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Vamos às notícias. Jornal das quatro com o Miguel Vilar. Miguel, a ministra da Saúde admite que o número de chamadas que ficam por atender na linha SNS 24 é muito elevado.
Ana Paula Martins explica que se tem registado um grande aumento de chamadas. Confrontada com as cerca de 1,5 milhão de chamadas que ficaram por atender, a ministra admite que tem de ser reforçado este serviço.
Sempre que fica uma chamada por atender, para nós, obviamente, é preocupante. É uma pessoa que está do outro lado, que precisa de uma resposta e se nós não a dermos, temos que ficar preocupados. Mas por isso mesmo, a linha SNS 24, nos últimos três meses, tem vindo a ser reforçada. Não lhe posso dizer que os constrangimentos estão todos ultrapassados, porque não estão. Temos que chegar ao inverno com melhores níveis de atendimento.
É essa a ambição da ministra da Saúde. Ana Paula Martins revela que o ministério está a trabalhar com a Altice para conseguir dar uma resposta mais eficaz às chamadas feitas para esta linha SNS 24. A ministra da Saúde garante ainda que não há falta de vacinas da gripe. Isto depois de algumas Unidades Locais de Saúde terem revelado que não têm vacinas em número suficiente.
Nós temos vacinas, efetivamente, que chegam para as pessoas que têm que se vacinar, naturalmente. Não há falta de vacinas. Haverá, porventura, uma distribuição de vacinas nas várias ULS que, eventualmente, numa já está a finalizar o estoque, noutras ainda há excedente e nós teremos que fazer agora essas transferências.
Ana Paula Martins, à margem de uma visita ao Hospital de Portimão. A ministra começou hoje um périplo pelas Unidades Locais de Saúde, as ULS, de todo o país.
Seguimos com a mais recente sondagem das presidenciais. É da Pitagórica e coloca Marques Mendes à frente nas intenções de voto.
Conta com o apoio de 19,7% dos inquiridos, seguido por Henrique Oliveira e Melo com 18,4%. Há um empate técnico entre os dois candidatos, já que a diferença entre os dois cabe na margem de erro desta sondagem da Pitagórica, como referiste, para a TVI. Na terceira posição surge António José Seguro com 15,2%, logo depois, André Ventura com 12,8%. João Cotrim Figueiredo recolhe 11% das intenções de voto, Catarina Martins 3,8%, António Filipe 2,2%, por fim, Jorge Pinto com 1,2%. Foram inquiridas mil pessoas para esta sondagem.
E em caso de segunda volta, Marques Mendes é o preferido.
Vence seja qual for o adversário, com uma nuance. Se os opositores forem Gouveia e Melo ou António José Seguro, a vantagem de Marques Mendes cabe na margem de erro. Há assim, nestes dois casos, um empate técnico.
Pedro Duarte, o presidente da Câmara Municipal do Porto, foi eleito para liderar o Conselho Metropolitano do Porto.
A eleição para o mandato 2025/2029 deu a vitória ao social-democrata com 16 votos a favor e um contra. Na reunião desta manhã, foram ainda atribuídos os dois lugares de vice-presidentes ao autarca de Santa Maria da Feira, a Mateus Albergaria, do PSD, e à socialista e presidente da Câmara de Arouca, Margarida Blem. A votação para este órgão reuniu nos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto. No final da reunião, o presidente da Câmara da Cidade Invicta e agora também do Conselho Metropolitano do Porto, Pedro Duarte, disse que pretende contribuir para o futuro da região.
O meu propósito é dar força, solidez, consistência e futuro a esta região. Nesta posição agora, no fundo, de coordenador de um conjunto de presidentes de câmara, que têm todos eles responsabilidades, evidentemente que teremos trabalho pela frente, muito trabalho pela frente, nas mais diferentes áreas, desde logo o caso talvez mais evidente é a matéria da mobilidade.
Pedro Duarte, em declarações ao Porto Canal no final da reunião, que decorreu à porta fechada, o que contraria a lei que estabelece que as reuniões são todas públicas. Os jornalistas apresentaram uma queixa ao Sindicato dos Jornalistas.
Está formalizada a convocação da greve geral para 11 de dezembro. A CGTP até já entregou esse pré-aviso no Ministério do Trabalho.
Numa comitiva liderada por Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, que foi confrontado com a possibilidade de convocar não um, mas dois dias de greve, a reboque da possibilidade admitida este fim de semana por Mário Mourão, da UGT, em entrevista ao "Negócios" e à Antena Um. Ora, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, não se compromete, embora diga que todas as formas de luta estão em cima da mesa.
