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Jornal das quatro, com o Luís Soares. E começamos por Espanha. As autoridades estão a investigar a ligação da morte de uma funcionária do Serviço Municipal de Limpeza de Barcelona à onda de calor na capital catalã.
O caso aconteceu ontem. A imprensa espanhola conta que a mulher perdeu a consciência ao chegar à casa após o turno e morreu pouco depois. Agora vai ser feita uma autópsia para determinar se a causa da morte foi exaustão devido ao calor. Depois da morte ter sido noticiada, a empresa responsável promoveu uma conversa para informar os funcionários sobre como lidar com o calor extremo. No entanto, estas reuniões não são habituais. A Câmara de Barcelona já lamentou a morte da trabalhadora e deu os pêsames aos colegas e familiares. A capital catalã está em alerta este fim de semana devido a uma onda de calor, com temperaturas bem acima dos 30 graus. Já em Portugal, há sete distritos com aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Aviso máximo devido às previsões de calor persistente em Lisboa, Santarém, Setúbal, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.
Na política nacional, o Chega quer beneficiar mais a classe média com a baixa de IRS e vai propor um aumento das deduções para despesas com habitação.
O líder do partido, André Ventura, concorda com as propostas do governo para baixar o IRS já este verão, mas quer maiores descidas para a classe média. Por isso mesmo, vai propor uma subida da dedução com despesas de habitação para os €850. Numa conferência de imprensa na sede do partido, André Ventura explicou que estas propostas de alteração têm por objetivo beneficiar mais a classe média.
Procuraremos, por isso, chegar a um consenso sobre esta matéria, tendo em conta que isto são propostas que beneficiarão a classe média portuguesa e que o governo não as deve afastar nem ignorar. Podemos, por isso, ter a aprovação de medidas do governo e também do Chega, que permitam até juntar estes dois sentidos de valor. A descida do IRS efetiva, como quer o governo, mas o benefício maior à classe média e a quem ganha menos, que é o que pretende o Chega. E também o aumento de deduções em matéria de habitação, que é o que o Chega pretende.
As propostas do Chega no que diz respeito ao IRS. Nesta conferência de imprensa, André Ventura falou ainda dos diplomas do governo sobre nacionalidade e migração. O líder do Chega considera que ficam aquém dos objetivos do partido e anunciou que vai insistir na perda de nacionalidade automática no caso de serem praticados crimes graves. André Ventura diz que é altura do governo assumir a aproximação ao Chega no tema da imigração e avisa: se o governo não estiver disposto a assumir a aproximação ao Chega, será obrigado a procurar entendimentos com o Partido Socialista.
Caso assim não seja, o governo terá de voltar a procurar consensos com o Partido Socialista, terceiro agora na Assembleia da República. Pode fazê-lo, mas já teve a experiência o ano passado, que fazer acordos com o Partido Socialista nestas matérias é deixar o país exatamente como está, parado exatamente como está e sem qualquer mudança estrutural nestas matérias. Não é crível, nem credível, que o Partido Socialista aceite mudanças em matéria de migrações ou de nacionalidade. E, portanto, o mais provável é o governo voltar a ficar parado e atolado num terreno de ninguém.
O aviso deixado por André Ventura esta tarde numa conferência de imprensa na sede do Chega em Lisboa.
E Luís, a FENPROF e os diretores escolares dizem que o programa do governo para a falta de docentes falhou. No ano letivo que agora termina, mais de um milhão de alunos perderam aulas devido à falta de professores.
A estimativa é do secretário-geral da Federação Nacional de Professores, que diz que o plano apresentado pelo governo para o setor não conseguiu resolver o problema da falta de docentes. Quase um milhão e quatrocentos mil alunos ficaram sem professor a pelo menos uma disciplina. O dirigente da FENPROF, José Feliciano da Costa, esclarece que os dados representam um aumento de mais de cinquenta mil alunos em relação ao ano anterior.
Este acumulado, que são os registros, são superiores ao do ano passado. E isto num ano em que é apresentado um plano, que é o plano Mais Aulas, Mais Sucesso, onde supostamente seria resolver o problema, portanto, diminuindo em cerca de 90% o número de alunos a quem falta pelo menos um professor. O que os dados dizem não é nada disso, antes pelo contrário.
As estimativas e as críticas de José Feliciano da Costa, um dos secretários-gerais da FENPROF. Também o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, destaca que este ano letivo foi marcado pela falta de professores. Filinto Lima também aponta falhas ao plano apresentado pelo governo.
O atual Ministério da Educação tomou já 17 medidas, umas melhores que outras. Não tomou uma medida que para mim, que é a 18ª, será essencial, que é dar apoio aos nossos professores, que estão a centenas de quilômetros de suas casas, apoio na estadia. Ninguém vai lecionar, por exemplo, do Norte para Lisboa ou para o Algarve, com o vencimento de um professor ou com, ou sem o apoio para alugar uma casa ou um quarto. Isto é impensável.
