sobretudo para os adeptos, se calhar para os treinadores têm sido até jogos ricos. Mas este clássico tem a particularidade de as duas equipas terem de ganhar para cumprirem os seus objetivos. Espera um jogo mais aberto, mais espetacular por isso? Obrigado.
Não sei. E se calhar não estou assim tão de acordo consigo. Eu acho que o jogo em casa com o Porto foi um jogo com quatro gols. Foi um jogo em que uma equipa foi dominadora, eu quase diria arrasadora, nos primeiros 20, 30 minutos de jogo. E depois teve outra equipa que foi dominadora e quase arrasadora nos últimos 20, 30 minutos. Acho que foi um jogo forte, de duas equipas fortes. O jogo com o Sporting também na Luz. É um bom começo do Sporting em que se superioriza não só no marcador, mas também no próprio jogo. E depois é um jogo em que eu acho que a partir dos 25 minutos o Sporting não voltou a rematar à baliza do Benfica, em que o Benfica dominou e dominou e dominou, apesar de não ter ganho. O jogo de Braga, porque o pessoal gosta muito de esquecer o de Braga, apesar de não estar, obviamente, perto dos três primeiros lugares, é uma equipa de um grande nível. O jogo de Braga foi outro jogo com quatro gols. Eu diria cinco, porque fizemos um gol que nos daria a vitória no jogo também. Portanto, outro jogo ultraanimado. O jogo no Porto é o único que termina zero a zero. E esse jogo, sim, numa altura em que as duas equipas estavam ali ainda no primeiro terço do campeonato, foi se calhar um jogo mais tático, mais calculista de parte a parte, mas é o único jogo em que eu estaria de acordo com o seu comentário relativamente aos jogos entre as quatro grandes equipas.
O Jogo. Mais uma questão para o técnico do Benfica, que já descreveu o Sporting como adversário. Portanto, vamos ao vídeo.
Do jornal O Jogo. Já agora, vou abusar um bocadinho das duas, mas perguntava-lhe também por Ricardo Rios. E em relação ao campeonato, se o Benfica não ganhar, o segundo lugar também fica afastado?
O risco está bem. Como eu disse a seguir ao jogo do Nacional, não me parecia uma coisa preocupante. Como eu dizia também, tenho medo de músculos, tenho medo de joelhos, tenho pouco ou menos medo de tornozelos. Portanto, nada. Não treinou o primeiro dia da semana e a partir daí treinou full time sem qualquer tipo de problema. É a velha história da matemática. A faltarem quatro jogos para o final do campeonato, a estarem 12 pontos em disputa, se nós não ganharmos, matematicamente ainda será possível. Mas apesar de me terem atrocidade pela minha honestidade e pelo meu pragmatismo, eu continuo a repetir que uma coisa é a matemática pura e outra coisa é o pragmatismo dos números. Eu acho que se nós não ganharmos o jogo, vamos dar tudo até o final. Enquanto for matematicamente possível, vamos atrás. Se deixar de ser matematicamente possível, continuamos a ir atrás daquilo que é a natureza e a história do clube, mas ficaria obviamente muito mais difícil. Agora prefiro ser otimista e pensar que amanhã podemos ganhar.
RTP.
Boa tarde, José Mourinho. Alcides Roque, RTP. Já disse aqui que não pode garantir que fica. Mas o presidente também já disse que é ou não um tema, porque vai continuar na próxima temporada.
Então é ou não um tema.
Então por que este impasse?
Qual impasse? Desculpem lá.
Não consegue garantir que não fica, o presidente disse-
Eu já falei há dois meses sobre essa situação. Já falei há 15 dias, já falei semana passada. Arranja aí outra perguntinha, que esta não tem nada a ver com o que estou a dizer.
Então por que não garante que fica?
Por que não garanto que fico? Tu podes garantir que ficas na RTP para a próxima época?
Posso, porque ninguém me quer. É fácil responder a isso. Ficamos assim, então?
Ficamos.
Tenho direito a uma segunda? Eu não sou como o José Mourinho, que é pretendido a Inglaterra, Espanha e por aí a fora.