O que nós temos que fazer a partir deste momento é construir aquilo que foi assumido e foi convocado pela CGTP no passado dia 8 de novembro, na grande marcha nacional, onde mais de 100 mil trabalhadores vieram à rua. Aquilo que temos que assumir é a construção de uma grande greve geral para o dia 11. Aquilo que a CGTP disse desde o início é que todas as formas de luta estão em cima da mesa. Iremos sempre, consoante o momento, estudar essas formas de luta, avaliar essas formas de luta e construir a resposta necessária que temos que construir para derrotar o pacote laboral.
Tiago Oliveira sobre a possibilidade de não um, mas dois dias de greve. E depois de na quinta-feira a UGT ter aprovado por unanimidade a decisão de avançar para a greve geral, o governo entregou a esta confederação sindical, à União Geral de Trabalhadores, um documento em que admitia algumas cedências, o caso da reposição dos 40 dias de formação anual para todos os trabalhadores e também alterações à licença de amamentação. À CGTP não chegou qualquer documento, é isso que diz o secretário-geral da Intersindical, Tiago Oliveira.
Passaram quatro meses e o único documento que a CGTP tem em sua posse é o mesmo documento que foi entregue em julho deste ano. E há aqui uma questão que é central e que nós temos que colocar. Nós não vamos aceitar Que se reverta uma ou outra matéria e que se permitam que as restantes 98 e 99 matérias deste pacote laboral, que contém mais de 100 matérias, continuem a ser colocadas em cima da mesa, porque todas elas são profundamente negativas para o mundo do trabalho. Nenhum trabalhador iria compreender uma central sindical que tem que estar ao lado dos trabalhadores, subscrevesse um acordo, subscrevesse um pacote laboral, que todo ele é profundamente negativo para o mundo do trabalho.
E sem cedências significativas por parte do governo, a greve vai mesmo avançar. É a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob a intervenção da Troika. Entretanto, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou hoje que, à semelhança da Federação Nacional dos Médicos, vai aderir a esta greve geral.
A Comissão Europeia continua mais pessimista que o governo e antecipa o regresso aos défices orçamentais já no próximo ano.
Um déficit de 0,3% em 2026. Para este ano, o Executivo Comunitário prevê um saldo nulo, nem excedente, nem déficit. Estas previsões vêm contrariar as estimativas do governo. O Ministério das Finanças antecipa que Portugal termine o ano com um excedente orçamental de 0,3% e 0,1 de excedente em 2026.
Sendo que, Miguel, o Colégio de Comissários até prevê que a receita aumente muito por causa do crescimento da economia.
Sim, há, de resto, uma revisão em alta das previsões de crescimento económico para este ano. Em maio, a Comissão Europeia antecipava uma subida do PIB de 1,8%, agora prevê que essa subida seja de 1,9. Os comissários mantêm a estimativa de crescimento da economia no próximo ano de 2,2%. Com a subida do PIB, cresce a receita fiscal. O problema é que, segundo a Comissão Europeia, o aumento da receita não compensa a subida de despesas com o IRS Jovem, a redução das taxas de IRS, os aumentos salariais e o eventual bónus das pensões.
Miguel, vamos a outras notícias que também estão a marcar a atualidade.
A Europol identificou milhares de ligações online para conteúdos perigosos, incluindo propaganda terrorista, racista e xenófoba. O operação envolveu oito países, entre eles Portugal. A Agência Europeia para a Cooperação Policial revela que foram sinalizados mais de 5 mil links com conteúdo jihadista e mais de mil com mensagens de extrema-direita. A Europol alerta para a utilização de plataformas de jogos para espalhar ideologias extremistas e recrutar menores para grupos violentos. O ator Carlotto Cotta foi absolvido pelo Tribunal de Sintra dos nove crimes de que estava acusado pelo Ministério Público e que incluíam violação e sequestro. Para o tribunal, nenhum dos crimes foi provado durante o julgamento, que começou no início de outubro. A Justiça considera ainda que as declarações da mulher que avançou com a queixa contra o autor foram mudando ao longo do tempo. Em declarações à Lusa, Rui Patrício, advogado de Carlotto Cotta, diz que está satisfeito com a decisão, não só pelo resultado, mas também pela fundamentação, que considera inequívoca do tribunal, que não deixou dúvidas sobre o pedido final de absolvição. Condenada à morte, a antiga primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, foi sentenciada à pena máxima por crimes contra a humanidade. Em causa há a violenta repressão dos protestos dos estudantes. No verão do ano passado, morreram perto de 1400 pessoas. O coletivo de juízes deu como provado, por exemplo, que a antiga chefe de governo autorizou a utilização de armas letais. Sheikh Hasina foi julgada à revelia e fugiu para a Índia, onde está há cerca de um ano.