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Avançamos para o jornal das 18h e arrancamos com a notícia de um incêndio na COP30, a Conferência do Clima, em Belém, no Brasil.

Um dos pavilhões pegou fogo. As imagens que nos chegam mostram fortes labaredas a consumir uma parte do pavilhão de África. Centenas de pessoas tiveram de ser retiradas por segurança. A energia elétrica foi cortada. Este fogo começou há cerca de uma hora. Os seguranças e os bombeiros correram em direção ao fogo com extintores. Outros davam indicações aos milhares de pessoas que se encontravam na zona para se dirigirem para a saída. Este incêndio começou no pavilhão de África, na COP30. Ainda não há informações sobre eventuais feridos, mas vamos tentar ir em direto até ao Brasil. Entretanto, são as informações que temos até ao momento. Ainda não se sabe a origem deste incêndio, nem se há ou não feridos. Sabemos, sim, que a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, está com uma comitiva portuguesa a participar na Conferência do Clima e está bem, tal como a candidata presidencial Catarina Martins, eurodeputada e antiga coordenadora do Bloco de Esquerda.

São vários os portugueses que estão por estes dias em Belém, na COP30. Também Francisco Ferreira, da Zero, está a participar nesta Cimeira do Clima, a COP30. E este incêndio está a surpreender um pouco tudo e todos. Estamos a tentar perceber a dimensão do incêndio e em que medida estão a ser mobilizados também bombeiros, mas não há, para já, notícia de ferimentos. Vamos voltar, obviamente, a esta notícia durante esta tarde. Para já, avançamos para outra das notícias que estão a marcar esta tarde. Foram chumbadas as propostas do PS e do PCP para aumentar mais as pensões no próximo ano. Só a do PSD, o partido do governo, foi aprovada, Vanessa.

É que faz depender um bônus extraordinário de haver folga orçamental. Entretanto, notícia do último minuto também, Ricardo, foi chumbada a proposta do Chega para aumentar as pensões em 1,5% no próximo ano. João Gama, agora em direto do Parlamento. Só mesmo a proposta do partido do governo é que foi avante.

Que pretende esse bônus dado aos pensionistas. O Parlamento chumbou assim, quer a proposta do Chega, quer a proposta do Partido Socialista para um aumento estrutural dessas mesmas pensões. Primeiro, foi a proposta do Partido Socialista, que contou com o voto contra do Chega.

Proposta 1366 do PS. Quem vota contra? PSD, IL, CDS e Chega. Quem se abstém? Ninguém. Os restantes votam a favor. A proposta foi rejeitada.

O PS, que queria que o valor do suplemento que for pago em 2026 aos pensionistas fosse tornado um aumento estrutural, votaram contra, como vimos, o PSD, o CDS, a Iniciativa Liberal e também o Chega. Não houve abstenções. Já na proposta do Chega, que foi votada no último minuto, o PS não votou contra. Absteve-se, não se associou ao Chega e assim a proposta acabou rejeitada. Precisava de votar a favor, uma vez que o PSD, o CDS e a Iniciativa Liberal votaram contra. Sobra destas propostas apenas a do próprio PSD e CDS, que não pretendem um aumento estrutural das pensões, apenas esse bônus, que já foi, aliás, prometido pelo governo.

Todas as propostas chumbadas, exceto a de PSD, é o que adianta aqui o João Gama. Vai continuar no Parlamento. O Parlamento que chumbou mesmo a proposta do Chega para proibir dinheiro público para mesquitas. O partido votou sozinho a favor. Entretanto, notícia também do Parlamento, a conferência de líderes acaba de marcar para dia 19 de dezembro as eleições de cinco membros do Conselho de Estado, três juízes do Tribunal Constitucional e do Provedor de Justiça, meio ano depois de a legislatura ter começado. As candidaturas têm de ser apresentadas até ao dia 12 de dezembro.

E o primeiro-ministro admite sentar-se à mesa das negociações sobre a reforma da lei laboral.