Se calhar é mentira.
Posso ter direito a uma segunda pergunta? Muito bem. Então, tendo em conta que o Sporting tem jogado melhor, pelo menos nos últimos jogos, eu acho que isso é claro, o que o faz acreditar que consegue ir ao Valado e ganhar o jogo? Obrigado.
O que me faz acreditar? Faz-me acreditar na nossa história no campeonato, que Somos uma equipa difícil pra qualquer adversário. Ainda nenhuma equipa conseguiu terUm jogo fácil contra nós. Eu diria que a equipa que teve o jogo mais fácil contra nós foi o Casa Pia. Todas as outras equipes tiveram jogos muito difíceis com o Benfica, mesmo as equipes que empataram podiam ter perdido. Portanto, eu quero acreditar nesta linha de comportamento, quero acreditar nesta linha de compateza no nosso nível competitivo. Quero acreditar no trabalho que fizemos durante esta semana. Não tenho razão nenhuma para não acreditar, estando absolutamente de acordo contigo quando dizes que o Sporting está muito bem, está a jogar muito bem e que fez agora recentemente dois jogos muito bons na Champions e que nós, obviamente, temos que ser pragmáticos, coerentes e até humildes no sentido de reconhecer que vamos ter um jogo muito difícil com um dérbi. Eu não sou propriamente um top em estatísticas, mas parece-me que o Benfica há muito tempo que não ganha o dérbi de Alvalade, mas vamos lá para ganhar.
Sport TV.
Viva, mister. João Castro para a Sport TV. Queria lhe perguntar que diferença espera face ao jogo também da primeira volta e, já agora, o que espera também da arbitragem de João Pinheiro, que já mereceu algumas críticas suas no passado.
Mas eu só critico os árbitros depois dos jogos, não critico antes. Eu antes dou sempre a maior confiança aos árbitros. Não me parece correto duvidar, seja da competência, seja, muito menos, da honestidade de cada um deles. Antes dos jogos, para mim, ver o João Pinheiro ou ver o Veríssimo ou qualquer um deles, dá-me exatamente igual. Antes do jogo, não digo nada. Depois do jogo, sinto-me na liberdade de poder analisar e dizer: "Gostei, gostei pouco, não gostei, achei que falhou aqui". Mas antes do jogo, nada. Portanto, a nomeação do João Pinheiro não me diz nada, nem de positivo, nem de negativo. Para mim, ser o João Pinheiro ou ser outro árbitro, também não me diz grande coisa.
Já agora, tem as diferenças face ao jogo da primeira volta.
Não sei. É muito difícil. Lá está, aquilo que é o dérbi, nós podemos tentar contextualizar o dérbi no sentido de o Sporting precisa de ganhar, o Benfica precisa de ganhar. O empate, a única coisa que dará é ao Sporting uma maior segurança relativamente ao segundo lugar, mas se calhar é uma coisa que não lhes interessa. Se calhar, aquilo que é verdadeiramente o focus do Sporting é ganhar o campeonato e ganhar o título. Mas independentemente de todas estas variantes, dérbi é dérbi e não consigo imaginar aquilo que possa acontecer. Aquilo que posso tentar fazer é tentar reduzir ao máximo a imprevisibilidade daquilo que é a natureza de um jogo de futebol, que foi aquilo que nós fizemos durante a semana, tentar trabalhar diferentes conceitos, diferentes cenários e estar o melhor preparados possível para o jogo.
Obrigado, bom trabalho. Fica então dito, neste caso, as comparações que o José Mourinho faz entre o jogo da primeira volta no Estádio da Luz, entre o Sporting e o Benfica, e este possível cenário de dérbi em Alvalade. Um jogo que o técnico encarnado admitiu que poderá ter essa decisão do segundo posto da tabela classificativa. Quanto à continuidade do Special One na Luz, a resposta tem sido a mesma e foi novamente ouvida aqui na sala de imprensa do Benfica Campos. José Mourinho quer ficar. No entanto, ainda há essa expectativa, esse tema no ar sobre a continuidade de Mourinho no próximo ano no Estádio da Luz. Tudo dito nesta conferência de imprensa de visão ao dérbi frente ao Sporting.
