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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das Três da Rádio Observador, com edição de Miguel Cordeiro. E Miguel, em destaque: os excedentes registados no sistema de Segurança Social criaram uma ilusão. São as conclusões de um estudo pedido pelo governo para aprofundar a sustentabilidade da Segurança Social.
O grupo liderado pelo economista Jorge Bravo alerta que, nos últimos anos, têm sido registados excedentes na Segurança Social e que isso até poderia sugerir uma posição confortável, mas, aos olhos dos autores deste novo relatório, esta é uma leitura incorreta. Hoje foram apresentadas uma série de propostas para alterar o sistema de pensões em Portugal. Desde logo, a correção do mecanismo de atualização das pensões, para que os pensionistas possam sempre ter as reformas atualizadas, pelo menos ao valor da inflação. Há também a recomendação da criação de um regime de reforma parcial flexível, um regime que permite harmonizar as regras e permite também uma transição gradual entre a vida ativa e a reforma. Nas medidas apresentadas hoje estão também a criação de uma garantia integrada para a velhice, para assegurar que o patamar mínimo é superior para quem contribuiu mais para o sistema. E há também propostas ditas complementares apresentadas neste relatório, como por exemplo, a criação de planos de pensões profissionais de adesão automática e voluntária dentro das empresas, bem como a criação de contas de poupança reforma para crianças e jovens. Estas recomendações apresentadas por economistas constam de um relatório de mais de 600 páginas apresentado hoje. Demorou cerca de ano e meio a ser feito. Este relatório foi pedido pelo governo, mas a Ministra do Trabalho já rejeitou a possibilidade de se fazer uma reforma na Segurança Social ainda nesta legislatura. O economista que liderou o projeto pedido por Maria do Rosário Palma Ramalho reitera que este estudo é independente.
Seguimos com as notícias. Mais 900 operacionais combatem três grandes incêndios no país. Os dispositivos têm vindo a ser reforçados esta tarde. Torre de Moncorvo continua a concentrar o maior número de operacionais no combate às chamas.
Por esta altura, são mais de 450 operacionais só nesse incêndio, apoiados por 150 veículos terrestres e oito meios aéreos. Começou no sábado, este fogo avançou para Carrazeda de Ansiães, já no distrito vizinho de Bragança. E nas últimas horas, Luís Araújo, segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, falou à Agência Lusa, a falar de três frentes ativas.
Neste momento mantemos três frentes ativas, duas no concelho de Carrazeda e uma no concelho de Moncorvo. Todas elas, neste momento, têm meios ou já a trabalho ou em progressão, apoiados também com descargas de meios aéreos. Estamos a planear também a estratégia de reforço dos meios aéreos nos sítios que, de momento, ainda não é possível lá colocar meios aéreos por razões de segurança. Os meios estão a ser posicionados, são os necessários para a missão que temos neste momento.
A tarde, de acordo com a Proteção Civil, pode ser difícil devido às temperaturas altas e ao vento forte. Em Arouca, distrito de Aveiro, há um incêndio que segue com três frentes ativas. O fogo avança em zonas de difícil, de muito difícil acesso, com aldeias no caminho das chamas, quatro aldeias. Por agora não há perigo, é o que diz Sérgio Azevedo, comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca.
Propriamente ameaçada, não. Temos quatro aldeias, essencialmente na linha de fogo, nomeadamente Rio de Frades, Bouçegim, aldeia do Cando e a aldeia de Pedrógão. São estas as quatro que estão mais próximas da linha de incêndio, embora ainda com alguma distância e todas já com meios em prevenção para qualquer ocorrência, para a proximidade do incêndio poderem rapidamente atuar na defesa das pessoas e dos seus bens nessas aldeias.
Declarações à RTP esta tarde. Há dispositivo reforçado em Arouca, mais de 400 operacionais, 120 veículos terrestres, sete meios aéreos. No Grande Porto, destaque para Santo Tirso. Um incêndio que começou ontem em Rebordões, já arderam 900 hectares. O comandante dos Bombeiros Voluntários Tircenses, Vítor Pinto, fala de uma falsa sensação de acalmia no terreno, marcada por várias reativações.
Mais ou menos 900 hectares de área, o que dá um perímetro muito extenso. E isto provoca muito desgaste dos meios e muitas reativações. Vivemos já desde o período da manhã, não temos uma frente de incêndio severa, mas temos pequenos pontos que vão reativando. Portanto, vivemos aqui numa falsa acalmia. Parece que o incêndio está muito dominado, mas não, porque a cada momento temos uma reativação. Portanto, não podemos descurar, estamos a consolidar, para que durante o dia de hoje conseguiremos garantir aqui a consolidação.
Preocupações em Santo Tirso. Em sentido inverso, situação mais favorável em Ponte de Lima. Ao final da manhã, entraram em resolução os dois incêndios que atingiram este concelho no distrito de Viana do Castelo.
E Luís Montenegro visitou hoje a sede da Proteção Civil e, apesar de elogiar o combate aos fogos, avisou que ainda há semanas difíceis pela frente.
O primeiro-ministro destaca a diminuição da área ardida em comparação com o ano passado, mas olha para o resto do verão e deixa avisos.
O ano de 2026 até ao momento Tem, em termos de área ardida, felizmente, uma diminuição muito significativa em cerca de quatro vezes face àquilo que aconteceu no ano passado, mas isto não é motivo de satisfação na medida em que o risco vai continuar e nós não queremos estar a indiciar nenhum nível de facilidade relativamente àquilo que ainda temos pela frente.
