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Seguida com o Miguel Videira. Miguel, não há motivo para alarme. Um dos presidentes executivos da Galp garante que, apesar do conflito no Médio Oriente, não se antecipam problemas com o abastecimento de combustíveis em Portugal.

A entrevista ao Observador, João Marques da Silva explica que a petrolífera não tem operações no Médio Oriente, nem importa crude daquela região do globo.

Nós somos um player centrado na bacia do Atlântico e, portanto, temos uma exposição muito limitada ao Médio Oriente. Não temos ativos, não temos operações na região. Também não temos, do ponto de vista de crude, não temos e não importamos crudes do Médio Oriente. Eles não fazem parte, como chamamos, da dieta de crude de finos e, portanto, as origens principais são Brasil, África Ocidental e Mediterrâneo.

O responsável da petrolífera, entrevistado pela jornalista da Editoria de Economia do Observador, Inês Espiro, admite alguma corrida às gasolinadas no final do passado mês de março, devido à expectativa de subida de preços, mas sublinha que a rede da Galp praticamente não teve rupturas e, com esta informação, não antecipa quaisquer problemas de abastecimento em Portugal.

Uma informação revelada no dia em que foram divulgados os resultados da petrolífera nos primeiros três meses do ano.

Teve um lucro de mais de €270 milhões, uma subida de 41%, um resultado alcançado a reboque do aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Miguel, 94% dos professores já estão colocados a menos de 50 km. É uma revelação feita hoje pelo secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros.

Durante uma reunião negocial com a revisão do Estatuto da Carreira Docente em cima da mesa e que juntou o Ministério da Educação e a FNE, a Secretária de Estado da Administração Escolar falou deste número de docentes que já estão perto de casa. Pedro Barreiros, da Federação Nacional de Educação, considera que, ainda assim, há docentes a terem de percorrer vários quilômetros e pede mais apoios.

94% dos atuais professores estão colocados a menos de 50 km. Aquilo que nós sabemos, porque contactamos com eles diariamente, é que há professores que nos dias de hoje, que se deslocam entre a ida e a volta, mais de 100 km, 120 km, 140 km. Uma parte muito substancial do salário dos professores é gasto na estrada. Já para não falar que não há outro tipo de medidas, à semelhança que existe noutras carreiras, de apoio a estes profissionais. Julgamos que o Ministério da Educação e o senhor ministro ficou sensível para esta questão e esperamos que o Ministério da Educação possa também identificar formas de apoiar os professores naquilo que é o exercício da profissão.

É essa a expectativa do secretário-geral da Federação Nacional de Educação, a FNE, Pedro Barreiros. Uma expectativa manifestada à saída do encontro com responsáveis pelo Ministério de Educação, Ciência e Inovação.

O Tribunal Central de Instrução Criminal determinou que os dois agentes da esquadra da PSP do Rato, acusados de tortura e violação, vão mesmo ter de ir a julgamento.

É essa a decisão instrutória conhecida esta segunda-feira. Os dois agentes requereram a abertura de instrução por entenderem, por exemplo, que não existiam indícios para suportar a acusação do Ministério Público. Não é esse, no entanto, o entendimento da juíza magistrada sugere até que há uma séria probabilidade de os dois agentes, de 22 e 26 anos, virem a ser condenados no final do julgamento. Segundo a acusação, entre julho de 2024 e março do ano passado, os dois agentes da Esquadra do Rato, em Lisboa, terão, acredito, com socos, chapadas e cornadas na cabeça, pessoas que tinham detido. Nalguns casos, terão sodomizado ou tentado sodomizar com objeto alguns dos homens detidos. As vítimas eram, sobretudo, toxicodependentes, pessoas que cometeram pequenos delitos, muitos deles estrangeiros e em situação irregular em Portugal ou em situação de sem-abrigo. É isso que é referido na acusação do Ministério Público.

A chefe de gabinete da Casa Branca vai reunir esta semana os serviços secretos e o Departamento de Segurança Interna para discutir a definição dos planos de segurança de Donald Trump em eventos futuros.

