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Observador. Começa agora o Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, os sindicatos e associações das forças e serviços de segurança vão realizar uma concentração em frente à residência do primeiro-ministro para protestar contra o corte nas reformas.
A concentração está marcada para dia 16 de abril, a partir das 18h. Segundo a estrutura que agrega os sindicatos e as associações, esta concentração tem um ponto único: contestar o corte de pensões que está previsto em alterações legislativas desde 2005. Em entrevista à Rádio Observador, o secretário-geral da Comissão de Coordenação Permanente, Paulo Santos, afirma que a legislação em vigor desde 2005 acarreta um corte extremamente agressivo nas pensões dos oficiais.
Vai trazer um corte muito agressivo nas suas pensões de reforma. Isto decorre de legislação que foi alterada desde 2005 e que agora, com o desenrolar dos anos, vai se começar a efetivar, porque já temos uma quantidade muito alargada de profissionais ao abrigo da Segurança Social. Isto tem tudo a ver com aquilo que é conhecido por convergência do regime de pensões.
O responsável sindical sabe que a nova liderança na pasta da Administração Interna pode trazer uma maior abertura nas negociações. Ainda assim, Paulo Santos lamenta que a boa vontade de Luís Neves, o novo ministro da Administração Interna, não seja suficiente.
Admitindo a sensibilidade pelo fato de ter sido polícia, ter sido diretor de uma polícia perante esta situação e outras, uma vez que já falamos com ele também sobre outras situações, a verdade é que essa sensibilidade não tem sido suficiente. Também é verdade que o tempo é curto, mas essa sensibilidade não tem sido suficiente para alterar ainda nada de substancial relativamente às diversas matérias que afetam os profissionais das forças de segurança.
Paulo Santos, em declarações na Rádio Observador, o secretário-geral da Comissão de Coordenação Permanente. A contestação entre os elementos das forças e serviços de segurança subiram de tom após a Assembleia da República ter chumbado iniciativas que visavam aumentar o complemento de pensões de militares das Forças Armadas e da GNR.
E já está na estrada a Operação Páscoa 2026 da GNR. Foram registados 236 acidentes e quatro mortes nas últimas 24 horas.
Há ainda a registar cinco feridos graves e 68 ligeiros. São dados da GNR. Em comunicado, dizem que dos 7 mil condutores fiscalizados, 32 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue que representava crime. Há ainda nove pessoas que foram detidas por conduzir sem carta. A GNR revela que foram detetadas quase 1400 contraordenações rodoviárias, das quais 400 foram por excesso de velocidade. Na Rádio Observador, o major João Gaspar, da Divisão de Comunicação da GNR, prevê um aumento do tráfego rodoviário nos próximos dias devido à Páscoa e afirma que há reforços planeados nas estradas para os próximos dias.
É previsto, sim, de fato, um aumento do tráfego rodoviário por todas as estradas portuguesas. Está a decorrer um esforço das ações de fiscalização e patrulhamento, orientado para os principais eixos rodoviários e também para os locais que estão mais associados a esta época festiva, de forma a poder garantir que estas deslocações decorrem em segurança, mas também para garantir que é possível gozar este período festivo junto das famílias e sem tragédias a lamentar.
Declarações do major João Gaspar, da GNR, na Rádio Observador. Foram registados mais de 230 acidentes e quatro mortes nas últimas 24 horas. A GNR e a PSP vão estar na estrada até segunda-feira, com o aumento da fiscalização devido ao período da Páscoa.
E já estão abertas as candidaturas para o apoio a bens culturais danificados nos meses de janeiro e fevereiro.
São 12 milhões de euros para distribuir entre as entidades gestoras dos bens culturais que foram afetados pelas tempestades. Em comunicado, o Ministério da Cultura diz que este apoio destina-se a intervenções urgentes e prioritárias no património cultural e que visa preservar o valor histórico e prevenir situações de risco. Neste comunicado do Ministério da Cultura, é explicado ainda que este mecanismo põe em prática o compromisso assumido pela ministra da Cultura, de forma a responder aos impactos do mau tempo no património cultural, na sequência do comboio de tempestades que afetou Portugal.
O presidente do Governo Regional dos Açores defende que o acordo com os Estados Unidos para a Base das Lajes deve ser revisto. Ainda assim, José Manuel Bolieiro acredita que o momento não é o mais oportuno.
O presidente do Governo Regional entende que a utilização norte-americana da Base das Lajes provou a importância geoestratégica do arquipélago dos Açores e, por isso, José Manuel Bolieiro diz que quando surgir o momento apropriado, o acordo que está em vigor deve ser revisto.
