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O Observador. Jornal das 4 com Luís Soares. Começamos com o presidente da Câmara de Lisboa, pede uma investigação ao anterior executivo de Fernando Medina, mas os vereadores do PS querem uma sindicância à atual liderança da maior autarquia do país.

É uma verdadeira guerra entre PS e PSD, depois do Observador ter noticiado que Carlos Moedas quer que o governo peça um parecer à Procuradoria-Geral da República ou à Inspeção-Geral das Finanças sobre as alegadas irregularidades durante o mandato de Fernando Medina. Isso depois de materialista o PS a contestar a legalidade de decisões tomadas pela atual liderança da Câmara de Lisboa, a partir da tomada de posse de uma vereadora, Joana Oliveira Costa, do CDS, alegadamente em situação irregular. Agora, o presidente da Câmara, Carlos Moedas, devolve na mesma moeda, quer que se esclareça o contexto da substituição do vereador Carlos Castro, que renunciou ao cargo em 2021 por ter tomado a vacina da Covid-19 com sobras que eram destinadas a lares. Exige perceber outras duas renúncias que possibilitaram que a substituta fosse uma terceira vereadora. Ora, a equipa de Carlos Moedas alega que não há documentos que comprovem que tudo foi feito nos termos da Lei das Autarquias Locais. Em comunicado, o PS já respondeu. Os vereadores socialistas garantem que há esses documentos, basta consultar as atas das reuniões. Acusam Carlos Moedas de uma manobra de distração para disfarçar a própria incompetência. Apresentam também uma proposta para que o governo peça uma sindicância, isso sim, mas ao atual executivo liderado por Carlos Moedas.

Luís, depois de uma manhã de chuva forte, a normalidade começa a retomar em Viana do Castelo. Estradas que estavam cortadas nesta zona do país já reabriram ao trânsito.

Isto depois de muitas horas de limpeza ao longo de toda a manhã e início de tarde. A chuva forte da manhã provocou também problemas em escolas, também no hospital, igualmente em várias estradas, que nesta altura, Maria Rego, agora em direto, não há nenhuma estrada cortada nesta altura em Viana do Castelo.

Boa tarde, Luís. Está tudo mais calmo, a chuva também está mais calma. Ainda assim, o tempo continua bastante cinzento. Há pouco foi possível ver a última limpeza de estradas aqui junto à Ponte Eiffel. Para isso, cortaram temporariamente uma das vias. Procederam a essa limpeza com o auxílio dos bombeiros e da polícia desta região. O processo foi bastante rápido e a via voltou à normal circulação, como dizias. Ao Observador falou há poucos minutos o coordenador municipal da Proteção Civil de Viana do Castelo, o António Cruz, para explicar que o pior já passou.

Neste momento, estamos na reposição da normalidade plena aqui no município de Viana. Dos viadutos, falta limpar um e a terceira limitação que tínhamos em termos de tráfego era aqui debaixo da Ponte Eiffel. Os dois veículos dos bombeiros sapadores e dos bombeiros voluntários de Viana procederam à lavagem, o trânsito vai ficar liberto dentro de alguns minutos. E depois é a normalidade plena.

Escutamos aqui as palavras de António Cruz, que explica, ainda assim, que para além dos casos que fomos dando a conhecer ao longo das últimas horas, de inundações no hospital, nas escolas, também algumas caves de pessoas foram afetadas.

Houve algumas infiltrações a nível da cobertura em alguns edifícios, que já foram repostos. Houve duas escolas, por decisão de quem é direto dos agrupamentos, decidiram fechá-las. Ainda temos algumas habitações na freguesia de Areosa, em que os bombeiros estão lá a proceder ao escoamento das caves. Estamos a falar em garagens com uma cota abaixo do piso zero, garagens enterradas, e neste momento são as situações mais complicadas, mas é tudo uma questão de tempo.

Também há relatos de um autocarro que precisamente nesta estrada, junto à Ponte Eiffel, ficou aqui retido. Tudo isto aconteceu logo ali pelas 08:00, 08:30. É esta também a hora mais crítica apontada pelo coordenador municipal da Proteção Civil, que adianta que foram cerca de 80 as ocorrências registadas.

Maria Rego, aqui em direto de Viana do Castelo, com o ponto da situação. Essas 80 ocorrências, com esse pico da chuva intensa logo às primeiras horas da manhã. Duas escolas tiveram também que encerrar. O Hospital de Santa Luzia, no conselho, sofreu infiltrações de água, também danos na cobertura do edifício, mas para já, como escutávamos na reportagem da Maria Rego, a situação tende agora a normalizar.

Também o Conselho de Caminha foi afetado pelo mau tempo e obrigou mesmo ao corte da Estrada Nacional 301.

E o coordenador municipal da Proteção Civil, o Luís Saraiva, explicou já à Rádio Observador que houve várias ocorrências devido à chuva forte. Ele explica o trabalho das autoridades, em especial dos bombeiros, que foram obrigados a retirar uma viatura que foi arrastada pela água.

