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Vamos às notícias. Notícias na Rádio Observador com José Rafael Lopes. E José, a Ministra da Saúde justifica o aumento do número de pessoas sem médico de família com o aumento de registos do Serviço Nacional de Saúde.
Os novos dados mostram que o número de pessoas sem médico de família aumentou 41 mil no ano passado. Ana Paula Martins falou aos jornalistas para dizer que a maior adesão ao SNS explica este aumento de pessoas sem médico de família.
Nós temos, de facto, todos os meses, novas inscrições de utentes residentes em Portugal, que têm naturalmente, a partir do momento em que estão a residir e a partir do momento em que estão a trabalhar e têm o seu projeto de vida conosco, a sua inscrição no Registro Nacional de Utente e são elegíveis para ter médico de família. E vamos continuar durante muito mais tempo, seguramente, a ter pessoas a inscreverem-se no Registro Nacional do Utente.
Perante este número de pessoas sem médico de família, Ana Paula Martins admite que é necessário que o governo encontre soluções, embora não detalhe quais.
Ainda na saúde, o SNS registou um déficit de mais de € 1 bilhão em 2025.
Montante que representa, assim, uma melhoria de mais de € 500 milhões face ao ano anterior. A informação é dada pelo Conselho das Finanças Públicas. A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares diz que o subfinanciamento é causa do déficit no SNS. Na Rádio Observador, Xavier Barreto, o presidente da associação, diz que o Estado começa sempre por apresentar valores de financiamento mais baixo do que aqueles que os hospitais precisam.
É claramente por subfinanciamento, isso é absolutamente evidente. Repare, quando o Estado, logo à partida, assina contratos com os hospitais, já prevendo esse déficit nas contas, quando o Estado assume nesses contratos que vai pagar muito menos do que o dinheiro que os hospitais vão pagar, deixe-me usar esta expressão, aos seus profissionais, aos seus fornecedores. O Estado assume logo à partida que vai subfinanciar as ULS. Não existe outro resultado possível que não seja este.
Xavier Barreto afirma que mesmo perante o déficit, não há impactos significativos no SNS, porque o Estado acaba por injetar capital nas ULS, as Unidades Locais de Saúde. Contudo, diz Xavier Barreto, que apenas acontece isso quando já há dívidas acumuladas.
O ministro da Educação reconhece falhas técnicas na digitalização dos exames nacionais, mas garante que os prazos para a correção das provas estão garantidos.
É a reação de Fernando Alexandre, no Porto, à polêmica sobre os atrasos na correção dos exames nacionais de português. O ministro desvaloriza as críticas, mas reconhece dificuldades.
A digitalização está a decorrer sem grandes problemas. Houve algumas dificuldades que resultam também da novidade do processo. Vou vos dar um exemplo muito prático. As escolas receberam indicações para não agrafarem os exames, mas algumas agrafaram os exames e agrafaram às vezes em cima do QR code, que é o que identifica o exame ou o aluno. O desagrafar, a perturbação que isso trouxe na digitalização foi um dos erros. Quando isso aconteceu na primeira prova, que foi a de português, que é a maior, essa informação foi outra vez salientada às escolas e não voltou a acontecer.
Ainda assim, o ministro acredita que os prazos não vão ter que ser alterados. Fernando Alexandre respondeu ainda às notícias que dão conta de professores chamados para corrigir exames de outras disciplinas e até do caso de uma professora morta que terá sido convocada. Sobre esse tema, Fernando Alexandre empurra a responsabilidade para os diretores das escolas.
Que quem convoca os professores são os diretores das escolas. Quer dizer, se um diretor de uma escola convocou uma professora que infelizmente já faleceu, isso pode acontecer, mas é um erro que vem da escola nesse caso. É preciso tornar claro que há aqui responsabilidades de todo o sistema.
O ministro da Educação, em reação às críticas dos professores sobre os atrasos na correção dos exames nacionais de português, correções que têm como prazo final o dia 10 de julho.
