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Prudência. A maioria dos líderes partidários opta por não fazer grandes comentários à averiguação preventiva do Ministério Público aos negócios de compra de dois imóveis por Pedro Nuno Santos. O secretário-geral do PS, tal como prometido, tornou públicos, à meia manhã, os documentos relativos ao negócio.
Confrontada com este caso, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, sublinha que há temas bem mais importantes para discutir por estes dias.
Acho que a campanha não deve ser de casos. Acho que a campanha deve ser da vida das pessoas. Das casas, pode ser, certamente, que elas estão muito caras e é muito difícil pagar casa, e também dos salários.
Pelo PAN, Inês Sousa Real diz que este é o tempo da Justiça.
Achamos que todo e qualquer governante ou político que esteja na oposição ou no governo deve estar sujeito ao escrutínio e prestar contas aos portugueses. Pedro Nuno Santos hoje deu a informação de forma pública. Aguardamos que a Justiça faça agora o seu papel.
Sobre este caso, falou também esta quinta-feira o secretário-geral do PCP. Paulo Raimundo defende que é do interesse de todos que as dúvidas sejam esclarecidas.
O líder comunista deixa ainda um reparo à declaração ontem feita pelo social-democrata Miguel Pinto Luz. Disse Pinto Luz que a AD não pode ficar refém de denúncias anônimas que só servem para degradar a democracia.
O ministro das Infraestruturas tem tanta coisa para resolver, tanta promessa feita e praticamente com zero feito. Isso é que devia preocupar o ministro das Infraestruturas, do que estar a alimentar, porque a tática é sempre a mesma. Nós não queremos alimentar o caso, não passamos a vida a falar no caso.
À direita, Paulo Núncio reiterou esta manhã, aqui no Observador, a posição que foi assumida pelo líder do CDS durante o debate com Joana Mortágua. Nuno Melo, nessa altura, recusou comentar o caso com o argumento de que não quer fazer a Pedro Nuno Santos o que o líder do PS tem feito a Luís Montenegro.
Esta intervenção de Nuno Melo mostrou elevação, mostrou decência e, acima de tudo, mostrou coerência com aquilo que tem dito nos últimos tempos.
E sobre este caso, o Chega, num primeiro comentário, pela voz de André Ventura, pede que o secretário-geral do PS preste os mesmos esclarecimentos que tem exigido a Luís Montenegro. Há uma nova declaração que o presidente do Chega quer fazer sobre este caso, está agendada para daqui a meia hora.
São reações à notícia ontem conhecida da averiguação preventiva de que é alvo Pedro Nuno Santos. Esta manhã, aqui no Observador, o consultor de comunicação António Cunha Vaz não poupou nas palavras para criticar o Ministério Público por alegadamente ter divulgado a informação.
Fizeram aquela canalhice de pôr aquilo lá fora do Pedro Nuno Santos. Da mesma maneira que o que fizeram ao Montenegro foi próprio do Chega, sobre o Pedro Nuno Santos foi igualzinho. É indecente.
A opinião de António Cunha Vaz sobre este caso que ontem foi conhecido.
Arranca esta tarde. O Observador promove até o início da campanha eleitoral, debates com os cabeças de lista pelos diferentes círculos eleitorais. Évora é o primeiro.
Nas últimas eleições, elegeram, neste círculo eleitoral, deputados AD, o PS e o Chega. Um dos temas em debate, o novo aeroporto. Ainda que a localização escolhida seja Alcochete e não Vendas Novas, dois dos cabeças de lista consideram que o projeto é uma forma de potenciar a região.
Isso mesmo diz, por exemplo, Luís Dias, o primeiro da lista do PS e ex-presidente da Câmara de Vendas Novas.
