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Miguel, está marcada para esta tarde, no Tribunal de Sintra, a leitura do acórdão do caso da morte de Odair Moniz.
O homem morto com dois tiros no bairro da Cova de Moura em outubro de 2024. Os disparos foram feitos por um agente da PSP, que é acusado de homicídio. O Ministério Público pede pena de prisão e expulsão da Polícia de Segurança Pública. A defesa reclama a absolvição do agente. A sessão já começou, ainda não é conhecida a decisão do coletivo de juízes.
Na Operação Emergente, PSD e Chega criticam o presidente da Câmara Municipal da Amadora, acusam o autarca ter ocultado o fato de ter sido constituído arguido neste processo.
Uma notícia avançada este fim de semana pelo Observador. Em causa, um ajuste direto celebrado entre a autarquia e Duarte Mural, assessor de José Luís Carneiro, também constituído arguido, para escrever um discurso por ocasião das celebrações do 25 de Abril. Vítor Ferreira é a oitava figura do Partido Socialista que foi constituída arguida na sequência das buscas da Polícia Judiciária em várias autarquias lideradas pelo partido e à sede nacional do PS. A vereadora e líder da oposição na Câmara Municipal da Amadora, vereadora eleita pelo PSD, Susana Garcia, acusa o autarca de desonestidade, falta de lealdade e de enterrar a cabeça na areia quando surgem polémicas a envolver o conselho.
Não só não comunicou que foi feita a busca ao seu domicílio, como que foi constituído arguido. Nós estamos já num patamar em que exigimos rigor e transparência na nossa postura política. Mal nenhum vem ao mundo dele ser constituído arguido. Até pode, inclusive, nem vir a ser deduzida uma acusação contra ele. Agora, ele tem a obrigação institucional e tem a obrigação de lealdade e transparência para com o povo da Amadora, de veicular esta informação. E aquilo que ele disse foi um comunicado pífio, como, aliás, é apanágio seu. O senhor presidente, sempre que está no epicentro, sempre que ele ou a Amadora estão no epicentro das notícias, nunca dá a cara.
A posição assumida por Susana Garcia, que sublinha que não defende a suspensão de mandato como Alexandra Leitão, mas considera que é preciso tirar consequências. Opinião partilhada pelo vereador do Chega na autarquia, Rui Paulo Sousa, afirma ainda assim que o autarca Vítor Ferreira deve parar para pensar se tem condições políticas para continuar. Diz também que o PS fica mais fragilizado na Amadora por causa desta polêmica.
É algo que ele tem que ponderar, se realmente reúne condições ou não, face a esta notícia. É preciso não esquecer que a Câmara da Amadora tem um executivo onde tem apenas quatro vereadores do Partido Socialista, portanto, o Chega e o PSD têm maioria, em termos de total, seis vereadores. Ou seja, a posição inicial já é um pouco frágil e esta notícia ainda está a aumentar mais essa fragilidade. Não digo que ele deva renunciar, mas, no mínimo, pensar se realmente reúne as condições ou não para continuar à frente. Isso é algo que ele tem que, obviamente, tirar essa conclusão.
É o que diz Rui Paulo Sousa, vereador na Câmara da Amadora, eleito pelo Chega. Foi entrevistado pela jornalista do Observador, Mariana Furtado.
O governo está tomado pela desumanidade. É o que diz José Luís Carneiro, o líder do PS acusa o executivo de AD de andar num baile com André Ventura, a pretexto das alterações ao Código do Trabalho.
Tendo em vista a viabilização de um pacote laboral que vem liberalizar despedimentos e, diz José Luís Carneiro, tornar o trabalho mais precário.
Verifico que o primeiro-ministro prefere andar entretido num autêntico baile com o líder da extrema-direita, com um objetivo comum, com um fito comum. Qual é o fito? É o de embaratecer os despedimentos, o de liberalizar os despedimentos, de aumentar a precariedade e de prejudicar as condições de vida dos mais jovens, das mulheres, das famílias e dos mais vulneráveis. Ora, esse não é o caminho que nós temos para o país.
