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Jornal das 5, com o Miguel Cordeiro.

António José Seguro agradece o apoio de Luís Marques Mendes. Diz que está feliz com este apoio agora declarado e diz que recebeu com agrado essas declarações de Marques Mendes. São palavras de António José Seguro, há minutos, no Porto, no Centro de Engenharia e Desenvolvimento. Palavras acompanhadas pela repórter Laura Figueiredo, agora em direto. Laura, António José Seguro é um candidato mais feliz depois deste apoio de Marques Mendes.

Parece que sim, Miguel. O candidato não quis comentar os outros apoios que tem recebido, diz que são muitos. Afirma que esta é uma candidatura do país, que fica muito feliz por isso, porque corresponde à ambição de ser presidente de todos os portugueses. Mas quanto a esse apoio manifestado pelo antigo adversário, Marques Mendes, diz de facto ter ficado feliz.

No caso concreto, o doutor Luís Marques Mendes, naturalmente que recebi com agrado. Foi um dos adversários na campanha eleitoral e fico feliz por ele ter expressado o seu apoio, o seu voto, a uma pessoa que está próxima dos seus valores.

António José Seguro reiterou ainda a ideia que tem vindo a repetir ao longo de toda a campanha. Diz que a candidatura não é partidária, diz que é livre, que vive sem amarras e que não fez acordos com ninguém. Quanto às sondagens, assume estar satisfeito com a vantagem confortável que parece ter em relação a André Ventura. Para as próximas semanas, diz que vai incrementar o contato direto com os portugueses. Afirma António José Seguro que não é indiferente o resultado eleitoral.

Portanto, que o próximo presidente da República tenha uma força política e uma legitimidade eleitoral muito grande para o exercício da sua função. Nisso eu serei feliz se os portugueses forem felizes. Há aqui uma relação de proximidade e de identidade.

António José Seguro aqui no final da visita à CEII, em Matosinhos, o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, onde esteve a visitar a empresa, conduziu até um carro produzido aqui destinado à Força Aérea Portuguesa e antes até jogou matraquilhos na presença de Luísa Salgueiro, a presidente da Câmara de Matosinhos, também socialista.

Laura Figueiredo a acompanhar as ações de pré-campanha de António José Seguro para a segunda volta das eleições. A campanha oficial começa no próximo domingo.

E hoje o candidato António José Seguro voltou à questão da reforma laboral. Diz que se for eleito presidente, não irá promulgar as alterações à lei laboral sem um acordo em sede de concertação social.

A posição do candidato deixada esta manhã, foi questionado sobre o tema durante o encontro com empreendedores, empresários e estudantes na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Foi ao final desta manhã. Justifica António José Seguro com o fato da proposta do governo não constar do programa eleitoral com que a Aliança Democrática se apresentou às últimas eleições legislativas e também pela circunstância de o anteprojeto não ter, pelo menos até o momento, merecido a concordância dos parceiros sociais.

Desta tarde, mais de 500 nomes ligados ao setor da cultura subscreveram o manifesto de apoio a António José Seguro.

Entre os subscritores estão Maria do Céu Guerra, Rui Reininho, Xutos &​ Potapés, Nuno Markl, Luís Peres e Martim Sousa Tavares. São alguns exemplos. Lê-se neste manifesto que este apoio é concedido ao candidato que garante a democracia, a proteção do Estado social e o respeito pelos mais frágeis.

Ainda sobre a segunda volta das presidenciais, o coordenador do Bloco de Esquerda critica a neutralidade do PSD e também da Iniciativa Liberal.

José Manuel Pureza entende que é uma forma de normalização da extrema-direita em Portugal. Acrescenta também que é inaceitável que assim seja.

Ainda sobre a segunda volta das presidenciais, fica aqui a promessa que vamos voltar a ela, porque vamos ter caça ao voto nesta hora das 17:00 e também o A Caminho de Belém, em que vamos juntar dois apoiantes das duas candidaturas que vão concorrer a Belém, António José Seguro e André Ventura. Um homem de 45 anos morreu ontem depois de esperar mais de 20 minutos pelos meios de socorro.

O caso aconteceu em Abrantes, distrito de Santarém. A notícia é avançada pela Agência Lusa. A ocorrência terá sido classificada como P1, ou seja, emergente. Neste caso, o tempo de chegada ao local definido pelo INEM é de até oito minutos. De acordo com a fita do tempo a que a Agência Lusa teve acesso, os bombeiros foram acionados por volta das 7h30 da manhã para um caso de um homem em paragem cardíaca. A ambulância dos Bombeiros Voluntários de Abrantes e a viatura médica de emergência e reanimação do Médio Tejo terão sido enviadas para o local. O VMER chegou ao local perto das 08h00, segundo os mesmos dados. Contatado pela Agência Lusa, o comandante dos Bombeiros de Abrantes terá dito que é impossível, com as atuais estradas, percorrer a distância entre a corporação e a estação de comboio nos oito minutos previstos pelo INEM. Conosco está o comandante dos Bombeiros de Abrantes, António Jesus, agora em direto. Muito boa tarde. Pelo que consigo perceber, pelo aquilo que foi dito também à Agência Lusa durante esta tarde, este é um problema mais das estradas em si do que do próprio INEM. O que poderá ter levado a esta situação?