Uma opção particularmente importante para o desenvolvimento da região, mas também do país. E, portanto, aquele que foi o trabalho feito pela Comissão Técnica Independente parece-nos um trabalho sério, rigoroso, e eu disse e acompanhei o cálculo. Portanto, durante os últimos anos e todo este processo, enquanto presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas ainda, o que tenho a dizer sobre o assunto é: faça-se o aeroporto de uma vez por todas, não podemos continuar a adiar.
Já Francisco Figueira, candidato da Aliança Democrática, a coligação PSD-CDS, defende que o mais importante é avançar com a obra.
A localização é, neste momento, consensual e está assente, e julgo que reforça o posicionamento geoestratégico da região, dada a proximidade que tem e o desenvolvimento da região pode fazer-se até por arrastamento, dada a localização na margem sul, naquela que foi a decisão já feita. E felizmente essa decisão foi feita e julgo que os partidos do arco da governação têm agora, como disse o Luís Dias, a responsabilidade de concretizar esta obra estruturante.
Francisco Figueira, o cabeça de lista da AD. O Chega é o único partido que não dá o assunto por encerrado.
Jorge Galveias defende que é preciso olhar melhor para todas as hipóteses.
Não se pode afirmar que é bom em Beja ou em Alcochete sem vermos, de uma forma bastante significativa, quais os problemas que em qualquer uma das localidades vai trazer. Em Beja, julgo que seria o aproveitamento das vantagens, o aproveitamento das infraestruturas já existentes.
Jorge Galveias é deputado do Chega, é também cabeça de lista por Évora. O debate vai ser transmitido na íntegra depois das 17h20. Vai ter moderação da Carla Jorge de Carvalho. Fica disponível também, claro, em podcast.
Agora, a garantia do diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde: ninguém vai deixar de ser atendido durante o período da Páscoa.
Já se sabe que vai haver limitações durante todo o fim de semana, com várias urgências encerradas, a maioria de ginecologia e obstetrícia, boa parte na região de Lisboa. O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, procura tranquilizar os utentes.
No próximo fim de semana, haverá 10 pontos da rede do SNS que não estarão abertos ao público, mas continuarão a trabalhar, por um lado, e por outro
Os utentes serão orientados para locais onde podem ser atendidos. Portanto, ninguém deixará de ser atendido porque o SMS está a funcionar como funciona sempre em rede.
Garantia do diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde. E o primeiro-ministro, Miguel Vieira, também foi hoje confrontado com as limitações.
Sim, foi convidado do programa de entretenimento da SIC, Júlia, da autoria da apresentadora Júlia Pinheiro. Luís Montenegro reconhece as dificuldades e explica de que forma o governo tem procurado atenuar o problema.
Uma vez que nós não temos recursos humanos, nem físicos, para dar uma resposta cabal, passar tudo em funcionamento ao mesmo tempo, o que nós temos que fazer? Em primeiro lugar, ter uma capacidade de triagem o mais rápido possível. Por isso nós temos convidado, no bom sentido do termo, as portuguesas e os portugueses a poderem fazer, por via telefónica, uma antecipação dos problemas que têm para poderem ser devidamente encaminhados. Há hoje muitas pessoas que já não vão à urgência.
O chefe de governo e presidente do PSD invoca também alguns dados que, para Luís Montenegro, são sinal de eficácia da ação governativa.
As situações mais graves, por exemplo, aquilo que são os doentes laranja, naquela triagem de Manchester que é aplicável nos nossos hospitais, tiveram uma diminuição dos tempos de espera no espaço de um ano de cerca de 36%. Os amarelos tiveram cerca de 15%.
Dados que para Luís Montenegro são a prova do que diz ser o sucesso do caminho traçado pelo governo.
Acerta o Roger, passam oito minutos das 17h. Vamos agora a outras notícias que estão a marcar a atualidade, Miguel Vieira.
E começamos por esta decisão conhecida por volta da hora do almoço. O Banco Central Europeu voltou a descer as taxas de juro em 25 pontos base. Significa isto que as taxas baixam para os 2,25%.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, não se compromete com uma trajetória específica daqui para frente, no futuro, tendo em conta a crise comercial despoletada pelos Estados Unidos da América.