Luís Montenegro mostra-se disponível para acompanhar a ministra do Trabalho, Rosário Ramalho, e sublinha que esta reforma obriga a cedências de todas as partes envolvidas.

Naturalmente, umas medidas agradarão mais a uns e outras medidas agradarão mais a outros. É impossível que todos estejam de acordo sobre tudo, isso é impossível, nós sabemos disso. A base do acordo significará sempre uma cedência de cada um. É por isso que eu não quero estar agora a concretizar nenhuma dessas medidas.

Luís Montenegro, no registo da RTP Notícias, à margem da cerimónia PM Excelência, em Guimarães. O chefe de governo garante que não tem a intenção de prejudicar os direitos dos trabalhadores e aponta para a necessidade de estimular a economia. A greve geral está marcada para dia 11 de dezembro, junta UGT e CGTP.

E temos de falar também de presidenciais. O deputado do PSD, Alexandre Poço, aplaude a decisão do CDS em apoiar Luís Marques Mendes para as presidenciais.

Há momentos, em mais um episódio do programa "A Caminho de Belém", o representante da candidatura de Marques Mendes considera que os valores do partido são semelhantes aos do candidato. Alexandre Poço revela ainda que o apoio dos centristas tem trazido boa sorte.

Nesse sentido, é positivo. Eu vejo com muito bons olhos, tenho muito respeito pelo CDS. Penso que o perfil, as ideias, o posicionamento político de Luís Marques Mendes vai ao encontro daquele que é também um conjunto de princípios que o CDS defende e também é positivo, porque veja, Cavaco Silva teve o apoio do CDS e venceu, Marcelo Rebelo de Sousa teve o apoio do CDS e venceu. Penso que é positivo.

O CDS demorou nove meses a decidir, tendo em conta que Marques Mendes anunciou e apresentou a candidatura em fevereiro.

E regressamos à notícia de abertura, um incêndio num pavilhão na Cimeira do Clima, a COP30, que decorre em Belém, no Brasil. Vanessa Cruz, penso que vamos conseguir ter um direto com Belém.

Com a candidata presidencial Catarina Martins, eurodeputada, antiga coordenadora do Bloco de Esquerda. Muito obrigada por estar conosco em direto do Brasil. Catarina Martins, onde estava quando o incêndio começou e que retrato é que nos pode fazer?

Eu estava na zona azul, onde foi o incêndio, mas um pouco afastada do sítio onde começou o incêndio. Pediram-nos para evacuar, as pessoas evacuaram. Nós fomo-nos dando conta que isso foi tudo bastante tranquilo. Fomos sempre recebendo informações da organização também. Toda a gente foi saindo. Ao que eu sei, eu não estava com o pessoal da delegação, mas a delegação deve ter saído já toda evacuada também.

O som desta chamada não está nas melhores condições. No entanto, Catarina Martins, estamos a conseguir perceber que a situação estará mais ou menos controlada. Consegue explicar-nos mais ou menos o que é que se está a passar agora?

Agora, espero que o som esteja ligeiramente melhor, eu mudei ligeiramente de sítio. Agora está toda a gente a sair da COP. Não é expectável que recomecem as reuniões já. Pediram-nos para sair, estamos a sair.

Portanto, não há ainda indicações sobre quando é que os trabalhos vão ser retomados. Catarina Martins, consegue ter alguma visão? Consegue avistar os bombeiros? As pessoas estão ou não estão tranquilas neste momento?

Houve uma ação muito rápida, isso pareceu-nos. De repente chegaram muitos mais, isso vi a passar. Como digo, eu não estava no sítio mais próximo de onde foi o incêndio e, portanto, eu não apanhei um particular susto. Evacuei, percebemos depois que o incêndio tinha alguma dimensão, mas acho que já está controlado, mas não haverá condições para estarmos dentro do edifício. E o que nos dizem é que foi um curto-circuito e que não podemos agora estar lá dentro. Julgo que foi aqui numa parte de fora do edifício, acho que é um curto-circuito. Não se sabe exatamente o porquê, mas vemos que aqui está mesmo muito calor e, portanto, não é difícil perceber que pode ser um pouco complicado.