Sim. Boa tarde. O tempo aqui não está na capacidade de resposta, e sim o tempo que foi dado para os operacionais, porque nós fomos chamados às 07h34, saímos às 07h35, chegamos no local às 07h51, às 07h52 os colegas iniciaram os trabalhos de reanimação. Portanto, no lapso de seis minutos, quem conhece a estrada 118, Abrantes-Tramagal, é uma estrada muito sinuosa, muitas curvas, são cerca de 13 a 14 km do local quando foi prestado o socorro. É humanamente impossível cumprir a chegada nos oito minutos Portanto, aqui não está em causa a demora do socorro. O tempo demorou, porque são três minutos daqui até o Tramagal, quem vive naquela zona sabe que isto não é possível. É o tempo que dá e se calhar este tempo que está aqui é o tempo indicado, o tempo forte será o ideal, mas vai ser muito difícil cumprirmos este tempo.

O que me está a dizer é que independentemente daquilo que está definido por este protocolo do INEM de casos de emergência, em que têm que ser atendidos em oito minutos no tempo máximo, isso é impossível para esta região, para esta localidade. Em quantas localidades é que consegue chegar a oito minutos? Consegue cumprir esses tempos em algum local?

Aqui na cidade consegue-se.

Fora da cidade não consegue.

Aqui perto da cidade também, aqui por exemplo, Rio de Mins consegue-se cumprir. Aqui também o Murisca já é bastante difícil. O Pedro também já é muito em cima. Agora, para a parte norte do concelho é impossível também, toda a parte norte do concelho é impossível cumprir. Estes tempos que estão a dar não se põem em causa porque devem ser cientificamente comprovados e deve ser o tempo ideal. Agora, que esta situação vai ser impossível de cumprir. Não, isso é impossível.

António Jesus, comandante dos Bombeiros de Abrantes, muito obrigado por ter estado conosco neste jornal das 17h e pelos esclarecimentos aqui deixados, neste caso de um homem que morreu em Abrantes, tinha 45 anos, esperou 20 minutos por socorro, num caso em que deveria ter atendimento até oito minutos.

E olhamos agora para o estado do tempo, mais para os efeitos da depressão Ingrid, que está a afetar sobretudo Portugal continental. A Proteção Civil fez um novo balanço das consequências do mau tempo.

Balanço há minutos feito à Rádio Observador, José Costa, chefe de operações da Proteção Civil, dá conta do número de ocorrências entre meia-noite e as 16h.

Entre a meia-noite e as 16h de hoje, temos 427 ocorrências relacionadas com a meteorologia adversa. Foram 139 quedas de árvore, 141 limpezas de via, 73 quedas de estruturas, 45 movimentos de massa e 29 inundações. Nestas ocorrências foram empenhados 1400 operacionais e 593 meios terrestres.

Diz também a Proteção Civil que a região Norte é a mais afetada, tem 172 ocorrências também neste período. A meteorologista do IPMA, Ângela Lourenço, falou também à Rádio Observador nos últimos minutos, deixa algumas previsões para as próximas horas, diz que à medida que a noite se vai aproximando, as temperaturas vão diminuir e a queda de neve vai continuar. Pode passar a zonas como o Ribatejo e o Alto Alentejo.

Olhamos agora para a decisão do tribunal em relação a Mário Machado, que vai continuar preso. A Justiça recusou a possibilidade de suspender a pena.

Foi aplicado cúmulo jurídico de quatro anos de prisão. O juiz Vítor Teixeira de Sousa lembra que há um histórico da prática de crimes graves. Dá alguns exemplos: sequestros, torção, agressões, incitamento ao ódio. O advogado Mário Machado falou esta tarde à RTP. José Manuel Castro diz que esperava outra decisão. Assume também que a operação Irmandade, levada a cabo na terça-feira pela PJ, influenciou esta decisão do juiz.

Quer se queira, quer não, tem sempre influência no espírito do juiz, de quem julga. Portanto, uma pessoa que, por exemplo, não estou aqui a dizer que fosse essa a ideia do senhor juiz, a semana passada estivesse a pensar, por exemplo, em dar três anos e meio, quando foi a audiência, obviamente, hoje já estará a pensar em dar quatro anos.

O advogado nega também que o militante neonazista estivesse a dar ordens desde a prisão ao grupo 1143 e admite apresentar recurso.

E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 23 de janeiro.

No desporto, Diomande e Pedro Gonçalves estão de regresso no Sporting, podem jogar já este sábado com o Arouca. Os dois jogadores estão convocados. Rui Borges, na antevisão, disse que espera um jogo difícil e sobre a possibilidade de neve durante o encontro, Rui Borges diz que a equipa tem que estar preparada e que a ambição está acima de tudo o resto. Arouca x Sporting, este sábado, 18h, relato em direto aqui na Rádio Observador. O número de casos de gripe está a descer em Portugal, mas o número de óbitos mantém-se acima do esperado. Isto é o que diz o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. Na última semana foram registados menos 250 casos de gripe em Portugal. Ainda assim, os riscos de infeções respiratórias continuam elevados nas pessoas com mais de 65 anos. O ACP, Automóvel Clube de Portugal, alerta para os graves riscos da aprendizagem de condução com tutor. Em causa o regime aprovado ontem pelo governo para aprender a conduzir com um tutor. Em comunicado, o ACP afirma que o governo está a demitir-se da função reguladora ao retirar às escolas de condução a exclusividade do ensino prático.

E Miguel Cordeiro vai regressar às 17h para atualizar as notícias, às 17h30.