A economia da zona Euro tem vindo a desenvolver alguma resiliência contra os choques globais, mas as perspectivas de crescimento deterioraram-se devido ao aumento das tensões comerciais. É provável que o aumento da incerteza reduza a confiança entre as famílias e as empresas, e a resposta adversa e volátil do mercado às tensões comerciais terá provavelmente um impacto mais restritivo nas condições financeiras.
Christine Lagarde, em conferência de imprensa esta tarde. O Sindicato Nacional dos Maquinistas esteve hoje reunido com a administração da CP. Foi apresentada uma proposta para o aumento de salários que os trabalhadores consideram inaceitável.
O presidente do sindicato, António Domingues, explica que a proposta não está de acordo com a proposta que havia sido negociada anteriormente.
Aquilo que tinha sido acordado não repunha por inteiro os valores que nós tínhamos perdido relativamente à equidistância que havia com o salário mínimo nacional, mas repunha alguma justiça. E o que é certo é que aquilo que nos foi apresentado hoje é muito longe daquilo que tinha sido discutido. É menos de 50% do que aquilo que tinha sido discutido. É inaceitável.
Em declarações à Rádio Observador, António Domingues ameaça manter a greve agendada para os dias 8 e 9 de maio, caso não haja alterações ao documento.
Foi detido o principal suspeito do homicídio de Manuel Gonçalves, o jovem de 19 anos assassinado junto ao bar da Universidade do Minho, em Braga.
A Polícia Judiciária encontrou o suspeito de 27 anos numa zona isolada do interior do país, quando se preparava, na altura, para fugir para o estrangeiro.
O detido vai ser apresentado às autoridades competentes, o Tribunal de Vila Nova de Famalicão, para ser sujeito ao primeiro interrogatório judicial e para que lhe sejam aplicadas as medidas de coação.
Manuel de Oliveira Gonçalves, a vítima, era tratado por Manu, era aluno do 12º ano. Algumas testemunhas dizem que terá tentado evitar que um grupo colocasse droga nas bebidas de outros jovens.
Futebol, o Sporting recebe amanhã o Moreirense, jogo a contar para a jornada 30 do campeonato.
A antevisão foi feita ao final da manhã de hoje. Rui Borges, treinador do Sporting, destaca o histórico do Moreirense ao longo desta temporada nos jogos contra os três grandes.
O Moreirense, que é uma equipa que em sua casa venceu o Sporting, venceu o Porto, empatou com o Benfica, perdeu por um golo no Estádio da Luz e fez um belíssimo jogo, se calhar o melhor jogo do Moreirense da época. Por isso, uma equipa muito competitiva, uma equipa muito bem organizada.
Rui Borges, na antevisão do jogo frente ao Moreirense, está agendado para amanhã às 20h30, no Estádio do Sporting. Tem relatos em direto aqui na Rádio Observador. Miguel Vieira, amanhã também joga o Futebol Clube do Porto.
E entra em campo mais cedo, recebe o Famalicão no Estádio do Dragão. Martin Anselmi, treinador dos Dragões, acredita que a fórmula para a vitória passa por uma maior posse de bola. No entanto, sublinha que há muitos perigos na equipa adversária.
Penso que é uma equipa que está a fazer as coisas muito bem. São muito dinâmicos na hora de atacar, têm um bom jogo ofensivo. Por isso, penso que é um adversário que temos de estar atentos em cada duelo e quando a bola entra na nossa área, porque podem fazer dano desta forma. Mas temos de tentar fazer o nosso jogo, que é controlar através da posse, porque se tivermos a bola, vamos defender menos.
Futebol Clube do Porto e Famalicão é amanhã, às 18h. Tem também relatos em direto aqui na Rádio Observador.