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São 6 horas. Edição das 6, com Vanessa Cruz e a começar na atualidade internacional, os houthis do Iémen ameaçam atacar navios norte-americanos no Mar Vermelho se os Estados Unidos se juntar a Israel na guerra com o Irão.
Ameaça feita pelo porta-voz militar dos houthis à agência Reuters. Foi decretado no mês passado um cessar-fogo para as hostilidades entre os rebeldes iemenitas e os Estados Unidos, mas tudo pode mudar em breve. Donald Trump ficou de decidir nas próximas duas semanas se intervém diretamente no conflito no Irão ou se não o vai fazer.
Entretanto, hoje já saíram do território norte-americano dois bombardeiros.
Bombardeiros estratégicos B-2 podem transportar bombas com capacidade para destruir as instalações nucleares críticas do Irão. Irão que, entretanto, vem classificar de irrealistas as propostas dos países europeus, precisamente sobre o programa nuclear. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros esteve reunido esta semana com os chefes da diplomacia de Alemanha, França e Reino Unido. Apesar de um oficial sénior avisar que assim é difícil alcançar um acordo, o regime iraniano promete analisar as propostas, sem revelar, até ao momento, quais são. Promete, no entanto, levar uma resposta na próxima reunião com os três países. Ainda não há uma data certa. Hoje mesmo, o presidente francês Emmanuel Macron lembra que cabe ao Irão dar garantias de que o programa nuclear tem fins pacíficos.
Agora porque a Força Aérea promete dois aviões operacionais até o final do mês para combater os fogos à disposição da Proteção Civil. O autarca de Grândola promete falar diretamente com o secretário de Estado com a pasta.
Grândola é uma das zonas afetadas pela falta de meios aéreos, apesar de o verão ter começado hoje mesmo. O presidente da Câmara, António Figueira Mendes, apoia esse esclarecimento feito pela Força Aérea, mas lembra as diferenças dos aviões face aos helicópteros.
Os aviões, embora sejam importantes, é diferente do helicóptero, que está ali em terra, como aquele que vimos em Grândola e que ia desde Vidal Caceres do Sal até Odemira e em poucos minutos estava a intervir no incêndio. Os aviões virão de zonas mais distantes, têm mais capacidade de descarga, mas a distância é fundamental, porque ainda no ano passado tivemos os exemplos naqueles concelhos limítrofes que em pouco tempo… E a primeira intervenção é fundamental para combater os fogos.
Daí que o autarca de Grândola não acredite mesmo que a situação fique resolvida em breve.
Não vamos ter, pelo menos tão depressa, o helicóptero em Grândola neste momento, o que é o contrário do que acontece há uma série de anos e, portanto, com o verão quente que começa a vir e com os fogos com muito crescimento, como tivemos este ano, é um risco grande de incêndios e todo o litoral alentejano fica desprovido deste meio aéreo, que é fundamental para o primeiro momento do aparecimento do fogo. Acho que é um prejuízo grande se a situação não se alterar.
É por isso que o presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes, vai tentar contactar diretamente o governo. O autarca foi ouvido pelo jornalista Carlos Pedro.
Agora também na política, o Partido Socialista pede explicações ao governo sobre os 12 aviões americanos estacionados na base das Lajes, nos Açores.
Estão na Ilha Terceira aeronaves de reabastecimento aéreo da Força Aérea dos Estados Unidos, sem explicação aparente. José Luís Carneiro considera que é necessário esclarecer o que se passa.
É importante que o governo possa ter um diálogo institucional com os partidos da oposição para procurarmos compreender em que se enquadram esses movimentos. Já sabemos que estão 10 aviões estacionados, há oito que estão em operação e julgo que o deputado eleito pelos Açores, Carlos Francisco César, fez um pedido de informação que parece-me oportuno saber do que se trata, para também estarmos todos conscientes destas responsabilidades internacionais do Estado português. Estou convencido de que o governo dará essas informações.
José Luís Carneiro, há uma semana de ser consagrado líder do PS, esteve esta tarde em Oeiras na apresentação da candidata à Câmara nas autárquicas do próximo outono, Ana Sofia Antunes, ex-secretária de Estado da Igualdade de António Costa.
E decorre há três horas uma reunião para decidir uma greve de magistrados do Ministério Público.
Devem avançar com uma paralisação contra a ideia do Procurador-Geral da República de os procuradores acumularem as áreas cível, criminal e de família e menores. O ex-presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Adão Carvalho, falou com a Rádio Observador, acusa Amadeu Guerra de espetar o último prego na especialização destes profissionais e até de promover uma alteração que o sindicato considera ilegal.
Isto não é uma greve contra o Procurador-Geral, não é uma greve especificamente contra o Conselho, é uma greve contra uma deliberação injusta, errada e ilegal e que coloca em causa, muito seriamente, o princípio da especialização dos magistrados.
O procurador Adão Carvalho à Rádio Observador, ouvido pela Mariana Rebocho. Falta a confirmação sobre se os magistrados fazem mesmo greve. Deve chegar essa confirmação ainda hoje.
Entretanto, Vanessa, o Papa Leão XIV defende não deve haver qualquer tipo de tolerância na Igreja Católica para qualquer tipo de abuso.
Sexual, espiritual ou de autoridade. O líder da Igreja Católica apela a processos transparentes para criar uma cultura de prevenção em toda a Igreja. São os primeiros comentários públicos do novo Papa sobre o escândalo dos abusos sexuais no clero. Foi numa mensagem escrita dirigida a um jornalista peruano que documentou um caso flagrante de abuso e corrupção financeira num movimento católico com sede no Peru. Caso que, de resto, o novo Papa conhece bem. Na altura, era bispo. Robert Prevost foi responsável por ouvir as vítimas e ajudou algumas a chegar a acordos financeiros com a organização. O agora Papa chegou a ser acusado de encobrir casos de abuso no Peru e também nos Estados Unidos.
Agora vamos ao desporto. Portugal joga, intervalo em andamento, a segunda parte do Portugal-Países Baixos. É o Europeu de sub-21.
Sim, Portugal na primeira parte falhou um penalti. Giovanni Kenda atirou ao ferro. Há uma expulsão também já de registar, um jogador dos Países Baixos. A equipa está reduzida a 10 jogadores. Nesta altura, com seis minutos da segunda parte, 0x0 ainda neste jogo a contar para os quartos de final do Campeonato Europeu sub-21 que decorre na Eslováquia. Ainda uma referência só, Nuno, para o Mundial de Clubes nos Estados Unidos. Também há jogos a decorrer, mas hoje e este fim de semana todo, sem equipas portuguesas, estamos a acompanhar em observador.pt.
Exatamente. Entretanto, também feminino, porque joga-se aqui o último jogo da primeira fase, Portugal e também a seleção neerlandesa e, portanto, nesta altura, na Polónia, Países Baixos e Portugal 0x0. De resto, é um grupo onde Portugal tem uma grande possibilidade de garantir uma meia-final. Está em igualdade pontual. De resto, é uma grande embrulhada. Três pontos Portugal, três Espanha, três a seleção neerlandesa e três para a Inglaterra. Portanto, vamos lá ver o que isto vai dar.
Vamos acompanhar.
Quanto à informação, de volta daqui a pouco, quando forem 18h30 com a Vanessa Cruz. Então até já.
Até já.