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Miguel Cordeiro.
São 17h03 em Portugal continental, 12h03 em Nova York. Destaque nesta tarde para esse discurso de Donald Trump, que falou nas últimas horas no Pentágono, em Washington, e disse que todos vão lembrar do 11 de setembro devido ao poder do ódio, mas também devido à resposta norte-americana. Trump quis apontar para uma guerra ao ódio que continua, identificou a guerra do Irão como exemplo e agradeceu a todos os militares norte-americanos que lutaram nos últimos 25 anos para manter a segurança dos Estados Unidos da América.
"Não nos podemos esquecer daquele momento de imensa e horrível crueldade que aconteceu neste mundo com a destruição de tudo o que é bom. Mas esta manhã também nos lembramos da resposta da América a toda essa maldade. Em dias como o 11 de setembro, percebemos do que é que um país é feito. Estamos a aprender agora do que é que somos feitos. Temos de ser fortes e inteligentes e os americanos são feitos de um espírito bom que transcende qualquer força. É isso que estamos a fazer, melhor do que alguma vez alguém conseguiu fazer."
Neste dia em que se assinalam os 25 anos do maior ataque terrorista em solo norte-americano, Donald Trump discursou em Washington, um dos locais que também foi atingido em 2001. Diz Donald Trump que os Estados Unidos da América aprenderam a lição com esses ataques terroristas de 11 de setembro, que mataram quase 3 mil pessoas. Prometeu que vai proteger o país como nunca. Saudou os militares, socorristas e também a Justiça norte-americana. Afirmou que está a trabalhar para combater o que diz ser o principal patrocinador atual de terror, o Irão, e quis garantir que os iranianos nunca vão ter uma arma nuclear.
"A América é segura e hoje saudamos todos os membros do exército militar dos Estados Unidos que serviram na guerra contra o terror. É uma guerra contra o terror doente e horrível. Saudamos os nossos primeiros socorristas e as autoridades policiais, que nós amamos. E saudamos os militares que estão a trabalhar agora para garantir que o principal patrocinador do terror, a República Islâmica do Irão, nunca terá uma arma nuclear."
O líder norte-americano a assinalar os 25 anos do 11 de setembro. Em Nova York, marca presença o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, na zona do Ground Zero, onde caíram as duas torres. Nas cerimônias vão estar também ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, George Bush, Bill Clinton. A Rádio Observador está em emissão especial a partir de Nova York, é para ouvir até às 20h. Na política nacional, André Ventura diz que concorda com Pedro Passos Coelho. O ex-primeiro-ministro volta a referir que o governo está a ficar sem tempo para fazer reformas estruturais. Assina hoje o prefácio de um livro, no qual deixa um aviso político ao governo: o tempo para avançar com reformas está a esgotar-se. André Ventura diz que o antigo primeiro-ministro quer alertar Luís Montenegro que está num caminho de desastre. São declarações de Ventura em Cascais. Está neste momento, André Ventura, a fazer uma visita à Santa Casa da Misericórdia. Essa chegada foi acompanhada pelo jornalista Ricardo Lopes, agora em direto. Ricardo, André Ventura sublinha que existe uma ala no PSD que o governo devia ouvir com mais atenção.
Sim, Miguel, não é propriamente uma novidade. Mais uma vez, André Ventura concorda com o antigo primeiro-ministro. Diz que o governo já está sem tempo há bastante tempo e que as reformas que tentou fazer, fez mal. Dá o exemplo da reforma da legislação laboral. André Ventura diz que, infelizmente, tem de concordar com Pedro Passos Coelho.
Pedro Passos Coelho tem razão. Nós não temos uma linha de reforma do governo que diga assim: "Estamos a fazer reformas e são reformas positivas para o país". Não as estão a fazer e quando as estão a fazer, estão a fazê-las erradamente e no sentido errado. Portanto, sim, infelizmente, Pedro Passos Coelho tem razão. Ainda bem que é do PSD, que assim não dizem que é uma questão do Chega. É mesmo o reconhecimento de uma ala do PSD de que este é um caminho de desastre.
André Ventura diz que há vários dirigentes social-democratas a tentar alertar Luís Montenegro. Um caminho de desastre, que nas palavras de André Ventura, também é ilustrado nos preços dos combustíveis. O Chega já entregou na Assembleia um projeto de lei para reduzir o IVA dos combustíveis. Vai ser debatido em plenário daqui a 13 dias, a 24 de setembro. André Ventura diz que isto não pode chumbar. São palavras do líder do Chega, que lança diretamente um desafio a José Luís Carneiro para aprovar este documento.
O Partido Socialista andou o verão todo a dizer que a culpa era do Chega, de não termos aprovado a descida dos impostos sobre os combustíveis. Então nós, no dia 24 de setembro, temos no Parlamento uma ordem do dia toda para duas coisas: para o IVA do cabaz alimentar e para o IVA dos combustíveis. Se o PS decide também chumbar isto, não é só não ter palavra, é pura hipocrisia. Mais vale encerrarem a loja, irem para o outro lado fazer política, porque toda a gente perceberá que é mentira, mentira, mentira e mentira.
O Partido Socialista será hipócrita se não votar ao lado do Chega. É o que diz André Ventura, que neste momento, Miguel, está a visitar a Santa Casa da Misericórdia de Cascais.