José Luís Carneiro, à margem da iniciativa Rota pela Economia do Mar, em Viana do Castelo. O líder do PS acrescenta que o governo tem estado ocupado com ideologias, sendo que a ideologia, diz o secretário-geral socialista, não serve à mesa.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão sublinha que o memorando de entendimento negociado com os Estados Unidos prevê o fim da guerra em todas as frentes.
Incluindo o Líbano, que tem estado sob ataque de Israel. Esmail Baghaei salienta que nenhum acordo é sustentável sem as garantias de segurança e independência territorial do Líbano. Uma declaração que surge depois do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter vindo dizer que o memorando de entendimento não vincula o governo israelita e que é, de resto, a intenção de Israel não abandonar o território ocupado no sul do Líbano. Uma posição secundada pelo ministro da Segurança Interna do governo liderado por Benjamin Netanyahu, Ben-Gvir.
E esta é uma posição que gera cautelas. O ministro português dos Negócios Estrangeiros já saudou este entendimento alcançado entre Estados Unidos e Irão, mas diz que é preciso esperar pela concretização.
Sim, o chefe da diplomacia portuguesa participa na reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia, que decorre no Luxemburgo. À margem do encontro, expressou satisfação pelo acordo, que se espera venha pôr cobro à guerra no Médio Oriente, mas salienta também esta ideia. Paulo Rangel: é preciso ver para crer.
Isto é um conflito muito complexo e, portanto, tudo aquilo que são as fases seguintes, por exemplo, a libertação do Estreito de Hormuz, por exemplo, depois a execução e implementação do desmontar de um programa nuclear militar, tudo isso são coisas que temos que ver a seguir. E, portanto, obviamente que elas já terão sido amplamente conversadas. Em alguns casos, terão, com certeza, já detalhadas, mas nós temos que ver.
Ver para crer as cautelas do Ministro dos Negócios Estrangeiros a pretexto deste memorando de entendimento alcançado pelos Estados Unidos e pelo Irão. Ainda não é o acordo final. Esse vai ser negociado 60 dias após a assinatura deste memorando de entendimento que prevê, por exemplo, a abertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos. Deverá ser seguramente um tema para abordar na reunião do G7, que decorre em Evian, França, e onde chegou há pouco o presidente norte-americano Donald Trump, sem fazer qualquer declaração à entrada.
Vamos ao Mundial de Futebol. A seleção portuguesa regressou aos treinos e Rúben Dias continua à parte do grupo.
Sim, faz treino específico e é assim desde a partida amigável frente à Nigéria. Portugal faz hoje o segundo treino no Riade. Ontem a sessão foi cancelada por causa de uma tempestade. A equipa treinou num recinto fechado. Matheus Nunes afirma que é preciso estar preparado para tudo.
Em relação a isso, eu acho que é mais em termos de coisas inesperadas que podem acontecer com a natureza. Nós temos que estar preparados. Ontem aconteceu num treino, pode acontecer também no jogo e nós temos que estar preparados. Num dia está uma tempestade, no outro dia já está sol, como podemos ver hoje. É só estar preparados, que pode acontecer coisas inesperadas e temos que estar prontos. Se a gente tiver que esperar 30 minutos ou 15 minutos para um jogo, temos que saber o que fazer e continuar focados pro treino, pro jogo, por isso é estar preparado sempre.
Matheus Nunes, o atleta escolhido para a conferência de imprensa desta segunda-feira. O internacional português falou também sobre a presença dos jogadores na praia ontem. À estranheza manifestada por alguns adeptos, o jogador diz que estava tudo planeado e que nada tem de estranho.
Eu falo por mim, por experiência própria, passo o ano inteiro a jogar em Manchester e lá não faz tanto sol e não faz tanto calor e é uma diferença brutal. Por isso acho que está tudo normal, não tem que passar nenhuma imagem de que nós estamos passando mais tempo na praia do que no treino. Nós de manhã fazemos a saída à praia porque foi assim que foi estabelecido previamente e depois à tarde fazemos o treino normal, todos os dias.
Tudo normal. Matheus Nunes, conferência de imprensa ao início da tarde. A esta hora decorre o treino da seleção, como disse, com Rúben Dias afastado do resto do grupo, faz treino específico. É assim desde a partida amigável frente à Nigéria.
