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Notícias. Jornal das quatro, edição com Miguel Vidar. A Miguel, a juíza da Operação Marquês recusa extinguir ou suspender o processo contra Ricardo Salgado. É uma notícia Observador.
Com o objetivo de travar o procedimento criminal, a defesa do ex-presidente do BES argumentava que o arguido não está em condições de se defender em pleno. O Tribunal de Cascais decidiu acordar o estatuto de maior acompanhado a Ricardo Salgado, por causa da doença de Alzheimer que foi diagnosticada ao antigo presidente do BES. No entanto, a juíza Susana Seca recusou hoje o pedido da defesa do ex-banqueiro. Num despacho a que o Observador teve acesso, Susana Seca lembra o que já tinha dito em junho, ainda antes do julgamento começar, a absoluta falta de fundamento legal. A magistrada sublinha também que o diagnóstico da doença de Alzheimer não tem qualquer efeito impeditivo do prosseguimento do processo penal contra o arguido. Ricardo Salgado responde por 11 crimes no julgamento da Operação Marquês.
Pode ler mais sobre esta notícia no site do Observador, assinada pelo redator principal Luís Rosa e pelo jornalista João Paulo Gudinho. A presidente da Iniciativa Liberal acusa a Flotilha Humanitária de ter desviado a atenção das negociações de paz entre o Hamas e Israel.
Com críticas diretas a Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda.
Tenho sérias dúvidas que Mariana Mortágua tivesse a certeza de que iria conseguir com esta sua missiva algum resultado que não fosse este. É pouco credível acharmos que uma deputada da nação, que tem pleno conhecimento de como é que estas coisas funcionam, achasse que conseguia chegar a Gaza com a sua flotilha e entregar ajuda humanitária a organizações que o fazem, e que o fazem ao nível internacional. Não é assim que se resolvem as questões.
É o que diz Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal.
Já João Ferreira defende que temas como a Palestina podem estar presentes numa campanha para as eleições autárquicas.
Numa ação de campanha no Campo Grande, depois de uma viagem de metro, o candidato da CDU volta a prestar solidariedade ao grupo de ativistas que integrou a Flotilha Humanitária e onde está incluída Mariana Mortágua, que foi libertada ontem por Israel. Ao contrário de outros candidatos, João Ferreira entende que temas como a Palestina também podem entrar na campanha autárquica. A acompanhar esta ação de campanha esteve a jornalista Nadine Soares. Nadine, João Ferreira expressa solidariedade com a Flotilha Humanitária e não poupa nas críticas a Alexandra Leitão e Carlos Moedas.
Sim, João Ferreira dedicou este dia ao tema da mobilidade. Começou na paragem do Colégio Militar para apanhar um autocarro que o deixou em Telheiras. Isto para alertar para a demora dos transportes públicos e a necessidade de se investir na Carris. Mas no final desta ação, já em Campo Grande, depois de ter utilizado o metro, houve tempo para críticas e algumas mensagens. Uma dela de solidariedade para com os ativistas da Flotilha Humanitária, que chegaram ontem a Portugal. E João Ferreira defendeu, ao contrário de, por exemplo, Alexandra Leitão, que esta manhã deixou claro que a Palestina não é um tema autárquico. João Ferreira discorda e defende que uma campanha não se deve afastar destes temas.
Nós não devemos nos afastarmos numa campanha autárquica daquilo que são valores universais. Os valores dos direitos humanos, os valores do direito internacional, os valores da vida, são valores universais e não devem estar ausentes também de uma campanha eleitoral.
Ora as declarações de João Ferreira, esta posição diferente da candidata socialista. João Ferreira que aproveitou ainda para deixar críticas aos adversários, Alexandra Leitão e Carlos Moedas, que acusa de falta de estofo para governar uma Câmara Municipal e de fugirem ao debate. Para mais logo, pelas 18h, há outra ação de campanha marcada novamente no metro, mas desta vez de Arroios.
A acompanhar, pela jornalista do Observador, Nadine Soares, que segue no encalço da caravana da CDU.
Rui Tavares, do LIVRE, e Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, consideram que Nuno Melo não está à altura do cargo de Ministro da Defesa.
Reagem desta forma à declaração de Nuno Melo esta manhã em Viana do Castelo. O presidente do CDS foi questionado sobre o regresso dos quatro ativistas portugueses que integraram a Flotilha Humanitária, que pretendia chegar a Gaza. À pergunta, Nuno Melo reagiu assim:
Eu não vou dar mais para esse peditório. Os ditos ativistas já fizeram o seu número, já pararam em Ibiza, já pararam na Tunísia, chegaram a Israel. Passados dois dias, foram devolvidos a casa, já fizeram a sua coisa panfletária, não resolveram nada do ponto de vista humanitário. Agora se talvez se concentrassem também um pouquinho nas eleições autárquicas, porque nós quando temos eleições autárquicas, estamos a trabalhar em eleições que são importantíssimas para o povo português. Não é do outro lado do Mediterrâneo, é aqui mesmo em Portugal. De resto, não tenho que contribuir mais para as campanhas panfletárias do Bloco de Esquerda. Há muito quem o faça, eu não vou fazer mais.
Foi esta declaração que levou o porta-voz do LIVRE, Rui Tavares, a dizer que Nuno Melo não está à altura do cargo de ministro.
