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Para o Mundo. Jornal das 4 horas da tarde da Rádio Observador, com edição do jornalista José Rafael Lopes. 75 bombeiros ficaram feridos no grande incêndio em Gironda, no sudoeste francês.
Informação dada pelo jornal Le Monde, avança que esses 75 bombeiros feridos precisaram mesmo de receber cuidados médicos fora da zona onde está a lavrar o incêndio. Ainda assim, nenhum corre perigo de vida. No terreno, o cenário continua a ser muito desfavorável. É o que diz o ministro francês da Administração Interna, Laurent Nunez, aponta o caso mais grave, o fogo de Gironda, que se está a dirigir em direção à região metropolitana de Bordéus. A autarquia admite mesmo evacuar a cidade inteira. São mais de 200 mil as pessoas que podem vir a ter de sair e procurar abrigo por causa do incêndio. As autoridades falam mesmo na maior operação de evacuação civil em França desde a Segunda Guerra Mundial.
Em Espanha, o rei elogia o trabalho exemplar da Proteção Civil.
Que está no terreno a combater um outro grande incêndio que está a marcar este domingo. Filipe VI diz que há sinais positivos na evolução do incêndio e do trabalho de todos os efetivos que estão mobilizados no terreno. O rei de Espanha visitou um pavilhão polidesportivo em Villamanta, perto de Madri, onde estão abrigadas as pessoas que tiveram de ser retiradas das várias povoações evacuadas. Em declarações citadas pelo jornal "El País", Filipe VI disse que quis manifestar apoio, compreensão e carinho às populações afetadas. Diz ainda o rei que a prioridade continua a ser preservar a vida humana e garantir a segurança das pessoas. O rei apelou também ao reforço do mecanismo de apoio da União Europeia e reforçou o pedido à população para que sigam as indicações das autoridades.
Entretanto, no terreno, já foram controladas várias frentes do incêndio, mas o fogo ainda levanta preocupação às autoridades.
É o que revela o briefing mais recente da Unidade Militar de Emergências de Espanha, que diz que há partes controladas, sim, mas há outras que continuam a ser grandes problemas. O fogo não está totalmente controlado. Isso mesmo, deu conta o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, deixa um alerta para os próximos passos.
"Vêm aí horas complexas, mas a informação que nos chegou hoje é de que esta noite foi muito positiva no que diz respeito à evolução do incêndio. Vamos ver como se vai desenrolar o dia de hoje. Mas volto a insistir que é importante que a população redobre as medidas de prevenção".
Pedro Sánchez falava esta manhã aos jornalistas na província de Ávila. O presidente do governo espanhol agradece ainda a ajuda que Portugal está a fornecer no combate a este incêndio.
"Tenho a oportunidade agora de cumprimentar os militares que chegaram do nosso país irmão, Portugal. Queremos agradecer-lhes, porque houve outros momentos em que Portugal também sofreu incêndios graves e Portugal e Espanha têm mantido esta relação de irmandade e solidariedade".
A Proteção Civil portuguesa, que enviou ontem um conjunto de mais de 120 homens e mulheres para ajudar no combate a este grande incêndio em Espanha, que tem partes controladas, mas o número de pessoas deslocadas devido ao avanço das chamas já ultrapassou as 100 mil pessoas.
O ministro do Interior alemão diz que tudo indica que o ataque à marcha LGBT em Berlim foi um atentado terrorista islâmico, José.
Sendo que o número de feridos subiu para 29. Ontem à noite, um homem numa carrinha branca atropelou pessoas reunidas no Parque Tiergarten, na capital alemã, onde estava a decorrer um desfile de orgulho LGBT. O ataque provocou a morte de uma pessoa e pelo menos 29 feridos. Esse número, que foi revisto este domingo, é o último balanço feito pelo governo alemão. O suspeito, de 21 anos, ainda não foi encontrado. Pode estar armado e está a decorrer uma busca ao homem. O ministro do Interior alemão detalha que o suspeito está a ser procurado não só em Berlim, mas também nas fronteiras, nos aeroportos e nas estações ferroviárias do país, e diz que o suspeito tinha tentado juntar-se ao Estado Islâmico na Síria no ano passado, mas acabou por ser detido no Líbano.
No Reino Unido, o novo primeiro-ministro afasta a hipótese de eleições antecipadas no país.
Andy Burnham assumiu o poder na última semana, depois da demissão de Keir Starmer. Agora, em entrevista à BBC, o novo líder britânico lembra que o Reino Unido vive num sistema parlamentar e que o foco agora é outro.
"Vou descartar essa possibilidade. Não haverá eleições antecipadas. Não creio que as pessoas queiram isso. As sondagens de opinião podem indicar que algumas pessoas querem, outras não. Acho simplesmente que o que é mais necessário fazer é concentrar o Reino Unido em colocar o país de volta onde deve estar, em fazê-lo funcionar".