O ministro da Defesa anunciou que 17 portugueses que estão na Venezuela vão ser repatriados.
Vão deixar o país num avião português, que deve chegar a Beja amanhã. Informação dada pelo ministro Nuno Melo, em Sintra. Diz ainda o governante que as Forças Armadas portuguesas estão disponíveis para dar apoio à Venezuela se o governo de Caracas pedir e deixa essa garantia de que há 17 portugueses que estão prestes a voltar a Portugal.
Está previsto o envio de uma nova aeronave para repatriamento de 17 cidadãos nacionais, que chegarão, a princípio, a Beja no próximo dia 30. Até lá, é bom de referir que as Forças Armadas dispõem também de meios e equipamentos que, a solicitação, serão entregues justamente até à Venezuela.
Nuno Melo diz ainda que não tem conhecimento de qualquer pedido ao Estado de apoio à transladação das vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes na Venezuela. Cinquenta e três portugueses ou lusodescendentes morreram, destes, oito eram crianças. Há ainda 89 desaparecidos depois dos sismos na Venezuela. É o que revela o balanço feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
O grupo parlamentar do PSD vai chamar José Luís Carneiro à Assembleia da República para responder pelo aumento da população estrangeira.
Em causa estão os novos números anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística, que indica que entre 2021 e 2025, a população estrangeira residente em Portugal duplicou de 7% para 14%. Sebastião Bugalho, o novo porta-voz do PSD, diz que vão ser chamados os responsáveis pela pasta da imigração do governo de António Costa e não exclui a presença do atual secretário-geral do partido, António José Luís Carneiro, que para Sebastião Bugalho, tem explicações para dar ao Parlamento.
O atual secretário-geral do Partido Socialista tem, evidentemente, responsabilidades, não só na extinção do SEF, como pelo fato de ter sido titular da pasta da Administração Interna Diretamente relacionada com a política migratória, como até antes, em outras funções, como responsabilidade pela rede consular que este governo da AD veio reforçar justamente para responder ao fenômeno migratório acentuado e desregrado que nos foi legado pelo governo anterior do Partido Socialista. Portanto, parece-me natural que José Luís Carneiro seja chamado a esse esclarecimento.
Na primeira intervenção no cargo de porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho diz ainda que o governo só pode resolver os problemas da habitação e da saúde com os dados certos, mas não revela se o PSD vai também chamar antigos ministros dessas tutelas.
No Campeonato do Mundo, João Félix diz que os resultados negativos não afetaram a confiança da seleção portuguesa.
O avançado português diz que o grupo continua focado e sem beliscões na confiança, após os empates com a Colômbia e a República Democrática do Congo. Em conferência de imprensa há pouco, João Félix diz que já não há jogos fáceis no Campeonato do Mundo, mas que a equipe portuguesa se sente confiante no trabalho que está a fazer antes do duelo dos 16 avos de final com a Croácia.
Estejam tranquilos. A malta aqui está tranquila. Não é por termos empatado dois jogos que há desconfiança ou que estamos menos confiantes. É um mundial, todos os jogos são complicados, mesmo as seleções que a malta pensa que possam ser mais fáceis ou não, acabam por se tornar complicados. E a malta só tem que estar tranquila, tal como nós estamos, preparados pro jogo da Croácia. Temos muita confiança que vamos ganhar e faremos tudo para passar à próxima fase.
João Félix, em conferência de imprensa, a assegurar que Portugal conhece a forma de jogar da Croácia e o avançado diz ainda que não interessa quem marca os gols na equipe portuguesa e que se sente mais maduro como jogador. A seleção nacional está neste momento a preparar o jogo com a Croácia. Há treino a partir de Miami. A seleção nacional a trabalhar para preparar esse jogo dos 16 avos de final do Campeonato do Mundo de Futebol. Jogo marcado para a meia-noite de dia 3, ou seja, de quinta para sexta-feira, à meia-noite.