Escutamos José Mourinho antes do dérbi de amanhã com o Sporting, em conferência de imprensa, acompanhada pelo jornalista João Lourenço. Contamos neste jornal com o adepto benfiquista das emissões de desporto da Rádio Observador. Trata-se do João Pinto. Sê muito bem-vindo à Rádio Observador. Obrigado pela tua disponibilidade, João.
Olá.
Que notas principais tiras das palavras de José Mourinho nesta conferência de imprensa?
Não há muito a dizer, pois não? Foi uma conferência de imprensa muito parecida com aquilo que nós esperávamos. As perguntas foram expectáveis, as respostas também. Realmente, aquilo que gostei mais foi de saber da disponibilidade física do Ógenes, da disponibilidade física do Araújo. Aí, sim, isso interessa e me interessa muito saber que temos os melhores disponíveis para um jogo muito difícil.
Em condições normais, diz José Mourinho, o Benfica estaria numa situação diferente. João Pinto, que situações normais é que se refere o treinador encarnado?
Isso queria eu saber. As situações normais, para mim, era ganhar os jogos em casa que empatamos, era ganhar pelo menos dois ou três dos empates que fizemos fora. E se dizemos que isso é a normalidade, então aí, sim, o Benfica teria muito mais pontos e neste momento estaria envolvido na luta pelo título. Mas a nossa normalidade este ano foi essa, foi perder pontos em jogos que estavam na mão, foi realmente essa falta de fome que o José Mourinho se referiu e que eu realmente também concordo, mas não adianta, já não vale a pena chorar. Interessa é entrar em Alvalade sabendo que é o jogo mais importante de sempre.
João Pinto, uma última questão ainda sobre a permanência de José Mourinho no comando técnico do Benfica. Tem sido tema nos últimos dias. Hoje foi também tema nesta conferência de imprensa, um jornalista que aparentemente está no mercado, num momento mais bem disposto no mercado nesta conferência de imprensa, mas deixou essa questão, essa dúvida, porque Mourinho, como dizia esse tal jornalista, é cobiçado em Inglaterra, é cobiçado em Espanha, quer ficar no Benfica. Parece-te que há aqui algum tipo de situação que possa mudar até ao final da temporada ou mesmo antes do início da próxima?
Em relação ao Alexandre Albuquerque, obviamente que ele é bem-vindo em todo lado. Ainda por cima é um homem grande e fica sempre bem numa fotografia. Depois, em relação ao José Mourinho. Eu quero continuar com o Mourinho, quero mais Mourinho e com mais força, mais poder, mais dinheiro. Eu preciso de mais Mourinho e não menos Mourinho.
Muito obrigado, João Pinto, nosso adepto benfiquista das emissões especiais de desporto, aqui também a comentar as palavras de José Mourinho em conferência de imprensa. O jogo, esse derby entre Sporting e Benfica, está marcado para amanhã às 18h. Escutamos as palavras do técnico do Benfica. Ouvimos também Rui Borges, que fez a conferência de imprensa da parte da manhã. Diz que este jogo com os encarnados tem tudo para deixar marcas nas contas pelo título, mas diz Rui Borges que não é decisivo para as contas do campeonato, embora admita que, se perder, os Leões ficam com um cenário mais cinzento na corrida pelo título.
Matematicamente, para já não penso nisso, penso em ganhar, como é lógico.
Acha que é mais difícil.
De resto, fica mais difícil, como é lógico, mas é possível, porque matematicamente ainda é possível. Por isso, é muito por aí.
Rui Borges em conferência de imprensa antes do derby entre Sporting e Benfica, marcado para amanhã às 18h.
Sporting-Benfica. Águias e Leões medem forças num derby decisivo para as contas do campeonato. Este domingo, a partir das 16h, emissão especial com relato em direto do Sporting-Benfica. As decisões do campeonato jogam-se na Rádio Observador.