A recusa do novo chefe do governo britânico em convocar eleições antecipadas, apesar da pressão da oposição, que o acusa de não ter o mandato do eleitorado.
Ainda na atualidade internacional, o Papa pede que seja retomado o diálogo no Médio Oriente.
O apelo de Leão XIV foi feito este domingo. O líder da Igreja Católica pede a todas as partes envolvidas no conflito, nos conflitos em geral, mas sobretudo no Médio Oriente, que ponham fim às operações militares.
"Renovo o meu apelo em relação à situação em todo o Médio Oriente, onde a intensificação das operações militares trouxe de volta a violência e a destruição, colocando em grave risco a vida de inúmeros civis e agravando a escassez de água potável e de eletricidade. Do fundo do meu coração, exorto todas as partes envolvidas a cessarem os ataques e a reabrirem com urgência vias para o diálogo e a diplomacia".
O apelo do Papa Leão XIV, este domingo, no Vaticano, a pedir que seja retomado o diálogo no Médio Oriente.
Por cá, o secretário-geral do Partido Socialista acusa o governo de estar a lucrar com a subida do preço dos combustíveis.
A partir de amanhã, o preço da gasolina e do gasóleo volta a subir, ultrapassa os €2 por litro. Esta manhã, o secretário-geral do PS não quis voltar a comentar o caso do ministro da Administração Interna, quis antes criticar o governo. Entende José Luís Carneiro que têm faltado medidas para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis.
Nós avançamos com propostas que o Chega, a Iniciativa Liberal e a AD chumbaram na Assembleia da República, reduzir o IVA temporariamente sobre os impostos relativos aos combustíveis. E é isso que o governo deve fazer, porque o governo, volto a repetir, já ganhou em 2024 e 2025, mais de 1048 milhões de euros só De carga de impostos sobre os combustíveis. Ou seja, o governo está a lucrar com o sacrifício de todas vós e todos nós quando vamos colocar combustível. Têm de ser medidas temporárias e adequadas às necessidades da economia das famílias e da economia das empresas.
O líder do Partido Socialista, esta manhã, a criticar o governo pelo aumento do preço dos combustíveis. Amanhã, o preço do gasóleo e da gasolina vai ultrapassar os €2 por litro.
A Comissão de Trabalhadores do INEM denunciou hoje a retirada de 100 ambulâncias do dispositivo operacional do INEM.
Consideram que tal vai aumentar a pressão sobre os bombeiros e a Cruz Vermelha, com um risco acrescido para todos os utentes. Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores nega o cenário de um reforço de meios. Esta posição surge após declarações do presidente do INEM. Em entrevista à RTP, Luís Mendes Cabral confirmou a transferência das ambulâncias de emergência médica do INEM para as unidades locais de saúde, bem como a transformação das atuais ambulâncias de suporte imediato de vida em viaturas ligeiras.
Ainda na saúde, os técnicos de emergência pré-hospitalar fizeram mais de 360 mil horas extra no ano passado. O sindicato que representa a classe alerta para a falta de profissionais.
O Jornal Público escreveu esta manhã que mais de um quarto do trabalho dos técnicos do INEM foi feito em horas extra no ano passado. Na Rádio Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, mostra-se pouco surpreendido com os números e alerta que ter profissionais a fazer tantas horas extra pode tornar-se um risco para as pessoas.
Desde logo para os próprios profissionais, que com menos tempo de descanso estarão sempre mais suscetíveis a terem lesões de trabalho ou, como alguns colegas já estão a entrar em estado burnout, devido à pressão da missão em si associada ao número de trabalho extraordinário que fazem. E naturalmente que este risco pode também dispersar-se pelos cidadãos à medida que os trabalhadores vão ficando cada vez mais cansados e mais exaustos com o trabalho.
E perante este desafio, o presidente do sindicato diz que é urgente começar a olhar para o país como um todo.
Garantir mais resposta, mais eficiente, com mais educação e mais competências e a todo o país. Não podemos tomar medidas com base no que acontece no Porto, em Lisboa e em Coimbra. Temos de olhar para o país como um todo, garantir uma equidade nos serviços. Para isso precisamos de mais técnicos. Precisamos que as competências destes técnicos estejam alargadas a todas as ambulâncias do sistema, incluindo bombeiros e Cruz Vermelha, pois são estes, sobretudo em todo o país, sempre os primeiros a chegar às ocorrências mais graves e é aqui que tem que estar uma resposta rápida, segura e eficaz.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, dá conta do aumento do risco para os utentes relacionado com a falta de profissionais.
É a notícia de fecho no Jornal das 16h. Teve edição do jornalista José Rafael Lopes.