Eu entendo que, porventura, nesta fase, não seja propriamente o momento mais oportuno para se falar sobre negociações de acordos internacionais. O que quis pontuar, assim que surgir essa oportunidade, é de justiça, é adequado, face ao recrudescimento do valor geopolítico e geoestratégico dos Açores, no contexto não só da NATO
Complementar da relação transatlântica, que se possa revisitar este acordo.
José Manuel Bolieiro a defender que os Açores têm provado valor geoestratégico para a NATO. O acordo das Lajes foi revisto pela última vez em 1995, tendo na altura caído as contrapartidas financeiras na ordem dos 40 milhões de dólares que os Açores recebiam pela utilização da infraestrutura militar por parte dos Estados Unidos da América.
E na análise, o especialista em Relações Internacionais, Orlando Samões, afirma que Portugal tem estado a fazer um difícil equilíbrio entre o cumprimento do direito internacional e a parceria com os Estados Unidos.
Ainda assim, Orlando Samões refere que os drones são armas e, por isso, o acordo de utilização da Base das Lajes pode mesmo estar a ser comprometido.
Esses drones já têm características que nos fazem pensar serem mais de ataque e, portanto, parecem ir um bocadinho para além daquilo que seria o acordo inicial. Mas, por outro lado, também notamos que não há uma posição muito clara da União Europeia. Portanto, não creio que Portugal esteja até a preterir um lado dos seus acordos nos Estados Unidos do que em relação à União Europeia, porque a União Europeia também continua a debater e há sensibilidades diferentes.
O especialista em Relações Internacionais recorda que o presidente dos Estados Unidos tem atirado críticas a vários aliados da NATO, como a Espanha e Inglaterra, e destaca o facto de Portugal não estar representado na lista negra de Donald Trump.
Na Ucrânia, um ataque russo com quase 500 drones causou cortes de energia de emergência.
É o que denuncia um operador de eletricidade ucraniano, bem como as autoridades de Kiev. No Telegram, o governador da capital ucraniana informou ainda que pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida na sequência do bombardeamento. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia classificou o ataque como uma resposta brutal de Moscovo à proposta de Kiev de uma trégua na Páscoa.
E no desporto, o Futebol Clube do Porto joga amanhã com o Famalicão. Francisco Farioli deixa elogios ao adversário minuto.
O jogo está marcado para as 20h30, amanhã, no Estádio do Dragão. O Futebol Clube do Porto está de regresso às provas nacionais depois da pausa para os compromissos das seleções nacionais. Na conferência de imprensa antes do jogo, Francisco Farioli diz que a equipa vai precisar de dois aliados para vencer o Famalicão.
A partida vai exigir a nossa melhor versão em termos de atitude e de espírito. Têm sido os nossos melhores amigos até agora e amanhã têm de estar lá. Amanhã contamos com um Dragão cheio, por isso todas as condições estão reunidas para ser um jogo importante.
Francisco Farioli em conferência de imprensa. Do lado do Famalicão, o treinador Hugo Oliveira diz que quer abordar o jogo com coragem.
É muito difícil, como são todos os jogos desta liga, mas ainda mais por jogarmos contra o primeiro classificado, contra a equipa que é poderosa, contra a equipa que é esfomeada, como é este Futebol Clube do Porto. Agora, isso não invalida que nós possamos olhar como é normal para nós, possamos olhar para aquilo que é o nosso jogo, para a nossa forma de estar e, acima de tudo, para a nossa forma de viver. E esta forma de viver é uma forma corajosa, é uma forma de jogar o nosso jogo, é uma forma de não olhar para os desafios de uma forma ambiciosa. É de olhar ambiciosa.
Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, na conferência de imprensa antes do jogo com o Futebol Clube do Porto. O Futebol Clube do Porto e Famalicão joga-se amanhã às 20h30. Há relato e análises aqui na Rádio Observador.
José, vamos agora para uma emissão espacial. Os quatro astronautas da missão Artemis 2, que está a caminho da Lua, falaram pela primeira vez para a Terra com boas notícias e um problema resolvido.
A tripulação está no segundo dia de viagem, terceiro dia da missão, que vai levar de novo humanos à Lua. Fizeram hoje a primeira transmissão planeada para a Terra, relataram auroras boreais vistas do espaço e descreveram a Terra como lindíssima vista do espaço. A tripulação garantiu ainda que o lançamento correu da melhor forma, apesar de terem encontrado alguns problemas iniciais com a casa de banho, que tiveram de ser resolvidos pela tripulação e pela autoproclamada canalizadora espacial, uma das pessoas que está nesta missão, que vai durar 11 dias. Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas vão sobrevoar o lado oculto da Lua a mais de 400 mil quilômetros da Terra. É expectável que batam o recorde da missão Apollo 13 e que esta tripulação se torne nos humanos que mais longe estiveram da Terra.
E é assim que terminamos o Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já.
Até já.