Filinto Lima explica que o problema é mais grave em Lisboa, Setúbal e Faro, mas admite que não há nenhum distrito sem dificuldades na substituição de professores. Os dois dirigentes admitem que este é um problema, a falta de professores, que vai continuar no próximo ano letivo.
Na atualidade internacional, o governo iraniano pede à ONU que reconheça Israel e os Estados Unidos como responsáveis pela guerra de 12 dias contra o Irã.
Reivindicação que surge numa carta do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano. É dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Teerão quer que o Conselho de Segurança reconheça que o regime israelita e os Estados Unidos iniciaram o ato de agressão e que reconheça a responsabilidade subsequente, incluindo o pagamento de indenizações e também de reparações. A 13 de junho, Israel lançou um ataque contra o território iraniano, partindo do princípio de que a República Islâmica estava prestes a fabricar uma arma nuclear. Os Estados Unidos acabaram por se juntar aos ataques israelitas com bombardeamentos de instalações nucleares, antes de acabarem por mediar um cessar-fogo após 12 dias de conflito, que passou também por ataques do Irã contra Israel. De resto, nos bairros de Tel Aviv, a destruição provocada pelos ataques iranianos ainda é visível, como constatou o fotojornalista João Porfírio, um dos enviados do Observador a Israel.
Nós estamos num bairro a sul de Tel Aviv, grande parte deste bairro foi completamente destruído. Há várias casas completamente destruídas, que é impossível de serem reconstruídas, dizem-nos os especialistas que estão neste momento a ajudar as pessoas a irem às suas casas para tentar recuperar alguns dos seus bens. É isso que nós estamos a fazer neste momento. Nós estamos com uma família inteira, uma avó, uma filha e os netos, que estão neste momento entre vidros, entre portas partidas, entre tetos praticamente a cair por cima das nossas cabeças, a tentar recuperar coisas que são importantes para esta família, como fotografias, quadros, até troféus desta mulher que durante toda a vida jogou xadrez.
O relato de João Porfírio, que com a editora internacional do Observador, Cátia Bruno, está por estes dias em Israel. Entretanto, Benjamin Netanyahu convocou uma reunião para esta noite com o objetivo de discutir o estado da ofensiva na Faixa de Gaza e também das negociações para um acordo de cessar-fogo e de regresso dos reféns. O jornal "Times of Israel" adianta que a reunião irá contar com o ministro da Defesa e também outros ministros israelitas, assim como com a cúpula das Forças Armadas.
No desporto, o presidente do Sporting admite que Viktor Gyökeres pode deixar o clube no mercado de transferências e por um valor abaixo da cláusula de rescisão.
A garantia foi deixada por Frederico Varandas, que tentou escapar ao tema, mas acabou por revelar que o futuro do jogador sueco pode ser longe de Alvalade. Contudo, apenas por valores acima dos 60 milhões de euros. O presidente leonino diz que o Sporting não está pressionado a vender, uma vez que não tem uma situação financeira delicada. Ainda assim, diz Frederico Varandas, a porta de saída está aberta.
O Sporting não pede o valor da cláusula de rescisão. O Sporting vai ser razoável, vai ter bom senso em relação à performance que o Viktor ia ter durante esse ano. Por isso, se me perguntar hoje, eu acho que há uma forte probabilidade do Viktor sair.
Frederico Varandas, em declarações aos jornalistas registradas pela Sic Notícias antes da entrada pra assembleia geral do clube de hoje. No discurso, já na reunião magna, Frederico Varandas afirmou que o Sporting vive hoje uma das melhores fases da sua história.
Ainda no desporto, Lando Norris é o vencedor do Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1.
E o destaque do dia vai mesmo para a McLaren, que para além do triunfo do piloto britânico, fez a dobradinha com o segundo lugar de Oscar Piastri. Charles Leclerc, da Ferrari, fechou o pódio deste Grande Prêmio da Áustria. O campeão do mundo, Max Verstappen, foi abalroado por Kimi Antonelli, ainda na primeira volta, e deixou o piloto da Red Bull fora da corrida. Após nesta prova, Oscar Piastri mantém a liderança do Mundial de Pilotos de Fórmula 1 com 216 pontos, mais 15 do que o colega Lando Norris. Agora no calendário está o Grande Prêmio da Inglaterra.
E a fechar, Luís, o português Miguel Oliveira desistiu do Grande Prêmio dos Países Baixos de MotoGP.
Foi depois de um incidente com o japonês Ai Ogura, logo na primeira volta da 10ª prova do Mundial. Miguel Oliveira, que partiu da 18ª posição da grelha, foi tocado por outro piloto após o arranque, acabou por embater no japonês. Este é o segundo abandono da temporada, depois de Miguel Oliveira já ter desistido no Grande Prêmio da Argentina. Marc Márquez venceu a corrida nos Países Baixos e reforça a liderança no Mundial de MotoGP.
Notícia de fecho do Jornal das Quatro.