Luís Montenegro disse isto na sede da Autoridade Nacional da Proteção Civil, em Oeiras. Fez hoje uma visita, foi acompanhado pelo Ministro da Administração Interna e fez questão, nestas declarações aos jornalistas, de deixar elogios a Luís Neves pelo que disse ser um trabalho extraordinário na coordenação das forças. Elogio alargado a todo o governo, com Montenegro a dizer que quem não repara no trabalho bem feito está desfasado da realidade.
O senhor Ministro da Administração Interna tem feito a esse nível um trabalho absolutamente extraordinário. Nós temos uma forma de estar e uma forma de encarar este fenômeno com elevado sentido de responsabilidade e privilegiando sempre aquilo que é maximizarmos a nossa força de combate e de prevenção. E, portanto, isso muitas vezes pode não ser tão notado por aqueles que, esses sim, talvez estejam um cadinho mais desfasados do contexto da realidade do país.
Elogios de Luís Montenegro a Luís Neves e ao governo.
A Iniciativa Liberal quer ouvir o ministro das Finanças no Parlamento sobre a reentrada do Estado no capital da REN.
Para os liberais, este negócio pode colocar em causa o sacrifício de dinheiro dos contribuintes de forma irrefletida. E isto é dito pela Iniciativa Liberal num requerimento que foi hoje entregue na Assembleia da República para ouvir o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, numa audição parlamentar. A bancada liberal escreve que o efeito mais problemático da decisão do Estado de voltar a entrar no capital da REN é o anúncio de que essa decisão resulta de uma estratégia do governo para reduzir o preço da energia. Sobre isto, a Iniciativa Liberal refere que isso não acontece pela mera entrada do Estado no capital social da REN. A Iniciativa Liberal quer, por isso, fazer questões diretamente ao ministro das Finanças no Parlamento.
E o primeiro-ministro falou hoje sobre este negócio. Luís Montenegro volta a dizer que será possível baixar o preço da energia.
Falou também nessa visita à sede da Proteção Civil para explicar que será possível, sim, contribuir para a diminuição do custo de eletricidade, mas isso não acontece de forma direta.
Ninguém diz que é a intervenção na REN diretamente que provoca uma alteração de preço, mas é uma das condições para nós podermos proteger o interesse estratégico de termos uma rede mais resiliente, de protegermos as nossas infraestruturas críticas, de fazermos fluir o sistema de maneira que ele possa ser otimizado e, sendo otimizado, possa refletir-se depois nas condições de acesso. É isso que nós pretendemos.
Luís Montenegro, que diz também, garante que todos os elementos relativos à reentrada do Estado no capital da REN vão ser disponibilizados.
Na atualidade internacional, em Granada, no sul de Espanha, três pessoas ficaram hoje ligeiramente feridas na sequência de um sismo de magnitude 4.8 na escala de Richter.
Isto é avançado pelo responsável para as emergências da região da Andaluzia. O sismo aconteceu pelas 10h30 da manhã, 9h30 em Lisboa, epicentro localizado a 10 quilômetros a sul de Granada. O responsável disse também que vai convocar o comitê consultivo do plano de emergência para risco sísmico, assim que a situação for avaliada, para continuar a tomar medidas de precaução, autoproteção e prevenção. Também no sábado passado aconteceu um sismo de magnitude 5, que acordou os habitantes de Granada. Neste sismo registrado hoje, de 4.8, registraram-se estes três feridos ligeiros.
E agora, com nove minutos para lá das 15h, vamos ao noticiário local.
E começamos em Porto de Mós. A E-Redes está hoje a substituir a cabine de um posto de transformação em Cerro Ventoso. Isto é o que diz a Junta de Freguesia ao jornal Portomosenso. Durante os trabalhos, o fornecimento de eletricidade deve estar assegurado por um gerador. Ainda assim, a Junta de Freguesia avisa que podem acontecer alguns cortes ou constrangimentos no abastecimento de energia. Sesimbra: há esta noite trabalhos de saneamento que vão acontecer durante a madrugada. A intervenção começa às 22h, prolonga-se até às 7h de amanhã, quarta-feira. Isto acontece devido obras para reduzir os odores no subsistema da Lagoa e do Meco. A Simarsul diz que os trabalhos vão permitir renovar as infraestruturas e melhorar a eficiência do sistema de saneamento e apela à compreensão pelos incômodos temporários. Em Santarém, uma rotunda junto ao Retail Park e ao Hospital da Luz Ribatejo vai passar a ter o nome de Luiz Sousa e Silva, o nome de um médico ligado durante décadas à medicina desportiva da região. Em Sintra, a Estrada do Carvalheiro vai estar cortada ao trânsito durante a noite. Este corte acontece entre as 21h de hoje e a 1h de quarta-feira, para permitir uma intervenção dos Semas de Sintra. O acesso continua garantido a moradores, empresas da zona e a veículos de emergência. Oliveira de Azeméis: este município vai apoiar o comércio local até €5.000. A Câmara prepara dois programas, um dirigido às chamadas Lojas com História e outro aos restantes estabelecimentos comerciais e de restauração. As lojas históricas podem receber até €5.000 para obras de recuperação e modernização, enquanto os restantes negócios têm apoios até €1.500. As medidas vão entrar em vigor no final deste ano ou no início de 2027. Póvoa de Varzim prepara mais uma edição da Noite Branca este sábado. O município convida os poveiros, os visitantes, os turistas a saírem à rua vestidos de branco numa noite de festa que acontece entre as 22h e as 2h, em vários pontos da cidade, com espetáculos de artes circenses, andas e também acrobacias.
E é o ponto final no jornal das 15h, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Até já!