Durante esta madrugada e manhã, tivemos entre as 06:00 e as 09:00, devido à chuva intensa que se fez sentir, várias ocorrências aqui no Conselho de Caminha, principalmente nas zonas urbanas de Vila Praia de Âncora e de Caminha, mas com especial enfoque em Vila Praia de Âncora, onde tivemos que suspender o trânsito na passagem inferior ao caminho de ferro e também na Nacional 301, na freguesia da Argela, onde também foi necessário fazer a suspensão de trânsito e até houve necessidade da intervenção dos bombeiros para retirar um veículo que tentou atravessar a via.

O ponto de situação feito por Luís Saraiva, coordenador municipal da Proteção Civil de Caminha. Ele explicou que a Estrada Nacional 301 continua encerrada. O rio Coura galgou as margens, mas sem provocar danos a infraestruturas. No total do país, a Proteção Civil registou 245 ocorrências até às 14:00, sobretudo na região do Alto Minho, como escutávamos, mas também na região do Porto.

Um grupo de investidores está interessado em comprar a fábrica da Tupperware em Montalvo, Santarém, que vai fechar por insolvência da empresa-mãe dos Estados Unidos.

O presidente da Câmara de Constância confirma à Rádio Observador que a proposta de compra das instalações e equipamentos já foi entregue à sede da empresa nos Estados Unidos. No entanto, não adianta dados sobre os investidores, nem se o negócio vai mesmo avançar. Isto porque, explica Sérgio Oliveira, não quer criar expectativas nos 200 trabalhadores que vão ficar sem emprego.

Temos acompanhado esse processo, mas aquilo que os empresários me pediram é que nesta fase querem sigilo sobre esta situação. Não querem ser identificados e eu também não quero criar falsas expectativas às pessoas, porque efetivamente existe essa proposta, mas não quer dizer que essa proposta venha a ser aceite. A fábrica tem licença para poder produzir até o dia de hoje e amanhã irá realizar-se uma reunião entre a direção da fábrica e os trabalhadores.

Sérgio Oliveira, presidente da Câmara de Constância. Esta proposta surge depois desse anúncio de insolvência da empresa-mãe Tupperware nos Estados Unidos, o que vai levar ao encerramento da fábrica em Portugal. A licença de produção termina hoje, mas a empresa vai manter-se ainda de portas abertas mais alguns dias para dar resposta às últimas encomendas pendentes.

O Presidente da República considera que a transladação dos restos mortais de Eça de Queiroz para o Panteão Nacional é um ato de justiça evidente. A cerimónia decorreu esta manhã.

Começou por volta das 9h, ainda na Assembleia da República, terminou já bem perto da 13h. Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou, na cerimónia de transladação, que preservar a obra de Eça de Queiroz é a maior homenagem que pode ser feita pelo país. O chefe de Estado acredita que as honras de Estado eram devidas, mas também sublinha que este tributo não deve resumir-se a um túmulo no Panteão Nacional.

Nunca haverá uma maneira certa de comemorar Eça, porque todas as comemorações ficam aquém, são de algum modo desajustadas. As verdadeiras homenagens são feitas pelos milhões de leitores de Eça, que todos aqui também somos e que muitos são por todo o mundo. Esta sessão é, e isso importa, uma homenagem dos portugueses através dos seus representantes. Não é um ato somenos, antes um justo reconhecimento, mas sabemos que temos de cuidar, sobretudo, da obra de Eça.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa no discurso de homenagem a Eça de Queiroz, no Panteão Nacional. Ele apela à preservação da obra de Eça, nomeadamente nas escolas e também na academia, como o mais profundo tributo. Também o presidente da Assembleia da República destacou que o Panteão é o lugar óbvio para o escritor ficar.

E seguimos neste jornal ainda com outras notícias que estão a marcar a atualidade.

Os deputados no Parlamento aprovaram por unanimidade um requerimento do Chega para o governador do Banco de Portugal ser ouvido sobre a política de recursos humanos, nomeadamente as remunerações dos consultores. O Chega justifica o pedido notando que não existe informação sobre as tarefas específicas destes consultores, nem quantas pessoas estão a exercer este tipo de funções, nem informação sobre quais os critérios de recrutamento específicos e que a lei orgânica do Banco de Portugal também não é explícita sobre o tema. Além de Mário Centeno, será também chamada à Comissão de Orçamento e Finanças a administradora do Banco de Portugal, Helena Martins Adegas. O Ministério Público abriu inquérito ao acidente de Odemira que vitimou um bombeiro. A confirmação do inquérito é que é coordenado pelo Ministério Público de Odemira, surge depois da Ministra da Administração Interna ter ordenado à Inspeção-Geral a realização de um inquérito urgente às viaturas dos bombeiros adquiridas no mesmo lote do carro acidentado em Odemira. Esta é a quarta investigação em curso, a par das inspeções da IGAI, também GNR, inspeção dos serviços de emergência e proteção civil. O suspeito do tiroteio no centro comercial Plácio do Gelo, em Viseu, é ouvido esta tarde, entregou-se ontem à polícia. O tiroteio decorreu no mês passado, provocou um morto e dois feridos. O suspeito entregou-se ontem à noite na Polícia Judiciária, em Coimbra. Em comunicado, a PJ explica que conseguiu localizar o fugitivo, conseguiu criar as condições para que ele se apresentasse às autoridades. Vai então ser presente a um juiz esta tarde no Tribunal de Viseu, sob fortes medidas de segurança, por causa da rivalidade entre famílias. Deverão ser depois conhecidas as medidas de coação.