Ia perguntar-lhe só se tem informações sobre os portugueses que aí estão consigo e também sabemos que a ministra do Ambiente está por aí.

Da delegação governamental não sei nada. As pessoas do Parlamento Europeu, parece-me que está toda a gente bem. Não estou com todos, mas nós temos trocado mensagens e a informação é que está toda a gente bem. E acabei de passar há pouco por uma delegação da Assembleia da República, estava também tudo bastante calmo.

Muito obrigada, Catarina Martins, por ter estado em direto conosco do Brasil. Catarina Martins, candidata presidencial que está a participar na COP 30, a Conferência do Clima. Houve um incêndio. Pelo que percebemos, a origem pode ter sido um curto-circuito. De resto, o governador do Pará já veio dizer que o incêndio está contido. Naturalmente, os trabalhos estão agora suspensos na COP 30.

Sem indicação para saber quando poderão ser retomados. Entretanto, nesta tarde de quinta-feira, 20 de novembro, há outras notícias. Vanessa Cruz.

Uma em especial, Ricardo, a Operação Obelix. A médica suspeita de prescrever medicação a falsos diabéticos fica sujeita ao pagamento de uma caução de €500 mil. É uma das medidas de coação decretadas pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto. A endocrinologista Graça Vargas, detida ontem no Porto, é a principal suspeita de um esquema fraudulento que passaria por prescrever medicamentos para diabetes a pessoas que não teriam a doença, que queriam só perder peso. A médica fica ainda proibida de se ausentar do país, contactar com testemunhas, frequentar a clínica também onde dava consultas e de exercer. Agora, ainda uma notícia sobre o primeiro beijo da história. Sabes quando é que foi, Ricardo?

Não faço a menor ideia, mas tenho ideia que me vais explicar, a mim e aos ouvintes.

Vou explicar, porque há um estudo.

Quando foi o primeiro beijo da história.

É, há um estudo divulgado agora que sugere que o primeiro beijo pode ter sido dado há 21 milhões de anos.

Isso é pouco tempo.

Seja como for, os cientistas dizem que beijar é um traço comportamental ancestral dos grandes símios.

Pois, faz sentido. Fico sempre muito curioso como é que se chega a essa conclusão.

Sim. Os investigadores da Universidade de Oxford definiram o que é um beijo, explicam que é um contacto boca a boca, não agressivo.

Portanto, é boca na boca, não é beijinho na testa.

Nada disso. E que não envolve a transferência de alimentos. Depois, recolheram dados sobre espécies de primatas que habitualmente se beijam, incluindo os chimpanzés e os orangotangos, por exemplo. Depois disso, através da árvore filogenética dos primatas, estimaram as probabilidades de que diferentes antepassados também praticassem este hábito de beijar. E a conclusão é que é um traço comportamental ancestral, como estávamos aqui a dizer, que terá surgido há 17, 21 milhões de anos, mais ou menos.

E se eu quisesse saber mais sobre este primeiro beijo, onde é que posso ir buscar informação?

Pode viajar até o Reino Unido.

Eu fico sempre muito desconfiado com estas coisas.

É, mas é a Universidade de Oxford, é uma universidade prestigiada, pode ir até ao Reino Unido.

Mas devemos desconfiar sempre, de tudo e de todos. Fazer perguntas.

Sim, podes ir também à internet, ajuda, tendo em conta que o estudo foi publicado na revista britânica Evolution and Human Behavior, portanto, Evolução e Comportamento Humano, é assim que se chama esta revista, que está disponível no site, pode-se encontrar na internet.

E é com esta notícia, de que o primeiro beijo foi dado há 21 milhões de anos, é uma poeira no tempo, que fechamos o noticiário das 18h00. A Vanessa Cruz vai regressar às 18h30 com mais notícias.