André Ventura em Cascais, a alinhar também no discurso de Pedro Passos Coelho, que fala no tempo que o governo tem para fazer reformas estruturais. Hoje, Luís Montenegro também falou à imprensa. Esteve na abertura do novo ano letivo, uma sessão solene em Setúbal, e lamentou, o primeiro-ministro, os resultados dos alunos portugueses nos testes PISA. Avisa Luís Montenegro que há uma clara necessidade de inverter esses resultados.
Estes resultados PISA e aquilo que está consensualizado, é necessário fazer para inverter a tendência, é o que estamos a fazer. E, portanto, desse ponto de vista, a abertura deste ano letivo
De 2026 a 2027 é, por assim dizer, um momento em que nós podemos naturalmente discutir, debater, mas convergir para aqueles que são os caminhos que temos de percorrer para atingir melhores resultados.
Quem falou hoje também sobre estes testes aqui na Rádio Observador foi o Ministro da Educação. Fernando Alexandre esteve no Explicador das manhãs 360 e voltou a culpar os governos socialistas pelos resultados nestes testes.
E por isso, naqueles dois fatores que eu diria que são comuns, que foi a perda da aprendizagem com o Covid e o efeito negativo das redes sociais, os governos de António Costa não fizeram absolutamente nada que fosse eficaz e logo por aí ficamos a perder.
Explica também o ministro que quer inverter estes resultados do PISA ainda nesta legislatura. Depois de um verão marcado pelas polémicas na correção dos exames nacionais, o ministro diz que está convicto de que no próximo ano os exames já vão decorrer com normalidade. Também a marcar a atualidade, foi desconvocada a greve de dois dias do Sindicato de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. O presidente deste sindicato, Rui Lázaro, confirmou que a greve não avança, depois de uma reunião de quase quatro horas com a ministra Ana Paula Martins e o presidente do INEM, Luís Cabral. Em causa estava o reforço da capacidade assistencial aos portugueses, na sequência da reorganização dos meios no INEM. Nesta altura, passam 10 minutos das 17h. E a marcar também a atualidade está uma decisão do Tribunal Constitucional. Rejeitou o recurso apresentado pelo PAN e mantém assim inválida a eleição dos órgãos nacionais deste partido. O recurso pretendia anular um acórdão que invalidou a última eleição dos órgãos nacionais do partido, incluindo a porta-voz Inês de Sousa Real. Os juízes do Palácio Ratton consideram que a eleição foi feita por um conjunto restrito de estruturas e por uma estrutura estatutariamente incompetente. A ANAREQ acusa o governo de ganhar dinheiro com os combustíveis e acusa também o governo de estar a mentir aos portugueses ao dizer que não tem tido qualquer lucro na crise energética. O presidente da associação, João Durão, afirma que o governo tem de baixar a carga fiscal sobre os combustíveis, porque as empresas estão a perder competitividade exagerada face a Espanha. Para fechar, Ricardo Conceição, vou passar a emissão para ti a partir de Nova Iorque, mas antes disso quero falar desta memória do 11 de setembro com uma pergunta que já se tornou clássica: onde estavas no 11 de setembro?
Estava a almoçar depois de ter feito a manhã um na rádio. Tinha saído há muito pouco tempo, estava a almoçar muito perto da rádio e lembro-me que entra um colega da redação, que veio até ao restaurante onde nós geralmente estávamos todos a almoçar, a perguntar: "Alguém tem o número de um piloto? Parece que houve um avião que bateu no World Trade Center." Foi este o primeiro momento em que tive conhecimento do que se estava a passar e depois percebemos que era algo muito grave.
Muito maior. E esse dia fica na memória. E eu, no fundo, faço esta pergunta porque tu e eu fazemos parte das gerações que ainda conseguem ter uma resposta para esta pergunta. Mas é certo que praticamente metade da humanidade que tem nesta altura menos de 30 anos, já não tem propriamente memória disto. Um terço dos norte-americanos não eram nascidos no 11 de setembro e, portanto, há uma grande parte da população dos Estados Unidos que não tem uma memória desse dia. E o Observador fez um vasto artigo sobre estes jovens que podem não ter a memória desse dia, mas estão diretamente ligados ao que aconteceu a 11 de setembro de 2001. É um artigo que está em observador.pt sobre esta geração que nasceu à sombra do 11 de setembro. Há um exemplo de um jovem que nasceu porque a mãe experienciou o 11 de setembro e decidiu naquele dia que não ia adiar mais a possibilidade de ser mãe e nasceu precisamente a 11 de setembro de 2002. São histórias como esta que contamos neste artigo que está em observador.pt, assinado pela jornalista Madalena Moreira. Os jovens, a geração que nasceu à sombra do 11 de setembro.
E nós somos suspeitos, mas vale mesmo a pena ler esse artigo. O Miguel Cordeiro vai regressar às 17h30 para atualizar as notícias. Já a seguir, ouvimos o testemunho de portugueses que há 25 anos, aqui em Nova Iorque, viveram aquilo que ninguém imaginava que fosse possível. Dois aviões a embater de manhã cedo nas Torres Gémeas, que acabaram por ruir. Já voltamos.