Depois das dúvidas em torno do plano que foi seguido por ocasião do jantar dos correspondentes da Casa Branca no Hotel Hilton, em que um homem foi detido depois de vários disparos no exterior da sala onde decorria o jantar. Têm sido suscitadas dúvidas sobre como foi possível o atacante, Cole Thomas Hallan, entrar no perímetro de segurança armado. O Washington Post noticia hoje que foi estabelecido pela Casa Branca o nível de segurança mais baixo em comparação com eventos semelhantes, apesar da presença do presidente norte-americano e de outros altos responsáveis pela administração dos Estados Unidos.

O suspeito dos disparos vai ser hoje presente a tribunal.

É pelo menos essa a informação avançada por diversos órgãos de informação norte-americana. Cole Thomas Hallan vai ser julgado no Tribunal do Distrito de Colúmbia. Não vão ser permitidas câmaras nem dispositivos de gravação durante a audiência.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã já se encontrou hoje com Vladimir Putin.

Informação avançada pela agência de notícias TASS no encontro, em que esteve também presente o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov. Vladimir Putin elogiou o povo iraniano por lutar corajosamente pela soberania e assegura que a Rússia tudo fará para trazer a paz ao Médio Oriente. À chegada a território russo, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano culpou os Estados Unidos e as exigências que considera excessivas e que estiveram na origem do fracasso das negociações de paz em Islamabad, no Paquistão. A visita de Abbas Araqchi acontece numa altura em que há um impasse, precisamente, em torno dessas negociações entre Washington e Teerão

O chanceler alemão considera que o Irão está mesmo a humilhar os Estados Unidos.

Friedrich Merz afirma que os iranianos são claramente mais fortes do que o esperado e os norte-americanos não têm uma estratégia verdadeiramente convincente para as negociações. Foi uma declaração feita numa escola em Marsberg, na Alemanha. Merz acrescenta que, neste momento, não vê que saída estratégica é que os norte-americanos vão escolher, especialmente porque os iranianos estão claramente a negociar com muita habilidade ou evitar negociar com muita habilidade, acrescenta o chanceler alemão.

O historiador Bruno Cardoso Reis diz que essa declaração do chanceler alemão sobre os Estados Unidos é infeliz, mas toca em pontos certeiros.

É isso que afirma o convidado da edição desta tarde de "Gabinete de Guerra".

Parece-me realmente que se pode dizer que a declaração é capaz de não ser muito feliz do ponto de vista diplomático. Em termos da substância e dos argumentos, eu tendo a concordar com Merz, ou seja, ele diz coisas que eu já tenho escrito ao longo destas semanas, que os norte-americanos, Donald Trump, subestimaram os iranianos e que os Estados Unidos não têm uma estratégia clara, não têm objetivos claros, não têm meios e uma estratégia também ao nível operacional para saber exatamente como é que vão sair disto.

Bruno Cardoso Reis, no "Gabinete de Guerra", o historiador sublinha ainda que este tipo de declarações não vem ajudar nas relações entre Estados Unidos e Europa.

Pode ouvir este "Gabinete de Guerra" na íntegra já depois deste jornal das 16h. Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade.

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu manter em prisão preventiva o ex-adjunto do Ministério da Justiça, indiciado por abuso de menores. A decisão foi tomada a 8 de abril, só hoje foi conhecida. Os juízes negaram a intenção de Paulo Abreu dos Santos de passar de prisão preventiva para prisão domiciliária. O arguido está indiciado por 576 crimes qualificados de pornografia de menores, quatro os quais de produção própria e dois crimes de abuso sexual de crianças. Um morto e um ferido grave é o resultado da queda de uma grua nos arredores de Coimbra, em Eiras. A informação é revelada à Agência Lusa pela Proteção Civil. Não se sabe o que esteve na origem da queda da grua, que estava fixa numa obra de fundações. A grua tombou e a ponta atingiu os dois trabalhadores no solo. Um homem de 51 anos morreu no local, o outro, de 28, está em estado grave.