Não está ao nível do que se espera de um ministro da Defesa, de um governo na situação internacional que nós temos. E a campanha não justifica tudo. A gente sabe que isto é um pouquinho a natureza do Nuno Melo, mas ele é ministro, devia ter mais tento e menos praulidade. É o que eu aconselharia.
Marisa Matias partilha a opinião. A dirigente do Bloco de Esquerda diz que Nuno Melo não percebe qual a natureza das funções que desempenha.
Ter um ministro da Defesa numa posição tão sensível, que parece nem sequer representar as posições do governo, eu pergunto-me se tem condições para ser ministro da Defesa. E parece-me que não. Nós não podemos ter numa pasta tão sensível alguém que não tem sequer A sensibilidade de perceber as suas funções e o que é esperado das suas funções.
As críticas à esquerda, à declaração de Nuno Melo sobre a flotilha humanitária.
Em França, a extrema-direita pede a Emmanuel Macron que dissolva o Parlamento.
O recém-primeiro ministro francês, Sébastien Lecornu, demitiu-se esta manhã, apenas 27 dias depois de ser nomeado. Em causa, as críticas que recebeu da oposição e da própria família política, depois de ter revelado a proposta de elenco governativo. O líder da União Nacional, de extrema-direita, Jordan Bardella, veio pedir ao presidente francês que dissolva o Parlamento e garante que está pronto para assumir responsabilidades. É um pedido apoiado pela dirigente histórica do partido, Marine Le Pen, afirma que é absolutamente incontornável a dissolução do Parlamento.
Apelo a que dissolva a Assembleia Nacional, pois chegamos ao fim do caminho. Não há solução, nem haverá amanhã. A única decisão sensata nestas circunstâncias está prevista pela Constituição da Quinta República: voltar às urnas e deixar que os franceses decidam o rumo do país.
Marine Le Pen apela ao presidente francês Emmanuel Macron para dissolver o Parlamento. E Nelson, vamos dar aqui um passo atrás e regressar às eleições autárquicas.
Sim, até porque temos aqui já pronta uma peça relativa a André Ventura. Passou esta manhã e início da tarde perto de Lisboa, traçou o objetivo de vencer tanto na Câmara da Capital como em Sintra.
O líder do Chega esteve pela primeira vez ao lado do candidato à autarquia de Lisboa, Bruno Mascarenhas, e nas ruas de Chelas envolveu-se num bate-boca com uma mulher de etnia cigana. Já pela terra natal, Algueirão-Mem Martins, foi recebido de braços abertos. Vasco Maldonado Correia.
A jogar em casa, em Algueirão-Mem Martins, André Ventura foi recebido por quem se lembra dele já desde criança.
Ele até brincou com as minhas filhas e tudo.
E na terra natal, onde já venceu nas legislativas, quem encontra o líder do Chega pede nova vitória. Mas também há quem lembre caminhos antigos.
Andaste para padre, não vi que não.
Andei para padre, isso é verdade.
E à missa todos os dias.
Sou melhor político do que ia ser padre.
Antes, o presidente do Chega passou por Chelas e, ao contrário de Sintra, aqui encontrou hostilidade.
É isso que nós queremos os ciganos.
Exatamente.
Os ciganos todos trabalham.
Ventura foi interpelado por uma mulher de etnia cigana que contesta uma das principais bandeiras que fez crescer o partido.
A maioria é que rouba o ambício, a gente não rouba.
Rouba o ambício?
Não. Então você é racista.
Não, não quero ser desrespeitoso, nós não temos nada contra os ciganos. Nós queremos é que todos os ciganos tenham trabalho.
Trabalham todos. Olhe, estou aqui de "esvairita" desde hoje.
Isso é que eu lhe perguntei se trabalhava.
André Ventura, na rua, em busca de chegar ao poder local, num dia com agenda cheia, com visitas à Moita, Lisboa, Sintra, Oeiras e Torres Vedras.
Vasco Maldonado Correia é o repórter do Observador, que segue no encalce da caravana do Chega com André Ventura. Ouvimos aqui traçar o objetivo de vencer tanto a Câmara de Lisboa como a Câmara Municipal de Sintra.
Seguimos ainda neste jornal com outras notícias que estão a marcar esta tarde.
Já estão no Egito as delegações do Hamas e de Israel, que vão participar nas negociações do plano de paz proposto por Donald Trump. As negociações decorrem em Sharm El-Sheikh. Trump quer que o acordo seja celebrado o mais rapidamente possível. Já anunciou que a primeira fase de negociações deve terminar ainda esta semana. A representar a delegação do Hamas vai estar Khalil al-Hayya, o negociador-chefe do grupo, que não era visto em público desde o ataque israelita ao Catar há quase um mês. As negociações acontecem enquanto milhares de pessoas em todo o mundo se manifestam contra a ofensiva israelita. Nas últimas 24 horas, os ataques de Israel vitimaram 21 palestinianos, uma centena de feridos, isto apesar do pedido de Trump ao governo de Netanyahu, na sexta-feira, para parar com os ataques. A Alemanha ameaça boicotar a Eurovisão se Israel for excluído da próxima edição. O anúncio foi feito pelo chanceler alemão. Merz diz que é um escândalo, que isto sequer esteja a ser discutido e diz que vai defender a desistência da Alemanha caso Israel não participe na Eurovisão. A Alemanha faz parte dos cinco países que mais financiam a competição, juntamente com a França, que já confirmou a participação no próximo evento. Itália, Reino Unido e Espanha já anunciaram que vão boicotar a competição caso Israel participe.