Preparação para a estreia de Portugal neste Mundial de Futebol. É na quarta-feira, mas hoje joga Cabo Verde.
Sim, é o primeiro jogo da seleção cabo-verdiana numa fase final do Campeonato do Mundo. O adversário seguramente não vai ser pera doce, é a Espanha. A seleção espanhola que também já conquistou este troféu do Campeonato do Mundo. A partida está agendada para daqui a menos de uma hora, às 17h, e a comunidade cabo-verdiana em Portugal vai acompanhar seguramente com especial interesse este encontro. De resto, a Embaixada de Cabo Verde em Portugal organizou o visionamento desta partida no terrapleno de Santos, no Cais da Viscondensa, em Lisboa. E é por lá que anda a esta hora o jornalista do Observador, Diogo Varela. Diogo, já com muitos adeptos de Cabo Verde por aí?
Olá, Miguel. Sim, já está aqui tudo pintado de azul. Já dá para ver esta enchente dos tubarões azuis, essa estreia absoluta de Cabo Verde num Campeonato do Mundo de futebol. É, de resto, também, Miguel, apenas a segunda vez que um país dos PALOP entra no Campeonato do Mundo, depois de Angola. Em 2006, até esteve no grupo de Portugal. Agora também é a vez de Cabo Verde. Já aqui está mesmo muita gente. Eu vou até tentar entrar aqui a conversa com várias pessoas que aqui estão. Ora, muito boa tarde. É a primeira vez de Cabo Verde num Campeonato do Mundo. Qual é o sentimento? Vamos aqui aos mais novos, os mais velhos estão com mais vergonha. Falo contigo. Primeira vez sempre de Cabo Verde num Campeonato do Mundo. Como é que te sentes?
Sinto-me feliz pelo nosso país, estar num campeonato bem importante de futebol e está a ser uma sensação boa.
Qual é que é o teu jogador preferido da seleção?
posso ser sincero? Não conheço ninguém.
Assim é que é mais complicado, ok. Mas temos aqui a presença cabo-verdiana. Vou só aqui tentar tirar uma palavrinha ao pai, que acredito que acompanha a seleção há mais tempo, são muitos anos de história e pela primeira vez Cabo Verde consegue esta qualificação inédita. Até no país, o governo deu tolerância de ponto para que a população lá possa assistir ao jogo. Qual é o sentimento que lhe desperta estar aqui a acompanhar a sua seleção?
O sentimento é maravilhoso, que é um feito inédito. Cabo Verde é um país tão pequeno, mas com uma diáspora muito grande pelo mundo afora. É um sentimento de orgulho enorme. Eu já sou nascido em Portugal, meus pais cabo-verdianos, os dois, ou seja, sou cabo-verdiano nascido em Portugal e é um orgulho imenso.
De facto, Cabo Verde, em termos de área, torna-se efetivamente o país mais pequeno da história do mundial e só não é em população por causa do Coração, que tem 150 mil habitantes, mas Cabo Verde tem cerca de meio milhão, portanto, também é o segundo da história e significa que também está aqui a ser escrita uma história bonita, algo bonito.
Sem dúvida alguma. Não há uma palavra a descrever, mas é um sentimento de orgulho muito grande, sendo um país tão pequeno, estarmos onde estamos.
Obrigado, boa sorte. Miguel Videra, aqui também estas palavras iniciais de muitos adeptos aqui presentes nesta zona do Cais Cabo Verde, que vai em jogo frente a Espanha já daqui a menos de uma hora e conta com vários jogadores a atuar no Campeonato Português. Dalan Livramento é do Casa Pia, Giovane Cabral joga no Estrela da Amadora. Temos também Vozinha, guarda-redes que atua nos Chaves e o ex-Benfica, Sidney Lopes Cabral, que abandonou o clube encarnado, mas também está no 11 inicial dos Tubarões Azuis. É uma estreia histórica para a seleção cabo-verdiana e vai ter essa estreia logo frente a Espanha.
Um jogo que vai ser acompanhado aí por ti, em Lisboa, por ti, Diogo Varela, jornalista do Observador, com fortes probabilidades de vir a ser brindado com uma cachupa no decurso deste Cabo Verde-Espanha.
Fica por aqui o Jornal das Quatro com a edição do Miguel Videra.